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Category Archives: Notícias TRF4

O Grupo Hospitalar Conceição (GHC) foi condenado a pagar uma indenização de R$ 100 mil à esposa de um homem que morreu em decorrência de falhas de atendimento no Hospital Cristo Redentor (HCR) em 2019. A sentença, publicada ontem (6/7), é da juíza federal Daniela Tocchetto Cavalheiro, da 2ª Vara Federal de Porto Alegre.

A esposa ingressou com a ação contando que o homem havia sofrido um acidente de trânsito e foi conduzido ao HCR para ser internado para realizar procedimentos cirúrgicos, como a fasciotomia, que consiste em um corte na fáscia para aliviar a pressão na região.  Ela narrou que a previsão para evitar infecção era de que as fasciotomias fossem fechadas em até sete dias, mas ficaram abertas por mais de 25 dias, pois o médico responsável estaria viajando.

Ainda segundo a autora, o homem voltou ao hospital uma semana após receber alta apresentando febre e fala confusa e travada. Na ocasião, o médico responsável teria informado não se tratar de hospital clínico e determinou retorno em 15 dias. O homem retornou à emergência do hospital dois dias depois, sendo encaminhado ao Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), em que foi levado para compensação clínica e investigação após 10 horas de espera. Nos dias posteriores, teve piora em seu quadro, e veio a falecer no dia 27 de abril de 2019.

Em sua defesa, o GHC justificou que a previsão inicial para o fechamento da fasciotomia era em sete dias, mas que houve o adiamento uma vez que a recuperação não teve a velocidade esperada. Na data da primeira consulta após a alta, argumentou que os sinais vitais do paciente estavam estáveis, bem como a recuperação de suas cicatrizes, mas que episódios de fala confusa e esquecimento foram de fato abordados na consulta. No dia seguinte, o homem deu entrada na UPA, e não foi notada nenhuma alteração respiratória ou cardíaca em seu exame físico, como tampouco foi atestada presença de febre.

O réu pontuou que, no retorno ao HCR, o homem foi submetido a exames de investigação e transferido ao HNSC, onde foram realizados novos exames laboratoriais e de imagem. A hipótese levantada foi de sepse (síndrome causada por infecções que leva à disfunção de órgãos), o que levou ao início do tratamento com antibióticos. Os achados demonstravam que além do quadro de infecção, ainda havia quadro pancreático e de linfonodos abdominais. Ressaltou que o óbito foi consequência de diversas comorbidades e não em face do acidente e do atendimento recebido.

Ao analisar o caso, a magistrada pontuou que a responsabilidade civil configura-se pela conduta do agente ou no fato da coisa ou do risco da atividade e que a Constituição Federal garante ao cidadão a reparação do dano causado pelos agentes públicos. Para dar suporte a sua decisão, a juíza citou o laudo pericial que confirmou não haver um tempo definido ou previsível para o fechamento de lesões como uma fasciotomia, que depende da resposta do paciente. Entretanto, o mesmo documento apontou que  o atraso no diagnóstico da sepse  e na condução do caso aumentou as chances de falecimento do paciente.

Assim, para Cavalheiro, “muito embora a parte ré defenda que a infecção que acometeu o esposo da autora decorreu de comorbidades outras de que era portador e não da intervenção cirúrgica para tratar o trauma na perna, há que se reconhecer que o hospital deixou de promover com diligência a investigação dos sintomas” que o paciente apresentava. Dessa forma, “é evidente que houve a perda de uma chance de um tratamento intensivo hábil a salvar a vida do esposo da demandante”.  Ela entendeu que o “bem a ser indenizado é a própria chance perdida e não o dano à saúde em si”.

A magistrada julgou parcialmente procedente a ação condenando o GHC por dano moral no valor de R$ 100 mil. Cabe recurso da decisão ao TRF4.  

 

Secos/JFRS (secos@jfrs.jus.br)


(Freepik.com)

Com a coordenação do presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), desembargador federal Fernando Quadros da Silva, tomaram posse, hoje (7/7), o novo diretor do Foro da Justiça Federal em Santa Catarina (JFSC), juiz federal Henrique Luiz Hartmann, e o novo vice-diretor do Foro, juiz federal Henrique Koehler Ribeiro, para o biênio 2023-2025. Eles sucedem as juízas federais Erika Giovanini Reupke e Luísa Hickel Gamba, respectivamente diretora e vice-diretora do Foro de 2021 a 2023.

A cerimônia aconteceu no auditório da sede da Seção Judiciária, em Florianópolis, e teve a presença de autoridades dos três poderes, desembargadores, juízes, advogados, representantes de instituições públicas e privadas, civis e militares, servidores, familiares e outros convidados. O protocolo atendeu aos critérios de acessibilidade do Conselho Nacional de Justiça, com autodescrição dos oradores e tradução para a Língua Brasileira de Sinais (Libras).

