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Category Archives: Notícias

A seção Direito Hoje lançou, nesta terça-feira (7/11), o artigo “Justiça climática, vulnerabilidades e o Poder Judiciário”. A autoria é de Diego Pereira, assessor na Secretaria Especial para Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência da República, procurador federal da Advocacia-Geral da União (AGU) e doutorando em Direito pela Universidade de Brasília (UnB).

O texto corresponde à palestra proferida por Pereira em 29 de setembro deste ano, na sede do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) em Porto Alegre, no curso organizado pela Escola da Magistratura (Emagis), cujo tema foi “Direito das Mudanças Climáticas”.

O autor apresenta o conceito de justiça climática como sendo “uma dimensão do conceito de justiça que busca a diminuição das vulnerabilidades que atingem determinados indivíduos”. O trabalho pode ser lido na página da Emagis no Portal Unificado da Justiça Federal da 4ª Região. Para acessar o artigo na íntegra, clique no seguinte link: https://www.trf4.jus.br/direitohoje.

A seção Direito Hoje foi criada em 2020. O espaço, editado pela Emagis, tem o objetivo de trazer mais dinamismo à divulgação da produção textual de magistrados e de outros profissionais da área, com a publicação online de artigos que tratem de questões emergentes no Direito nacional e internacional.

Fonte: Emagis/TRF4


(Imagem: Emagis/TRF4)

A Justiça Federal em Santa Catarina (JFSC) negou um pedido de liminar para que fosse suspensa a realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), cuja primeira prova ocorreu esse domingo (5/11) em todo o país. A suspensão tinha sido requerida por uma estudante de Florianópolis, sob alegação de que a possibilidade de aplicação do exame em duas etapas, por causa de um problema de distância dos locais de prova, prejudicaria a igualdade entre os candidatos. O juiz Alcides Vettorazzi, da 2ª Vara Federal da capital catarinense, entendeu que o objetivo da alternativa foi justamente garantir a isonomia.

“Os candidatos que mantiveram seus locais de prova dentro do limite de 30 km do seu domicilio possuiriam vantagem de deslocamento acaso não concedido o direito de postergação aos prejudicados, pois não só haveria afronta às normas reguladoras do exame, como também haveria grandes chances de impossibilitar a participação desses últimos”, afirmou o juiz em decisão proferida sexta-feira (3/11). “Permitir um tempo maior para programar o deslocamento garante que tais candidatos participem em igualdade de oportunidades e de acesso à educação escolar superior”, concluiu.

O Enem deste ano tinha provas previstas para 5 e 11 de novembro, entretanto, cerca de 50 mil estudantes – 1% do total de inscritos – foram distribuídos em locais de prova a mais de 30 km de distância de suas residências. Para esses, foi aberta a possibilidade de prestarem o exame nos dias 11 e 12 deste mês. “A decisão foi tomada após equívoco por parte da banca escolhida para o certame – e da Administração Pública – em fixar locais de prova num raio superior [em 30 km] do domicílio informado na inscrição, em afronta às normas do INEP”, observou Vettorazzi.

A estudante impetrou um mandado de segurança durante o plantão do feriado do Dia de Finados (2/11), pedindo que todos os candidatos fizessem o exame nas mesmas datas ou que o Enem fosse suspenso ou, então, que ela pudesse prestar a prova nas duas ocasiões e optar pela melhor nota. Entre outros argumentos, ela alegou que provas diferentes não poderiam ser aplicadas no mesmo exame. As datas alternativas são as definidas para o Enem PPL [pessoas privadas de liberdade] de 2023.

A juíza responsável pelo plantão, Micheli Polippo, despachou ainda na quinta-feira (2) e remeteu o caso para o expediente normal de sexta (3), por considerar que o Juízo natural teria tempo hábil para decidir. A 2ª Vara negou a liminar na sexta e na manhã de sábado (4/11) a estudante recorreu ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), também durante o plantão. No mesmo dia, o TRF4 manteve a decisão da primeira instância.

“Os argumentos referidos pela agravante somente sugerem, de modo relativo, uma possibilidade de tratamento inconstitucional, não prevalecendo frente aquele adotado pela autoridade [organizadora do Enem], ponderou o desembargador federal Altair Antônio Gregório. “Veja-se que a solução proposta pelo INEP cria apenas uma possibilidade de escolha, podendo ‘optar’ pelas datas de dezembro os candidatos que não puderam contornar as dificuldades logísticas causadas pelo erro operacional – todos demais, se assim o desejarem, poderão se submeter às provas a partir do dia de amanhã [5/11]”, lembrou o desembargador.

