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Category Archives: Notícias TRF4

A Justiça Federal condenou a empresa Terra Networks Brasil, do portal Terra, a pagar indenização a um casal de clientes, por débitos automáticos indevidos em conta bancária, para pagamento de serviços que não tinham sido contratados. As cobranças, segundo eles, foram efetuadas durante mais de dez anos e causaram prejuízo de cerca de R$ 10 mil. A Caixa Econômica Federal também deverá ressarcir parte dos danos.

A sentença é da 2ª Vara Federal de Joinville e foi proferida sexta-feira (1/9), em processo do juizado especial cível. De acordo com a decisão, a empresa não comprovou a existência de contrato para prestação de serviços de antivírus, e-mail especial e acesso a revistas. O Juízo considerou, entretanto, que já estão prescritas as cobranças realizadas cinco anos antes de a Caixa cancelar os descontos mensais.

“Os autores foram efetivamente cobrados por anos sem que se dessem conta do débito automático, cenário que faz com que a causa de pedir atinente aos descontos em conta se esvaziem”, entendeu o Juízo. “Quanto à insistência na cobrança posterior ao cancelamento dos débitos automáticos, deve-se reconhecer sua emergência”. Depois do cancelamento, a Terra passou a enviar os boletos pelo correio.

“Não obstante a Terra Networks Brasil ter tomado conhecimento, por meio da CEF, de que os autores estavam questionando as cobranças dela advindas, bem como do cancelamento do débito automático correspondente – o que não foi especificamente refutado na contestação –, passou a enviar à residência dos autores correspondências das cobranças mensais”, observou o Juízo.

A Caixa providenciou a restituição de R$ 8.547,03, mas ainda ficou obrigada a dividir com a Terra o valor restante de R$ 1.877,74, referente ao dano material. A Terra pagará a multa em dobra do Código de Defesa do Consumidor, correspondente a R$ 10.424,77, mais R$ 2 mil por danos morais. Ainda cabe recurso.


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A Escola da Magistratura (Emagis) do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) está promovendo em Florianópolis, hoje (4) e amanhã (5/9), o curso “Tramitação ágil e automatização da tramitação processual (ATP)”, sobre a aplicação de novas tecnologias e inteligência artificial no Judiciário. O curso tem a participação presencial e remota de magistrados e servidores do TRF4 e das seções judiciárias.

A abertura foi coordenada pelo diretor da Emagis, desembargador federal Rogério Favreto, em mesa com a presença do desembargador federal Ricardo Teixeira do Valle Pereira, dos juízes federais Henrique Luiz Hartmann (diretor do Foro da Justiça Federal em Santa Catarina) e Eduardo Tonetto Picarelli, além da juíza federal Ana Lúcia Andrade de Aguiar, que proferiu a palestra “Juiz e gestão de dados”.

A programação do curso inclui apresentações de resultados iniciais da tramitação ágil nos benefícios por incapacidade e cálculo automatizado de requisições de pagamento. Os participantes também farão grupos de estudos sobre a aplicação das ferramentas em diversas competências.


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No dia 11 de setembro de 1993, a Justiça Federal instalava sua primeira vara federal em Santana do Livramento. Os 30 anos de atuação no município e região serão comemorados com uma solenidade que relembrará esta história. O evento será realizado amanhã (5/9) a partir das 18h e contará com a participação de autoridades de diversas instituições.

Durante as três décadas de funcionamento, a Justiça Federal vem buscando a prestação de serviço público de qualidade, eficiente, com o contínuo investimento em modernização, qualificação do quadro de pessoal, em ferramentas que alavancam e ajudam a agilizar a tramitação de processos, como o processo eletrônico, e em conseqüência, rápida prestação jurisdicional.

Atualmente, a Justiça Federal em Santana do Livramento conta com duas varas federais e está localizada na rua Silveira Martins, 502. É a primeira sede da Justiça Federal gaúcha projetada com diversos quesitos de sustentabilidade.

Dois juízes e 34 servidores atuam em 8.700 processos. A Subseção tem jurisdição sobre os municípios de Cacequi, Dom Pedrito, Quaraí, Rosário do Sul, Santana do Livramento e São Gabriel.

