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Category Archives: Notícias TRF4

A Subseção Judiciária de Jacarezinho comemora 20 anos de sua instalação na cidade e uma cerimônia acontece neste dia 11 de novembro de 2024. Ela terá início às 17h, no Sesc (Rua Dois de Abril, 720, Centro), e a presença de autoridades dos poderes executivo, legislativo e judiciário, nas esferas federal, estadual e municipal. O evento será transmitido no Canal da JFPR no YouTube.

O objetivo da solenidade será relembrar a criação e instalação da 1ª Vara Federal e reafirmar a importância do trabalho desenvolvido por magistrados e magistradas, servidores e servidoras, ao longo dos últimos 20 anos de presença da Justiça Federal na cidade.

Nestas duas décadas, a Subseção Judiciária de Jacarezinho passou por profundas transformações, impulsionadas principalmente pela digitalização dos processos nos últimos anos. 

O juiz federal Rogério Cangussu Dantas Cachichi, titular da unidade e à frente da vara desde 2013, destaca a modernização como um fator crucial para a melhoria na prestação jurisdicional. “Eliminamos os processos físicos e hoje operamos com 100% de digitalização”, comemora Cachichi.

A especialização da unidade é outro destaque. Anteriormente, a unidade de Jacarezinho atuava em diversas áreas, como cível, criminal, administrativo, previdenciário e execução fiscal. Atualmente, é especializada em matéria previdenciária, o que permitiu otimizar os trabalhos e equalizar a distribuição de processos com outras unidades do mesmo grupo.

“Sabemos da vulnerabilidade social e econômica da população que atendemos e buscamos oferecer um serviço eficiente e justo”, ressalta o juiz federal substituto Gustavo Alves Cardoso, na unidade desde 2017.

A história

A 1ª Vara Federal de Jacarezinho foi instalada no dia 4 de novembro de 2004, com competência para ações do Juizado Especial Federal Cível e Criminal. Na ocasião, a solenidade de instalação foi conduzida pelo Desembargador Federal Tadaaqui Hirose, Coordenador dos Juizados Especiais Federais da 4ª Região, que representava o Presidente da Corte, Desembargador Federal Vladimir Passos de Freitas. 

Naquela data, o Diretor do Foro da JFPR era o Juiz Federal Nicolau Konkel Jr. A primeira magistrada designada como titular da Vara e primeira Diretora de Foro da Subseção foi a Juíza Federal Bianca Georgia Cruz Arenhart. O Diretor da Secretaria Administrativa era o servidor Eugênio Muzeka.

Em 1º de junho de 2011, a Subseção de Jacarezinho passou a atender o Juizado Especial Federal Avançado de Ibaiti. Depois, em 2013, passou a atender, parcialmente, a Unidade Avançada de Atendimento da JFPR em Wenceslau Braz.

A jurisdição da Subseção alcança 27 municípios. Desde a instalação da 1ª Vara, nove juízes e juízas atuaram na Subseção Judiciária de Jacarezinho. A sede é na Rua Paraná, 833, Centro.

Saiba mais sobre a história da Justiça Federal em Francisco Beltrão acessando o Portal memoria.jfpr.jus.br

 

Imagem de celebração de 20 anos da Subseção Judiciária de Jacarezinho
Imagem de celebração de 20 anos da Subseção Judiciária de Jacarezinho ()

Começa na próxima sexta-feira (8/11) a Jornada de Soluções Autocompositivas, promovida pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), o Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT4) e o Tribunal de Justiça Militar do Rio Grande do Sul (TJM-RS). Com o tema “Unindo Forças”, a iniciativa já é promovida pelo TJRS há 10 anos, sendo este o primeiro a ocorrer em conjunto com outros tribunais gaúchos.

A jornada tem por objetivo estimular os métodos de solução consensual e estará dividida em três etapas. A primeira ocorre no Auditório da Escola Judicial de Magistrados e Servidores (Emagis) do TRF4 na próxima sexta-feira, a partir da 9h.

Justiça Restaurativa

O programa terá duas palestras sobre Justiça Restaurativa pela manhã e oficinas práticas à tarde. Às 10h, o conselheiro Alexandre Teixeira de Freitas Bastos Cunha, coordenador do Comitê de Justiça Restaurativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), falará sobre “O futuro da Justiça Restaurativa nos tribunais”.

Às 11h, o juiz auxiliar do Conselho Superior do Judiciário da Colômbia, Leonel Mauricio Peña Solano, tratará do tema “Protocolos da Justiça Restaurativa e Terapêutica na Colômbia”.

Informações sobre a programação detalhada dos dias da XI Jornada de Soluções Autocompositivas estão disponíveis no site oficial do evento, que pode ser acessado pelo seguinte link: https://www.trf4.jus.br/LEXzJ.

No site também podem ser realizadas as inscrições para o evento.

E-book do evento

Será publicado um e-book do evento. Com esse fim, foi disponibilizado um edital para seleção de artigos que tratem do tema autocomposição de conflitos. O objetivo é promover e incentivar a produção acadêmica e a análise teórica sobre o tema. Serão selecionados 15 artigos que devem se basear em temas relativos à autocomposição de conflitos e que integrarão o e-book.

