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A juíza federal substituta Cristina de Albuquerque Vieira, coordenadora do Núcleo de Justiça Restaurativa da 4ª Região (NUJURE), marcou presença no evento “Por Elas”, promovido pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (ENFAM), na última terça-feira (3/12). Na ocasião, a magistrada lançou sua mais recente obra: “Justiça Restaurativa Aplicada à Criminalidade Federal”, fruto de sua tese de mestrado.

O evento, realizado no saguão do Conselho da Justiça federal (CJF), em Brasília, foi marcado por um lançamento coletivo de livros de ex-alunos do curso de mestrado da ENFAM e reuniu professores, alunos formandos da terceira turma do mestrado e o atual diretor-geral da escola, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Benedito Gonçalves.

A obra da juíza Vieira, que também é coordenadora do Centro de Justiça Restaurativa da Justiça Federal do Rio Grande do Sul (JFRS), aprofunda a discussão sobre a aplicação da justiça restaurativa em casos criminais de natureza federal, trazendo importantes contribuições para o campo jurídico e para o fortalecimento da política de Justiça Restaurativa no país.

ACS/TRF4 (acs@trf4.jus.br)

A juíza Cristina de Albuquerque Vieira lançou livro que aborda a aplicação da justiça restaurativa em casos criminais de natureza federal
A juíza Cristina de Albuquerque Vieira lançou livro que aborda a aplicação da justiça restaurativa em casos criminais de natureza federal ()

O Centro Especializado de Atenção às Vítimas (Ceavi) da Justiça Federal do RS (JFRS) realizou visita técnica, na terça-feira (3/12), na aldeia indígena Nén Mág no município de Mato Castelhano (RS), localizado a 290 km de Porto Alegre. A visita foi designada em procedimento conduzido pelo centro e derivado pela juíza Carla Roberta Dantas Cursi, da 3ª Vara Federal de Passo Fundo (RS), que, em júri recentemente realizado, identificou a pertinência de acompanhamento das vítimas relacionadas a crime ocorrido em comunidade indígena.

A visita, conduzida pela coordenadora do Ceavi, juíza Ana Inés Algorta Latorre, contou também com as servidoras Andréa Rigo de Oliveira, Luisanna Semeraro e Sibele Wolff Garcez e o servidor Paulo Fernando Alves, tendo sido articulada em conjunto com a coordenadora regional da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) em Passo Fundo, Maria Inês Freitas, e a psicóloga da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), Daniela Nunes.

No deslocamento da equipe até a comunidade indígena também foi possível fomentar a atuação integrada entre a rede de saúde e assistência social municipal/Conselho Tutelar e os serviços federais de atendimento aos indígenas.

Ceavi

Instalado junto ao Centro de Justiça Restaurativa (Cejure), o Ceavi compõe a política do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) para o apoio e atenção a vítimas, estabelecida pela Resolução TRF4 nº 281/2023, e pressupõe a atuação multidisciplinar para o atendimento integral das necessidades das vítimas identificadas no âmbito da Justiça Federal na 4ª Região, e assim a compreensão dos fenômenos sociais, jurídicos e institucionais relacionados ao crime e suas vítimas.

A instituição da política de atenção às vítimas pelo TRF4 se deu em cumprimento à Portaria n. 253/2018 do Conselho Nacional de Justiça. Os Ceavis, instalados nas três Seções Judiciárias, estão em fase de estruturação, identificação das potenciais frentes de atuação na Justiça Federal, construção de rede de apoio e possibilidades de atendimento, ao mesmo tempo em que recebem demandas para atenção a vítimas de crimes objeto de processo criminal.

Nucom/JFRS (secos@jfrs.jus.br)

Ceavi tem atuação multidisciplinar
Ceavi tem atuação multidisciplinar (Ceavi)

O conselho de sentença, formado por três mulheres e quatro homens, condenou dois homens pelos crimes de tentativa de homicídio e corrupção de menores a pena de reclusão de nove anos e seis meses e 14 anos. A sessão, que durou dois dias (4 e 5/12) foi presidida pelo juiz Davi Kassick Ferreira, da 1ª Vara Federal de Rio Grande (RS), no auditório do prédio-sede da instituição.

Acusação

O crime ocorreu no dia 18 de julho de 2023. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), três homens e um adolescente, após perceberem a presença da vítima dentro de um carro estacionado na rua Um, saíram da rua Cacique/nove e efetuaram disparos de arma de fogo contra o policial federal. O agente tentou fugir, mas o carro derrapou, batendo na calçada.