O presidente do TRF4, desembargador Quadros da Silva, agradeceu à direção que se despediu e cumprimentou os novos diretores. “Tenho certeza que farão uma excelente gestão, estamos todos juntos para fazer um grande trabalho”.

Em sua primeira manifestação como diretor do Foro, o juiz Henrique Hartmann afirmou que “manter e aprimorar as condições humanas e materiais ideais de trabalho, a fim de garantir a continuidade da prestação jurisdicional ágil, de qualidade, eficaz e em tempo razoável, tendo por escopo as constantes e cada vez mais rápidas evoluções tecnológicas e sem descuidar dos aspectos humano, social e ambiental envolvidos na consecução de tal objetivo, é o desafio e o ideal que se apresentam, e pelo qual comprometo-me a zelar e a dedicar meu trabalho e entusiasmo no biênio que ora se inicia”.

Hartmann também citou todos os ex-diretores do Foro da JFSC, “cujos retratos estão dispostos no foyer deste auditório, e, uma a um, os questionei, a imaginar os conselhos que dariam a um neófito como eu para enfrentar essa jornada”. Para sua antecessora, juíza Erika Reupke, ele disse que “de seu [dela] enorme dom de confiar e de ver sempre o melhor de cada pessoa, que se transmuda em uma impressionante capacidade de motivar as pessoas, não tenho dúvida, foi a chave do retumbante sucesso de sua gestão”.

Hartmann ainda agradeceu aos “nossos jurisdicionados, especialmente aos que clamam às portas da Justiça a garantia de sua dignidade e de sua cidadania: vocês são a nossa razão de existir”.

O novo diretor do Foro será responsável pela gestão de uma estrutura com 45 varas federais, três turmas recursais de juizados e cinco unidades avançadas de atendimento, além de uma Secretaria Administrativa, distribuídas em 22 municípios do Estado. A JFSC conta atualmente com 92 juízes e 1.018 servidores, além de estagiários e outros prestadores de serviços. Durante o mandato, ele se afastará da jurisdição, para se dedicar integralmente à atividade administrativa. O vice-diretor continua com suas atribuições judiciais, sendo o substituto eventual. A nova diretora da Secretaria Administrativa é a servidora Rogéria Ramos, que substitui o servidor Luiz Gonzaga da Costa Júnior.

Em sua despedida, a juíza Erika Reupke agradeceu o convite para integrar a gestão do desembargador federal Ricardo Teixeira do Valle Pereira, que deixou o cargo no último dia 23. Ela ainda transmitiu agradecimentos a desembargadores, juízes, servidores e demais pessoas que, direta ou indiretamente, contribuíram com a gestão, cujo início “já se apresentou conturbado, em razão do maior distúrbio social do século, a pandemia da Covid-19, e, mais do que isso, com as consequências, tendo que lidar com a reabertura de prédios e a volta do trabalho presencial.

Ela citou realizações do período, com referência a obras, capacitação e relacionamento institucional, entre outras. “O foco dessa gestão foi o movimento, a fluidez, a concretização de ideias e o congraçamento”, observou Erika. Para o sucessor, ela ressaltou que “não poderia estar mais honrada em passar o bastão para alguém como você, que eu sei que levará este Foro a novos patamares de excelência.

O procurador-chefe do Ministério Público Federal em SC, Daniel Ricken, disse que “essa passagem de cargo é muito significativa nos tempos atuais, quando a sociedade demanda que cada vez mais tenhamos a liderança de seres humanos, nesse momento de digitalização”. A presidente da Seção de SC da Ordem dos Advogados do Brasil, Cláudia Prudêncio, destacou que a gestão passada tinha “algo que chama a atenção, o amor ao próximo, o olhar leve e a simplicidade de coração”.

O Hino Nacional Brasileiro foi interpretado pela cantora lírica Ana Cláudia Specht, com execução pelo grupo Iva Giracca Latin Quartet, que apresentou outras composições nacionais e estrangeiras.

Compuseram a mesa de autoridades, além das citadas acima:

Márcio Luiz Fogaça Vicari – procurador-geral do Estado;

Karula Genoveva Batista Trentin Lara Correa – procuradora-geral da Assembleia Legislativa;

Desembargador Gerson Cheren II – Tribunal de Justiça;

Desembargadora Federal Salise Monteiro Sanchotene – Conselho Nacional de Justiça;

Ubiraci Farias – procurador-geral do Município;

Desembargador Federal Sebastião Ogê Muniz – Tribunal Regional Eleitoral;

Desembargador do Trabalho José Ernesto Manzi – Tribunal Regional do Trabalho;

Bernardo Mayer – Universidade Federal de Santa Catarina.