O edital com todas as regras para o envio dos artigos pode ser acessado pelo seguinte link: https://www.trf4.jus.br/tXxt7.

ACS/TRF4 (acs@trf4.jus.br)


(Arte: TJRS)

Representantes de diversos órgãos participaram hoje (5/11) da sessão de conciliação envolvendo a ocupação do prédio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) por integrantes do Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST), incluindo da Secretaria Geral da Presidência. Promovida pelo Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscon) da Justiça Federal do RS (JFRS), a audiência possibilitou que o Governo Federal apresentasse as tratativas necessárias para se possibilitar destinar o edifício, localizado na Travessa Mário Cinco Paus, para moradia popular.

A sessão foi presidida pelo juiz Fábio Vitório Mattiello e pela juíza Daniela Tocchetto Cavalheiro, coordenadores do Cejuscon, e contou com a participação das pessoas que ocupam o imóvel, e dos representantes do MTST, do INSS, da Defensoria Pública da União, da Advocacia Geral da União, da Superintendência do Patrimônio da União (SPU), da Secretaria Nacional de Habitação, do Ministério das Cidades e do Ministério Público Federal.

Mattiello abriu a audiência, solicitando que os representantes dos órgãos se apresentassem e, na sequência, eles puderam se manifestar e dialogar. A representante da Secretaria Geral da Presidência, Isadora Gama Brito, destacou que há interesse e predisposição da União em resolver essa questão da moradia, mas ainda não há uma resposta de como será feita a questão de indenização ao Fundo da Previdência Social, já que o imóvel pertence a ele. Ela pontuou que já iniciaram o processo para declarar o edifício como não operacional, e informou ser necessário realizar algumas tratativas com alguns órgãos para viabilizar esta destinação, por isso solicitou o prazo de três para apresentar algo mais concreto.

Diversas questões foram discutidas na audiência, como a utilização e pagamento da água utilizada no prédio, os requisitos dos editais do programa Minha Casa Minha Vida Entidades, as características do imóvel ocupado, a situação das famílias que ocupam o prédio. Cavalheiro ressaltou, a partir do que foi apresentado na sessão, que há vontade dos entes políticos em tentar resolver a questão da moradia e que vão apoiar para que isso seja viabilizado. Ao final, ficou combinado que o processo será suspenso até março, quando será agendada nova audiência.

A ação

O INSS ingressou com a ação narrando que, em 10/6, foram informados que o prédio havia sido ocupado. Pontuou que, desde o início de 2020, o prédio é utilizado como estacionamento para os servidores e conta com uma unidade de vigilância 24 horas. Entretanto, este serviço foi dispensado em razão do desastre climático ocorrido em maio. Sustentou que o edifício não está em condições de uso, estando sem energia, pois houve uma avaria no transformador em razão da enchente. Afirmou que os cabos da rede elétrica podem estar energizados e por esse motivo os avisos e a preocupação com a segurança das pessoas que lá estão, uma vez que há outros transformadores que atendem aos prédios vizinhos.

O processo foi distribuído para a 4ª Vara Federal de Porto Alegre que determinou que oficial de justiça fosse ao local averiguar as condições da ocupação e identificar os ocupantes. Após o retorno da diligência e manifestação da União e MPF, o juízo pontuou que foi comprovado que o imóvel é do INSS e que a ocupação era recente. Assim, segundo ele, estariam cumpridos os requisitos para liminar deferindo a reintegração de posse. Entretanto, levando em contas as questões sociais envolvidas e a possibilidade noticiada pelo Governo Federal em destinar o prédio para o programa de moradia popular, a ação foi encaminhada para o Cejuscon.

No dia 30/9, foi realizada a primeira sessão de conciliação, quando os presentes entenderam ser importante a presença de outras entidades. Assim, foram convidadas para a audiência realizada hoje o Ministério das Cidades, a Secretaria Extraordinária da Reconstrução, a Secretaria do Patrimônio da União, a Superintendência do Patrimônio da União, a Secretaria Geral da Presidência da República, o Ministério da Previdência Social e o Ministério da Gestão e Inovação em Serviço Público.

Nucom/JFRS (secos@jfrs.jus.br)

 

Sessão de conciliação ocorreu no auditório do prédio-sede em Porto Alegre
Sessão de conciliação ocorreu no auditório do prédio-sede em Porto Alegre (Nucom/JFRS)

Juiz Mattiello e juíza Cavalheiro conduziram a audiência
Juiz Mattiello e juíza Cavalheiro conduziram a audiência (Nucom/JFRS)

Representantes  de alguns órgãos participaram de forma remota
Representantes de alguns órgãos participaram de forma remota (Nucom/JFRS)

Presentes puderam dialogar
Presentes puderam dialogar (Nucom/JFRS)

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) iniciou na manhã de hoje (5/11) a segunda etapa do Programa de Vitaliciamento para 27 juízes e juízas federais substitutos da Justiça Federal da 4ª Região que foram aprovados no XVIII Concurso e tomaram posse nos cargos em dezembro de 2023. As atividades acontecem no auditório da sede do TRF4, em Porto Alegre, durante esta semana, e vão até a tarde de sexta-feira (8/11). A abertura do curso foi coordenada pelo desembargador Rogerio Favreto, diretor da Escola de Magistrados e Servidores do TRF4 (Emagis).