 

Secos/JFRS (secos@jfrs.jus.br)

Fachada do prédio-sede da Justiça Federal em Santana do Livramento
Fachada do prédio-sede da Justiça Federal em Santana do Livramento (Secos/JFRS)

A desembargadora Salise Monteiro Sanchotene, integrante do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) e conselheira do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), recebeu o Troféu Romy na Edição 2023 do Prêmio Mulheres do Ano, promovido pela Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (Emerj). A magistrada foi premiada pelo destaque que teve em sua área de atuação durante este ano, promovendo a defesa dos direitos das mulheres. A solenidade aconteceu na noite da última sexta-feira (1º/9) no auditório da sede da Emerj, na cidade do Rio de Janeiro.

A premiação, cujo troféu leva o nome da advogada feminista Romy Medeiros, foi aberta pelo desembargador Marco Aurélio Bezerra de Melo, diretor-geral da Emerj. A desembargadora Adriana Ramos de Mello, presidente do Fórum Permanente de Violência Doméstica, Familiar e de Gênero da Emerj, e a desembargadora Myriam Medeiros da Fonseca Costa, filha da jurista Romy Medeiros, compuseram a mesa de honra como madrinhas da premiação.

Além da desembargadora Sanchotene, também receberam o prêmio outras quatro mulheres: a farmacêutica Maria da Penha, ativista da Defesa das Mulheres Contra a Violência de Gênero e caso originário da criação da Lei Maria da Penha; Nair Jane de Castro Lima, presidente da Associação Profissional das Empregadas Domésticas (1973-1977) e ativista da categoria durante a Assembleia Constituinte de 1986; Sinéia Wapichana, líder indígena da etnia Wapichana e ativista pela Preservação das Terras Indígenas “Raposa Serra do Sol”; e a desembargadora Suely Lopes Magalhães, 2ª vice-presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ).

Troféu Romy

Carioca, a advogada Romy Medeiros dedicou maior parte de sua vida e carreira à causa feminista e aos direitos das mulheres. Foi autora da revisão da situação da mulher casada no Código Civil Brasileiro. Ela era especialista em Direito da Família.

Em 30 de junho de 2021, a Emerj celebrou o centenário de nascimento da jurista e feminista Romy Medeiros. Neste evento, foi lançado o Prêmio Emerj Mulheres do Ano, atrelado à entrega do Troféu Romy, como parte do calendário anual de eventos oficiais da Escola, com sua primeira edição em 2022.

Com informações da Assessoria de Imprensa do TJRJ

A desembargadora federal Salise Monteiro Sanchotene (esq.) posa com o troféu do prêmio com a desembargadora Adriana Ramos de Mello
A desembargadora federal Salise Monteiro Sanchotene (esq.) posa com o troféu do prêmio com a desembargadora Adriana Ramos de Mello (Foto: Felipe Cavalcanti/TJRJ)

A solenidade aconteceu na sexta-feira (1º/9) no auditório da Emerj, no Rio de Janeiro
A solenidade aconteceu na sexta-feira (1º/9) no auditório da Emerj, no Rio de Janeiro (Foto: Felipe Cavalcanti/TJRJ)

A 1ª Vara Federal de Cachoeira do Sul condenou o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a conceder o benefício assistencial de prestação continuada, previsto na Lei Orgânica da Assistência Social (Loas), a um morador de Segredo (RS), portador de HIV. A sentença, publicada em 29/8, é do juiz Lademiro Dors Filho.

O autor entrou com ação contra o INSS narrando ter solicitado, em maio de 2022, o direito o recebimento do benefício assistencial de prestação continuada à pessoa com deficiência.  O pedido foi indeferido pelo INSS, sob o argumento de que o homem estaria com vínculo empregatício em aberto, o que vai contra os requisitos para recebimento da assistência. Na ação, o autor alegou que não exerce atividade remunerada desde 2017.

