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Category Archives: Notícias TRF4

A 6ª Vara Federal de Porto Alegre condenou a União ao pagamento de indenização, no valor R$ 50 mil, à família de um médico que trabalhava na linha de frente do combate à Covid-19 e faleceu desta doença. A sentença, publicada em 4/4, é do juiz Felipe Veit Leal.

A esposa e os três filhos do médico ingressaram com ação narrando que o profissional faleceu em agosto de 2020 em virtude de complicações ocasionadas pela infecção do coronavírus. A parte demandante alegou que o falecido atuou como médico durante a pandemia, o que permitiria que a família recebesse indenização em compasso com a Lei nº 14.128/2021.

Ao analisar o caso, o juiz verificou que a referida lei estabeleceu o direito de famílias de profissionais falecidos em combate ao coronavírus a serem indenizadas financeiramente. Segundo a lei, para que a família possa ser contemplada pela indenização, é necessário que sejam comprovadas a atuação do profissional no combate ao vírus, a relação de causa e efeito entre a infecção por coronavírus e o óbito do falecido e a condição de dependentes e herdeiros de seus familiares.

Leal observou que o falecido e sua família contemplam os requisitos. Através da certidão de óbito, o juiz pôde constatar que o falecido faleceu em agosto de 2020 em decorrência de septicemia, Covid-19, hipertensão arterial e diabetes. Sua carteira de trabalho e as declarações de colegas médicos ainda demonstraram que o profissional atuou em uma clínica durante a pandemia.

 

SECOS | JFRS 

“Vislumbro presentes, portanto, os requisitos necessários ao recebimento, pelos Autores, da compensação financeira a que alude a Lei nº 14.128/2021, consistente na prestação de valor fixo de R$ 50.000,00, a ser rateado entre eles”, concluiu o juiz.

O magistrado julgou procedente o pedido da família do médico por indenização, determinando que a União efetue a compensação financeira no valor de R$ 50 mil.

Cabe recurso ao TRF4.


(foto: freepik)

Em comemoração ao 252º aniversário da Cidade de Porto Alegre, o Memorial da Justiça Federal do RS realizará, no dia 9/4, às 17h, a aula aberta intitulada: “Porto Alegre na Década de 1820”. A entrada é gratuita.

O evento proporcionará ao público uma imersão na história da cidade de Porto Alegre durante a década de 1820, utilizando um mapa histórico (o mais antigo registro cartográfico de Porto Alegre) proveniente do arquivo histórico da Justiça Federal do RS, recuperado digitalmente por pesquisadores do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul/IHGRGS.

A aula será ministrada por:

  • Prof. Dr. Ronaldo Marcos Bastos, membro do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul (IHGRGS);
  • Profª Dra. Daniela Marzola Fialho, arquiteta e doutora em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); e
  • Maria Fernanda Kill, bolsista de Iniciação Científica de Arquitetura.

O evento será transmitido no canal do Youtube da Justiça Federal do RS.


(JFRS)


(JFRS)

Uma empresa de conservação de pescados obteve na Justiça Federal o direito de não se inscrever no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea), durante o período em que sua responsável técnica estiver vinculada ao conselho de Medicina Veterinária. A 4ª Vara Federal de Florianópolis reiterou o entendimento da jurisprudência de que as empresas devem se inscrever nos conselhos que fiscalizem a atividade básica.

“A obrigatoriedade de registro das empresas nos respectivos órgãos de classe é regulamentada pelo art. 1° da Lei n° 6.839/80, o qual esclarece que o critério definidor quanto à necessidade de inscrição será a atividade básica desenvolvida pela empresa”, afirmou o juiz Vilian Bollmann, em sentença proferida sexta-feira (5/4).

A empresa alegou que atua no ramo de preservação de peixes, crustáceos e moluscos, tendo como responsável técnica uma médica veterinária. Por esse motivo, a indústria requereu ao Crea o cancelamento da inscrição anterior e das anuidades do período em que a responsabilidade esteve com a outra profissional.

O Crea alegou que a empresa exerce atividade vinculada à engenharia, pois “para assegurar a qualidade e segurança no processamento do pescado, os Procedimentos Padrão de Higiene Operacional (PPHO) devem estar presentes em toda a cadeia de beneficiamento”.