O vitaliciamento é o período de avaliação do desempenho profissional de um novo juiz ou juíza, necessário à aquisição da garantia da vitaliciedade na magistratura, e tem duração de dois anos, contados a partir do início do exercício no cargo.

Durante esse período, os novos magistrados passam pelo Programa de Vitaliciamento, sendo acompanhados, orientados e avaliados pela Corregedoria Regional da 4ª Região, pela Comissão de Vitaliciamento e pelos magistrados que atuam como formadores com relação aos deveres e atribuições inerentes ao exercício da magistratura federal.

As atividades dessa etapa do Vitaliciamento estão sendo realizadas pela Emagis, com a coordenação científica do desembargador Roger Raupp Rios, vice-diretor da Escola. As aulas têm carga horária total de 32 horas e são voltadas às temáticas envolvendo a gestão de pessoas, sendo desenvolvidas por meio de exposições dialogadas e debates entre os participantes.

O objetivo é que os magistrados vitaliciandos, após concluírem essa etapa, sejam capazes de reconhecer os pilares essenciais das práticas de gestão de pessoas, identificando e se apropriando dos aspectos que tendem a favorecer o alcance dos resultados organizacionais, de forma aliada à promoção da saúde no trabalho.

Mais informações sobre o curso, incluindo a programação detalhada de todos os dias, estão disponíveis na página do evento, que pode ser acessada pelo seguinte link: https://www.trf4.jus.br/cBsTg.

ACS/TRF4 (acs@trf4.jus.br)

O evento aconteceu no auditório da sede do TRF4, em Porto Alegre
O evento aconteceu no auditório da sede do TRF4, em Porto Alegre (Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4)

O desembargador Rogerio Favreto (1º da dir. p/ esq.), diretor da Emagis, realizou a abertura do curso
O desembargador Rogerio Favreto (1º da dir. p/ esq.), diretor da Emagis, realizou a abertura do curso (Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4)

A turma é composta por 27 juízes e juízas federais substitutos da 4ª Região que foram aprovados no XVIII Concurso e tomaram posse nos cargos em dezembro de 2023
A turma é composta por 27 juízes e juízas federais substitutos da 4ª Região que foram aprovados no XVIII Concurso e tomaram posse nos cargos em dezembro de 2023 (Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4)

As aulas dessa etapa seguem até sexta-feira (8/11)
As aulas dessa etapa seguem até sexta-feira (8/11) (Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4)

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) acrescentou mais um retrato à sua Galeria dos Presidentes. Em cerimônia realizada hoje (5/11), o desembargador Ricardo Teixeira do Valle Pereira, que presidiu a corte de junho de 2021 a junho de 2023, teve sua fotografia incluída no rol de ex-dirigentes. Magistrados, autoridades, servidores, familiares e convidados prestigiaram o evento, que aconteceu junto à Presidência, no nono andar da sede do TRF4, em Porto Alegre.

A solenidade foi aberta pelo presidente do tribunal, desembargador Fernando Quadros da Silva, que relembrou a carreira do homenageado e enfatizou a importância da solenidade como o reconhecimento dos anos de serviço prestados. “O desembargador Ricardo é uma inspiração, um modelo de dedicação como homem público, como juiz”, declarou Quadros da Silva.

Valle Pereira disse ter orgulho de integrar a instituição, frisando a importância de fazer marcações no tempo e construir a memória do tribunal. “Espaços de memória devem servir de estímulo e, se possível, de sinalizadores aos que aqui estão e aos que vem. O registro de status de tempo, a perenização de momentos, cria fundações, reforça atos, forja compromissos, ajuda a criar uma cultura institucional”, ressaltou o magistrado.

Segundo o desembargador, ter estado por dois anos à frente da Justiça Federal da 4ª Região representou o maior momento de realização em sua vida profissional. “A Justiça Federal, em especial a Justiça Federal da 4ª Região, tanto de primeiro como de segundo graus, é uma instituição íntegra, sensível aos direitos de todos, em especial dos mais necessitados, dirigente e que cumpre com correção exemplar a sua missão, de procurar distribuir justiça com firmeza, serenidade e correção”, destacou Valle Pereira.

Também foi inaugurado o Painel Histórico da Gestão, que fica na Sala de Reuniões da Presidência do TRF4 e tem por objetivo destacar os aspectos mais marcantes de cada gestão. Entre as realizações mais relevantes do Biênio 2021-2023 estão a ampliação e descentralização do tribunal; a unificação do Portal, que passou a ser compartilhado entre o TRF4 e as três Seções Judiciárias do RS, de SC e do PR; o projeto Tramitação Ágil, que automatizou fases e acelerou o trâmite processual nas ações previdenciárias; e a criação do Inspiralab, o laboratório de inovação do tribunal.

