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Category Archives: Notícias STF

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) disponibilizou em seu canal no YouTube a série de webinários do Programa de Formação para a Integração e o Desenvolvimento da Plataforma Digital do Poder Judiciário Brasileiro (PDPJ-Br), voltado para as áreas de tecnologia da informação dos tribunais.

Os vídeos – que foram transmitidos semanalmente nos meses de setembro e outubro de 2021 – estão disponíveis nesta playlist e têm o objetivo de apresentar a plataforma e qualificar as equipes técnicas dos tribunais que utilizam o serviço.

Ao todo, estão disponíveis sete webinários, com os seguintes temas: Visão geral da PDPJ-Br, Serviço de Autenticação (Single Sign-On), Serviço de Notificações, Hands-on na PDPJ-Br, Desenvolvimento de front-ends, Sistemas de processo eletrônico e Codex: plataforma de dados processuais.

O que é a PDPJ-Br?

A PDPJ-Br é um dos projetos do Justiça 4.0, uma parceria entre o CNJ, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e o Conselho da Justiça Federal (CJF).

A plataforma consiste em uma nuvem pública nacional do Judiciário para a hospedagem dos novos sistemas, módulos e serviços de interesse e uso geral de tribunais e demais órgãos de Justiça.

Os webinários disponibilizados no YouTube pretendem qualificar as equipes técnicas no funcionamento da PDPJ-Br, apresentando as soluções disponíveis e os requisitos necessários para o desenvolvimento dos serviços, módulos e das integrações que a plataforma prevê.

O diabetes é uma doença que também afeta a saúde ocular. Uma das manifestações que atinge os olhos é a chamada retinopatia diabética, que, se não for devidamente tratada, pode levar à perda parcial ou total da visão.

As pessoas que sofrem com esse quadro apresentam um risco 25 vezes maior de ficarem cegas do que aquelas que não possuem tal diagnóstico. Pensando nisso, o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) realizará neste sábado (20), a partir das 9h, uma nova edição do projeto 24 Horas Pelo Diabetes. 

A internet será palco de uma grande mobilização de conscientização sobre a importância da prevenção, diagnóstico e tratamento precoce da retinopatia diabética, uma doença decorrente do diabetes que afeta milhões de pessoas, podendo causar a cegueira, caso não sejam tomados os devidos cuidados.

O objetivo da campanha é alertar as pessoas sobre a importância do diagnóstico e do tratamento precoce, bem como da adoção de medidas e comportamentos preventivos que podem ser incorporados à rotina diária.

Atendimento on-line para a população

O projeto 24 Horas Pelo Diabetes oferecerá conteúdo de qualidade a quem convive com a doença e quer entender melhor seus mecanismos e formas de prevenção, controle e tratamento. Além de palestras, debates, entrevistas e reportagens, a população terá à disposição, durante a maratona on-line, acesso a um serviço gratuito de teleorientação, com a participação de médicos oftalmologistas e de outras diversas especialidades.

O atendimento on-line estará disponível para aqueles que realizarem agendamento prévio no site https://www.24hpelodiabetes.com.br/. O interessado deve preencher um formulário e escolher o horário da consulta, o que lhe garante um link de acesso a uma sala privada, onde poderá conversar com profissionais dispostos a ouvir e esclarecer todas as dúvidas sobre os mais variados temas relacionados ao diabetes e à retinopatia diabética. O dia de combate ao diabetes é celebrado em 14 de novembro. 

Existem diferentes tipos de diabetes, sendo o tipo 2 o mais comum. O diabetes mellitus tipo 2 surge da predisposição genética de cada indivíduo, associada a fatores de risco como idade avançada, obesidade, sedentarismo, tabagismo e história prévia de diabetes gestacional (no caso das mulheres). O diabetes tipo 1 é menos prevalente e geralmente surge em crianças, adolescentes ou adultos jovens. O diagnóstico da doença é feito por exames de sangue.

Hoje, há vários tratamentos disponíveis para o diabetes: dieta, comprimidos, medicações injetáveis, insulinas e cirurgia (quando há obesidade grave associada). O médico é o profissional responsável por definir o melhor tipo de tratamento para cada caso.