“Trata-se de procedimento utilizado no decorrer da cadeia produtiva da autora, o qual não se confunde com sua atividade principal, de fabricação de produtos alimentícios”, entendeu o juiz. “Na hipótese, ainda, a autora conta com responsável técnica vinculada ao CRMV/SC”, concluiu Bollmann. Cabe recurso.


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Na última sexta-feira (5/4), os novos juízes e juízas federais substitutos da Justiça Federal da 4ª Região, que tomaram posse em dezembro de 2023, fizeram visita a uma Cooperativa de Produção Agropecuária (COOPAN), localizada no Assentamento Capela na cidade de Nova Santa Rita (RS). A visita integra o módulo de atividades práticas do Curso de Formação Inicial na Carreira da Magistratura Federal da 4ª Região.

Fundada em 1994, a COOPAN é uma cooperativa formada por famílias assentadas do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) e que produz e industrializa arroz orgânico, leite, panifícios, e produtos de carnes suínas.

A atividade foi coordenada pelo desembargador Rogerio Favreto, diretor da Escola de Magistrados e Servidores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (Emagis/TRF4). “A visita tem o objetivo de mostrar de perto para os novos magistrados a situação que envolve a questão agrária no país, de quem luta pelo direito a uma terra para produzir. A terra no Brasil deveria ser disponível para todos que querem trabalhar, mas acaba sendo necessário um processo judicial para conquistar o acesso a esse direito. Um assentamento rural, ainda mais com trabalho cooperado, demonstra a importância da reforma agrária e da geração de alimentos orgânicos para a população”, ele destacou.

Em sua fala, Favreto ainda ressaltou: “o Curso de Formação Inicial está levando os novos juízes e juízas a ter contato com diferentes e diversificadas realidades, muitos deles não tem esse conhecimento com a vida no campo e podem, no futuro, julgar casos com essas temáticas; assim, é fundamental para a formação deles ter essa interação proporcionada pelas visitas”.

Na cooperativa, os magistrados foram recebidos pela economista Indiane Witcel Rubenich, uma das gestoras da COOPAN. “A visita é muito significativa para nós, pois é uma oportunidade de mostrar a nossa realidade para os membros do Judiciário. As vezes as pessoas só têm acesso a informações distorcidas sobre os assentamentos, então é importante conhecer pessoalmente, ver o nosso trabalho com os próprios olhos e levar essa bagagem consigo para poder julgar com mais conhecimento os processos envolvendo a terra”, avaliou Indiane.

Sobre o curso

O Curso de Formação Inicial é promovido pela Emagis para uma turma de 30 juízes e juízas federais substitutos que tomaram posse no cargo no dia 1º de dezembro de 2023. O curso tem duração de 16 semanas, encerrando no mês de abril deste ano. As atividades são voltadas à preparação dos juízes e juízas para que possam exercer a atividade jurisdicional.

O cronograma do curso pode ser acessado pelo seguinte link: https://www.trf4.jus.br/0aM8n.

ACS/TRF4 (acs@trf4.jus.br)

A visita dos novos juízes e juízas da 4ª Região foi realizada na manhã de sexta-feira (5/4)
A visita dos novos juízes e juízas da 4ª Região foi realizada na manhã de sexta-feira (5/4) (Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4)

A COOPAN fica localizada na cidade de Nova Santa Rita, no Rio Grande do Sul
A COOPAN fica localizada na cidade de Nova Santa Rita, no Rio Grande do Sul (Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4)

Os magistrados foram recebidos pela economista Indiane Witcel Rubenich, uma das gestoras da COOPAN
Os magistrados foram recebidos pela economista Indiane Witcel Rubenich, uma das gestoras da COOPAN (Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4)

A cooperativa produz alimentos como arroz, leite, panifícios e carnes suínas
A cooperativa produz alimentos como arroz, leite, panifícios e carnes suínas (Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4)

A turma do Curso de Formação Inicial conta com 30 juízes e juízas substitutos que tomaram posse em dezembro de 2023
A turma do Curso de Formação Inicial conta com 30 juízes e juízas substitutos que tomaram posse em dezembro de 2023 (Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4)

A Justiça Federal do Paraná (JFPR) realiza no dia 10 de abril mais uma ação do Projeto Aproxima JFPR, Justiça Itinerante – Reduzindo distâncias, viabilizando direitos, que tem como objetivo efetivar o acesso à Justiça as comunidades mais distantes dos centros urbanos e mais vulneráveis do Estado do Paraná.