ACS/TRF4 (acs@trf4.jus.br)

Desembargador Ricardo Teixeira do Valle Pereira presidiu TRF4 no biênio 2021-2023
Desembargador Ricardo Teixeira do Valle Pereira presidiu TRF4 no biênio 2021-2023 (Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4)

Desembargador Valle Pereira descerra sua foto com a esposa, Ilara
Desembargador Valle Pereira descerra sua foto com a esposa, Ilara (Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4)

Magistrados, familiares, servidores e convidados prestigiaram a cerimônia
Magistrados, familiares, servidores e convidados prestigiaram a cerimônia (Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4)

Desembargador Valle Pereira com presidente do TRF4 e representantes de tribunais e da OAB gaúchos
Desembargador Valle Pereira com presidente do TRF4 e representantes de tribunais e da OAB gaúchos (Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4)

Desembargador Valle Pereira descerra o painel histórico da gestão com o auxílio do presidente do tribunal, desembargador Quadros da Silva
Desembargador Valle Pereira descerra o painel histórico da gestão com o auxílio do presidente do tribunal, desembargador Quadros da Silva (Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4)

Desembargadores que compuseram a gestão 2021-2023 posaram em frente ao painel. (Da esq. p/ dir. da foto) Cândido Alfredo Silva Leal Júnior, que atuou como Corregedor, Valle Pereira, e Quadros da Silva, vice-presidente do biênio anterior
Desembargadores que compuseram a gestão 2021-2023 posaram em frente ao painel. (Da esq. p/ dir. da foto) Cândido Alfredo Silva Leal Júnior, que atuou como Corregedor, Valle Pereira, e Quadros da Silva, vice-presidente do biênio anterior (Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4)

A comemoração do Dia do Servidor na Justiça Federal do Paraná foi marcada pela apresentação de 10 ações de boas práticas selecionadas por um comitê que avaliou inúmeras iniciativas que agilizam e melhoram o atendimento da JFPR. 

O evento, realizado em Curitiba na sede Bagé (centro da cidade), nesta quarta-feira (30), contou com as presenças da diretora do Foro da JFPR, juíza federal Luciana da Veiga Oliveira, e do diretor administrativo, Layre Colino Neto. 

O “Jogo da CapiVara” – CAPIJUST, a Capivara Justiceira –  criado especialmente para o treinamento dos estagiários recém-contratados pela JFPR é uma proposta das servidoras da Divisão de Acompanhamento e Desenvolvimento Humano, Marísia Faucz e Aline Soares da Silva. 

As servidoras Mayra Alice Souza Pegorer e Lilian Lemos Vissoci, da 1ª Vara Federal de Paranavaí, trouxeram quatro projetos. O “Acolhida” com foco nas crianças do espectro autista que passam pela JF para a realização de perícias. O “Espaço Criança” complementa o projeto anterior. As servidoras criaram um ambiente lúdico com brinquedos que possam entreter as crianças enquanto aguardam o momento de serem atendidas.  

O “Absorvente” auxilia adolescentes e mulheres em situação de vulnerabilidade financeira que não têm condições de adquirir os materiais de higiene íntima. É delas também o projeto “Mural” que unifica em uma plataforma digital todas as ações e comunicados relacionados aos trabalhos da Subseção. O objetivo é ampliar a troca de informações entre os servidores.

De Guarapuava veio a iniciativa do servidor da 1ª Vara Federal da cidade, Lucas Pauluch. Ele conseguiu automatizar a expedição de RPV’S. O modelo implantado por ele consegue fazer em poucas horas o trabalho que demoraria semanas.  

O juiz federal substituto Igor de Lazari, da 2ª Vara Federal de Londrina apresentou a melhoria dos índices de desempenho, após a aplicação de novas dinâmicas de trabalho. O juiz destacou que as mudanças não exigiram mais horas de dedicação das equipes nem mesmo a sobrecarga de atividades. Um dos resultados alcançados com a nova cultura foi a diminuição dos processos acumulados.  

O Núcleo de Comunicação Social (ComSoc) mostrou como está estreitando os laços com os veículos de comunicação de todo o Brasil e também do exterior. Por meio de um grupo de mensagens, as informações são compartilhadas de modo a facilitar a entrega de notícias produzidas pela JFPR. O canal também serve para receber demandas da imprensa, como pedidos de informações e entrevistas. 

“Memória Oral” é o projeto em execução do Núcleo de Memória Institucional. Com o auxílio de estagiários a equipe criou um canal no YouTube com imagens e depoimentos de pessoas que fazem parte da história da JFPR. 

O projeto “Aproxima” tem levado o atendimento da Justiça Federal e de outros órgãos públicos para comunidades que moram em localidades distantes dos centros urbanos. A juíza Luciana da Veiga Oliveira e a servidora Kely Cristina Laurentino apresentaram detalhes do projeto que já mudou a vida de centenas de famílias. 

No final do evento foi feita a apresentação do livro “E foi assim”, uma coletânea de contos e histórias vivenciadas por pessoas que atuaram na JFPR. Os servidores presentes também participaram de um momento de confraternização durante um coffee break.