O programa STJ No Seu Dia desta semana está disponível nas principais plataformas de streaming de áudio. Nesta edição, os jornalistas Thiago Gomide e Fátima Uchôa conversam com a redatora do portal de notícias do STJ Cynthia Barros a respeito de uma reportagem especial sobre a Lei de Acesso à Informação (LAI).

No bate-papo desta semana, Cynthia fala um pouco sobre alguns pontos explorados na matéria que redigiu. Ela conta como o Judiciário se adaptou à nova lei e conversa sobre a criação do serviço de informação ao cidadão no STJ, os atendimentos realizados pela Ouvidoria do STJ com base na LAI e os canais de atendimento para o cidadão.

O STJ No Seu Dia traz, semanalmente, um bate-papo com o redator de uma reportagem especial, publicada no site do STJ, sempre com base na jurisprudência do tribunal. As reportagens são publicadas todo domingo no portal da corte, abordando tanto questões institucionais como jurisprudenciais relacionadas ao Tribunal da Cidadania.

Produzido pela Coordenadoria de TV e Rádio do STJ, o STJ No Seu Dia é veiculado às sextas-feiras, das 14h30 às 14h45, na Rádio Justiça (104,7 FM – Brasília/DF). Também está disponível nas plataformas Spotify e SoundCloud.

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Conselho da Justiça Federal (CJF), ministro Humberto Martins, foi homenageado nesta sexta-feira (19) com o Colar do Mérito Ministro Victor Nunes Leal, em cerimônia na sede do Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro (TCM-RJ), na capital fluminense.

A mais alta honraria concedida pela corte de contas carioca busca reconhecer a atuação de autoridades e personalidades em prol do fortalecimento do sistema nacional de controle externo.​​​​​​​​​

O advogado Marcus Vinicius Furtado Coêlho, os ministros Humberto Martins (STJ) e Nunes Marques (STF) e o desembargador Henrique de Andrade Figueira (TJRJ) na sede do TCM-RJ.

Segundo Humberto Martins, os tribunais de contas desempenham papel fundamental para o amadurecimento democrático do país, ao zelarem pela gestão eficiente e transparente das finanças públicas.

"Nobre e imprescindível é a missão de fiscalizar a aplicação dos recursos públicos pelas instituições estatais, garantindo que o Estado esteja sempre a serviço do seu verdadeiro proprietário, o povo brasileiro", afirmou.

Além de Martins, foram agraciados com a comenda o ministro do STJ Benedito Gonçalves; o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Nunes Marques; o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), desembargador Henrique de Andrade Figueira, e o presidente da Comissão Nacional de Estudos Constitucionais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinicius Furtado Coêlho.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em parceria com os Tribunais de Justiça, promoverá, a partir de segunda-feira (22), a 19ª edição da Semana Justiça pela Paz em Casa – terceira edição de 2021. Com os objetivos de aumentar a efetividade na aplicação da Lei Maria da Penha e agilizar o andamento de processos sobre violência de gênero, o evento será realizado até sexta-feira (26).

Em prática desde março de 2015, o Justiça pela Paz em Casa apresenta três edições de esforços concentrados por ano. A primeira ocorre em março, próximo ao Dia Internacional da Mulher (8 de março);  a segunda, em agosto, devido à data de sanção da Lei Maria da Penha – Lei 11.340/2006 (7 de agosto); e a última, em novembro, na semana em que se comemora o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres (25 de novembro).

Este ano, a Semana apresenta uma nova ferramenta: o Protocolo de Julgamento com Perspectiva de Gênero. O documento, além de explicar conceitos, apresentar casos e um passo a passo sobre possível parcialidade de julgamentos, resultante do machismo estrutural, traz orientações com métodos analíticos que incorporam a categoria do gênero na análise das questões litigiosas.

O programa é adotado por todos os estados, que se empenharão para julgar a maior quantidade de processos sobre a temática. Além de outros esforços, o projeto promove ações interdisciplinares que buscam dar visibilidade ao tema e sensibilizar a sociedade para a realidade de violência que as mulheres brasileiras enfrentam.

Para aferir os resultados da iniciativa, ao fim do último esforço concentrado de 2021, os tribunais deverão preencher um questionário – disponível no site do CNJ – com dados do mutirão, como a quantidade de medidas protetivas de urgência concedidas, o número de audiências realizadas, a quantidade de magistrados e servidores que participaram, os casos finalizados e os tribunais do júri.