Na quarta-feira, o atendimento será realizado na comunidade Guarani Taquaty, localizada na Ilha da Cotinga, em Paranaguá. Esta será a terceira ação realizada pela Justiça Federal do Paraná que, neste primeiro momento, tem como público-alvo comunidades Guarani e Quilombolas das regiões de Piraquara, Morretes, Guaraqueçaba, Pontal do Paraná, Antonina e Paranaguá. 

Nas ações que aconteceram no mês de março, o atendimento do Projeto Aproxima JFPR foi realizado nas comunidades Guarani Araçaí, em Piraquara, e Guarani Guaviraty e Guarani Sambaqui, em Pontal do Paraná. Para o atendimento, foram mobilizadas mais de 25 pessoas, entre magistrados(as), servidores(as) – também do INSS -, procuradores, promotores, defensores públicos, professora e alunos da Universidade Federal do Paraná (UFPR) que ajudaram na triagem, prestando informações previdenciárias, consultando processos em andamento, além de reunirem pedidos e demandas das mais variadas naturezas decorrentes das dificuldades que as comunidades enfrentam.

Um dos coordenadores do Aproxima JFPR, juiz federal Guilherme Roman Borges, frisou que a intenção é beneficiar a população mais vulnerável, dando acesso a serviços, conciliação e atermação de demandas cuja competência seja da Justiça Federal. “Estamos levando os serviços prestados pelo Poder Judiciário aos lugares menos acessíveis e a pessoas carentes, evidenciando o princípio da cooperação das instâncias administrativa e judicial na concretização e na universalização do direito de acesso à justiça”. 

As próximas atividades acontecem nos dias 03 e 20 de maio, em comunidades de Guaraqueçaba. No dia 05 de junho, comunidades de Antonina receberão atendimento. 

Apoio e parcerias

A Justiça Federal conta com o apoio da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Procuradoria Federal do INSS, servidores do INSS, Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público do Paraná (MPPR), Defensoria Pública da União (DPU), Advocacia Geral da União (AGU), Defensoria Pública do Estado do Paraná (DPE) e FUNAI.

Dia de ação: atendimento do Projeto Aproxima JFPR realizado em março
Dia de ação: atendimento do Projeto Aproxima JFPR realizado em março ()

A Ouvidoria da Mulher do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) lançou hoje (8/4) o segundo episódio do Ouvicast, com o tema violência política de gênero. O podcast da Ouvidoria da Mulher é um projeto pioneiro na Justiça Federal da 4ª Região que, a cada episódio, traz conversas e reflexões sobre temas do universo feminino que estão relacionados com o Judiciário. Assim, o Ouvicast aborda temáticas como direitos das mulheres, combate à desigualdade de gênero, serviços, decisões e ações afirmativas sobre igualdade de gênero e enfrentamento à violência contra mulheres.

O podcast tem a apresentação de Ana Cristina Ferro Blasi, desembargadora federal e ouvidora da Mulher do TRF4, e os episódios são lançados mensalmente. O Ouvicast está disponível para ser acessado na íntegra nos canais oficiais do TRF4 no Spotify e no Youtube.

Nesse segundo episódio, a desembargadora Ana Blasi recebe Raquel Branquinho, que é procuradora regional da República na 1ª Região e diretora da Escola Superior do Ministério Público da União. A convidada ainda exerce a função de procuradora regional eleitoral auxiliar da 1ª Região e coordena o Grupo de Trabalho de Violência Política de Gênero da Vice-Procuradoria Geral Eleitoral. Raquel Branquinho também é mestre pela Universidade Católica de Brasília na área de pesquisa de corrupção e direitos humanos.

Durante a conversa, a desembargadora e a procuradora analisam o que é e como se manifesta a violência política de gênero, além de debater a importância da criação da Lei nº 14.192/2021, que estabelece as normas para prevenir, reprimir e combater a violência política contra a mulher.

Dessa forma, elas avaliam qual o papel do Judiciário no combate desse tipo de violência, quais são os principais desafios enfrentados pelo Sistema Judiciário ao lidar com esses casos e quais as medidas utilizadas para a proteção das vítimas.

Outros aspectos abordados por Ana Blasi e Raquel Branquinho incluem o impacto da violência política de gênero no funcionamento da democracia e na representação política das mulheres e de que formas o Judiciário pode contribuir para mitigar os efeitos dessa violência.