“Sem falar, por fim, no efeito anti-isonômico reverso que a proposta de suspensão total do exame e/ou a troca de sua data poderia ocasionar aos demais 99% dos candidatos inscritos, não atingidos pela controvérsia dos autos. O ENEM é modo de avaliação de aspecto nacional, alcançando pessoas que há muito se preparam para cada uma de suas fases, de modo a sempre sugerir a mínima intervenção possível do Poder Judiciário na condução de suas etapas”, ressaltou Gregório.


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Todos os anos, a Justiça Federal do Paraná muda a iluminação da fachada de sua sede, em Curitiba, em adesão à campanhas em prol da saúde da população. Neste ano, após o Outubro Rosa, chegou a vez do prédio da JF ganhar tons de azul, trazendo visibilidade para duas campanhas de grande importância: o combate ao câncer de próstata e a prevenção ao diabetes. O prédio ficará iluminado até o fim do mês.

O Novembro Azul é o mês mundial de conscientização sobre as duas doenças, escolhido em função do Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata (17) e da Campanha 24 Horas Pelo Diabetes (21).

Câncer de próstata

A Campanha Novembro Azul teve início em 2011 buscando reforçar a importância da prevenção e do diagnóstico precoce de câncer de próstata, e incentivar os homens a prestarem atenção à própria saúde, promovendo hábitos que auxiliam na prevenção da doença.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de próstata é o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens brasileiros. Por conta do preconceito que envolve o exame preventivo, muitos homens são diagnosticados quando a doença já se encontra em estado mais avançado, o que leva a uma alta taxa de óbitos. Quando identificado em fase inicial, o câncer de próstata tem altos índices de cura.

Diabetes

Desde 2020, o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) promove a Campanha 24 Horas Pelo Diabetes, em um esforço para esclarecer os brasileiros sobre a doença, que também afeta a saúde ocular, podendo levar à perda da visão. 

O diabetes faz parte da vida de uma em cada 11 pessoas no mundo. É uma doença crônica caracterizada pela insuficiência na produção de insulina, um hormônio que quebra as moléculas de glicose transformando-a em energia para manutenção das células.


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A Edição XVIII da Semana Nacional da Conciliação do Poder Judiciário iniciou hoje (6/11) e vai até a próxima sexta-feira (10/11). Para marcar o início da campanha, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) juntamente com o Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT4) e o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul (TJRS) promoveram nesta manhã uma solenidade interinstitucional de abertura da Semana Nacional da Conciliação. O evento contou com as presenças do desembargador Hermes Siedler da Conceição Júnior, coordenador do Sistema de Conciliação do TRF4 (Sistcon), e das desembargadoras Luciane Cardoso Barzotto, do TRT4, e Varnderlei Teresinha Tremeia Kubiak, do TJRS. A cerimônia foi realizada de forma virtual pela plataforma Zoom e foi transmitida online pelo canal oficial do TRF4 no YouTube.

A campanha é promovida anualmente pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) com o objetivo de estimular a conciliação e o uso dos meios consensuais de solução de litígios. “A Semana da Conciliação é um importante instrumento propagador da cultura e das práticas que visam a solução adequada de conflitos”, declarou o desembargador Siedler da Conceição durante o evento.

Ao longo da sua fala, o magistrado relembrou que a campanha deste ano traz como slogan “Conciliação: a um passo da solução”. Segundo ele, “esse slogan deve nos inspirar a atuação colaborativa na qual os passos a serem dados pelas partes envolvidas no processo de conciliação devem ser facilitados pela ação reflexiva de conciliadores e mediadores”.

Para o desembargador, “o exercício de escuta e a habilidade para a promoção do diálogo, que são técnica e arte dos profissionais da conciliação e da mediação, devem buscar não somente a solução dos conflitos trazidos ao Judiciário mas, sobretudo, a construção e a difusão de uma cultura da paz, cada vez mais imprescindível a nossa existência”.

Já a desembargadora Vanderlei Teresinha Kubiak avaliou que o maior desafio das políticas públicas de implantação dos métodos autocompositivos no Judiciário “é mostrar para os nossos cidadãos os benefícios de poderem decidir os seus conflitos da forma que seja melhor para eles”.