De acordo com o autor, os denunciados continuaram atirando e depois correram para um matagal. O policial federal conseguiu ligar a viatura e sair em direção à rodovia, momento em que ouviu mais disparos. A perícia apontou que foram efetuados 35 tiros contra a vítima, 25 no carro e 10 nos muros próximos.

Tribunal do Júri

O julgamento iniciou, na terça-feira, às 8h, quando foram ouvidos os depoimentos de quatro testemunhas indicadas pelo MPF, e quatro, pela defesa. Na sequência, os réus foram interrogados.

A sessão foi encerrada neste dia e iniciada novamente na quarta-feira com os debates orais entre acusação e defesa. Os jurados responderam aos quesitos e o juiz proferiu a sentença.

O conselho de sentença entendeu que ficaram comprovados a materialidade, a autoria e o dolo quanto aos delitos praticados pelos dois homens. O magistrado fixou a pena de reclusão em nove anos e seis meses para um dos réus e 14 anos para o outro.

Nucom/JFRS (secos@jfrs.jus.br)

Sessão aconteceu no auditório e durou dois dias
Sessão aconteceu no auditório e durou dois dias (Marcelo Guerreiro/JF Rio Grande)

Foi realizada nesta quarta-feira (4/12) a Pós-Jornada de Soluções Autocompositivas, que trouxe reflexões sobre o papel do Judiciário na construção de relações mais humanizadas e no enfrentamento de desafios como o superendividamento, em um ano marcado pelas enchentes no Rio Grande do Sul. O evento integrou as atividades da “XI Jornada de Soluções Autocompositivas – Unindo Forças” e foi promovido em conjunto por tribunais com sede no RS, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), o Tribunal de Justiça do RS (TJRS) e o Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT4). A Pós-Jornada aconteceu no auditório do Espaço Multiuso do TJRS, em Porto Alegre.

No evento, que reuniu representantes de diferentes tribunais e instituições, os discursos enfatizaram a importância da união de forças em benefício da população. O 1º vice-presidente do TJRS e presidente do NUPEMEC/TJRS, desembargador Ícaro Carvalho de Bem Osório, participou da abertura, ressaltando o crescimento de processos judiciais e a criatividade do povo gaúcho na diversidade de demandas, apontando os métodos autocompositivos como essenciais na melhoria da administração da justiça e no alívio do sofrimento das partes envolvidas em conflitos.

O desembargador destacou também que a recente tragédia climática serviu para aproximar instituições e fomentar a colaboração interinstitucional, fortalecendo a missão comum de garantir a prestação jurisdicional. “Eu sempre ouvia da desembargadora Vanderlei sobre a necessidade de engajamento da magistratura nos métodos autocompositivos. Agora, na prática, vejo pessoas dedicadas e entusiasmadas com essa causa. Isso não apenas beneficia as pessoas, mas também contribui para uma administração mais eficiente do Poder Judiciário”, ele afirmou.

A desembargadora Vanderlei Teresinha Tremeia Kubiak, coordenadora do NUPEMEC/TJRS, abriu os trabalhos saudando a todos. Na sequência, ela fez uma breve retrospectiva dos eventos já realizados desde 2012 e temas debatidos. Por fim, falou sobre a importância de discutir os avanços na renegociação de dívidas e o aprimoramento de práticas que promovam a dignidade financeira dos cidadãos, principalmente no contexto de recuperação econômica e social pós-enchentes.

A magistrada frisou que a atualização do Código de Defesa do Consumidor fortaleceu iniciativas de renegociação de dívidas, garantindo mais apoio às pessoas em situação de superendividamento e prevendo medidas contra práticas abusivas.

O primeiro painel do evento do tema “Superendividamento: A Lei do Crédito Responsável”, apresentado pelo professor e advogado Bruno Miragem. Ele abordou a relevância de soluções inovadoras para a prevenção de conflitos, especialmente em um contexto de crescente superendividamento. Ele destacou ainda que a compreensão profunda dos problemas enfrentados pela sociedade contemporânea é essencial para desenvolver abordagens eficazes e distintas daquelas tradicionalmente adotadas.

“É fundamental que entendamos a diversidade e a complexidade dos problemas sociais e econômicos que surgem nas interações cotidianas. O superendividamento, por exemplo, é um tema que exige uma compreensão precisa para que possamos efetivamente atuar na prevenção e solução desses conflitos”, afirmou Miragem.