Juiz federal Henrique Luiz Hartmann assina o termo de posse.
Juiz federal Henrique Luiz Hartmann assina o termo de posse. ()


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Juiz federal Rodrigo Koehler Ribeiro presta o compromisso.
Juiz federal Rodrigo Koehler Ribeiro presta o compromisso. ()


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Servidora Rogéria Ramos, nova DSA, lê a ata da cerimônia.
Servidora Rogéria Ramos, nova DSA, lê a ata da cerimônia. ()

Juíza Erika Giovanini Reupke (de azul) faz o discurso de despedida.
Juíza Erika Giovanini Reupke (de azul) faz o discurso de despedida. ()

Presidente da OAB Cláudia Prudêncio.
Presidente da OAB Cláudia Prudêncio. ()


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A juíza federal Carla Evelise Justino Hendges e o juiz federal Fábio Dutra Lucarelli tomaram posse nos cargos de diretora e vice-diretor do Foro da Justiça Federal do RS (JFRS), respectivamente, para o biênio 2023-2025. A cerimônia, conduzida pelo presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, desembargador Fernando Quadros da Silva, foi realizada no auditório do prédio-sede da instituição em Porto Alegre com transmissão ao vivo pelo canal oficial no Youtube.  

A mesa diretiva da solenidade foi composta pela procuradora geral adjunta de assuntos fiscais, procuradora Cristiane Nery, representando a Prefeitura Municipal de Porto Alegre; pela vereadora Lourdes Sprenger, representando a presidência da Câmara de Vereadores da capital; pelo desembargador do Trabalho João Paulo Lucena, representando a presidência do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região; pelo chefe da Procuradoria Regional da República da 4ª Região, procurador regional Antônio Carlos Welter; pelo juiz de Direito Daniel Nevez Pereira, representando a Direção do Foro Central da Comarca de Porto Alegre; e pela secretária-geral adjunta Karina Contiero Silveira, representando a seccional gaúcha da Ordem dos Advogados do Brasil.

O evento contou com ainda a presença do vice-presidente do TRF4, desembargador João Batista Pinto Silveira, da corregedora regional da Justiça Federal da 4ª Região, desembargadora Vânia Hack de Almeida, da conselheira do Conselho Nacional de Justiça, desembargadora Salise Monteiro Sanchotene, além de magistrados(as) e servidores(as) da JFRS, autoridades e convidados.

Despedida

Em seu discurso de despedida, o juiz federal Fábio Vitório Mattiello, que entrega o cargo de diretor do Foro da JFRS, relembrou os primeiros dias de gestor confessando que sentia uma profunda solidão em função das sedes estarem com muito poucas pessoas trabalhando presencialmente. “Apesar disso, era um vazio que, ao mesmo tempo, funcionava, já que o Eproc permitiu que a Justiça Federal, durante o longo inverno da Covid, cumprisse, adequadamente, mesmo com prédios vazios, as suas competências constitucionais”. Ele pontuou que foi um desafio redesenhar a Justiça Federal para retomar suas atividades presenciais, por isso um dos destaques de sua gestão foi voltar o olhar “para dentro”.

“O que se enxergou foi um mundo em vertiginosa transformação, com diferentes realidades coexistindo, onde a agilidade e a simplificação gerados pela tecnologia abrem espaço para o potente criativo e empático do humano. Mudaram não apenas as formas de trabalhar, mas também o que se espera da instituição enquanto prestadora de serviço e enquanto local de labor”, afirmou. Ele mencionou as ações realizadas e encerrou agradecendo as várias pessoas que, de alguma forma, trabalharam com ele e desejou sucesso a nova diretora do Foro.

Nova gestão

A juíza Carla Evelise Justino Hendges destacou que toma posse com sentimento de orgulho da Justiça Federal da 4ª Região e de satisfação pessoal e profissional. Ela fez um breve resumo da história e desenvolvimento da JFRS para enfatizar que é um Poder Judiciário do seu tempo, pois está presente fisicamente em 25 subseções e 16 unidades avançadas de atendimento, mas é fortemente estruturada em um sistema de prestação de serviços virtual. Além disso, está na era da ‘Justiça Multiportas’, “que permite o acesso à forma mais adequada à solução de conflitos, autocompositiva ou adjudicada”, e também é aderente aos princípios da gestão de inovação e às diretrizes e procedimentos para a cooperação judiciária e interinstitucional.