Dessa forma, Kubiak abordou as diferenças entre o método adversarial e os métodos autocompositivos. “Quando se trabalha no modelo adversarial, o conflito é resolvido de uma forma ‘tudo ou nada’, enquanto que nos métodos de autocomposição temos soluções negociadas que podem atender os interesses de todos; não precisa ser ‘tudo ou nada’, pode ser ‘um pouco para cada um’”, ela explicou.

A magistrada ainda destacou que “geralmente, a situação de conflito leva as pessoas a enxergarem a outra parte como um inimigo, negando a humanidade do adversário; no entanto, na conciliação e mediação se procura trabalhar o outro como um semelhante, como um colaborador para a solução. Assim, a Semana Nacional da Conciliação é um ótimo momento para refletirmos sobre os nossos papéis nesse novo modelo de Justiça”.

A desembargadora Luciane Barzotto ressaltou que “a conciliação e a mediação trazem, cada uma em si, diversos aprendizados coletivos, que estamos hoje a colher os frutos, em termos de diminuição de demandas, de solução justa dos conflitos, de justiça restaurativa, de criatividade, de força positiva, de postura de escuta”.

Em sua manifestação, Barzotto acrescentou que “é importante saber que se o conflito ainda não foi solucionado, podemos sempre recomeçar no momento presente e tentar solucioná-lo buscando a conciliação, por isso, nesse sentido, estamos sempre a um passo da solução”.

A magistrada do TRT4 também apontou que o estímulo da mediação e conciliação “nos remete, além da paz, a outro conceito muito importante que é a esperança”. “Nós, como agentes de conciliação, temos que ter a esperança de que as nossas soluções serão concretas, boas e confiáveis, atingindo positivamente os jurisdicionados”, ela concluiu.

A solenidade de encerramento da campanha ocorrerá no dia 10 de novembro, às 17h30, e também será transmitida pelo canal oficial do TRF4 no YouTube.

A campanha

A Semana Nacional da Conciliação é promovida todos os anos pelo CNJ desde 2006. A iniciativa envolve os Tribunais de Justiça, os Tribunais do Trabalho e os Tribunais Federais brasileiros, os quais selecionam processos que tenham possibilidade de acordo e intimam as partes envolvidas para solucionarem o conflito.

Na Justiça Federal da 4ª Região serão realizadas audiências virtuais e presenciais em ações de danos morais, indenização de anistiados, contratos bancários, contratos habitacionais, desapropriações para realização de obras rodoviárias e reclamações pré-processuais de Conselhos Profissionais.

De acordo com o desembargador Siedler da Conceição, além das audiências, seguirão em curso tratativas por petição de milhares de processos previdenciários, processos que envolvem temas de Planos Nacionais de Negociação da AGU e ações de ressarcimentos aos Estados pelos gastos com saúde que se prorrogarão para além do período da Semana Nacional da Conciliação.

Também serão realizadas ações integradas entre as Justiças de Santa Catarina para a promoção de atividades do PopRuaJud.

Caso você tenha um processo tramitando no TRF4 ou na primeira instância da Justiça Federal da 4ª Região e deseje solucionar o caso pela conciliação, acesse a página do Sistema de Conciliação para mais informações: https://www.trf4.jus.br/ksCaY.

ACS/TRF4 (acs@trf4.jus.br)

Da esq. p/ dir.: desembargadora Luciane Cardoso Barzotto, do TRT4, desembargador Hermes Siedler da Conceição Júnior, do TRF4, e desembargadora Varnderlei Teresinha Tremeia Kubiak, do TJRS
Da esq. p/ dir.: desembargadora Luciane Cardoso Barzotto, do TRT4, desembargador Hermes Siedler da Conceição Júnior, do TRF4, e desembargadora Varnderlei Teresinha Tremeia Kubiak, do TJRS (Foto: ACS/TRF4)

A partir de hoje (6/11), o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) abre as inscrições para processo seletivo de estágio em Direito, na área de Análise Processual. Os estudantes interessados em participar da seleção podem se inscrever até as 18h do dia 20/11 em www.trf4.jus.br/estagios, na seção “Processos Seletivos Abertos”.

Para concorrer à vaga de estágio, o candidato deve estar devidamente matriculado no curso superior de Direito de instituições de ensino conveniadas com o TRF4. A relação completa das instituições conveniadas com o tribunal pode ser consultada no link: https://www.trf4.jus.br/cAVxp.