A página da Pesquisa Pronta disponibilizou cinco entendimentos do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Produzida pela Secretaria de Jurisprudência da corte, a nova edição aborda, entre outros assuntos, os requisitos necessários para que haja a anulação do registro de nascimento.

O serviço tem o objetivo de divulgar os entendimentos do STJ por meio da consulta, em tempo real, sobre determinados temas. A organização dos assuntos é feita de acordo com o ramo do direito ou em categorias predefinidas (assuntos recentes, casos notórios e teses de recursos repetitivos).

Direito civil — Família

Anulação de registro de nascimento. Paternidade biológica diversa da paternidade declarada no registro.

"Esta Corte consolidou orientação no sentido de que para ser possível a anulação do registro de nascimento, é imprescindível a presença de dois requisitos, a saber: (i) prova robusta no sentido de que o pai foi de fato induzido a erro, ou ainda, que tenha sido coagido a tanto e (ii) inexistência de relação socioafetiva entre pai e filho. Assim, a divergência entre a paternidade biológica e a declarada no registro de nascimento não é apta, por si só, para anular o registro."

REsp 1.814.330/SP, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em 14/09/2021, DJe 28/09/2021.

Direito bancário — Contratos

Termo inicial da prescrição. Ação revisional de contrato bancário.

"’Consoante entendimento desta Corte Superior, o termo inicial do prazo prescricional nas ações de revisão de contrato bancário, em que se discute a legalidade das cláusulas pactuadas, é a data da assinatura do contrato.’ (AgInt no AREsp 1.444.255/MS, Rel. Ministro Raul Araújo, Quarta Turma, julgado em 20/04/2020, DJe 04/05/2020)."

 AgInt nos EDcl no REsp 1.920.961/RS, Rel. Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, julgado em 11/10/2021, DJe 21/10/2021.

Direito civil — Contrato de compra e venda

Rescisão de contrato de promessa de compra e venda. Citação. Cônjuge do comprador.

"A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é firme no sentido de ser dispensável a citação de cônjuge do comprador em ação que vise à rescisão de contrato de promessa de compra e venda de imóvel, pois a discussão trata apenas de direitos obrigacionais, não existindo litisconsórcio passivo necessário."

AgInt nos EDcl no REsp 1.754.242/DF, Rel. Ministro Luis Felipe Salomão, Quarta Turma, julgado em 14/06/2021, DJe 21/06/2021.

Direito administrativo — Improbidade administrativa

Termo inicial da prescrição. Ação de improbidade. Particulares corréus.

"[…] pacífica orientação da jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, no sentido de que, nos termos do art. 23, I e II, da Lei n. 8.429/1992, aos particulares, réus na ação de improbidade, aplica-se a mesma sistemática atribuída aos agentes públicos para fins de fixação do termo inicial da prescrição."

AgInt nos EDcl nos EAREsp 1.397.642/SP, Rel. Ministro Gurgel de Faria, Primeira Seção, julgado em 14/09/2021, DJe 17/09/2021.

Direito processual penal — Recursos

Embargos de divergência. Processo penal. Ausência de previsão legal.

"Os embargos de divergência, embora não previstos na legislação processual penal, são inquestionavelmente cabíveis no curso de processo criminal, sendo inexigível o pagamento de custas processuais em ação penal pública. Inteligência do art. 7º da Lei n. 11.636/2007, c.c. o art. 3º, inciso II, da Resolução n. 2 de 1º de fevereiro de 2017." 

AgRg nos EDcl nos EAREsp 1.855.570/SP, Rel. Ministro Joel Ilan Paciornik, Terceira Seção, julgado em 13/10/2021, DJe 21/10/2021.

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Humberto Martins, suspendeu os efeitos de decisão liminar que determinou o afastamento por 90 dias do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, investigado em ação civil pública por suposta contratação irregular de servidores públicos municipais. A decisão do presidente tem validade até o trânsito em julgado da decisão de mérito na ação civil pública.