O desembargador Leonardo Bessa, do TJ do Distrito Federal, participou do evento de forma virtual e agradeceu aos organizadores pela oportunidade. “É uma honra integrar essa discussão tão relevante. Parabenizo os idealizadores do encontro”, disse o magistrado.

Já a desembargadora Ivani Bramante, do TRT da 2ª Região, pontuou os desafios no acesso à justiça e a relevância da atuação conjunta entre instituições para abordar conflitos financeiros de forma eficaz. A magistrada também ressaltou o papel do Judiciário em acolher e fortalecer a cidadania, especialmente no contexto do superendividamento, e abordou a conexão com a área trabalhista.

No encerramento do painel, os participantes tiveram a oportunidade de compartilhar suas dúvidas e reflexões acerca das discussões realizadas ao longo da manhã.

Painéis da tarde

Já na tarde da quarta-feira, ocorreram três painéis sobre o tema do superendividamento. O primeiro painel, intitulado “O CNJ enquanto gestor da Política Pública do Tratamento do Superendividamento”, foi apresentado, de forma online, pelo ministro do STJ Marco Aurélio Gastaldi Buzzi e pela professora Cláudia Lima Marques, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. A coordenação de mesa foi do desembargador do TJRS, Clóvis Moacyr Mattana Ramos.

Em sua fala, o ministro destacou que o superendividamento tornou-se um problema social e, como tal, deve ser tratado. “Precisamos lançar um olhar objetivo sobre o superendividamento e procurar compreender suas origens”, ele disse. O ministro ressaltou a importância da fase conciliatória e dos métodos de solução consensual de conflitos, que têm sido amplamente utilizados para auxiliar a Justiça. “É mais uma maneira que o Judiciário tem de atuar em busca da paz social”, ele afirmou.

A professora Cláudia Lima Marques destacou a política que orienta os objetivos do Código de Defesa do Consumidor, com ênfase no artigo 4º, que trata da Política Nacional de Relações de Consumo. “O superendividamento está diretamente ligado à dignidade da pessoa humana, à saúde e segurança, à proteção dos interesses econômicos e à melhoria da qualidade de vida, além da transparência e harmonia nas relações de consumo”, ela apontou.

O segundo painel da tarde foi “Superendividamento: Fase Consensual – Pré-Judicialização”, apresentado pelos desembargadores do TJRS, Roberto Ludwig e Ricardo Pippi Schmidt, com a moderação da juíza auxiliar do NUPEMEC/TJRS, Josiane Caleffi Estivalet.

Segundo o desembargador Ludwig o direito fundamental à liberdade de negociar é um direito constitucional sagrado e expresso. “A ordem econômica nacional é regida pelo princípio da livre iniciativa. Bancos e outras instituições financeiras oferecem crédito e possuem respaldo constitucional para isso. Mas como conciliamos a atuação dessas instituições com a imposição de participar de uma conciliação? Não podemos esquecer que a justificativa para limitar essa liberdade deve ser fundamentada na garantia de uma existência digna, o que é sustentado pelo princípio constitucional do mínimo existencial”, observou o magistrado.

Para encerrar o painel, o desembargador Schmidt contextualizou o tema do superendividamento e o sistema de justiça. Ele fez uma reflexão sobre a necessidade de se compreender o objetivo da Lei nº 14.181/2021, que criou mais do que um procedimento especial, mas sim um microssistema para prevenção e tratamento do fenômeno do superendividamento com práticas distintas do procedimento comum.

A Pós-Jornada foi concluída com o painel “Superendividamento: Fase judicial”. O debate teve a moderação da juíza de Direito Clarissa Costa de Lima, membro do Grupo de Trabalho para aperfeiçoar os fluxos e procedimentos administrativos de tratamento do superendividamento pelo CNJ, e como palestrantes a desembargadora Rosana Garbin, com atuação na 17ª Câmara Cível, e o defensor público do Estado Felipe Kirchner, dirigente do Núcleo de Defesa do Consumidor.

A desembargadora Rosana falou sobre os casos concretos de pessoas endividadas que batem à porta do Judiciário. Ela mostrou a situação de consumidores que comprometem mais da metade dos salários com créditos consignados. Para a magistrada, é preciso garantir a efetividade da lei, dando ênfase à prevenção ao superendividamento, ao crédito responsável e à educação financeira do consumidor. “O Judiciário tem um papel importante de criação de uma jurisprudência que sirva de guia e não de obstáculo para os direitos do consumidor”, ela afirmou.

