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O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) e o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) assinaram, ontem (20/6), um Acordo de Cooperação Técnica para promover ações colaborativas visando o desenvolvimento do Sistema Eletrônico de Informações (SEI). A parceria também prevê a criação do Comitê Gestor Interinstitucional do SEI. 

O acordo é celebrado 10 anos após a assinatura do primeiro Acordo de Cooperação Técnica com o TRF4 para cessão do SEI e a publicação da consulta pública em busca de uma solução de processo eletrônico, na qual o SEI foi escolhido como solução oficial do governo federal. 

O acordo foi assinado pelo presidente do TRF4, desembargador Ricardo Teixeira do Valle Pereira, e pela ministra da Gestão e Inovação dos Serviços Públicos, Esther Dweck, em cerimônia realizada no Salão Nobre do MGI, em Brasília. A assinatura marca o fortalecimento da parceria entre o Governo Federal e o TRF4, responsável pela criação do SEI e cedido sem custos para o governo federal desde 2014.

Na cerimônia, a ministra Esther Dweck parabenizou o TRF4 pelo desenvolvimento da ferramenta que, segundo ela, revolucionou a Administração Pública Federal, sendo um instrumento de modernização e inovação no serviço público.

“O Ministério foi criado, ainda na transição, para focar justamente em como a gente melhora a gestão pública e pensar em soluções inovadoras. E esse é um típico caso de solução inovadora. A gente estava começando a caminhar de forma separada e não fazia sentido. Essa reaproximação é muito importante para focarmos não só no desenvolvimento conjunto de melhorias, mas também na expansão. É um sistema que merece ser expandido”, ela ressaltou.

Dweck também destacou o importante papel da Dataprev nessa parceria. “É missão do Ministério fortalecer esses instrumentos do Estado brasileiro.  A Dataprev é uma grande empresa pública de TI e tem como missão ser o braço não só operacional, mas de desenvolvimento de inovações para a Administração Pública e para outras esferas. Juntamente com o Serpro, são nossas duas grandes empresas públicas na área de TI, e que a gente quer que se fortaleçam e possam servir como instrumento para todo o processo de transformação digital do governo brasileiro”, ela disse.

Já o presidente do TRF4, o desembargador Federal Ricardo Teixeira do Valle Pereira, ressaltou que o acordo é resultado do trabalho em conjunto entre as equipes. “O patrimônio público deve servir a todos. O Tribunal não é uma empresa de programação. Mas sempre investimos muito em tecnologia. Houve um mergulho de nossa equipe para conseguir uma verdadeira transformação digital. É incalculável a economia que tivemos de recursos públicos não só com papel, mas com licença de softwares”, afirmou o magistrado.

Ele explicou ainda que o Sei foi criado com o objetivo de modernizar, trazer benefícios para os cidadãos e para os servidores, de modo a assegurar sustentabilidade e transparência no serviço público. “Esse ACT vai permitir, sem dúvidas alguma, uma expansão do SEI. A utilização do Ministério e de uma base multi órgãos vai certamente permitir que haja uma expansão maior, atingindo municípios, entidade menores, e, consequentemente, trazendo benefício para pessoas que estão em centros mais distantes do Brasil e que são aquelas que precisam da inclusão digital”, ele declarou.

O secretário de Gestão e Inovação do MGI, Roberto Pojo, destacou que a primeira parceria do Executivo Federal com o TRF4 foi estabelecida há 10 anos e que o Sei se tornou um dos sistemas principais da Administração Pública em busca da digitalização dos serviços públicos. 

“Hoje, com esse novo acordo, o Ministério terá uma capacidade maior de expansão e de distribuição do SEI, tanto no âmbito do governo federal como para estados e municípios. Além disso, poderemos acelerar todos o desenvolvimento de sistemas, agregando novas funcionalidades e novos módulos para esse nosso objetivo de fazer todo o processo de digitalização de serviços”, ele afirmou.