"O afastamento cautelar de detentor de mandato eletivo por suspeita de prática de ato de improbidade administrativa deve ser medida excepcional, e não a regra, dependendo da demonstração robusta e inequívoca de que há cometimento de ilícitos aptos à condenação, tendo em vista, em contraponto, a necessidade de estabilidade institucional da municipalidade e do regular funcionamento de sua gestão administrativa, que também devem ser considerados com veemência", afirmou.​​​​​​​​​

Humberto Martins afirmou que o afastamento cautelar de prefeito no curso de ação de improbidade é medida a ser aplicada em situações excepcionais.

Na ação, o Ministério Público de Mato Grosso alega que, por meio da contratação irregular de 259 funcionários temporários – realizada em 2018 –, a Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá foi utilizada para fins políticos.

Após a liminar que afastou o prefeito – mantida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso –, a defesa entrou no STJ com o pedido suspensão da decisão, sustentando que a contratação dos servidores temporários foi um problema herdado de gestões anteriores e que há um esforço atual da prefeitura para adequar as novas contratações aos parâmetros estabelecidos pelo Ministério Público e pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso.

Ainda segundo a defesa, o objeto da ação civil pública foi superado, tendo em vista que os servidores temporários já foram exonerados.

Exercício do cargo de prefeito não pode ser fragilizado por ações judiciais

O ministro Humberto Martins afirmou que o afastamento cautelar de prefeito acusado de ato de improbidade é medida a ser aplicada em situação excepcional, desde que fundamentada em elementos concretos que mostrem que a manutenção no cargo representa risco efetivo ao interesse público – circunstância que, para o magistrado, não ficou comprovada nos autos.

Segundo o ministro, o exercício do cargo de prefeito não pode ser fragilizado em razão da propositura de ações judiciais, caso não haja prova robusta e que demonstre os atos ilícitos cometidos.

Apesar da suspensão dos efeitos da decisão do TJMT na ação civil pública, o prefeito vai continuar afastado do cargo em razão de decisão proferida pelo juízo criminal e que não é objeto da presente medida.

Leia a decisão na SLS 3.021.

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Humberto Martins, recebeu nesta quinta-feira (18) um grupo de servidores, de sete Tribunais de Justiça, que atua em uma força-tarefa constituída pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para implementar o Sistema Eletrônico de Execução Unificado (SEEU).

O ministro parabenizou o esforço da equipe e disse que o Tribunal da Cidadania está sempre de portas abertas para receber demandas e pessoas empenhadas em buscar o melhor para o serviço público.

"Esta é uma administração sempre focada em prestar o melhor serviço público. No STJ, colocamos o cidadão em primeiro lugar. Por isso, digo que o presidente da casa é apenas um inquilino do poder, o proprietário do poder é o cidadão", afirmou.​​​​​​​​​

O ministro Humberto Martins com os membros da força-tarefa encarregada da implementação do SEEU.

O grupo está em Brasília neste mês para trabalhar na implementação remota do sistema em seis tribunais: Superior Tribunal Militar, Tribunal Regional Federal da 1ª Região, Tribunal de Justiça de Pernambuco, Tribunal de Justiça do Amazonas, Tribunal de Justiça do Ceará e Tribunal de Justiça do Tocantins.

Comprometimento com a modernização da Justiça

A ação faz parte de uma série de iniciativas para cumprir a Resolução 304/2019 do CNJ e efetivar o SEEU em todos os tribunais do país. Segundo o desembargador Oswaldo Soares Neto, do Tribunal de Justiça do Paraná – um dos coordenadores da força-tarefa –, o fato de o grupo ter sido recebido pessoalmente pelo presidente do STJ demonstra o comprometimento do Tribunal da Cidadania com a modernização da Justiça.

Além do desembargador, o grupo é formado por 23 servidores dos Tribunais de Justiça de Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Goiás, Sergipe, Acre e Rondônia. "Todos nós voltaremos para as nossas casas nos sentindo mais valorizados com o reconhecimento pelo trabalho na implementação do SEEU", comentou o magistrado.

O ministro Humberto Martins destacou que o STJ tem foco claro na produtividade em prol da cidadania brasileira, em um esforço que envolve todos os servidores e ministros da casa. "A valorização do tribunal depende de cada ministro, de cada um que trabalha em prol da cidadania", lembrou o presidente do STJ.

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Humberto Martins, declarou que a aprovação da PEC da Relevância é fundamental para que a corte deixe de atuar como terceira instância. A proposta de emenda constitucional votada pelo Congresso condiciona a admissão do recurso especial à demonstração da relevância da questão jurídica controvertida.