O defensor Kirchner teceu críticas às concessões irresponsáveis de crédito e da falta de cooperação dos credores em resolver a problemática. “Estamos em uma verdadeira epidemia do superendividamento. Não basta que credor vá a audiência, é necessário cooperação. Todo mundo precisa entender que estamos tentando salvar famílias de ruínas”, ele disse. “Ocorre de as pessoas contratarem empréstimos para suprir uma necessidade no contexto familiar, comprometendo a renda por algo que não é dela. Muitas vezes se endividam por terceiros”, afirmou o defensor, concluindo que o problema não é só econômico, mas também social.

Com informações da Assessoria de Comunicação Social do TJRS

O evento foi promovido em conjunto pelo TRF4, TJRS e TRT4
O evento foi promovido em conjunto pelo TRF4, TJRS e TRT4 (Foto: Eduardo Nichele/DICOM-TJRS)

A Pós-Jornada de Soluções Autocompositivas abordou temas como união de instituições em benefício da população, construção de relações mais humanizadas e enfrentamento de desafios como o superendividamento
A Pós-Jornada de Soluções Autocompositivas abordou temas como união de instituições em benefício da população, construção de relações mais humanizadas e enfrentamento de desafios como o superendividamento (Foto: Eduardo Nichele/DICOM-TJRS)

A ouvidora da Mulher do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), desembargadora federal Ana Cristina Ferro Blasi, participou, na tarde de hoje (5/12), da XV Assembleia e Seminário do Instituto Latinoamericano del Ombudsman-Defensorias Del Pueblo (ILO). O evento tem como temática central “Defensorias Del Pueblo e Ouvidorias Públicas: Conflitualidade, Desafios e Contribuições à Democacracia” e a desembargadora Blasi foi umas das palestrantes do painel “Defensorias del Pueblo e Ouvidorias Públicas na luta contra o abuso moral, o abuso sexual e outras formas de violência”.

Segundo Blasi, a participação no seminário foi marcante, pois a Ouvidoria da Mulher do TRF4 foi a única representante de ouvidorias do Judiciário brasileiro no evento, e, além disso, a oportunidade proporcionou uma troca positiva de experiências e um fortalecimento das relações do tribunal com outras instituições públicas.

“Pudemos compartilhar as nossas experiências e aprendizados que obtivemos nesse um ano de instalação da Ouvidoria da Mulher do tribunal, especialmente as boas práticas desenvolvidas, com o público do evento, que é composto de autoridades da América Latina e Caribe, como defensores del pueblo e ouvidores de diversos países”, avaliou Blasi.

A desembargadora ainda acrescentou que “o trabalho que a Ouvidoria do TRF4 tem feito em prol de meninas e mulheres e para combater a violência contra as mulheres foi bastante reconhecido e parabenizado no evento”.

Além de Ana Blasi, também participaram do painel: Cristina de Albuquerque Maranhão, ouvidora de Itaipu Binacional; Suzanne Camelia-Römer, ex-primeira-ministra das Antilhas Holandesas (Curaçao); e Ana Paula Zanatta, assessora da Diretoria Jurídica de Itaipu Binacional.

A XV Assembleia e Seminário do Instituto Latinoamericano del Ombudsman-Defensorias Del Pueblo acontece esta semana, entre os dias 4 e 6 de dezembro, na cidade de Foz do Iguaçu (PR). O evento é promovido em parceria com a Itaipu Binacional.

O Instituto Latinoamericano del Ombudsman-Defensorias Del Pueblo (ILO) é uma organização internacional que atua na promoção dos direitos humanos, na defesa dos interesses da população e no fortalecimento de processos democráticos na América Latina e no Caribe.

ACS/TRF4 (acs@trf4.jus.br)

A ouvidora da Mulher do TRF4, desembargadora Ana Blasi (1ª da dir. p/ esq.), participou do painel na tarde de hoje (5/12)
A ouvidora da Mulher do TRF4, desembargadora Ana Blasi (1ª da dir. p/ esq.), participou do painel na tarde de hoje (5/12) ()

Ana Blasi compartilhou experiências e boas práticas no trabalho de combate à violência contra mulheres
Ana Blasi compartilhou experiências e boas práticas no trabalho de combate à violência contra mulheres ()

A desembargadora Blasi junto com as mulheres que participaram da conferência
A desembargadora Blasi junto com as mulheres que participaram da conferência ()

O conselho de sentença, formado por três mulheres e quatro homens, entendeu que o réu não agiu com dolo de matar o policial rodoviário federal quando atingiu o agente com o carro enquanto fugia. Com isso, o julgamento vai ser realizado pela juíza Carla Roberta Dantas Cursi, da 3ª Vara Federal de Passo Fundo. A sessão do Tribunal do Júri foi realizada ontem (3/12) no Salão do Júri da Justiça Estadual.