Assista ao episódio completo no YouTube

Escute o episódio completo em áudio no Spotify

 

Serviço:

Ouvicast, o podcast da Ouvidoria da Mulher do TRF4

Promoção: Ouvidoria da Mulher do TRF4

Produção: Assessoria de Comunicação Social do TRF4

Equipe Técnica: HD Produções

 

ACS/TRF4 (acs@trf4.jus.br)

O Ouvicast é o podcast do TRF4 que aborda temas como direitos das mulheres, combate à desigualdade de gênero e enfrentamento à violência contra mulheres
O Ouvicast é o podcast do TRF4 que aborda temas como direitos das mulheres, combate à desigualdade de gênero e enfrentamento à violência contra mulheres (Foto: Conteúdo Institucional/TRF4)

O episódio deste mês de abril debate a violência política contra a mulher
O episódio deste mês de abril debate a violência política contra a mulher (Foto: Conteúdo Institucional/TRF4)

A apresentadora do Ouvicast, desembargadora Ana Blasi, junto com a convidada do segundo episódio, a procuradora Raquel Branquinho (da esq. p/ dir.)
A apresentadora do Ouvicast, desembargadora Ana Blasi, junto com a convidada do segundo episódio, a procuradora Raquel Branquinho (da esq. p/ dir.) (Foto: Conteúdo Institucional/TRF4)

 

A Subseção Judiciária de Curitiba abre na segunda-feira (08) as inscrições para seleção de estagiário de nível médio. As inscrições ficarão abertas até o dia 19 de abril de 2024 e poderão ser feitas presencialmente no Núcleo de Segurança e Transportes da JFPR (Avenida Anita Garibaldi, 888).

Para participar do processo, o(a) candidato(a) deverá estar cursando o 1º ou 2º ano do ensino médio. A seleção será por meio de prova a ser aplicada presencialmente no dia 02 de maio de 2024. O resultado final será divulgado no dia 10 de maio de 2024 no site do TRF4.

A carga horária é de 20 horas semanais, no turno da tarde, com remuneração mensal de R$ 885,65 (oitocentos e oitenta e cinco reais e sessenta e cinco centavos) a título de auxílio financeiro, e de R$ 12,00 (doze reais) por dia efetivamente estagiado, a título de auxílio-transporte.

Saiba mais sobre o processo por meio do EDITAL: https://bit.ly/EstagioNivelMedioCuritiba


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Dando início às visitas acadêmicas do PVITA – Programa de Visitação Técnico-Acadêmica em 2024, a Justiça Federal em Curitiba recebeu ontem (04/04) 22 acadêmicos de Direito da Gran Faculdade. Os alunos estavam acompanhados da Professora Gilmara Pesquero Fernandes Mohr Funes. O PVITA é coordenado pela Divisão de Documentação e Memória (DDOCM), com o apoio da Direção do Foro da JFPR.

O grupo recebeu as boas-vindas do Diretor da Secretaria Administrativa Layre Colino Neto que, em nome da Direção do Foro, expressou a satisfação em receber os estudantes, desejando que a visita fosse proveitosa a todos. Em seguida, o Diretor da DDOCM, Afonso César da Silva, demonstrou a estrutura e o funcionamento da Justiça Federal. O servidor Alexandre César Nass, da 3ª Vara Federal, fez uma demonstração do eproc – processo eletrônico utilizado na Justiça Federal, e abordou as carreiras da Instituição e forma de ingresso, seja como estagiário, servidor ou magistrado.

A seguir, divididos em dois grupos, os alunos visitaram as secretarias da 3ª e da 20ª Varas Federais. Na 3ª Vara foram recebidos pelo diretor de secretaria, Leonardo Manfroi de Araújo, e na 20ª pela juíza federal Cláudia Rocha Mendes Brunelli.

Os estudantes finalizaram a visita na “Sala da Memória Fábio Luiz dos Santos”, onde a supervisora da Seção de Memória Institucional, Dulcinéia Tridapalli, contou um pouco da História da JFPR e demonstrou o acervo histórico da Sala.

Texto: Divisão de Documentação e Memória.


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A 1ª Vara Federal de Bento Gonçalves (RS) determinou que a Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) desbloqueie o perfil de Instagram de um aluno, que foi bloqueado pela instituição, em virtude de comentários supostamente ofensivos.  A sentença, publicada em 27/3, é do juiz federal André Augusto Giordani.