“No entanto, não deixamos de ser o mesmo Poder Judiciário encontrado no Rio Grande do Sul desde sua instalação há 56 anos atrás, embasados em princípios éticos, em valores democráticos e no compromisso de prestação da jurisdição com celeridade, presteza, imparcialidade e observância da isonomia, da prevalência dos direitos humanos e do respeito à separação de Poderes”.

A nova diretora do Foro projetou como será sua gestão, afirmando que o trabalho do administrativo é dar o suporte para que a jurisdição seja prestada. Ressaltou que não é necessário reinventar caminhos, pois não “é um momento de ruptura, mas de alternância e prosseguimento. Basta assim continuar a boa jornada, bebendo da fonte da experiência, com olhar atento ao passado e ao que ele nos ensina, fortalecendo as experiências exitosas e investindo nas que não puderam ser concluídas por insuficiência de tempo ou recursos a tanto”.

Votos de sucesso

A representante da seccional gaúcha da OAB desejou “profícuo trabalho” à nova gestão e reforçou que “as portas da Ordem gaúcha estão sempre abertas para fortalecer nossa parceria e ações que vierem a serem efetivadas para que o nosso papel social, que nos foi ortogado, seja feito de forma plena”.

Já o chefe da Procuradoria Regional da República da 4ª Região saudou a presidência do TRF4 pela indicação de gestores femininas nas seções judiciárias do RS e do PR. Também desejou uma excelente gestão para Hendges e reforçou que a diretora do Foro  possui o encargo e, muitas vezes, a satisfação de prover meios para que juízes e servidores possam trabalhar e entregar a devida Justiça para todos aqueles que recorrem ao Poder Judiciário.

O presidente do TRF4 encerrou a solenidade cumprimentando Hendges e Lucarelli “pela aceitação da honrosa e trabalhosa missão. O Tribunal espera muito dos dois, mas temos a certeza que são colegas dedicados com grande experiência, são lideranças da magistratura federal”. Ele concluiu dizendo tem certeza que a escolha foi certa para “conduzir e manter a excelência do trabalho dessa valorosa Seção Judiciária do RS”.

 

Secos/JFRS (secos@jfrs.jus.br)

Carla Evelise Justino Hendges destacou orgulho da instituição
Carla Evelise Justino Hendges destacou orgulho da instituição (Secos/JFRS)

Mattiello despediu-se da Direção do Foro
Mattiello despediu-se da Direção do Foro (Secos/JFRS)

Presidente do TRF4 conduziu a solenidade
Presidente do TRF4 conduziu a solenidade (Secos/JFRS)

Lucarelli e Hendges vão conduziu a administração da JFRS nos próximos dois anos
Lucarelli e Hendges vão conduziu a administração da JFRS nos próximos dois anos (Secos/JFRS)

O desembargador federal Ricardo Teixeira do Valle Pereira, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), tomou posse hoje (6/7) como desembargador eleitoral efetivo no Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS). O ato solene aconteceu, de forma presencial, na sessão plenária desta quinta-feira da corte eleitoral, na Sala de Sessões do Edifício Assis Brasil, sede do TRE gaúcho, e contou com a presença de autoridade e familiares do empossando.

Em seu discurso, o desembargador Valle Pereira saudou todos os presentes e externou sua satisfação em, novamente, estar integrando o TRE-RS, visto que já havia participado, como desembargador substituto. Ele afirmou ter ciência da responsabilidade a qual passa a assumir e que contribuirá para que o tribunal eleitoral continue a prestar jurisdição com presteza e qualidade. “As instituições são essenciais para a vida em sociedade, elas são essenciais para o fortalecimento do Estado democrático de Direito. Cabe aos magistrados promoverem a Justiça e contribuir com a pacificação social, que é a missão do Poder Judiciário”, ressaltou Valle Pereira.

A presidente do TRE-RS, desembargadora Vanderlei Teresinha Kubiak, ao saudar o empossado, afirmou que a experiência profissional demonstrada no seu vasto currículo engrandecerá com os trabalhos desenvolvidos pela corte eleitoral e garantiu que toda a estrutura do tribunal estará a disposição para que ele possa executar seu trabalho com toda a qualidade e desenvoltura.

O vice-presidente e corregedor, desembargador Voltaire de Lima Moraes, deu boas-vindas ao empossado em nome do Pleno. Ele garantiu que a alta envergadura intelectual e formação humanística do desembargador Valle Pereira o faz um profissional que abrilhanta a magistratura brasileira.