Além disso, o aluno deverá ter concluído, até o momento da inscrição, no mínimo, 30% e, no máximo, 70% dos créditos disciplinares do curso superior, independentemente do semestre em que esteja formalmente matriculado. O candidato deve enviar a documentação comprobatória para o e-mail selecao@trf4.jus.br, no período entre 6/11 a 22/11.

A seleção será feita por meio de prova, que consistirá na realização de um relatório de um caso processual hipotético. Serão oferecidas ao candidato uma petição inicial, uma sentença e uma apelação. Ao confeccionar a peça processual exigida, o candidato deverá demonstrar ser capaz de relatar, de forma concisa e objetiva, o que foi pedido na petição inicial, o que a sentença decidiu e quais os fundamentos da insurgência do apelante.

A prova será aplicada no dia 28/11, às 14h30min, na sede do TRF4 (Rua Otávio Francisco Caruso da Rocha, nº 300, bairro Praia de Belas, Porto Alegre).

A divulgação do resultado final do processo seletivo deve ocorrer até o dia 11 de janeiro de 2024 e a previsão de início de ingresso dos aprovados é a partir do dia 29 de janeiro.

A remuneração do estagiário de nível superior no TRF4 é de R$ R$ 1.297,42, acrescida de auxílio-transporte fixado em R$ 10,52 por dia trabalhado presencialmente. A carga horária é de 20 horas semanais, no turno da tarde.

Para esclarecer dúvidas ou obter informações adicionais, os interessados podem entrar em contato com o Setor de Estágios do tribunal pelo e-mail estagio@trf4.jus.br ou pelos telefones/WhatsApp (51) 3213-3358/3213-3876.

O edital do processo seletivo pode ser acessado na íntegra no link: https://www.trf4.jus.br/b0R8l.

ACS/TRF4 (acs@trf4.jus.br)


(Imagem: ACS/DINST/TRF4)

O diretor do Foro da Justiça Federal em Santa Catarina, juiz federal Henrique Luiz Hartmann, e o diretor do Foro de Joinville, juiz federal Paulo Cristóvão de Araújo Silva Filho, realizaram hoje visita institucional à subseção local da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), onde foram recebidos pelo presidente, Óliver Jander Costa Pereira.

Juiz Paulo Cristóvão (E), presidente Óliver Pereira e juiz Henrique Hartmann.
Juiz Paulo Cristóvão (E), presidente Óliver Pereira e juiz Henrique Hartmann. ()

As inscrições para estágio em Direito na Justiça Federal em Canoas (RS) estão abertas. Interessados poderão se inscrever até 10/12 pelo portal da instituição, acesso rápido Concurso e Estágios.

Para participar do processo seletivo, é necessário que o candidato esteja matriculado em uma das instituições de ensino conveniadas à Justiça Federal. O estudante também deverá enviar documento oficial da instituição de ensino contendo a média acadêmica, conforme item 3.3.3 do Edital.

A remuneração do estagiário na JF é de R$ 1.297,42, acrescida de auxílio-transporte no valor de R$ 10,52 por dia de trabalho presencial. A carga horária é de 20 horas semanais, no turno da tarde.

As informações necessárias estão no edital do processo. Dúvidas ou esclarecimentos adicionais podem ser obtidos através do e-mail rscansecdf@jfrs.jus.br.

 

Secos/JFRS (secos@jfrs.jus.br)


(Freepik.com)

A 1ª Vara Federal de Rio Grande (RS) está cadastrando entidades públicas e privadas na região, interessadas em receber recursos decorrentes de penalidades de prestação pecuniária. Podem ser inscritos projetos sociais que atendam as condições previstas no Edital (link abaixo) e cujo orçamento seja de até R$ 20 mil. O valor total destinado aos projetos será de aproximadamente R$ 200 mil.

O prazo para cadastramento e envio da documentação vai até 24 de novembro de 2023. Podem candidatar-se entidades públicas ou privadas com finalidade social, sem fins lucrativos e regularmente constituídas, ou para atividades de caráter essencial à segurança pública, educação e saúde, desde que estas atendam às áreas de relevante cunho social.

Para participar, as instituições devem ser sediadas nos municípios de Rio Grande, São José do Norte, Santa Vitória do Palmar e Chuí.