O ministro discursou no encerramento do IV Encontro On-line com Ministros do STJ, evento promovido pela Universidade Santo Amaro (Unisa) nesta quinta-feira (18). O encontro com os estudantes de direito teve a coordenação científica do ministro do STJ e professor da Unisa Moura Ribeiro.​​​​​​​​​

No evento on-line, o ministro Humberto Martins afirmou que o objetivo da PEC da Relevância é fazer com que o STJ exerça de forma mais efetiva o seu papel constitucional.

Martins saudou a Unisa pela realização do evento, que apresentou aos alunos aspectos essenciais para a compreensão das competências e do funcionamento do Tribunal da Cidadania. O ministro fez uma breve explanação sobre as atribuições do STJ, destacando a necessidade de o tribunal se ater à sua missão constitucional.

O presidente da corte elogiou o Congresso pela aprovação da PEC da Relevância em dois turnos, mas lembrou que, devido às alterações feitas no Senado, o texto será votado novamente na Câmara. Ele disse que confia na aprovação definitiva da proposta e na racionalização que ela propiciará ao trabalho do tribunal.

"O objetivo central dessa novidade constitucional é fazer com que o STJ deixe de atuar como terceira instância, revisora de processos cujo interesse muitas vezes está restrito às partes, e exerça de forma mais efetiva o seu papel constitucional", comentou.

Foco na missão institucional

Para Martins, a proposta é muito importante para que o tribunal possa cumprir a sua missão institucional de uniformizar a interpretação da legislação federal, privilegiando o julgamento de processos que transcendem os interesses das partes envolvidas.

"A PEC da Relevância, como ficou conhecida a proposta, estabelece a alteração do artigo 105 da Constituição Federal de 1988 para criação de mais um requisito de admissibilidade do recurso especial: a necessidade de relevância da questão federal discutida para que o recurso chegue ao STJ", resumiu o ministro.

Discussões sobre julgamentos polêmicos

A abertura do evento foi feita pelo vice-presidente do tribunal, ministro Jorge Mussi. Ele chamou atenção para a importância do encontro na formação dos alunos. Para ele, o formato escolhido facilita a absorção do conteúdo por parte dos acadêmicos – "juristas em formação que em breve assumirão o compromisso de aprimorar o direito".

Jorge Mussi disse que a era de julgamentos transmitidos pela internet é desafiadora para alguns juristas mais antigos e coloca a jurisdição no centro das atenções, aumentando a responsabilidade dos operadores do direito.

Na sequência, os ministros convidados comentaram acórdãos de julgamentos polêmicos e emblemáticos do STJ.

O primeiro a falar foi o ministro Benedito Gonçalves, que tratou do Recurso Especial 1.518.310, julgado na Primeira Turma em 2020. Ele foi o relator para o acórdão do recurso em que o Ministério Público pleiteou o ressarcimento ao erário em ação de improbidade na qual houve prescrição das demais penalidades.

A ministra Regina Helena Costa analisou os Embargos de Divergência em Recurso Especial 1.517.492, em que a Primeira Seção seguiu a sua orientação para aplicar o princípio federativo na solução de uma demanda tributária entre o fisco de São Paulo e a União.

Completando as discussões sobre direito público, o ministro Gurgel de Faria falou sobre o EREsp 1.768.224, do qual foi relator. O processo discutiu a não cumulatividade do PIS e da Cofins e o direito ou não ao creditamento desses tributos.

Questões controvertidas no direito penal

O ministro Antonio Saldanha Palheiro comentou o entendimento do tribunal sobre a coleta de provas em invasão policial na casa de um suspeito. Ele lembrou que, recentemente, a Terceira Seção ratificou o entendimento, que já está sendo aplicado nos estados.

Por sua vez, o ministro Ribeiro Dantas apresentou um caso sob segredo de Justiça no qual se discutiu a aplicação do conceito norte-americano da double jeopardy clause, adaptado no Brasil como a vedação à dupla incriminação.

A última apresentação foi do ministro Joel Ilan Paciornik, que falou sobre o Recurso em Habeas Corpus 138.369. A discussão foi sobre a responsabilidade de engenheiro pelo desabamento de uma construção, e de que forma a culpa pode ser comprovada nesse tipo de situação.