Fonte: Ascom/TRE-RS

O desembargador federal do TRF4 Ricardo Teixeira do Valle Pereira (4º da direita p/ esquerda) passa a integrar o TRE-RS
O desembargador federal do TRF4 Ricardo Teixeira do Valle Pereira (4º da direita p/ esquerda) passa a integrar o TRE-RS (Foto: Marianna Künh/TRE-RS)

A Justiça Federal em Passo Fundo recebeu uma visita especial ontem (3/7). Estudantes do 2º ano do ensino médio do Colégio Notre Dame, acompanhados do professor Márcio Luís Marangon, conheceram a estrutura da instituição e conversaram com o juiz federal José Luis Luvizetto Terra e com a juíza federal substituta Priscilla Pinto de Azevedo sobre a carreira da magistratura.

A ida à Justiça Federal faz parte de uma iniciativa do colégio que procura apresentar diversas profissões aos alunos para que eles tenham informações que os ajude a pensar sobre o futuro. Os adolescentes foram recepcionados no auditório da instituição.

Na sequência, eles foram divididos em dois grupos. Um deles foi com a juíza para a 3ª Vara Federal, que tem competência criminal, e o outro grupo foi junto com Terra a 2ª Vara Federal.

Os jovens receberam informações sobre as audiências criminais, incluindo a presença de réus presos, sobre o tribunal do júri e sobre a Justiça Restaurativa. A conversa com a juíza e o juiz também teve como objetivo mostrar para os estudantes que, apesar de ainda ser uma carreira composta em maioria por homens, esta realidade vem sendo alterada pelo ingresso cada vez maior de magistradas.

Os alunos aproveitaram a oportunidade e fizeram diversos questionamentos aos juízes, como a motivação para a escolha da carreira da magistratura, como é o processo de tomada de decisões em questões complexas e o que diferencia a Justiça Federal da Justiça Estadual.

 

Secos/JFRS (secos@jfrs.jus.br)

Jovens conheceram a sala de audiências
Jovens conheceram a sala de audiências (JF Passo Fundo)

Juíza e juiz responderam às perguntas dos alunos e alunas
Juíza e juiz responderam às perguntas dos alunos e alunas (JF Passo Fundo)

A Justiça Federal em Santa Catarina (JFSC) condenou o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) a pagar R$ 294,5 mil de indenização por danos materiais a uma empresa de transportes, em função dos prejuízos resultantes de um acidente com caminhão de sua propriedade, por causa de má conservação da BR 476 em trecho próximo ao município de Lapa, no Paraná. O DNIT também deverá pagar R$ 69,1 mil de lucros cessantes, correspondentes aos rendimentos que a empresa deixou de auferir durante o período de conserto do veículo.

A sentença é do Juízo da 1ª Vara Federal de Lages e foi proferida ontem (4/7). De acordo com a decisão, “além da presença dos requisitos (fato e dano), restou configurado o nexo de causalidade, bem como a ação/omissão/serviço ineficiente do DNIT, uma vez que o acidente só foi ocasionado pela não ação do DNIT que, tendo o dever, deixou de manter, conservar e restaurar a via pública, deixando-a em condições de tráfego seguro”.

Uma das provas da responsabilidade do DNIT foi o relato do policial rodoviário federal que atendeu a ocorrência, para quem o motivo do acidente teria sido a existência de vários buracos na pista. O sinistro aconteceu em 24/10/2018, quando o caminhão de propriedade da empresa, que tracionava um semirreboque, ao tentar desviar de um buraco, colidiu com outro veículo. Foram necessários 116 dias para o conserto.

A ação foi proposta originalmente contra o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) do Paraná, perante a 2ª Vara Cível da Comarca de Videira (SC). O Juízo estadual remeteu a causa para a Justiça Federal, que a recebeu em setembro de 2022, em razão de a rodovia ser de responsabilidade do DNIT. Cabe recurso ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em Porto Alegre.

Foto: https://www.gov.br/dnit/pt-br/assuntos/noticias
Foto: https://www.gov.br/dnit/pt-br/assuntos/noticias ()

As juízas federais Luciana da Veiga Oliveira e Luciane Merlin Clève Kravetz  tomaram posse nos cargos de diretora e vice-diretora, respectivamente, do Foro da Seção Judiciária do Paraná (SJPR) na tarde de terça-feira (04 de julho). As magistradas irão coordenar a Seção Judiciária nos próximos dois anos (Biênio 2023-2025). Elas substituem os juízes federais José Antonio Savaris (diretor) e Anne Karina Stipp Amador Costa (vice-diretora). 