10 projetos foram apresentados como exemplos de boas práticas
10 projetos foram apresentados como exemplos de boas práticas (Foto: Victor Guimarães/ComSoc JFPR)

A 6ª Vara Federal de Porto Alegre condenou onze pessoas por atos de improbidade administrativa, incluindo um ex-funcionário da Caixa Econômica Federal. Eles teriam participado de um esquema para fraudar a concessão de créditos a empresas que teria provocado um prejuízo milionário ao banco. O juiz Felipe Veit Leal sentenciou, conjuntamente, 12 ações no dia 22/10.

A instituição financeira ingressou com a ação contra o seu ex-funcionário, mas, no início da tramitação processual, o Ministério Público Federal (MPF) foi aceito para atuar como autor, aditando a petição inicial. O MPF afirmou que o então gerente de Atendimento Pessoa Jurídica da Caixa concedeu operações de crédito para empresas sem observar regras internas do banco, recebendo como contrapartida vantagem financeira indevida. Pontuou que os fatos foram investigados administrativamente, sendo identificados uma alta concentração de operações inadimplentes nas agências Shopping Total, Açorianos e Azenha, constatando vínculos pessoais e societários entre várias empresas beneficiadas pelos empréstimos e terceiros que atuavam como procuradores, consultores ou intermediários, sendo observada semelhança na documentação apresentada. 

O autor argumentou que foram agrupadas 59 empresas em seis grupos considerando diversos fatores, como destinação dos recursos, sócios em comum e origem dos documentos. Outras onze pessoas jurídicas não foram encontrados vínculos entre elas. Sustentou que todas as empresas tinham em comum a participação do gerente da Caixa nas operações. Ele esteve envolvido, de maneira direta ou indireta, em todas essas transações, mantendo relações pessoais com sócios ou representantes das pessoas jurídicas em questão. 

O MPF ingressou com ações separadas para responsabilizar os representantes dos grupos empresariais envolvidos nas fraudes contra a Caixa. Ele informou que não incluiria nas ações de improbidade todas as empresas que receberam crédito do banco, pois muitas delas eram de fachada ou vítimas das fraudes, com os recursos sendo direcionados para os representantes dos grupos envolvidos. Pontuou que a maioria das execuções movidas pela instituição financeira estão suspensas ou arquivadas devido à dificuldade em localizar os executados e/ou bens penhoráveis. 

Depois de realizada a instrução probatória, o juiz decidiu pela reunião para julgamento em conjunto desses doze processos com objetivo de promover eficiência processual e evitar a prolação de decisões conflitantes ou contraditórias. O ex-funcionário da Caixa responde por concessão irregular de operações de crédito e recebimento de vantagem indevida, e os 10 representantes dos grupos, por concorrer dolosamente para concessão de operações de crédito e pagamento de vantagem indevida a agente público.

Julgamento

O juiz federal Felipe Veit Leal, na decisão, pontuou que a improbidade, na visão do legislador, “é considerada como sendo a conduta ilícita do agente público que atenta, direta ou indiretamente, contra os princípios explícitos e implícitos que regem a Administração Pública, causando prejuízo ao Estado e à sociedade, seja de ordem patrimonial ou extrapatrimonial”. Os atos de improbidade administrativa elencados na lei são classificados em três espécies: os que importam enriquecimento ilícito, os que causam prejuízo ao erário e os que afrontam aos princípios da administração pública.

Ao analisar detalhadamente o conjunto de provas produzidos nas 12 ações, o que resultou numa sentença dividida em dez arquivos, magistrado verificou que o então agente público exerceu a função de gerente de atendimento pessoa jurídica nas agências Shopping Total, Açorianos e Azenha, onde também atuava como substituto eventual do gerente-geral. Ele entendeu que restou comprovadas a materialidade, a autoria e o dolo das práticas criminosas executadas pelo então funcionário da Caixa. Segundo ele, apesar do réu alegar que não tinha como saber se a declaração de renda ou faturamento da empresa foi adulterado, o que se constatou foi que “houveram falsificações grosseiras em documentos fiscais, claramente visíveis com uma simples leitura, pois algumas declarações apresentavam divergência em relação ao layout padrão gerado pela Receita Federal, bem como entre o horário de envio constante no Recibo de Entrega e o horário de transmissão informado no sítio da Receita Federal. Essas alterações, geralmente realizadas pouco antes da abertura de contas e da avaliação de risco, incluíam a transmissão de declarações de renda inexistentes ou atrasadas para posterior entrega à CEF, levantando suspeitas quanto à veracidade dos documentos”. 

Leal ainda destacou que as Avaliações de Risco de Tomador de Crédito, realizadas pelo gerente, indicavam que a maioria das empresas não possuíam endividamento com outras instituições financeiras. Assim, essa ausência de endividamento associada com a manipulação de informações fiscais deveriam ter levantado suspeitas durante o processo de aprovação pela Caixa. “A falta de um exame mais rigoroso facilitou a concretização das fraudes, permitindo que as empresas obtivessem crédito de forma irregular”, ressaltou.