Acusação

O crime aconteceu no dia 20 de outubro de 2020. O Ministério Público Federal (MPF) narrou que equipes da Polícia Rodoviária Federal realizaram um bloqueio no entroncamento entre a RS-330 e a BR-468, próximo a Palmeira das Missões (RS), para interceptar um comboio de quatro veículos que vinham da região de Cascavel (PR), transportando uma carga de maconha.

Segundo o autor, o réu dirigia o veículo que, durante a fuga, acabou atingindo um policial rodoviário federal. Ele responde pelos crimes de tentativa de homicídio qualificado, tráfico transnacional de entorpecentes, associação para o tráfico, adulteração de sinal identificador de veículo automotor, desobediência e dano qualificado.

Tribunal do Júri

A sessão iniciou, na terça-feira, às 8h30, quando foram ouvidos a vítima, três testemunhas indicadas pelo MPF e quatro, pela defesa. Em seguida, o réu foi interrogado. Terminada essa fase, iniciaram os debates orais entre acusação e defesa. Para finalizar, os jurados responderam aos quesitos.

O conselho de sentença entendeu que o réu não teve dolo no agir. Assim, como a competência do Tribunal do Júri é para crimes dolosos contra a vida, o juiz natural do processo vai analisar o conjunto probatório para julgar o caso.

Nucom/JFRS (secos@jfrs.jus.br)

Sessão aconteceu no Salão do Júri da Justiça Estadual
Sessão aconteceu no Salão do Júri da Justiça Estadual (Teresinha Tozetto/3VF Passo Fundo)

A corregedora regional da Justiça Federal da 4ª Região, desembargadora Vânia Hack de Almeida, e os juízes auxiliares Graziela Soares e Eduardo Tonetto Picarelli estiveram presentes no 18º Encontro Nacional do Poder Judiciário (ENPJ), ocorrido nos dias 2 e 3 de dezembro de 2024, em Campo Grande (MS).

O evento teve por objetivo avaliar a Estratégia Nacional do Poder Judiciário, aprovar as Metas Nacionais e Específicas para 2025, bem como divulgar os tribunais agraciados com o Prêmio CNJ de Qualidade 2024.

Na ocasião, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) ganhou o Selo Ouro no Prêmio CNJ de Qualidade.

ACS/TRF4 (acs@trf4.jus.br)

Corregedora Vânia Hack de Almeida (C) com os juízes auxiliares Graziela Soares e Eduardo Picarelli
Corregedora Vânia Hack de Almeida (C) com os juízes auxiliares Graziela Soares e Eduardo Picarelli ()

As 10 Metas Nacionais estabelecidas para 2025 foram aprovadas pelos participantes do 18º Encontro Nacional do Poder Judiciário, no encerramento do evento, na noite desta terça-feira (3/12), em Campo Grande (MS). Os compromissos estabelecidos devem nortear o trabalho dos tribunais e conselhos no próximo ano.

As Metas aprovadas foram apresentadas pelo presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Luís Roberto Barroso. Questões como julgar mais processos do que os distribuídos e as ações mais antigas são as metas permanentes e acompanharão os demais objetivos do Judiciário.

A Meta 1, que é de monitoramento contínuo, não é objeto de votação, mas compromisso permanente do Judiciário. O foco é julgar mais processos do que os distribuídos e deve ser totalmente cumprida por todos os segmentos de Justiça. Segundo dados do CNJ, o compromisso foi alcançado em 2024, com o julgamento de mais de 25 milhões de processos. No período foram distribuídos 23 milhões de ações.

Quanto ao julgamento de processos mais antigos, estabelecido pela Meta 2, busca cumprir o mandato constitucional de observar a duração razoável do processo. O ministro Barroso destacou que, nas reuniões setoriais, realizadas na tarde do segundo dia do evento, ficaram determinados os marcos temporais para o cumprimento do compromisso. “Pretendemos julgar todos esses processos porque ações com 10, 12, 15 anos, é um peso para a imagem da Justiça e queremos superá-los”, afirmou. O CNJ calcula que existe hoje quase 1,3 milhão de processos de conhecimento – ou seja, em fase inicial de análise – que aguardam sentença há mais de 15 anos em todos os ramos de Justiça. A maior parte trata sobre expurgos inflacionários e sobre inventários e partilha.