Sobre o ACT

Um dos grandes destaques do acordo é a possibilidade de cessão de uso do SEI, seus módulos e sistemas complementares. A cessão poderá ser feita a quaisquer órgãos e entidades da administração pública dos Poderes e entes federativos, órgãos constitucionalmente autônomos, entidades paraestatais ou organizações internacionais da qual o Brasil faça parte e pessoa jurídica de direito privado sem fins lucrativos, de interesse coletivo e utilidade pública.

O instrumento prevê que o MGI poderá ceder o direito de uso do SEI com exclusividade para os órgãos e entidades do Poder Executivo Federal. O TRF4, por sua vez, atuará com exclusividade na cessão para os órgãos e entidades do Poder Judiciário, do Ministério Público da União e dos Estados e seus Conselhos correlatos, Defensorias Públicas, Ordem dos Advogados do Brasil e outros órgãos relacionados ao sistema de justiça.

A atuação do MGI e do TRF4 ocorrerá sem a necessidade de anuência da outra parte, observando-se os aspectos relacionados à segurança da informação e demais dispositivos legais que visem evitar o uso inadequado e indevido das soluções.

Além disso, por meio do Comitê Interinstitucional os órgãos atuarão conjuntamente no desenvolvimento colaborativo do SEI, seus módulos e sistemas complementares.  Isso inclui validação de evoluções prioritárias, requisitos técnicos, funcionais e legais e publicação de versão de referência, visando preservar a compatibilidade tecnológica e a otimização dos recursos para a eficiência da Administração Pública. 

Sobre o SEI

No Governo Federal, mais de 120 órgãos já utilizam o SEI. E centenas de órgãos públicos e outros Poderes e associações usufruem do avanço que a solução promoveu na Administração Pública com a mudança de gestão de processos e documentos administrativos eletrônicos. Já são 10 anos de gestão mais eficiente, ágil, transparente e, tudo isso, gerando economia de recursos públicos.

 O Sistema Eletrônico de Informações (SEI) é um sistema de gestão documental desenvolvido por servidores da Justiça Federal da 4ª Região que permite transferir toda a gestão de processos administrativos para o meio eletrônico. Com a ferramenta, a tramitação de expedientes, desde a criação, a edição e a assinatura até o armazenamento, é realizada em ambiente virtual.

 

ACS/TRF4 (acs@trf4.jus.br)

Secretário de Gestão e Inovação do MGI, Roberto Pojo, ministra da Gestão e Inovação dos Serviços Públicos, Esther Dweck, e presidente do TRF4, desembargador Federal Ricardo Teixeira do Valle Pereira, em cerimônia de assinatura do acordo de cooperação, realizada no Salão Nobre do MGI, em Brasília
Secretário de Gestão e Inovação do MGI, Roberto Pojo, ministra da Gestão e Inovação dos Serviços Públicos, Esther Dweck, e presidente do TRF4, desembargador Federal Ricardo Teixeira do Valle Pereira, em cerimônia de assinatura do acordo de cooperação, realizada no Salão Nobre do MGI, em Brasília (Foto: Adalberto Marques/MGI)


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Um apostador que teria acertado cinco dezenas da Mega Sena — se o pagamento da aposta tivesse sido efetivado no sistema de loterias on-line — não conseguiu que a Caixa Econômica Federal (CEF) fosse condenada a pagar-lhe o valor do prêmio. A Justiça Federal em Santa Catarina acolheu o argumento da CEF, de que a aposta não foi concluída por causa da operadora de cartão de crédito, que estornou o valor do bilhete.

“Em conclusão, não demonstrada a culpa da CEF que efetivamente não recebeu o valor da aposta, improcede o pedido da autora de ser indenizada pelo prêmio do concurso 2464 do qual não participou (valor do pagamento estornado)”, afirmou o juiz Sérgio Eduardo Cardoso, da 1ª Vara Federal de Jaraguá do Sul, em sentença proferida ontem (20/6).

“A questão do pagamento da aposta deveria ter sido resolvida pela autora imediatamente após o seu estorno, ou seja, antes do sorteio do concurso 2464 e não apenas posteriormente à revelação dos números sorteados”, observou Cardoso.