Para fundamentar sua decisão, o juiz se valeu do relatório pericial, que concluiu que o homem vive em situação de miserabilidade. Segundo a perícia, o homem mora em uma casa de madeira em péssimo estado, possui baixa escolaridade, tem a saúde fragilizada em decorrência de ser HIV positivo, sobrevive apenas da atividade informal de catador e já foi internado várias vezes em clínicas para dependentes químicos.

Para o magistrado, ficou comprovado o direito do autor em receber o auxílio: “É evidente que tal situação é um fator adicional que deve ser somado ao estigma sofrido por pessoas portadoras do vírus HIV, restando evidente que, sob esse aspecto multifatorial, o autor pode ser considerado pessoa com deficiência”.

Dors Filho condenou o INSS ao pagamento do benefício, no valor de um salário mínimo mensal, a contar desde agosto de 2022, no prazo de 20 dias.

Cabe recurso ao TRF4.


(Foto: freepik)

A Justiça Federal do RS (JFRS) sediou, hoje (1/9), a reunião do Grupo Interinstitucional Socioambiental (Gisa), com a presença de representantes de várias instituições, incluindo do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), do Ministério Público Estadual (MPE/RS), do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-4), da seccional gaúcha da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e da Defensoria Pública do Estado (DPE/RS). O grupo reúne representantes de mais de 20 órgãos e tem por objetivo a troca de experiências nos campos da sustentabilidade e de iniciativas sociais.

Na ocasião, a coordenadora da Comissão do Plano de Logística Sustentável da JFRS e do Projeto JusClima2030, juíza federal Rafaela Santos Martins da Rosa, apresentou dados sobre as alterações climáticas globais e sua repercussão econômico-social. Destacou a responsabilidade das instituições públicas nesta questão, apontando as alterações jurídico-normativas relacionadas ao tema que possibilitam os órgãos a realizarem o inventário de emissão de Gases do Efeito Estufa (GEE). 

A magistrada falou sobre o inventário realizado pela JFRS, bem como as medidas que estão sendo tomadas para a mitigação da emissão do GEE e a compensação do residual do que não será reduzido. 

Em seguida, o representante do Centro de Educação Ambiental (CEA) Bom Jesus, Henrique Medeiros, narrou a história da entidade, destacando sua importância tanto na perspectiva sustentável, na condição de cooperativa de reciclagem de lixo, quanto na social, na comunidade de Bonja, já que é fonte de emprego e renda para os moradores locais.

A reunião do Gisa é bimestral e sediada em uma das instituições integrantes do grupo.

 

Secos/JFRS (secos@jfrs.jus.br)

Magistrada apresentou o Inventário de Gases de Efeito Estufa realizado pela JFRS
Magistrada apresentou o Inventário de Gases de Efeito Estufa realizado pela JFRS (Secos/JFRS)

Gisa reúne mais de 20 instituições
Gisa reúne mais de 20 instituições (Secos/JFRS)

A Justiça Federal do RS (JFRS) sediou, hoje (1/9), a reunião do Grupo Interinstitucional Socioambiental (Gisa), com a presença de representantes de várias instituições, incluindo do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), do Ministério Público Estadual (MPE/RS), do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-4), da seccional gaúcha da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e da Defensoria Pública do Estado (DPE/RS). O grupo reúne representantes de mais de 20 órgãos e tem por objetivo a troca de experiências nos campos da sustentabilidade e de iniciativas sociais.

Na ocasião, a coordenadora da Comissão do Plano de Logística Sustentável da JFRS e do Projeto JusClima2030, juíza federal Rafaela Santos Martins da Rosa, apresentou dados sobre as alterações climáticas globais e sua repercussão econômico-social. Destacou a responsabilidade das instituições públicas nesta questão, apontando as alterações jurídico-normativas relacionadas ao tema que possibilitam os órgãos a realizarem o inventário de emissão de Gases do Efeito Estufa (GEE). 

A magistrada falou sobre o inventário realizado pela JFRS, bem como as medidas que estão sendo tomadas para a mitigação da emissão do GEE e a compensação do residual do que não será reduzido. 

Em seguida, o representante do Centro de Educação Ambiental (CEA) Bom Jesus, Henrique Medeiros, narrou a história da entidade, destacando sua importância tanto na perspectiva sustentável, na condição de cooperativa de reciclagem de lixo, quanto na social, na comunidade de Bonja, já que é fonte de emprego e renda para os moradores locais.