Para o juiz, ficou comprovada a atuação dolosa do então gerente, que operou em várias frentes do esquema, demonstrando fazer parte de um “mecanismo estruturado de fraudes, em que seu papel era essencial para a facilitação e continuidade das operações irregulares”. Em relação aos outros réus, ele também concluiu que ficou provado a participação na fraude ao utilizarem “um modus operandi meticulosamente planejado para fraudar a Caixa Econômica Federal. Esse esquema consistia em reativar empresas paralisadas, modificar suas composições societárias, endereços e objetos sociais, e falsificar ou adulterar documentos fiscais para comprovar faturamento fictício perante a instituição financeira”. As provas ainda identificaram que, após o recebimento dos empréstimos, grande parte dos valores eram transferidos para contas de empresas controladas pelos representantes dos grupos.

O magistrado julgou procedente as ações condenando os réus por atos improbidade administrativa conforme sanções abaixo descritas de forma resumida:

1- ex-funcionário da Caixa

a) ressarcimento integral dos danos, de forma proporcional com os outros réus, que será apurado no cumprimento da sentença;

b) perda dos valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio no montante de R$ 68.073,33;

c) suspensão dos direitos políticos por nove anos;

d) pagamento de multa civil em uma vez o valor do dano (cota-parte) e em três vezes sobre os valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, resultando em R$ 204.219,99;

e) proibição de contratar com o poder público federal ou de receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário pelo período de dez anos.

2- três réus representantes de um dos grupos

a) ressarcimento integral dos danos, de forma proporcional com os outros réus, que será apurado no cumprimento da sentença;

b) perda dos valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio no montante de R$ 252.355,35, R$ 200.227,98 e R$ 59.333,33;

c) suspensão dos direitos políticos por sete anos para dois do réus e de, seis anos para o terceiro;

d) pagamento de multa civil em uma vez o valor do dano (cota-parte) e em dobro sobre os valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, resultando em R$ 504.710,70, R$ 400.455,96 e R$ 118.666,66;

e) proibição de contratar com o poder público federal ou de receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário pelo período de oito anos para dois réus e de sete anos para o terceiro.

3- um réu representante de um dos grupos

a) ressarcimento integral dos danos, de forma proporcional, que será apurado no cumprimento da sentença;

b) suspensão dos direitos políticos por sete anos;

d) pagamento de multa civil em uma vez o valor do dano (cota-parte);

e) proibição de contratar com o poder público federal ou de receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário pelo período de oito anos.

4- um réu representante de um dos grupos

a) ressarcimento integral dos danos, de forma proporcional, que será apurado no cumprimento da sentença;

b) suspensão dos direitos políticos por sete anos;

d) pagamento de multa civil em uma vez o valor do dano (cota-parte);

e) proibição de contratar com o poder público federal ou de receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário pelo período de oito anos.

5- três réus representante de um dos grupos

a) ressarcimento integral dos danos, de forma proporcional, que será apurado no cumprimento da sentença;

b) suspensão dos direitos políticos por sete anos;

d) pagamento de multa civil em uma vez o valor do dano (cota-parte);

e) proibição de contratar com o poder público federal ou de receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário pelo período de oito anos.

6- dois réus representante de um dos grupos

a) ressarcimento integral dos danos, de forma proporcional, que será apurado no cumprimento da sentença;

b) suspensão dos direitos políticos por seis anos;

d) pagamento de multa civil em metade do valor do dano (cota-parte);

e) proibição de contratar com o poder público federal ou de receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário pelo período de seis anos.

Cabe recurso ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

Nucom/JFRS (secos@jfrs.jus.br)

Imagem ilustrativa
Imagem ilustrativa (Agência Brasil)

O Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscon) da Justiça Federal do RS (JFRS) realiza amanhã (5/11) uma sessão de conciliação para buscar uma solução negociada para a ocupação do prédio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) por integrantes do Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST). A audiência será realizada no auditório do prédio-sede em Porto Alegre e começará às 14h.

A conciliação que acontecerá amanhã visa dar continuidade às tratativas iniciadas no dia 30/9, quando os presentes entenderam ser importante a presença de outras entidades. Assim, foram convidadas para a sessão o Ministério das Cidades, a Secretaria Extraordinária da Reconstrução, a Secretaria do Patrimônio da União, a Superintendência do Patrimônio da União, a Secretaria Geral da Presidência da República, o Ministério da Previdência Social e o Ministério da Gestão e Inovação em Serviço Público. O objetivo é encontrar soluções que preservem o interesse da autarquia previdenciária e também considerem os impactos sociais sobre as pessoas sem moradia.

Caso

O INSS ingressou com a ação narrando que, em 10/6, foram informados que o prédio localizado na Travessa Mário Cinco Paus havia sido ocupado. A autoridade administrativa do órgão foi ao local verificar a situação e alertar as pessoas para os riscos de acidentes que poderiam ocorrer em razão do atual estado do imóvel.

A autarquia previdenciária pontuou que, desde o início de 2020, o prédio é utilizado como estacionamento para os servidores e conta com uma unidade de vigilância 24 horas. Entretanto, este serviço foi dispensado em razão da enchente, com retorno previsto assim que os trabalhos de limpeza do pátio e higienização da guarita fossem feitos. Sustentou que o edifício não está em condições de uso, estando sem energia, pois houve uma avaria no transformador em razão da enchente. Afirmou que os cabos da rede elétrica podem estar energizados e por esse motivo os avisos e a preocupação com a segurança das pessoas que lá estão, uma vez que há outros transformadores que atendem aos prédios vizinhos.