O apostador alegou que comprou um bilhete de oito números (R$ 140 em valores de hoje) e pagou com cartão de crédito, mas a transação não foi fechada e a aposta não concorreu ao sorteio. A quina da Mega Sena pagou R$ 35.454,28 naquele concurso.

Segundo a CEF, “as compras realizadas pelo Portal ou App de Loterias CAIXA assumem a situação ‘Finalizada’ e as apostas a situação de ‘Efetivadas’ quando todas as apostas foram processadas no sistema e concorrem aos sorteios, conforme item 3.1 do Termo de Adesão e Uso”.

O juiz lembrou ainda que “a leitura e assinatura [do termo] são obrigatórias para o primeiro acesso, pelo que não pode alegar desconhecimento”. As condições estabelecem que “é responsabilidade do usuário verificar a efetivação da aposta e o concurso ao qual está participando”. Cabe recurso ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre.


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Toma posse na próxima sexta-feira (23/6) como presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), o desembargador Fernando Quadros da Silva, que substitui Ricardo Teixeira do Valle Pereira. Quadros da Silva deverá coordenar o TRF4 pelos próximos dois anos. A cerimônia será no Plenário do TRF4, às 16h, e terá transmissão ao vivo pelo YouTube e pelo TelaTRF4, no Portal. Também tomam posse o desembargador João Batista Pinto Silveira, como vice-presidente, e a desembargadora Vânia Hack de Almeida, como corregedora regional da Justiça Federal da 4ª Região.  

Quem são os novos dirigentes

Des. Fernando Quadros da Silva – presidente
Fernando Quadros da Silva tem 59 anos e nasceu em União da Vitória (PR). Formou-se em Direito pela Faculdade de Direito de Curitiba (Unicuritiba) em 1988. É especialista em Direito Penal pela Universidade de Brasília (UnB), mestre em Direito do Estado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e doutor em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs). Atuou como advogado privado (1988-1991), procurador do Estado do Paraná (1989-1991) e procurador do Ministério Público do Trabalho em Porto Alegre (1991-1993) até ingressar na magistratura federal, em 1993. Na primeira instância, desempenhou suas atividades em Maringá (PR) e Curitiba e foi diretor do Foro da Justiça Federal no PR (2001-2003). Integrou o TRE-PR na vaga de juiz federal (2004-2006). Compôs o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), indicado pelo Supremo Tribunal Federal (2007-2009). Foi promovido a desembargador federal da Corte em 2009. No Tribunal, atuou na 3ª Turma (2010-2012), especializada em direito administrativo, civil e comercial, tendo sido membro titular do Conselho de Administração (2013-2015), presidente do Comitê Regional de Planejamento Estratégico da 4ª Região (2013-2015), conselheiro da Emagis (2016-2017) e coordenador dos Juizados Especiais Federais (2017-2019). Presidiu a Turma Regional Suplementar do Paraná, especializada em direito previdenciário, de 2019 a 2021, até ser eleito vice-presidente do tribunal para o biênio 2021-2023. Foi eleito presidente em abril de 2023.

Des. João Batista Pinto Silveira – vice-presidente
João Batista Pinto Silveira tem 68 anos e nasceu em Jaguarão (RS). Graduou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio Grande do Sul, em 1979. Em 1975, foi aprovado em concurso público da CEF. Em 1986, ingressou na carreira de advogado da mesma instituição. Em 1991, passou a atuar como gerente do Órgão Jurídico Regional da CEF no RS. Em 2004, tomou posse como desembargador do TRF4 em vaga destinada ao quinto constitucional dos advogados. No tribunal, atuava na 6ª Turma, especializada em direito previdenciário, tendo sido coordenador do Sistema de Conciliação – Sistcon da 4ª Região (2013- 2015), coordenador da Coordenadoria dos Juizados Especiais Federais – Cojef (2015-2017), vice-diretor da Escola da Magistratura – Emagis (2017-2019), Ouvidor (2019-2021) e diretor da Emagis (2021-2023). Foi eleito como vice-presidente em abril de 2023.