A cerimônia de posse foi presidida pelo presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), desembargador Fernando Quadros da Silva. Compuseram a mesa diretiva o chefe da Casa Civil do Governo do Paraná, João Carlos Ortega, o comandante da 5ª Região Militar, General de Brigada Ivan Alexandre Corrêa Silva, o procurador-chefe do MPF/PR, Daniel Holzmann Coimbra, a presidente da OAB/PR, Marilena Winter, o presidente do TRE/PR, desembargador Wellington Emanuel Coimbra de Moura, o desembargador do TRT/PR, Marco Antônio Vianna Mansur – representando a presidência, e a procuradora-chefe substituta da Procuradoria Geral da República da 4ª Região, Ana Luísa Chiodelli.

O evento contou com a participação do vice-presidente do TRF4, desembargador João Batista Pinto Silveira, da corregedora regional da Justiça Federal da 4ª Região, desembargadora Vânia Hack de Almeida, reitor da UFPR, Ricardo Marcelo Fonseca,  além de magistrados(as) e servidores(as) da SJPR, autoridades e convidados. A solenidade teve transmissão ao vivo pelo Canal oficial da JFPR no YouTube. 

Compromisso

O desembargador Fernando Quadros da Silva ressaltou que desde que foram anunciados os nomes de Luciana da Veiga Oliveira e Luciane Merlin Clève Kravetz como dirigentes da SJPR, o tribunal só recebeu elogios. “Por meio do seu trabalho e de suas decisões de forte interação com a sociedade, tenho certeza que sua gestão será muito frutífera”, falou o desembargador à nova diretora da Seção Judiciária do Paraná. “Em nome do TRF4, reitero a certeza e a alegria de termos as magistradas como diretoras e reforço que sempre estaremos juntos para trabalhar pelo engrandecimento da JFPR e de toda a 4ª Região”.

Luciana da Veiga Oliveira disse esperar responder à altura a função, pois tem a inspiração de seus antecessores para dar seguimento ao trabalho competente que a Justiça Federal realiza. “Sou a segunda mulher a ocupar a direção deste Foro e essa simbologia está muito longe de ser meramente abstrata. Ela demonstra de maneira concreta a sensibilidade da nova presidência do TRF4 para esta pauta importante e cada vez mais necessária do nosso tempo, no sentido de abrir espaço e reconhecimento à presença feminina em locais de direção e representação”. 

Em seu discurso, a nova diretora da SJPR falou que o desafio será amenizado em decorrência da competência do corpo funcional da JFPR, que ao longo dos anos entrega um trabalho de excelência. “Quero viver esse desafio tendo por base aquilo que eu acredito: escutar e dialogar. Eu não posso ter a pretensão real de que tudo já me seja conhecido no início do caminho, pois a realidade vai ser apresentada durante a travessia”. 

A juíza federal fechou o seu discurso agradecendo aqueles que a acompanham ao longo dos anos – magistrados e magistradas, servidores e servidoras, família e amigos de longa data. 

Agradecimentos

O juiz federal José Antonio Savaris, que entrega o cargo da Direção da SJPR, destacou momentos importantes e de obras e ações realizadas em sua gestão, como a instalação do TRF4 em Curitiba, a retomada das obras da sede de Foz do Iguaçu e a entrega da sede própria em Toledo. “O trabalho árduo faz a máquina administrativa funcionar. Conhecer de perto o trabalho de cada um, somente fez crescer a minha admiração por magistrados(as) e servidores(as). Desejo às duas magistradas, todo sucesso e que sejam muito felizes”. 

A presidente da OAB/PR, Marilena Winter (OAB) reiterou a representatividade da mulher na magistratura. “Uma vez quebrado o ineditismo, naturaliza-se a alternância de homens e mulheres nos relevantes papéis de nossa sociedade. Estabelecida a paridade de gênero é possível, então, a partir daí seguir com critério competência para a função por si mesmo”. Marilena Winter agradeceu o respeito e a parceria existente entre as instituições, reforçando o diálogo permanente mantido entre as instituições.

Sobre as novas dirigentes

  • Luciana da Veiga Oliveira tem 49 anos. É formada em Direito pela Pontifícia Universidade Católica (PUC/PR), com especialização em Direito da Medicina pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (FDUC). É juíza federal desde 2000 e atua na 3ª Vara Federal de Curitiba desde 2020. Foi coordenadora do Comitê Executivo da Saúde do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) no Paraná durante 10 anos, e procuradora do Estado do Paraná entre os anos de 1999 a 2000. A magistrada já atuou na 15ª Vara Federal de Curitiba, 9ª Vara Federal de Curitiba e em Varas Federais de Foz do Iguaçu e Pato Branco.
     
  • Luciane Merlin Clève Kravetz tem 52 anos. É formada em Direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e mestre em Direito Público pela Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV Direito SP). É juíza federal desde 1996 e atua na 4ª Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais do Paraná desde 2014. Foi servidora da Justiça Federal do Paraná entre os anos de 1993 a 1994, e Procuradora do Estado do Paraná entre os anos de 1995 a 1996.