A reunião do Gisa é bimestral e sediada em uma das instituições integrantes do grupo.

 

Secos/JFRS (secos@jfrs.jus.br)

Magistrada apresentou o Inventário de Gases de Efeito Estufa realizado pela JFRS
Magistrada apresentou o Inventário de Gases de Efeito Estufa realizado pela JFRS (Secos/JFRS)

Gisa reúne mais de 20 instituições
Gisa reúne mais de 20 instituições (Secos/JFRS)

A Justiça Federal do RS (JFRS) sediou, hoje (1/9), a reunião do Grupo Interinstitucional Socioambiental (Gisa), com a presença de representantes de várias instituições, incluindo do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), do Ministério Público Estadual (MPE/RS), do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-4), da seccional gaúcha da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e da Defensoria Pública do Estado (DPE/RS). O grupo reúne representantes de mais de 20 órgãos e tem por objetivo a troca de experiências nos campos da sustentabilidade e de iniciativas sociais.

Na ocasião, a coordenadora da Comissão do Plano de Logística Sustentável da JFRS e do Projeto JusClima2030, juíza federal Rafaela Santos Martins da Rosa, apresentou dados sobre as alterações climáticas globais e sua repercussão econômico-social. Destacou a responsabilidade das instituições públicas nesta questão, apontando as alterações jurídico-normativas relacionadas ao tema que possibilitam os órgãos a realizarem o inventário de emissão de Gases do Efeito Estufa (GEE). 

A magistrada falou sobre o inventário realizado pela JFRS, bem como as medidas que estão sendo tomadas para a mitigação da emissão do GEE e a compensação do residual do que não será reduzido. 

Em seguida, o representante do Centro de Educação Ambiental (CEA) Bom Jesus, Henrique Medeiros, narrou a história da entidade, destacando sua importância tanto na perspectiva sustentável, na condição de cooperativa de reciclagem de lixo, quanto na social, na comunidade de Bonja, já que é fonte de emprego e renda para os moradores locais.

A reunião do Gisa é bimestral e sediada em uma das instituições integrantes do grupo.

 

Secos/JFRS (secos@jfrs.jus.br)

Magistrada apresentou o Inventário de Gases de Efeito Estufa realizado pela JFRS
Magistrada apresentou o Inventário de Gases de Efeito Estufa realizado pela JFRS (Secos/JFRS)

Gisa reúne mais de 20 instituições
Gisa reúne mais de 20 instituições (Secos/JFRS)

Em audiência de conciliação realizada nesta manhã (30/8), o coordenador do Sistema de Conciliação (Sistcon) do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), desembargador Hermes Siedler da Conceição Júnior, decidiu suspender até o dia 5/1/2024 processo que determinava a reintegração de posse do Edifício Alles, prédio da União localizado na Avenida Farrapos, nº 285, em Porto Alegre. O imóvel, que estava abandonado, foi ocupado por 35 famílias em maio deste ano.

Após a ocupação, a União obteve junto à 5ª Vara Federal de Porto Alegre liminar com mandado de reintegração de posse. O Movimento de Lutas nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) recorreu ao tribunal e a desembargadora Vivian Josete Pantaleão Caminha suspendeu a execução forçada da desocupação por 30 dias, determinando a remessa dos autos ao Comitê para Tratamento Adequado de Conflitos Fundiários do Sistcon do TRF4, para tentativa de conciliação.

Audiência

A audiência de conciliação reuniu na mesa de negociação, além do desembargador Siedler da Conceição e do juiz Fábio Vitório Mattiello, representantes do Ministério Público Federal (MPF), da Defensoria Pública da União (DPU), da Advocacia-Geral da União (AGU), da Secretaria do Patrimônio da União (SPU) e do MLB, que vem representando as famílias ocupantes do prédio.

O prédio está sob tutela da SPU, representada na audiência pela superintendente no RS, Juciara Lemos Cordeiro, e pelos servidores Carlos Leonardo Klein Barcelos e Diego Feldman Borba. Conforme Barcelos, que vem acompanhando o caso, a SPU está considerando incluir o prédio nos efeitos da Portaria nº 3.859/SPU, que estimula projetos de ocupação social de imóveis da União.