Des. Vânia Hack de Almeida – corregedora regional da Justiça Federal da 4ª Região
Vânia Hack de Almeida tem 68 anos e nasceu em Porto Alegre. Graduou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), em 1978. É mestre em Direito do Estado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Antes de ingressar na magistratura federal, Vânia foi assessora jurídica da extinta Companhia Brasileira de Abastecimento (Cobal) e das Centrais de Abastecimento do RS (Ceasa/RS). Também atuou como procuradora da Fazenda Nacional entre 1982 e 1993, ano em que assumiu como juíza federal substituta. Atuou na Justiça Federal de Porto Alegre, tendo sido diretora do Foro da Seção Judiciária do Rio Grande do Sul em 1996 e 1997. Presidiu a primeira Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais do RS, instalada em 2002. Em 2014, tomou posse como desembargadora do TRF4. No tribunal, atuava na 3ª Turma, especializada em direito administrativo, tendo exercido os cargos de coordenadora da Coordenadoria dos Juizados Especiais Federais – Cojef (2019-2021) e do Sistema de Conciliação da 4ª Região – Sistcon (2021-2023). Foi eleita como corregedora regional da Justiça Federal da 4ª Região em abril de 2023.

Mais informações sobre a solenidade de posse podem ser obtidas em acs@trf4.jus.br, ou pelo WhatsApp (51) 99914 6880.
 

ACS/TRF4 (acs@trf4.jus.br)

Desembargador Fernando Quadros da Silva assume Presidência
Desembargador Fernando Quadros da Silva assume Presidência (Foto: Diego Beck/TRF4)

Desembargador João Batista Pinto Silveira assume a Vice-Presidência
Desembargador João Batista Pinto Silveira assume a Vice-Presidência (Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4)

Desembargadora Vânia Hack de Almeida assume a Corregedoria Regional da JF4
Desembargadora Vânia Hack de Almeida assume a Corregedoria Regional da JF4 (Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4)

O juiz Alcides Vettorazzi, da 2ª Vara da Justiça Federal em Florianópolis, em decisão proferida hoje (21/6), negou o pedido de liminar de um advogado da Capital, para que fosse suspensa a sessão da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado, nesta data, para sabatina do cidadão indicado pelo presidente da República para compor o Supremo Tribunal Federal (STF). O pedido foi apresentado em uma ação popular protocolada ontem (20), às 17h08, contra o indicado, Cristiano Zanin, e o presidente da comissão, senador David Alcolumbre.

Segundo o juiz, não foi demonstrada a urgência necessária à expedição da liminar. “O perigo da demora que justifica a concessão de tutela antecipada, de caráter excepcional, é somente aquele iminente, irremediável e devidamente comprovado, capaz de inviabilizar ou tornar inútil uma tutela posterior”, afirmou Vettorazzi. “A prevalência do princípio da efetividade da jurisdição sobre os princípios do contraditório e da segurança jurídica somente pode ocorrer nos casos em que estiver comprovada a necessidade da medida como forma de assegurar a utilidade prática da futura sentença de procedência ou para evitar a ocorrência de dano concreto irreparável, o que não é o caso dos autos”, concluiu.

O autor da ação alega que teria havido descumprimento do princípio da moralidade administrativa. Cabe recurso.

 


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O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) manteve sentença da Justiça Federal de Florianópolis que extinguiu ação civil pública do estado de Santa Catarina contra a União, para que fossem revistas as cotas de pesca da tainha estabelecidas por portaria interministerial para a safra deste ano e autorizada a captura da mesma quantidade que foi permitida em 2022. A decisão foi proferida ontem (20/6) pelo desembargador Marcos Roberto Araujo dos Santos.