     

Confira mais fotos do evento na página oficial do FLICKR da JUSTIÇA FEDERAL DO PARANÁ.

"Escutar e dialogar", destacou Luciana da Veiga Oliveira em seu discurso
"Escutar e dialogar", destacou Luciana da Veiga Oliveira em seu discurso (FOTO: Gilberto do Rosário)

A cerimônia aconteceu na terça-feira (04 de julho). As magistradas irão coordenar a SJPR nos próximos dois anos
A cerimônia aconteceu na terça-feira (04 de julho). As magistradas irão coordenar a SJPR nos próximos dois anos (FOTO: Gilberto do Rosário)

Luciane Merlin Clève Kravetz, José Antonio Savaris, Luciana da Veiga Oliveira e Anne Karina Stipp Amador Costa
Luciane Merlin Clève Kravetz, José Antonio Savaris, Luciana da Veiga Oliveira e Anne Karina Stipp Amador Costa (FOTO: Gilberto do Rosário)


(FOTO: Gilberto do Rosário)


(FOTO: Gilberto do Rosário)

O Boletim Jurídico, lançado hoje (5/7), editado pela Escola da Magistratura (Emagis), reúne uma seleção de ementas do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4). A 243ª edição do Boletim Jurídico traz, neste mês, 189 ementas disponibilizadas pelo TRF4 em maio e junho de 2023. As ementas retratam o que de novo e diferente acontece e as matérias controvertidas julgadas pela corte. A publicação está disponível no link: https://www.trf4.jus.br/boletimjuridico.

As decisões são classificadas em matérias como Direito Administrativo e diversos, Direito Previdenciário, Direito Tributário e Execução Fiscal, Direito Penal e Direito Processual Penal. Entre outros, temos os seguintes temas abordados neste Boletim Jurídico:

A possibilidade de aplicação do art. 19 da Lei 4.717/65 à ação civil pública limita-se às ações que versarem sobre danos ao patrimônio público

O TRF4 entendeu que o artigo 19 da Lei nº 4.717/65, que regula a ação popular, o qual objetiva submeter ao segundo grau de jurisdição as sentenças que concluírem pela carência ou pela improcedência da ação, só poderá ser aplicado analogicamente à ação civil pública quando esta versar sobre atos danosos ao patrimônio público, o que não é o caso quando a ACP visa à proteção de direitos sociais de segurados da Previdência Social.

A atividade de higienização de banheiros públicos é reconhecida como especial

Para que haja o reconhecimento do tempo especial pela sujeição a agentes biológicos, é imprescindível a configuração do risco potencial de contaminação e contágio superior ao risco em geral, não sendo necessário que tal exposição ocorra de modo permanente durante toda a jornada de trabalho do segurado. Quando comprovada a constante exposição do segurado a agentes nocivos, deve ser reconhecida a atividade especial e concedida a aposentadoria por tempo de contribuição desde a data da primeira DER.

O pedido de revisão administrativa dentro do prazo decenal interrompe a decadência do direito

O TRF4 reconheceu que o pedido tempestivo de revisão do ato concessório de benefício formulado na via administrativa é apto a salvaguardar o direito do segurado frente ao prazo decadencial, sendo este interrompido e tendo seu fluxo reiniciado somente após a decisão administrativa definitiva acerca daquela postulação revisional.

A incidência de multa diária prescinde da intimação da agência da Previdência Social

O TRF4 entendeu que, para a incidência de multa diária, faz-se necessária a intimação pessoal da parte devedora, para tanto bastando a intimação do procurador autárquico, profissional que detém poderes para receber citação e intimações em nome do INSS.

É necessário o trânsito em julgado da sentença para efetivar o pagamento das parcelas pretéritas do benefício previdenciário

A 10ª Turma do TRF4 entendeu que a antecipação do pagamento aos requerentes segurados com direito ao benefício de auxílio-doença prevista no artigo 4º da Lei nº 13.982/20 limita-se ao pagamento dos valores retroativos na via administrativa. Quando se tratar de pagamento em concessão de benefício na via judicial, será necessário aguardar o trânsito em julgado da decisão.

Fonte: Emagis/TRF4


(Imagem: Emagis/TRF4)

A Justiça Federal em Santa Catarina (JFSC) terá nova administração a partir desta sexta-feira (7/7/2023): o juiz federal Henrique Luiz Hartmann assumirá a função de diretor do Foro da Seção Judiciária, tendo como vice-diretor o juiz federal Rodrigo Koehler Ribeiro. Os magistrados sucederão as juízas federais Erika Giovanini Reupke e Luísa Hickel Gamba. O mandato é de dois anos.