Definida pela Meta 3, a estimulação da conciliação será observada pelos segmentos da Justiça Estadual, Federal e do Trabalho. “A execução dos acordos feitos em conciliação chega a quase 100%, enquanto o cumprimento forçado por decisão judicial é abaixo de 50%”, apontou Barroso. O ministro afirmou ainda que a conciliação tem um resultado muito mais efetivo na prática, além de evitar que um novo processo ingresse no Judiciário.

O ministro também ressaltou o compromisso com o combate à corrupção, priorizando o julgamento de processos de crimes contra a Administração Pública, à improbidade administrativa e aos ilícitos eleitorais, conforme definido na Meta 4. Direcionada ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e aos segmentos das Justiças Eleitoral, Estadual, Federal e Militar, o objetivo é atender aos anseios da sociedade pelo julgamento dessas ações. O ministro lembrou o marco temporal que deve ser aplicado a esses processos a partir deste ano e que pode complicar o cumprimento da meta, já que as ações que não atenderem ao prazo, podem ser prescritas.

No próximo ano, a Meta 5, que trata da redução da taxa de congestionamento, será observada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), o Tribunal Superior do Trabalho (TST) e pelos segmentos da Justiças Estadual, Federal, do Trabalho, Militar da União e Militar dos Estados. Esta meta visa diminuir o número de processos acumulados e sem solução de um ano para o outro.

Já os processos ambientais foram separados em duas metas em 2025. No período, a Meta 6 vai impulsionar exclusivamente os processos de ações ambientais e de regularização fundiária. Barroso destacou a preocupação com a redução das emissões de carbono. “Nossa preocupação está com os eventos climáticos que estamos vivendo hoje, como as enchentes de um lado e as queimadas de outro”, disse. A meta deve ser cumprida pelo STJ e pelas Justiças Estadual e Federal. Enquanto a Meta 7 vai priorizar o julgamento dos processos relacionados aos direitos das comunidades indígenas e quilombolas. O compromisso será assumido pelo STJ e pelos segmentos da Justiças Estadual e Federal. O presidente do CNJ comentou que “essas são questões sensíveis, mas sabemos que as áreas com melhor preservação ambiental são exatamente as áreas demarcadas indígenas”.

O STJ e a Justiça estadual também mantiveram o compromisso com a Meta Nacional 8, que prioriza o julgamento dos processos relacionados ao feminicídio e à violência doméstica e familiar contra as mulheres. O objetivo é dar prioridade ao andamento e julgamento desses processos, garantindo um retorno mais rápido e com resultados. Barroso lembrou que o Judiciário acaba de lançar uma grande campanha pública sobre o tema, destacando que a violência acontece especialmente a partir de pessoas conhecidas ou companheiros.

O estímulo à inovação, previsto na Meta 9, será ampliado pelo TST e pelos segmentos das Justiças Eleitoral, Estadual, Federal, do Trabalho e Militar. Espera-se que haja o aprimoramento das atividades dos órgãos judiciários, por meio da difusão da cultura da inovação, com a modernização de métodos e técnicas de desenvolvimento do serviço judiciário. O objetivo é que sejam criadas ferramentas que possam simplificar esse trabalho. “Tenho sonhado com uma ferramenta que possa identificar precedentes e uma ferramenta de resumo de processos”, contou o ministro. Barroso ressaltou ainda que todo o trabalho desenvolvido por Inteligência Artificial generativa não pode ser estabelecida sem supervisão humana. “Mesmo quem já a utiliza pode delegar atribuições, mas não responsabilidades. Logo, os juízes e juízas que estão usando IA devem lembrar que continuam sendo responsáveis por suas decisões”.

Os compromissos Judiciários com a Meta 10, que busca a promoção dos direitos da criança e do adolescente, serão assumidos pelo STJ e pelos segmentos das Justiças Estadual, Federal e do Trabalho. Os tribunais deverão garantir a agilidade no andamento e julgamento dos processos nas competências da infância e juventude, além de realizarem ações destinadas a combater o trabalho infantil e a estimular a aprendizagem.

As Metas Nacionais fazem parte da Estratégia Nacional do Poder Judiciário e representam o compromisso firmado anualmente pelos órgãos do Poder Judiciário para melhoria da prestação jurisdicional. Para sua formulação, o CNJ realiza, anualmente, duas reuniões preparatórias, nas quais os segmentos da Justiça apresentam as propostas de metas.

Esses alvos também foram objeto de consulta pública, que recebeu 2.234 manifestações ao todo. A última etapa de construção das metas foi concluída nesta terça-feira (3/12), com a realização das reuniões setoriais, que foram coordenadas pelos conselheiros do CNJ.