A ação foi ajuizada em maio. O estado requisitou a revisão das cotas que foram estabelecidas pela Portaria Interministerial MPA/MMA nº 1/2023 do Ministério da Pesca e Aquicultura e do Ministério do Meio Ambiente. O autor argumentou que as cotas catarinenses sofreram “drástica redução de 2022 para 2023, passando de 830 toneladas para 460 toneladas no que tange aos pescadores artesanais, e de 600 toneladas para zero em relação aos pescadores da modalidade cerco/traineira”.

Foi requerida “a condenação da União consistente na revisão da portaria para que sejam estabelecidas novas cotas para a pesca da tainha na safra de 2023, nos mesmos montantes autorizados para a temporada de 2022”.

A 6ª Vara Federal de Florianópolis proferiu sentença extinguindo a ação. “Não cabe ao estado de SC tutelar os interesses individuais dos pescadores; por mais injusta que seja a portaria, os pescadores deverão ajuizar ações individuais, pois os interesses do Estado não se confundem com os interesses particulares dos pescadores”, apontou o juiz Marcelo Krás Borges.

O estado recorreu ao TRF4 contra a extinção do processo. O autor sustentou a possibilidade de ocorrência de “graves danos econômicos, sociais e culturais que podem advir da manutenção das cotas estabelecidas no ato normativo contestado”.

O relator do caso, desembargador Araujo dos Santos, negou o pedido do recurso. “A preocupação do apelante com os possíveis danos econômicos, sociais e culturais, decorrentes da portaria atacada, não deve se sobrepor à necessária cautela exigida em face de potencial dano ambiental”, ele avaliou.

“O ato normativo questionado revela providência indispensável ao gerenciamento ou conservação dos estoques da espécie (tainha), não se podendo afirmar, de antemão, que as cotas foram fixadas com extremo conservadorismo, consoante sustentado pelo requerente”, acrescentou o magistrado.

Em seu despacho, ele ressaltou que “devem ser prestigiados, em matéria ambiental, os princípios da prevenção e precaução, com assento no artigo 225 da Constituição, a exigir do Poder Público um atuar na direção da mitigação dos riscos socioambientais, em defesa da manutenção da vida e da saúde”.

“Manifesto, em reforço, adesão aos termos da sentença, no sentido de que o estado de Santa Catarina não possui legitimidade para tutelar os interesses individuais dos pescadores, os quais devem ser protegidos por meio de ações individuais pleiteando autorizações de pesca”, concluiu Araujo dos Santos.

ACS/TRF4 (acs@trf4.jus.br)


(Foto: Sylvio Sirangelo)

O Instituto Nossa Senhora Aparecida, hospital que atende pacientes do SUS de Umuarama (PR) e região, ganhou na justiça o direito ao pagamento de benefícios relacionados ao programa de Incentivo de Adesão à Contratualização (IAC). A decisão é do juiz federal Daniel Luis Spegiorin, da 2ª Vara Federal de Umuarama, que condenou ainda a União ao pagamento dos valores do IAC e IGH – Incentivo de Qualificação da Gestão Hospitalar – a partir de agosto de 2013, corrigidos monetariamente e acrescidos de juros de mora, e também condenou o Município de Umuarama a incluir o IAC/IGH por meio de termo aditivo ao contrato vigente com a instituição.

Os valores mencionados são pagos a hospitais e instituições que assinam contrato com a União para atender pacientes do SUS. Com a decisão, o incremento mensal ao hospital deve ultrapassar os 113 mil reais, o pagamento dos valores vencidos, por sua vez, pode ultrapassar 12 milhões de reais. O pagamento deve se dar mediante transferência do Fundo Nacional de Saúde para o Fundo Municipal de Saúde, que repassará os valores ao hospital.

O autor da ação relatou que encaminhou ao Município de Umuarama pedido de contratualização e documentos para fins de recebimento do IAC. Contudo, o Ministério da Saúde negou sua adesão sob o argumento de falta de preenchimento dos requisitos, entendendo que o hospital seria empresa privada com interesse na obtenção de lucro. 

