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Category Archives: Notícias STF

A Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ), especializada em direito público, aprovou um novo enunciado sumular.

As súmulas são o resumo de entendimentos consolidados nos julgamentos e servem para a orientação da comunidade jurídica a respeito da jurisprudência da corte.

"Não incide ICMS sobre o serviço de transporte interestadual de mercadorias destinadas ao exterior", afirma a Súmula 649.

O novo enunciado será publicado no Diário da Justiça Eletrônico, por três vezes, em datas próximas, nos termos do artigo 123 do Regimento Interno do STJ. ​​

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Humberto Martins, empossou nesta segunda-feira (3) o delegado da Polícia Federal (PF) Rodolfo Martins Faleiros Diniz como titular da Secretaria de Segurança da corte.

"O novo secretário terá todo o apoio para cumprir a missão de um tribunal seguro que colabora para um Judiciário mais forte e respeitado. Tenho certeza que Rodolfo Diniz irá desempenhar com notoriedade a tarefa de manter a segurança do tribunal, dos ministros e dos servidores", afirmou Martins durante a posse.​​​​​​​​​

Rodolfo Martins Faleiros Diniz e José Ximenes de Albuquerque, novos secretários de Segurança do STJ e do CJF, com o ministro Humberto Martins ao centro. | Foto: Lucas Pricken / STJ

O secretário empossado já teve experiência na gestão da segurança no Supremo Tribunal Federal (STF), além de atuar por 20 anos na Polícia Federal no Rio de Janeiro e, recentemente, na Corregedoria-Geral da PF em Brasília.

Ele disse que pretende retribuir com muito empenho a confiança que lhe foi depositada. "Trabalhar no STJ, para quem tem formação em direito, como eu, é um sonho. Tenho orgulho do convite que me foi feito e espero retribuir a confiança", afirmou Rodolfo Diniz.

CJ​​​F

Na mesma ocasião, na condição de presidente do Conselho da Justiça Federal (CJF), o ministro Humberto Martins empossou o agente da PF José Ximenes de Albuquerque como secretário de Segurança do órgão.

"Tenho muita satisfação em assinar a nomeação do José Ximenes para esse cargo, ele que já serviu ao STJ em duas ocasiões e desempenhou com muita altivez e espírito público essa função de zelar pela segurança", comentou o ministro.

Por sua vez, José Ximenes afirmou que seu objetivo é levar o compromisso de segurança para toda a Justiça Federal. "Como o ministro sempre diz, o objetivo é realizar um trabalho de mãos dadas com os demais setores, sempre em busca de executar bem a nossa missão".

Participaram da cerimônia de posse o diretor-geral do STJ, Marcos Antonio Cavalcante; o secretário-geral da Presidência, Jadson Santana de Sousa; o secretário-geral do CJF, juiz federal Márcio Freitas, e assessores de diversas áreas do tribunal e do conselho.

Humberto Martins agradeceu ao ex-secretário de segurança do CJF e atual diretor-geral da PF, Paulo Maiurino, pela gentileza de ceder os servidores de carreira da Polícia Federal para o STJ e o CJF.​

​Asrndecisões do Superior Tribunal de Justiça que foram destaque na últimarnsemana podem ser conferidas no programa STJ Notícias,rnque vai ao ar nesta segunda-feira (3), pela TV Justiça, às 21h30. Ornnoticiário também pode ser acessado no canal do tribunal no YouTube.​ 

Esta edição traz a decisão do presidente da corte, ministro Humberto Martins, que suspendeu determinação judicial para a criação de dez postos de vacinação contra a Covid-19 em Cuiabá, não previstos no plano de imunização da capital mato-grossense.   

Também estão no programa: o entendimento fixado pela Terceira Turma de que a falta de estoque não impede o consumidor de exigir a entrega de um produto anunciado; e a absolvição, pela Quinta Turma, de um detento que, após saída temporária da prisão, voltou para o estabelecimento com três chips de celular. 

O STJ Notícias – produzido pela Coordenadoria de TV e Rádio do STJ – vai ao ar na TV Justiça toda segunda-feira, às 21h30, com reprises terça, às 11h; quarta, às 7h30; e domingo, às 19h.

​O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Humberto Martins, participou nesta segunda-feira (3) do webinário Assédio Sexual – Teoria e práticas de prevenção, evento organizado pela Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) com o apoio do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Segundo o ministro, a Resolução 351/2020 do CNJ, ao instituir a política de prevenção e enfrentamento do assédio moral e sexual, mostrou a importância de se estabelecerem diretrizes nacionais sobre a questão no âmbito da gestão de pessoas do Poder Judiciário.