A cerimônia de posse acontecerá às 16 horas, na sede da JFSC, em Florianópolis, e terá a coordenação do presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), desembargador federal Fernando Quadros da Silva, que assumiu o cargo em 23 de junho. Autoridades federais, estaduais e municipais foram convidadas para a cerimônia, além de advogados, acadêmicos e outros profissionais do Direito.

O novo diretor do Foro será responsável pela gestão de uma estrutura com 45 varas federais, três turmas recursais de juizados e cinco unidades avançadas de atendimento, além de uma Secretaria Administrativa, distribuídas em 22 municípios do Estado. A JFSC conta atualmente com 92 juízes e 1.018 servidores, além de estagiários e outros prestadores de serviços. Durante o mandato, ele se afastará da jurisdição, para se dedicar integralmente à atividade administrativa. O vice-diretor continua com suas atribuições judiciais, sendo o substituto eventual.

Os novos dirigentes

Henrique Luiz Hartmann

Natural de Porto Alegre, Henrique Luiz Hartmann tem 47 anos e é graduado em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Tomou posse como juiz federal substituto em janeiro de 2000, atuando em Novo Hamburgo (RS). Foi promovido a titular em abril de 2004 e exerceu a jurisdição em Santo Ângelo (RS), Criciúma, Blumenau e Florianópolis, onde integra a 2ª Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais, órgão que presidiu por dois períodos, incluindo o último biênio. Foi ouvidor da JFSC de 2013 a 2019 e presidente da Associação dos Juízes Federais do Estado de Santa Catarina (Ajufesc) de 2007 a 2009.

Rodrigo Koehler Ribeiro

Natural de Jaguari (RS), Rodrigo Koehler Ribeiro tem 49 anos e é graduado em Direito pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Foi promotor de Justiça no Rio Grande do Sul de 2000 a 2001, quando ingressou na magistratura federal. Atuou em Caxias do Sul (RS), Cascavel (PR), Chapecó, Bento Gonçalves e Florianópolis, onde é titular da 9ª Vara Federal. Mestre pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2014), com foco na área de Teoria da Jurisdição e Processo. Professor de Direito Processual Civil na Escola Superior da Magistratura Federal de Santa Catarina (Esmafesc) e de Direito Processual Previdenciário na Escola Superior da Magistratura do Rio Grande do Sul (Esmafe). Juiz formador da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados, na área de demandas repetitivas e grandes litigantes.

 

Juízes federais Henrique Luiz Hartmann (E) e Rodrigo Koehler Ribeiro.
Juízes federais Henrique Luiz Hartmann (E) e Rodrigo Koehler Ribeiro. ()

A União e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) só devem responder por eventuais danos causados pelas obras do Contorno Viário de Florianópolis se, por algum motivo, a empresa concessionária não arcar com a obrigação. O entendimento é do Juízo da 2ª Vara da Justiça Federal em Criciúma, em decisão determinando o envio, para a Justiça do Estado, de uma ação que pede a condenação da empresa a fazer obras de prevenção de alagamentos.

“No caso, a empresa ré, pessoa jurídica de direito privado, atua na qualidade de concessionária de serviço público. Ao executar o serviço, o concessionário assume todos os riscos do empreendimento. Por esse motivo, cabe-lhe a responsabilidade civil e administrativa pelos prejuízos que causar ao poder concedente, aos usuários ou a terceiros”, de acordo com trecho da decisão, proferida ontem (3/7).

Segundo o despacho, o poder público responde pelos danos causados pelas concessionárias de forma subsidiária, quando a empresa por algum motivo não pôde responder. “Levando em conta que a parte autora não apontou a impossibilidade da concessionária reparar os danos referidos na inicial, bem como porque a União e a ANTT afirmaram que não têm interesse em integrar a lide, há incompetência deste juízo para o julgamento da causa”, concluiu o Juízo.

A ação requer uma liminar e a condenação da Auto Pista a realizar obras para o escoamento das chuvas, que estariam ficando represadas pela construção do contorno viário em Palhoça, por meio da criação de passagens ou galerias pluviais, a fim de evitar o alagamento de imóvel próprio em caso de enchentes. O autor também pede pagamento de indenização por danos materiais e morais.

https://www.gov.br/antt/pt-br/assuntos/ultimas-noticias/antt-acompanha-escavacao-de-tunel-do-contorno-viario-em-florianopolis
https://www.gov.br/antt/pt-br/assuntos/ultimas-noticias/antt-acompanha-escavacao-de-tunel-do-contorno-viario-em-florianopolis ()