O aluno ingressou com ação narrando ter sido bloqueado pelo perfil da instituição durante a pandemia devido a um comentário que publicou, interpretado como ofensa à reitora pelos administradores da rede da instituição. O autor da ação alegou que não ofendeu ninguém, exercendo apenas seu direito de livre expressão. Argumentou que a restrição de acesso à conta da universidade o estaria impedindo de obter informações disponíveis à comunidade acadêmica e de expressar sua opinião sobre assuntos de interesse à instituição.

A UFCSPA contestou, indicando que possui órgão interno que realiza a gestão das redes que é responsável pelo monitoramento e moderação dos comentários de publicações. Confirmou que a mensagem foi considerada ofensiva à reitora da Universidade, o que levou ao bloqueio da conta do rapaz.

O juiz observou que o motivo do comentário em questão teria sido uma publicação em que a reitora da Universidade não utilizava máscara de proteção. O episódio se deu em meio à pandemia de coronavírus, momento em que a circulação pelo campus da instituição sem o uso de máscara estava proibida.

Apesar de não haver registros do conteúdo do comentário, de maneira que não é possível saber o teor exato do comentário, Giordani pontuou que o bloqueio pela Universidade foi justificado: “É compreensível (…) a ação da universidade na ocasião em que blinda o acesso às suas redes sociais de usuários que possam estar proferindo ofensas a servidores públicos, até porque, como é cediço, o direito à liberdade de expressão não é absoluto e não pode ser utilizado como salvaguarda para ferir deliberadamente direitos de personalidade”. Por outro lado, o magistrado reconheceu que não existem indícios de que o autor possa repetir o comportamento ofensivo.

A ação foi julgada parcialmente procedente, sendo assim determinado que a Universidade desbloqueie imediatamente o perfil do demandante.

Quanto à solicitação do autor de indenização por danos morais, Giordani observou que as informações institucionais publicadas nas redes da universidade são veiculadas também em outras plataformas, como o site da entidade. Dessa forma, o demandante não estaria impedido de acessar informações e manifestar suas opiniões a respeito de assuntos da instituição, o que descaracterizaria o dano moral.

Cabe recurso ao TRF4.


(Foto: UFCSPA)

A Escola Judicial de Magistrados e Servidores (Emagis) do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) realizou entre quarta-feira e hoje (3 a 5/4) o curso “Direito Previdenciário: aspectos práticos”, dirigido a magistrados e servidores da 4ª Região. O evento aconteceu no auditório da Justiça Federal de Santa Catarina, em Florianópolis, e também foi transmitido por streaming.

Sob a coordenação científica da desembargadora federal Eliana Paggiarin Marinho e da juíza federal Gabriela Pietsch Serafin, o objetivo do curso foi ampliar a compreensão do processo administrativo previdenciário de concessão de benefícios. Foram abordadas as formas de acesso aos dados previdenciários e sua interpretação e os novos conceitos envolvendo a Inteligência Artificial. O grupo ainda compartilhou experiências e possibilidades de aprimoramento na área.

Busca de soluções

O curso foi aberto pelo desembargador federal Alexandre Gonçalves Lippel, que pontuou a necessidade de desenvolver competências no Direito Previdenciário, tendo em vista o impacto que trará o uso da Inteligência Artificial nos processos. 

“A criação das ferramentas eletrônicas Tramitação Ágil (TA) e Automatização da Tramitação Processual (ATP) surge paralelamente à utilização de Inteligência Artificial pelo INSS, exigindo o estudo e debate no âmbito da Justiça Federal da 4ª Região”, ressaltou Lippel. 

Segundo o magistrado, é preciso “identificar os problemas que os diversos atores processuais estão enfrentando, permitir o diálogo efetivo entre eles e fomentar a criação de soluções que levem em consideração a complexidade e multifatoriedade do Direito Previdenciário”.

O evento contou com cinco painéis e a participação de 687 ouvintes, sendo 119 presenciais e 568 telepresenciais.

Acesse a programação do curso neste link: https://www.trf4.jus.br/5WEUz.

Desembargador Alexandre Lippel abriu o curso
Desembargador Alexandre Lippel abriu o curso (Foto: Imprensa/SJSC)