Nucom/JFRS (secos@jfrs.jus.br)


(Foto: AGU)

O Conselho da Justiça Federal (CJF) e os Tribunais Regionais Federais (TRFs) lançam, em novembro, o projeto Justiça Federal mais perto de você, que visa promover o acesso das pessoas, em especial aquelas em situação de vulnerabilidade, aos serviços da Justiça Federal.

A iniciativa, de alcance nacional, oferece informações claras e diretas sobre os direitos que podem ser solicitados à Justiça Federal. Com essa ação, a Justiça Federal reforça seu compromisso de garantir que toda a população possa exercer seus direitos plenamente, além de reduzir barreiras e promover a inclusão social.

Cartilha

O projeto Justiça Federal mais perto de você conta com a publicação de uma cartilha informativa, elaborada em linguagem simples e inclusiva, para orientar a população sobre como acessar benefícios e quais os passos a serem seguidos caso um direito seja negado.

O conteúdo aborda, de forma clara e objetiva, temas como auxílio por incapacidade temporária, pensão por morte, aposentadoria, benefício assistencial à pessoa idosa ou com deficiência (LOAS), entre outros. O material também orienta sobre como entrar com uma ação ou buscar apoio junto à Justiça Federal.

A cartilha pode ser acessada em versão virtual no hotsite do projeto. A versão impressa ficará disponível nas unidades de atendimento dos seis Tribunais Regionais Federais. A publicação também será divulgada em formato de áudio, garantindo acessibilidade para pessoas com deficiência visual.

Spots de rádio

Outra ação do projeto são os spots de rádio, conteúdo em formato de áudio que trazem informações sobre direitos prioritários da população. Ao todo, serão sete produções que abordarão os seguintes temas: Benefício de Prestação Continuada (BPC), pensão por morte, benefício por incapacidade, e aposentadoria rural.

Os spots serão veiculados em todas as regiões do Brasil, com apoio de rádios locais, e terão narrações que incorporam as diversidades regionais brasileiras, visando ampliar a identificação e a proximidade com o público.

As produções também poderão ser ouvidas no canal do Conselho no Spotify.

Quer saber mais? Acesse a página do projeto “Justiça Federal mais perto de você”.


(Imagem: CJF)

A Edição XIX da Semana Nacional da Conciliação do Poder Judiciário iniciou nesta segunda-feira (4/11) e vai até a próxima sexta-feira (8/11). Para marcar o início da campanha, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) juntamente com o Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT4) e o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul (TJRS) realizaram nesta manhã uma cerimônia conjunta de abertura da Semana Nacional da Conciliação. A solenidade contou com as presenças do desembargador Hermes Siedler da Conceição Júnior, coordenador do Sistema de Conciliação do TRF4 (Sistcon), e das desembargadoras Luciane Cardoso Barzotto, coordenadora do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Disputas do TRT4, e Vanderlei Teresinha Tremeia Kubiak, do TJRS. O evento foi realizado na sala vermelha do Sistcon, na sede do TRF4, em Porto Alegre. A cerimônia foi transmitida de forma virtual pela plataforma Zoom, tendo 76 participantes entre desembargadores, juízes, servidores e conciliadores das Justiças Federal, Trabalhista e Estadual.

A Semana Nacional de Conciliação é promovida anualmente pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) com o objetivo de estimular a conciliação e o uso dos meios consensuais de solução de litígios. Neste ano, a campanha tem como slogan “É tempo de conciliar”.

Na abertura do evento, o desembargador Hermes destacou a união dos tribunais gaúchos TRF4, TRT4 e TJRS: “o mote da campanha diz que ‘é tempo de conciliar’, então não poderíamos deixar de promovê-la em conjunto com os tribunais que habitualmente têm sido parceiros de projetos e ações voltadas à conciliação”.

Segundo o magistrado, o ambiente da conciliação “é o espaço por excelência para promovermos ações conjuntas para a solução da diversidade de aspectos que compõem os problemas que afetam a população brasileira”. Em sua fala, ele ainda apontou que “o espírito de cooperação hoje simbolizado nesta abertura conjunta da Semana Nacional renova o desafio de prevenção e de solução de conflitos pela conciliação enraizado no nosso dia a dia, sendo prática permanente de nossas instituições”.

Já a desembargadora Vanderlei Teresinha Kubiak ressaltou que o desenvolvimento da conciliação trouxe um lado mais humanizado para o Judiciário. “A conciliação representou um novo modelo de acolhimento do cidadão e da cidadã, dando mais humanidade à Justiça, porque as pessoas são ouvidas. Elas estão sendo ouvidas nas suas necessidades, nos seus interesses, nas suas angústias, nas suas frustrações. Então, mais do que solucionar conflitos, toda essa estrutura que foi montada para a conciliação nos tribunais visa acolher e ouvir o cidadão”, ela avaliou.