O Instituto esclareceu que o município encaminhou novo pedido de habilitação para recebimento de incentivo em conformidade com nova Portaria, que instituiu o Incentivo de Qualificação da Gestão Hospitalar (IGH), celebrando, com isso, contrato com o Fundo Municipal de Saúde, mas nenhum dos benefícios foram pagos.

Em sua decisão, o magistrado destacou que a prova documental demonstrou que a conclusão exarada no referido parecer foi equivocada, “pois antes da edição da Portaria de 2013 a parte autora já estava constituída como pessoa jurídica de direito privado (associação) sem fins lucrativos, de caráter humanitário, e havia requerido ao gestor de saúde local a respectiva alteração no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES)”.

Daniel Luis Spegiorin frisou ainda que o hospital preencheu os requisitos necessários para se habilitar ao recebimento do incentivo, pois antes de 2013 já se tratava de entidade filantrópica sem fins lucrativos e havia protocolado pedido de certificação originária do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social em Saúde (CEBAS), não podendo ser penalizada com o indeferimento da habilitação em decorrência de falha do gestor local quanto à atualização dos dados no CNES.

“Logo, reconhecido o seu direito à habilitação ao recebimento, faz jus a parte autora ao repasse dos respectivos valores a partir da competência de agosto de 2013, bem como à inclusão do IAC/IGH por meio de termo aditivo ao contrato vigente, até que o incentivo não seja mais pago ou revogado pela União”.

 

Comunicação Social da Seção Judiciária do Paraná
COMSOC/JFPR (imprensa@jfpr.jus.br)

Os valores são pagos a hospitais e instituições que assinam contrato com a União para atender pacientes do SUS. Foto: Raphael Costa
Os valores são pagos a hospitais e instituições que assinam contrato com a União para atender pacientes do SUS. Foto: Raphael Costa (Foto: Raphael Costa)

O Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscon) da Justiça Federal do RS (JFRS) realizou, no dia 15/6, audiência de conciliação na ação envolvendo a pesca de espécies de Bagre constantes na lista de animais ameaçados de extinção na Bacia Hidrográfica do Rio Tramandaí-Imbé. Foram apresentados os resultados do projeto de monitoramento técnico-científico realizado pelo Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos (Ceclimar), órgão vinculado ao Instituto de Biociências da Universidade Federal do RS (UFRGS), que está possibilitando a atividade pesqueira no local.

A ação é movida pelos municípios de Imbé e Tramandaí e pela Colônia de Pescadores e Aquicultores Z-39 contra o Ministério Público Federal (MPF) e Estadual.  

A sessão foi presidida pela juíza federal Clarides Rahmeier e pelo juiz federal substituto Lucas Fernandes Calixto, com a participação remota do juiz federal Eduardo Tonetto Picarelli, e estavam presentes os autores, os réus, representantes da Secretaria de Desenvolvimento Rural do RS, da UFRGS e do Ibama, além de pescadores e pescadoras atuantes na pesca artesanal nos dois municípios.

O coordenador técnico do projeto Monitoramento Pesqueiro do Estuário do Rio Tramandaí (MOPERT), professor Ignacio Benites Moreno apresentou os resultados do trabalho desenvolvido. Os presentes também realizaram suas manifestações. Foram discutidas as possibilidades de prosseguimento do projeto para a próxima safra que se inicia em setembro.

Na audiência, ficou determinado que a equipe técnica do projeto MOPERT deverá apresentar, junto com o relatório final, uma estimativa de orçamento referente ao tempo de monitoramento, pelo período de um ano, incluindo, também, a reestruturação sugerida na sessão e o modo que será realizado o projeto de fiscalização. Uma nova audiência será realizada após o envio das documentações para deliberações.

O projeto

Em maio de 2018, a 9ª Vara Federal de Porto Alegre, com a concordância do MPF, autorizou a realização do “Projeto de Monitoramento da Atividade Pesqueira e Geração de Subsídios para o Manejo da Pesca do Bagre nos Municípios de Imbé e Tramandaí”.  O objetivo é gerar conhecimento atualizado da atividade pesqueira no estuário lagunar de Tramandaí,  inclusive no que diz respeito à extração de espécie genérica bagre (a qual contempla, entre outras, as espécies Genidens barbus e Genidens planifrons do Decreto Estadual nº 51.797/2014 – Lista de espécies ameaçadas de extinção no Rio Grande do Sul).