Os interessados podem encaminhar o projeto e documentação, devidamente digitalizados em formato pdf, para o e-mail rsrgr01@jfrs.jus.br, observado o cronograma definido no Edital.

Maiores informações sobre o programa de destinação de recursos podem ser obtidas através do email rsrgr01@jfrs.jus.br ou pelo telefone (53) 3293-4015 (ligação ou whatsapp). O horário de atendimento é das 13h às 18h.

Clique para acessar o Edital.

 

Secos/JFRS (secos@jfrs.jus.br)


(Freepik.com)

Na última terça-feira (31/10), o Sistema de Conciliação da Justiça Federal da 4ª Região (Sistcon), realizou uma reunião interinstitucional com a participação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), do Ministério dos Povos Indígenas (MPI) e da Procuradoria Regional Federal da 4ª Região (PRF4). O objetivo do encontro foi debater e prospectar soluções consensuais para alguns processos judiciais que estão no Sistcon e envolvem comunidades indígenas e quilombolas na Região Sul do Brasil. O evento aconteceu no auditório da sede do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em Porto Alegre.

A reunião foi presidida pelo desembargador Hermes Siedler da Conceição Júnior, coordenador do Sistcon, com apoio dos magistrados e magistradas Clarides Rahmeier, coordenadora do Fórum Ambiental, Catarina Volkart Pinto, coordenadora da Justiça Restaurativa, Fábio Vitório Mattiello, coordenador do Cejuscon RS, Rodrigo Machado Coutinho, da Coordenação de Demandas Estruturais junto ao Sistcon, e Marcelo Roberto de Oliveira, juiz natural dos processos que envolvem as Florestas Nacionais (Flonas) de Canela e de São Francisco de Paula, além de servidores do Sistema de Conciliação.

A procuradora-chefe nacional da Procuradoria Federal Especializada junto ao ICMBio, Fabiana Martinelli Santana de Barros, acompanhada de equipe de servidores da área técnica do órgão, representou o ICMBio. Por parte da Funai, os representantes foram a procuradora federal Danila Alves dos Santos e uma equipe de servidores da área técnica da Fundação.

Já pelo MPI, participou o diretor do Departamento de Mediação e Conciliação de Conflitos Fundiários Indígenas, Marcos Kaingang, e pela PRF4, o procurador federal Fabiano Valcanover.

O primeiro assunto abordado no encontro foi a situação das Flonas de São Francisco de Paula e de Canela, no Rio Grande do Sul. Existem cinco processos na Justiça Federal da 4ª Região envolvendo litígios entre a União e as comunidades indígenas Kaingang e Xokleng, que estão alocadas em áreas dessas unidades de conservação.

Durante o debate, foram ouvidos os representantes jurídicos e das áreas técnicas dos órgãos públicos, que buscaram avançar no diálogo a fim de levantar alternativas que possam auxiliar o encontro de soluções para os processos.

No decorrer da reunião, com o intuito de auxiliar na elaboração de uma solução efetiva, o professor de Geografia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Dilermando Cattaneo da Silveira foi convidado a contribuir com o diálogo, apresentando o estudo de seu grupo de pesquisa “A Geografia da Questão Indígena no RS”. Para embasar a discussão, o professor expôs um memorial descritivo a respeito da ocupação da comunidade Xokleng na Flona de São Francisco de Paula.

Como encaminhamento da questão, ficou marcada para a data de 20 de fevereiro de 2024 uma audiência a ser promovida na sede do TRF4 com a participação dos órgãos públicos envolvidos nos processos e também das comunidades indígenas Kaingang e Xokleng. Além disso, o desembargador Conceição Júnior reforçou que a Funai e o ICMBio devem manter o diálogo aberto para avançar nas tratativas até a realização da audiência.

O segundo assunto abordado foi a situação de três ações civis públicas ajuizadas pelo Ministério Público Federal (MPF) em face da União, do ICMBio e de pescadores artesanais, nas quais se discute a regularização fundiária do Parque Nacional da Lagoa do Peixe, localizado no litoral sul do estado do RS, o plano de manejo da área, a demolição de construções existentes com a consequente realocação de espaços para o apoio à pesca artesanal e a elaboração e aprovação de Projeto de Recuperação de Área Degradada. Nesse caso, ficou estabelecido um prazo de 30 dias para que o ICMBio se manifeste nos processos sobre os pontos discutidos na reunião.