Com a portaria, entidades sem fins lucrativos podem propor projetos habitacionais de reforma e, sendo aceitos, receber verbas do programa Minha Casa Minha Vida para realizar as obras e criar mais moradias para a população.

Tendo em vista essa possibilidade, o MLB trouxe um projeto que apresentará à Caixa Econômica Federal para reformar o Edifício Alles. Conforme o coordenador regional do movimento, Luciano Shaffer, a Justiça Federal deve levar em conta o trabalho social que o movimento vem desenvolvendo junto às famílias para que tenham moradia digna.

União aguardará projeto a ser apresentado pelo MLB

Entre os pedidos, o MLB requeria a extinção do processo de reintegração de posse movido pela AGU. Entretanto, o procurador da União Ricardo Gewher Spohr manifestou-se pela manutenção da ação até que o prédio seja incluído na política habitacional pelo governo federal.

Após ficar definida a suspensão temporária da ação de reintegração de posse do imóvel em favor da União, o coordenador do Sistcon afirmou que vê com bons olhos a negociação e que o tribunal trabalhará para que as partes cheguem a um acordo. “Este é um processo que pode se tornar paradigmático, apontado formas de destinar imóveis públicos ao interesse social”, declarou Siedler da Conceição.

O MLB comprometeu-se a não fazer qualquer modificação no prédio sem a anuência da SPU e a fornecer a lista com os nomes de todos os ocupantes durante o prazo concedido.

Também participaram da audiência o procurador regional da República Elton Venturini; o defensor público da União Daniel Mourgues Cogoy; as procuradoras do MLB Fernanda Vecchi Pegorini e Clarice Zanini; e Priscila Voigt, membro do MLB.

ACS/TRF4 (acs@trf4.jus.br)

A audiência aconteceu hoje (30/8) na sede do TRF4
A audiência aconteceu hoje (30/8) na sede do TRF4 (Foto: ACS/TRF4)

A ação envolve ocupação no Edifício Alles, um imóvel da União localizado na Avenida Farrapos em Porto Alegre
A ação envolve ocupação no Edifício Alles, um imóvel da União localizado na Avenida Farrapos em Porto Alegre (Foto: ACS/TRF4)

As partes envolvidas no processo negociam um acordo de conciliação
As partes envolvidas no processo negociam um acordo de conciliação (Foto: ACS/TRF4)

A Justiça Federal condenou a União a pagar cerca de R$ 16,6 mil de indenização à companheira de um médico de Capinzal (SC), que atuou no atendimento direto aos pacientes de Covid-19, durante a pandemia, e morreu por causa da doença. A sentença é da 1ª Vara Federal de Lages e foi proferida em 23/8.

O médico tinha 64 anos e trabalhava no como plantonista e diretor técnico do Hospital Nossa Senhora das Dores, naquele município. Ele teve exame positivo para Covid em 11/03/2021, foi internado no dia seguinte e faleceu um mês depois, em 14/4, vítima de pneumonia. O profissional de saúde tinha dois filhos.

A indenização foi instituída pela Lei nº 14.128/2021, que estabeleceu o valor de R$ 50 mil para o profissional ou, em caso de morte, para a família. Como a ação foi proposta apenas pela mulher, ela deve receber o correspondente a um terço (33%).

A defesa da União alegou que a lei não foi regulamentada e não poderia produzir efeitos. O argumento não foi aceito pelo juiz Anderson Barg. “A lei aplicabilidade imediata, não se tratando de norma legal com eficácia limitada”, afirmou, citando precedente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4).

“Muito embora a expressão ‘na forma disposta em regulamento’ possa sugerir este óbice, deve ser reconhecido, por outro lado, que o legislador previu detalhadamente os parâmetros necessários ao seu exercício do direito, a permitir a conclusão de que a regulamentação não terá o condão de influir na delimitação do direito, mas apenas nos procedimentos administrativos a serem adotados”, concluiu o Barg. Cabe recurso.


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