Em seguida, a desembargadora Luciane Barzotto se manifestou. A magistrada relembrou o momento pelo qual passa o Rio Grande do Sul, de reconstrução após as enchentes que atingiram o estado durante este ano. “Depois de toda essa situação climática que vivemos no Rio Grande do Sul, a gente quer mesmo é que as vidas se restaurem, que as empresas se restaurem, que as pessoas consigam seguir em frente e ter uma esperança e um alento de recomeço, e nós, que trabalhamos com a conciliação, podemos fazer muito para auxiliar nesse esforço restaurativo”, disse Barzotto.

A campanha

A Semana Nacional da Conciliação é promovida todos os anos pelo CNJ desde 2006. A iniciativa envolve os Tribunais de Justiça, os Tribunais do Trabalho e os Tribunais Federais brasileiros, os quais selecionam processos que tenham possibilidade de acordo e intimam as partes envolvidas para solucionarem o conflito.

De acordo com o desembargador Hermes, no âmbito do TRF4 serão promovidas audiências de mediação envolvendo anistiados políticos e pagamento de indenizações pela União “que decorrem do sofrimento pesadíssimo vivido por essas pessoas durante o período da ditadura militar”.

O magistrado anunciou a continuidade dos desdobramentos do projeto SOS Chuvas RS, que foi iniciado em maio deste ano após as enchentes no estado, com a realização de mutirões de acordos de conciliação em processos de concessão de benefícios previdenciários de segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) residentes no Rio Grande do Sul.

Ele também destacou que vai ocorrer um novo mutirão de acordos em processos que buscam a correção dos expurgos inflacionários das poupanças. O Sistcon ainda realizará visitas a áreas em conflito decorrentes de ocupação de terras por comunidades indígenas, pois, segundo o desembargador, existe uma grande quantidade de ações desta temática na 4ª Região.

Além disso, no âmbito das Seções Judiciárias do RS, de SC e do PR serão promovidas audiências de conciliação em processos envolvendo a Caixa Econômica Federal, como danos morais e materiais, recuperação de crédito, conflitos habitacionais, vícios construtivos, ações sobre valores consignados em face do INSS e outros réus como cooperativas, associações e instituições bancárias, reclamações pré-processuais de Conselhos Profissionais.

Jornada de Soluções Autocompositivas

Durante a solenidade de abertura da Semana Nacional de Conciliação, os desembargadores anunciaram a realização da XI Jornada de Soluções Autocompositivas, que vai acontecer entre os meses de novembro e dezembro.

A Jornada de Soluções Autocompositivas é um evento anual que incentiva o uso de métodos de resolução consensual de conflitos e, tradicionalmente, é promovido pelo TJRS. No entanto, este ano, devido à recente catástrofe climática no estado e com o objetivo de fortalecer a cooperação entre os tribunais da Região Sul, a Jornada será organizada em conjunto com o TRF4, o TRT4 e o Tribunal de Justiça Militar do RS (TJM-RS).

Dessa forma, a edição de 2024, intitulada “XI Jornada de Soluções Autocompositivas – Unindo Forças”, promoverá o intercâmbio de experiências e práticas entre os tribunais parceiros.

A Jornada será dividida em três momentos. Primeiramente, na próxima sexta-feira (8/11), acontece o evento de pré-jornada no auditório do prédio anexo do TRF4. Nos dias 21 e 22 de novembro, a Jornada ocorre na sede do TJRS, em Porto Alegre. Já no dia 4 de dezembro, será realizada a pós-jornada com evento também na sede do TJRS.

Informações sobre a programação detalhada dos dias da XI Jornada de Soluções Autocompositivas estão disponíveis no site oficial do evento, que pode ser acessado pelo seguinte link: https://www.tjrs.jus.br/novo/jornada-de-solucoes-autocompositivas/. No site também podem ser realizadas as inscrições para o evento.

Além disso, foi divulgado o edital para seleção de artigos da XI Jornada de Soluções Autocompositivas, que irão compor um e-book relativo aos anais do evento.

O edital visa promover e incentivar a produção acadêmica e a análise teórica sobre a autocomposição de conflitos. Assim, serão selecionados 15 artigos que devem se basear em temas relativos à autocomposição de conflitos e que integrarão o e-book.

O edital com todas as regras para o envio dos artigos pode ser acessado pelo seguinte link: https://www.trf4.jus.br/tXxt7.

ACS/TRF4 (acs@trf4.jus.br)

Da esq. p/ dir.: desembargadora Vanderlei Teresinha Tremeia Kubiak, do TJRS, desembargador Hermes Siedler da Conceição Júnior, do TRF4, e desembargadora Luciane Cardoso Barzotto, do TRT4, participaram da abertura da Semana Nacional da Conciliação
Da esq. p/ dir.: desembargadora Vanderlei Teresinha Tremeia Kubiak, do TJRS, desembargador Hermes Siedler da Conceição Júnior, do TRF4, e desembargadora Luciane Cardoso Barzotto, do TRT4, participaram da abertura da Semana Nacional da Conciliação (Imagem: Sistcon/TRF4)

Diversos magistrados, servidores e conciliadores das Justiças Federal, Trabalhista e Estadual acompanharam a cerimônia
Diversos magistrados, servidores e conciliadores das Justiças Federal, Trabalhista e Estadual acompanharam a cerimônia (Imagem: Sistcon/TRF4)