"O assédio sexual viola o direito à liberdade sexual, à intimidade, à vida privada, à igualdade de tratamento e a um ambiente de trabalho saudável e seguro, atentando contra a dignidade da pessoa humana e o valor social do trabalho, sendo uma mácula que requer seriedade no seu enfrentamento", afirmou o magistrado.

Ele destacou que, ao trazer a questão a debate, o evento serve para "aperfeiçoar, cada vez mais, a intervenção do Poder Judiciário no necessário combate a ações que ferem o direito de liberdade".

Discussão ne​​cessária

A conselheira do CNJ Tania Reckziegel disse que é dever dos tribunais e das escolas de magistratura, de hoje em diante, inserir na formação dos magistrados o tema do assédio e do respeito à diversidade em todas as suas iniciativas.

A juíza Tani Wurster, da Ajufe Mulheres, considerou simbólica a presença do presidente do STJ na abertura do evento, pois isso demonstra claramente o apoio das instituições do Judiciário à causa e deixa expresso que nenhuma forma de assédio é aceita na Justiça brasileira.

Durante a abertura do webinário, a Ajufe lançou a cartilha Política de prevenção e enfrentamento do assédio moral, do assédio sexual e da discriminação no Poder Judiciário, organizada em parceria com a Bastet Compliance de Gênero e com o Portal Jota.

Problema estr​​utural

Em sua apresentação, a advogada Mayra Cotta explicou pontos da Resolução 351/2020 do CNJ e detalhou os conceitos dos diferentes tipos de assédio, trazendo exemplos de condutas reprováveis no âmbito das relações de trabalho.

"O assédio sexual é um problema estrutural de gênero. Existe uma pletora de microagressões que as mulheres enfrentam diariamente apenas por ocupar espaço no mercado de trabalho", afirmou.

O evento continua na quinta-feira (6), para os inscritos, na plataforma virtual Zoom.​

​A Secretaria de Jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) atualizou a base de dados de Repetitivos e IACs Organizados por Assunto. Foram incluídas informações a respeito do julgamento do REsp 1.381.734, classificado na categoria direito previdenciário, assunto benefícios previdenciários.

O recurso trata da hipótese de devolução de valores recebidos indevidamente a título de benefício previdenciário.

Plataforma​

Os usuários podem acompanhar o passo a passo dos recursos repetitivos no STJ por meio da página Repetitivos e IACs, mantida pelo Núcleo de Gerenciamento de Precedentes (Nugep). O espaço traz informações atualizadas relacionadas à tramitação – como afetação, desafetação e suspensão de processos.

A página Repetitivos e IACs Organizados por Assunto disponibiliza os acórdãos já publicados (acórdãos dos recursos especiais julgados no tribunal sob o rito dos artigos 1.036 a 1.041 e do artigo 947 do Código de Processo Civil), organizando-os de acordo com o ramo do direito e por assuntos específicos.

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Conselho da Justiça Federal (CJF), ministro Humberto Martins, recebeu na última quarta-feira (28) o embaixador da Suíça no Brasil, Andrea Semadeni. O encontro na sede da corte teve o objetivo de estreitar as relações oficiais do STJ e do CJF com o governo suíço.

Segundo o ministro, o diálogo e o entendimento entre as nações são fundamentais para a superação da pandemia da Covid-19 e a retomada do crescimento econômico sustentável.​​​​​​​​​

​O ministro Humberto Martins (ao centro) com o embaixador Andrea Semadeni e os demais participantes do encontro: diálogo fundamental para a superação da crise. | Foto:  Emerson Leal / STJ​

"Mais do que nunca, cabe aos governos de todo o mundo exercerem o mais elevado nível de diplomacia e cooperação internacional em prol de uma incansável união de esforços pelo pronto retorno à normalidade. Afinal, a pior crise deste século assola o planeta inteiro, sem exceção", declarou o presidente do STJ e do CJF.

Participaram do encontro o diretor-geral do STJ, Marcos Cavalcante; o secretário-geral da Presidência, Jadson Santana; o assessor especial da Presidência, Ajax Pinheiro; o secretário-geral do Conselho da Justiça Federal, Márcio de Freitas; a diretora do Centro de Cooperação Jurídica Internacional do CJF, Márcia Hoffmann; e a embaixadora brasileira Isabel Heyvaert.​

​O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Conselho da Justiça Federal (CJF), ministro Humberto Martins, afirmou nesta sexta-feira (30) que as audiências de custódia trouxeram um "grande avanço" para o sistema judicial brasileiro. A declaração foi feita no lançamento da Rede de Altos Estudos em Audiências de Custódia, em solenidade virtual promovida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A iniciativa reunirá magistrados de todo o país para aprofundar debates sobre as boas práticas e os principais desafios das audiências de custódia. A criação do grupo permanente de altos estudos é uma das ações do programa Fazendo Justiça, fruto de parceria entre o CNJ e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), com o apoio do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) e do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC).