Na sequência, foram analisadas as questões de duas ações civis públicas que envolvem a Comunidade Quilombola São Roque, situada no interior do município de Praia Grande, em Santa Catarina. A comunidade em questão foi certificada em 2004 pela Fundação Cultural Palmares, mas tem parte do território quilombola localizado dentro dos Parques Nacionais Aparados da Serra e Serra Geral, habitando áreas que são unidades de conservação ambientais. Sobre esse assunto, foi designada a realização de uma audiência de conciliação, que vai acontecer na Comunidade São Roque no dia 22 de fevereiro de 2024.

Na parte final da reunião, os magistrados do Sistcon conversaram com os representantes da Funai e do MPI sobre pautas específicas dos povos indígenas. Foram tratados assuntos como ocupações em áreas no interior do município de São Pedro das Missões (RS) e no Morro Santana em Porto Alegre, além de arrendamentos em terras indígenas. Ao encerrar o encontro, o desembargador Conceição Júnior reiterou a importância da interlocução da Funai com a Justiça Federal para o sucesso dos acordos de conciliação nos casos discutidos.

ACS/TRF4 (acs@trf4.jus.br)

A reunião aconteceu na tarde de terça-feira (31/10)
A reunião aconteceu na tarde de terça-feira (31/10) (Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4)

O encontro teve a presença de representantes da Funai, ICMBio, Ministério dos Povos Indígenas e Procuradoria Regional Federal da 4ª Região
O encontro teve a presença de representantes da Funai, ICMBio, Ministério dos Povos Indígenas e Procuradoria Regional Federal da 4ª Região (Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4)

A reunião foi presidida pelo coordenador do Sistcon, desembargador Hermes Siedler da Conceição Júnior (centro)
A reunião foi presidida pelo coordenador do Sistcon, desembargador Hermes Siedler da Conceição Júnior (centro) (Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4)

O encontro foi realizado no auditório do TRF4
O encontro foi realizado no auditório do TRF4 (Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4)

Na próxima segunda-feira (6/11), a partir das 08h, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) abre as inscrições para processo seletivo de estágio em Direito, na área de Análise Processual. Os estudantes interessados em participar da seleção podem se inscrever até as 18h do dia 20/11 em www.trf4.jus.br/estagios, na seção “Processos Seletivos Abertos”.

Para concorrer à vaga de estágio, o candidato deve estar devidamente matriculado no curso superior de Direito de instituições de ensino conveniadas com o TRF4. A relação completa das instituições conveniadas com o tribunal pode ser consultada no link: https://www.trf4.jus.br/cAVxp.

Além disso, o aluno deverá ter concluído, até o momento da inscrição, no mínimo, 30% e, no máximo, 70% dos créditos disciplinares do curso superior, independentemente do semestre em que esteja formalmente matriculado. O candidato deve enviar a documentação comprobatória para o e-mail selecao@trf4.jus.br, no período entre 6/11 a 22/11.

A seleção será feita por meio de prova, que consistirá na realização de um relatório de um caso processual hipotético. Serão oferecidas ao candidato uma petição inicial, uma sentença e uma apelação. Ao confeccionar a peça processual exigida, o candidato deverá demonstrar ser capaz de relatar, de forma concisa e objetiva, o que foi pedido na petição inicial, o que a sentença decidiu e quais os fundamentos da insurgência do apelante.

A prova será aplicada no dia 28/11, às 14h30min, na sede do TRF4 (Rua Otávio Francisco Caruso da Rocha, nº 300, bairro Praia de Belas, Porto Alegre).

A divulgação do resultado final do processo seletivo deve ocorrer até o dia 11 de janeiro de 2024 e a previsão de início de ingresso dos aprovados é a partir do dia 29 de janeiro.

A remuneração do estagiário de nível superior no TRF4 é de R$ R$ 1.297,42, acrescida de auxílio-transporte fixado em R$ 10,52 por dia trabalhado presencialmente. A carga horária é de 20 horas semanais, no turno da tarde.

Para esclarecer dúvidas ou obter informações adicionais, os interessados podem entrar em contato com o Setor de Estágios do tribunal pelo e-mail estagio@trf4.jus.br ou pelos telefones/WhatsApp (51) 3213-3358/3213-3876.

O edital do processo seletivo pode ser acessado na íntegra no link: https://www.trf4.jus.br/b0R8l.

ACS/TRF4 (acs@trf4.jus.br)


(Imagem: ACS/DINST/TRF4)