Na oportunidade, os presidentes de tribunais votaram as especificidades dos cumprimentos nas metas com quais se comprometeram. “Esse é um processo de esforço colaborativo, construído ao longo de todo o ano, sob a coordenação do CNJ e o apoio da Rede de Governança Colaborativa, que culmina com a votação das Metas Nacionais pelos presidentes dos tribunais durante o ENPJ”, explicou a diretora do Departamento de Gestão Estratégica (DGE).

Fonte: CNJ

Texto: Lenir Camimura
Edição: Beatriz Borges
Agência CNJ de Notícias

Presidente do STF e do CNJ, ministro Luís Roberto Barroso apresenta metas de 2025
Presidente do STF e do CNJ, ministro Luís Roberto Barroso apresenta metas de 2025 (Foto: Agência CNJ de Notícias)

Neste ano, um evento climático afetou todos os que vivem no estado do Rio Grande do Sul em alguma medida, e também aqueles que assistiam o drama vivido pelo povo gaúcho. A destruição causada pelo volume das águas foi amenizada pela solidariedade vinda dos mais diferentes lugares e reforçou a resiliência das pessoas residentes no RS para a reconstrução necessária. Esta história está retratada na seção temática lançada no final de novembro no Portal da Memória da Justiça Federal do RS, denominada “O Desastre Climático de Maio de 2024”.

Elaborada pela Comissão de Gestão da Memória da instituição, a iniciativa tem por objetivo contar um pouco o que foi este evento, seus impactos e como ele também afetou a Justiça Federal da 4ª Região, já que as sedes em Porto Alegre e em Rio Grande e as casas de muitas pessoas do corpo funcional e de colaboradores foram alagadas. A presidente da comissão, juíza federal Andreia Castro Dias Moreira, destacou que as águas que assolaram o estado e encobriram de lama várias cidades também trouxeram à tona a capacidade humana de união, empatia, fraternidade e superação de obstáculos.

“Brasileiros de norte a sul do país uniram-se aos gaúchos na reconstrução das cidades e da vida pessoal de cada um. Nessa mesma perspectiva, as pessoas que compõem e dão vida à Justiça Federal da 4ª Região mostraram toda sua grandeza na salvaguarda e rápida recuperação dos sistemas processuais e administrativos, a fim de evitar a solução de continuidade na prestação e acesso à justiça, objetivo final da sua existência”, ressaltou.

Para contar esta história a partir da ótica da JFRS, a página foi dividida em seis temáticas: Cronologia, A Justiça é feita por pessoas, Mutirões para atender a população, Sistema de Justiça voltado à população gaúcha, As águas chegam aos prédios da Justiça Federal e A reconstrução das sedes afetadas. Os dois últimos itens ainda estão em fase de produção e estarão no ar em janeiro.

Fotografias e depoimentos de juízes, servidores, terceirizados e estagiários também compõem a narrativa presente nas temáticas. Os testemunhos enriquecem a história contando os detalhes que somente aqueles que viveram os fatos podem apresentar.

A presidente da comissão sublinhou que o objetivo final da iniciativa é a preservação da memória deste desastre climático. “Que possamos sempre lembrar o maio de 2024 como um mês de resiliência e reflexão sobre o que estamos fazendo do nosso planeta e quais ações concretas devemos realizar para potencializar a consciência ambiental, a preservação do meio ambiente e, ao fim e ao cabo, da existência humana”.

Clique para acessar o Portal da Memória da JFRS.

Nucom/JFRS

Capa da seção temática
Capa da seção temática (Nucom/JFRS)


(Nucom/JFRS)

O Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscon) da Sede Avançada em Blumenau realizou nos dias 11, 12, 26 e 29 de novembro as últimas audiências de conciliação relacionadas às desapropriações para as obras da duplicação da BR-470. Ao todo, foram realizadas 15 audiências de conciliação, com valor total homologado de R$ 5.304.995,00. As audiências, realizadas nas modalidades presencial e virtual, foram conduzidas pelo juiz federal coordenador do Cejuscon da Sede Avançada em Blumenau Francisco Ostermann de Aguiar, e contou com a participação de servidores da Justiça Federal, de procuradores e engenheiros do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes).