De acordo com o ministro Humberto Martins, os debates a serem travados pela magistratura nacional contribuirão para consolidar o instituto da audiência de custódia, de modo a assegurar a proteção dos direitos humanos. "A liberdade é o princípio maior para a dignidade do homem e o bem maior para o respeito ao Estado Democrático de Direito", ressaltou.

O evento contou com a participação da ministra do STJ Maria Thereza de Assis Moura, corregedora nacional de Justiça.

Evoluçã​​o

Durante a solenidade, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Luiz Fux, enalteceu a expansão do funcionamento das audiências de custódia no país. Hoje, após seis anos do início de sua implementação, elas estão presentes em todas as unidades da federação.

"Passamos a ver e a ouvir diretamente as pessoas privadas de liberdade. Saímos de um contexto formal para o mundo real, garantindo o maior acesso e a humanização do processo de distribuição da justiça", destacou.

Já o ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, ponderou a necessidade de revisão do atual modelo de audiências de custódia. "Apesar de garantir direitos fundamentais, a audiência de custódia não pode ser tornar um incentivo ao crime ou um desestímulo à atividade policial", disse.

A Rede de Altos Estudos em Audiências de Custódia tem debates programados entre magistrados, representantes da ONU e outros especialistas, um nesta sexta-feira (30) e o próximo no dia 7 de maio.

Agenda​​​ 2030

O STJ está comprometido com a Agenda 2030​, da Organização das Nações Unidas, e tem pautado suas ações no alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), fazendo as escolhas necessárias para melhorar a vida das pessoas, agora e no futuro. As informações desta matéria estão relacionadas ao ODS 16. Paz, Justiça e Instituições Eficazes – Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis.

Com informações da Agência CNJ de Notícias

​​O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Humberto Martins, manteve nesta sexta-feira (30) os efeitos de uma decisão que obrigou a prefeitura de Cuiabá a pagar R$ 14,5 milhões referentes a convênios firmados com hospitais filantrópicos para o atendimento da população pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A dívida se refere ao período de julho a outubro de 2020.

"O próprio requerente não contesta essa obrigação assumida por meio dos convênios. Destaque-se que os recursos que ora são contestados têm sido transferidos pelo órgão federal (Fundo Nacional de Saúde – FNS) e devem ser utilizados para a finalidade para a qual se destinam", afirmou o ministro, ao rejeitar o pedido de suspensão feito pelo município.

No curso de ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público Federal, o juízo da 3ª Vara Federal de Mato Grosso deferiu uma liminar determinando o pagamento de valores devidos ao Hospital do Câncer e ao Hospital Geral Universitário, mantidos por entidades filantrópicas. Se a ordem não fosse cumprida, a União deveria descontar os valores da próxima transferência do FNS e depositá-los em juízo.

A prefeitura diz ter pago os valores, mas, diante da informação de que ainda haveria dívida em aberto, o juízo determinou o cumprimento integral da liminar, sob pena de aplicação de penalidades. O município requereu a suspensão dessa decisão, mas o Tribunal Regional Federal da 1ª Região manteve a liminar.

Verbas bl​​oqueadas

No pedido de suspensão dirigido ao STJ, a prefeitura alegou que a liminar é lesiva para as finanças do município, pois, se os pagamentos não forem feitos, as verbas do FNS para Cuiabá podem ser bloqueadas, desorganizando o sistema de saúde em meio à pandemia da Covid-19.

Ao examinar a pretensão do município, o ministro Humberto Martins ressaltou que a necessidade do pagamento às entidades conveniadas foi amplamente analisada na ação civil pública.

"A decisão judicial cautelar de primeiro grau afirmou não haver dúvidas quanto à obrigação da municipalidade em efetuar o pagamento dos valores devidos aos hospitais filantrópicos até o quinto dia útil após a transferência de recursos do Fundo Nacional de Saúde", informou.

O presidente do STJ citou precedente do Supremo Tribunal Federal (STF) segundo o qual, para a suspensão de uma decisão judicial por violação da ordem pública administrativa – como alegou o município –, seria preciso constatar, pelo menos, a aparente legalidade da conduta da administração pública posta em risco pela decisão contestada.

Não é o que ocorre no caso analisado, de acordo com o ministro. "Os recursos cobrados têm como finalidade a manutenção dos serviços públicos de saúde prestados pelos hospitais filantrópicos que integram o Sistema Único de Saúde", observou.

"Caso seja deferido o presente pedido, corre-se grave risco de incorrer em periculum in mora inverso, já que as referidas entidades poderão ser obrigadas a suspender suas atividades, aumentando ainda mais a grave calamidade relatada pelo requerente na área da saúde pública", concluiu Humberto Martins.

Leia a decisão.