À época, o Ceclimar foi eleito para realização desse estudo em virtude de seu notório saber em estudos costeiros, limnológicos e marinhos.

 

Secos/JFRS (secos)

Diversas pessoas acompanharam a audiência
Diversas pessoas acompanharam a audiência (Cejuscon/JFRS)

Resultados do projeto foram apresentados pelo Ceclimar
Resultados do projeto foram apresentados pelo Ceclimar (Cejuscon/JFRS)

Prosseguimento do monitoramento foi discutido na audiência
Prosseguimento do monitoramento foi discutido na audiência (Cejuscon/JFRS)

A 6a Vara da Justiça Federal em Florianópolis (Ambiental) realizou ontem (19/6) uma inspeção judicial em dez helipontos da Capital, no âmbito de uma ação civil pública do Ministério Público Federal (MPF) que discute a regularidade dos aeródromos. O ato foi coordenado pelo juiz Marcelo Krás Borges e contou com representantes do MPF e do Município.

A inspeção consistiu em um sobrevoo dos pontos de pouso de aeronaves, com utilização de helicóptero do Comando de Apoio Especializado da Polícia Militar. Durante o trajeto, os pilotos da PM forneceram informações e prestaram esclarecimentos.


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O juiz Marcelo Krás Borges, da 6ª Vara da Justiça Federal da Capital, negou os pedidos da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (ACIF) e do Partido Novo para participarem da ação civil pública do Ministério Público Federal (MPF) sobre a construção da nova ponte da Lagoa da Conceição. Segundo o magistrado, as agremiações não têm relação com a questão ambiental para integrarem o processo.

“O objetivo da ação não é impedir a construção da ponte, mas apenas regularizar o licenciamento, demonstrando que o Partido Novo não entendeu o objeto da ação”, afirmou o juiz, em decisão proferida sexta-feira (16/6). “A ACIF também não possui relação com a temática ambiental, (…), “deste modo, indefiro o pedido de intervenção como amicus curiae, a fim de não tumultuar o andamento do feito”.

Amicus curie é uma expressão latina que significa “amigo da corte”, papel geralmente exercido por instituições que possam contribuir com subsídios técnicos para o julgamento da causa.

Na mesma decisão, o juiz também negou um pedido de fiscalização apresentado pelo MPF. O juiz considerou o relatório do Instituto do Meio Ambiente (IMA), informando “que não há intenção de dragagem ou dispersão de material tóxico, bem como vem fiscalizando as obras realizadas”.


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A 2ª Vara Federal de Ponta Grossa marcou para o dia 09 de agosto, às 13h30, audiência para que o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) esclareça sobre os planos de manejo do Parque Nacional dos Campos Gerais e da Reserva Biológica das Araucárias. As duas unidades de conservação são geridas pelo instituto. O ato está marcado para ser realizado de forma presencial e virtual, com transmissão por meio da plataforma Zoom.

Tanto o Parque Nacional dos Campos Gerais quanto a Reserva Biológica das Araucárias foram criados em 2006, e o ICMBio tinha prazo de cinco anos desde sua criação para apresentar o plano de manejo – documento que estabelece o zoneamento e as normas que norteiam o uso da unidade de conservação. 

Os autores populares ajuizaram as duas ações civis públicas, após 17 anos, com pedido de obrigação de fazer para que sejam elaborados os planos. Os fundamentos da parte autora consistem na omissão do ICMBio e que a conduta é lesiva ao meio ambiente. A petição inicial estrutural foi recebida e designada a audiência para a manifestação preliminar da autarquia sobre o planejamento e a execução da política pública, bem como para que os interessados e envolvidos possam expressar as posições no litígio estrutural.


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