Desde 2017, o Cejuscon da Sede Avançada em Blumenau vem realizando mutirões de conciliação em processos de desapropriação, ajuizados pelo DNIT, para avançar nas obras de duplicação da BR-470, rodovia federal considerada um dos mais importantes corredores logísticos de Santa Catarina, ligando as regiões Oeste e Meio-Oeste ao litoral norte. Durante esses 7 anos de mutirões, foram realizadas audiências de conciliação em 523 processos, com acordos fechados em 442 deles (índice de 84,51% de êxito), totalizando R$ 130.990.86,64 em valores homologados.

“Ao longo desses anos de audiências de conciliação para desapropriações da BR-470, tenho percebido na prática como a abordagem conciliatória permite um diálogo mais humano e transparente, reduzindo a sensação de imposição que muitas vezes é transmitida às partes com a abordagem tradicional, na qual o resultado sai apenas com a decisão do juiz. A abertura à conversa e às negociações traz economia de tempo e recursos para todos os envolvidos. No contexto da BR-470, essa agilidade é ainda mais significativa, considerando os impactos positivos da duplicação da rodovia para toda a região, principalmente quanto à redução do número de acidentes e quanto ao desenvolvimento econômico que será fomentado por uma via mais segura e moderna. Participar de um processo que viabilize esse progresso, com a participação ativa dos envolvidos, é extremamente gratificante”, destacou o juiz federal coordenador do Cejuscon da Sede Avançada em Blumenau, Francisco Ostermann de Aguiar.

Mutirão marca última atuação do magistrado Francisco Ostermann de Aguiar na Subseção de Blumenau

O último mutirão conciliatório para desapropriações relacionadas às obras da BR-470 marca a transição de carreira do juiz federal Francisco Ostermann de Aguiar na 2ª Vara Federal de Blumenau e no Cejuscon da Sede Avançada de Blumenau, nos quais atuava como juiz federal substituto. O magistrado passará a atuar na titularidade da 2ª Vara Federal de Erechim, na Seção Judiciária do Rio Grande do Sul (RS).

A posse de Francisco Ostermann de Aguiar como juiz federal titular da 4ª Região ocorreu em 09/08/2024, em solenidade promovida pelo TRF4, que também promoveu os juízes federais substitutos Lucas Pieczarcka Guedes Pinto, Tiago Fontoura de Souza e Fabiano Henrique de Oliveira.

Os juízes federais Leonardo Müller Trainini, coordenador do Cejuscon da Seção Judiciária de Santa Catarina, e  Adamastor Nicolau Turnes, diretor do Foro em Blumenau, prestam homenagem à sua trajetória profissional, destacando os impactos duradouros de seu trabalho no Judiciário Federal:

“A atuação do Dr. Francisco Ostermann de Aguiar à frente do Cejuscon na Subseção de Blumenau foi exemplar, com empenho, dedicação e atenção ímpares. Superou dificuldades nas tratativas com os órgãos envolvidos, sempre motivou e estimulou à participação decisiva dos magistrados, servidores e estagiários. Estava permanentemente focado no atual e simultaneamente no próximo mutirão, diante do desafio e da necessidade, verdadeiro clamor regional, de conclusão da obra e de superação desta etapa das desapropriações, essencial à execução. Demonstrou em sucessivas ocasiões alta sensibilidade social, percepção cultural, empatia e vibração nos mutirões e em sua preparação. Até as últimas audiências, quando já promovido ao cargo de Juiz Federal para atuar na SJRS, esteve envolvido e dedicado nas tarefas do Cejuscon. Foi histórica sua atuação, inclusive porque desde os primeiros mutirões até as derradeiras tratativas de conciliação foi presença positiva, constante e atuante. Um exemplo de condução do Cejuscon, sempre lhano, cortês, afável e resiliente, enobrecendo e altivando o nome da Justiça Federal em Blumenau”, exaltou o juiz federal Adamastor Nicolau Turnes.

“Além do notável conhecimento jurídico, rigorismo técnico e dedicação à função pública, Dr. Francisco apresenta todos os predicados mais relevantes ao exercício da jurisdição, sobretudo na conciliação: a sensibilidade, o olhar humano, o poder da verdadeira escuta. O Cejuscon de Santa Catarina manifesta profunda gratidão ao brilhantismo com que desempenhadas suas atribuições junto à sede avançada de Blumenau, e também na 2ª Vara Federal desta Subseção, e deseja sucesso e realização pessoal e profissional na nova e merecida etapa da carreira”, acrescentou o juiz federal Leonardo Müller Trainini.

Texto e fotos: Cejuscon/JFSC

Audiências presenciais contribuíram para alto índice de acordo.
Audiências presenciais contribuíram para alto índice de acordo. ()


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