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Category Archives: Notícias TRF4

Foram inaugurados nesta sexta-feira (16/6), no Prédio Anexo do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), os retratos dos desembargadores Luís Alberto d’Azevedo Aurvalle, Victor Luiz dos Santos Laus e Márcio Antonio Rocha na Galeria dos Diretores da Escola da Magistratura (Emagis). Aurvalle dirigiu a Emagis em 2017, após o falecimento do desembargador Otávio Roberto Pamplona. Já Laus e Rocha, nos biênios de 2017-2019 e 2019-2021, respectivamente.

A cerimônia foi aberta pelo presidente do tribunal, desembargador Ricardo Teixeira do Valle Pereira, que participou de forma remota, de Curitiba, em companhia do vice-presidente, desembargador Fernando Quadros da Silva, e do corregedor regional da Justiça Federal da 4ª Região, desembargador Cândido Alfredo Silva Leal Júnior.

O diretor da Emagis, desembargador João Batista Pinto Silveira, conduziu a solenidade na Emagis, frisando a importância de lembrar a história da escola por meio dos magistrados que se dedicaram à sua construção e evolução. “Sabemos que a memória se faz presente por meio destes registros. Termos uma galeria de ex-dirigentes da Emagis é um marco histórico que no futuro possibilitará a quem venha visitar a sede do tribunal conhecer aqueles colegas que, com afinco, se dedicaram a esta escola”, declarou Silveira.

O desembargador também agradeceu ao presidente da corte pelo empenho deste em concretizar uma aspiração antiga do TRF4, realizada neste último biênio, que foi criar uma escola judicial da 4ª Região, reunindo em uma mesma unidade a formação e a capacitação de magistradas e magistrados, servidoras e servidores. “Foi uma visão de vanguarda que servirá de inspiração para muitas outras escolas federais, pela contemporaneidade da decisão”, completou o diretor da Emagis.

O primeiro a descerrar seu retrato foi o desembargador Aurvalle, que o fez junto com a esposa Verena Flach Aurvalle. O magistrado lembrou que esteve junto ao desembargador falecido Otávio Roberto Pamplona durante o biênio 2015-2017, atuando em seus afastamentos, devido a uma grave enfermidade, e após seu falecimento, ocorrido em abril de 2017. “Em vários momentos exerci interinamente a direção, mas faço questão de ressaltar que o desembargador Pamplona, mesmo afastado, nunca se deixou totalmente e preocupar-se com a escola”, lembrou Aurvalle comovido.

O desembargador Victor Luiz dos Santos Laus inaugurou sua fotografia recordando o desafio de ajudar na criação da Escola de Formação de Magistrados – Enfam. “Tivemos a oportunidade naquele período de compartilhar com a Enfam a experiência da Emagis, vivendo um período profícuo”, lembrou Laus. 

O magistrado relembrou ainda a criação do Podcast da Emagis, já na gestão do desembargador Márcio Rocha, mas que era um projeto acalentado por ele e pela escola há bastante temo. “Irmanamo-nos neste objetivo e dali nasceu o projeto Emagis Podcast, aproximando o Poder Judiciário da comunidade forense. Não podemos focar exclusivamente em cursos, mas também trabalhar nas diversas competências que envolvem a atividade judicial, o que requer criatividade e ousadia”, observou Laus.

Márcio Antonio Rocha não pode comparecer, por motivos de saúde, e teve seu retrato descerrado por Silveira, que relembrou as agruras enfrentadas pelo desembargador ao dirigir a escola durante a pandemia. “A Emagis não parou, continuou oferecendo webinários e capacitando magistrados e servidores”, concluiu.

 

ACS/TRF4 (acs@trf4.jus.br)
 

Desembargador Silveira relembrou gestões e fatos marcantes da Emagis
Desembargador Silveira relembrou gestões e fatos marcantes da Emagis (Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4)

Desembargador Luís Alberto d'Azevedo Aurvalle
Desembargador Luís Alberto d’Azevedo Aurvalle (Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4)

Desembargador Victor Luiz dos Santos Laus
Desembargador Victor Luiz dos Santos Laus (Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4)

Magistrados, servidores e familiares participaram da solenidade
Magistrados, servidores e familiares participaram da solenidade (Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4)

Valle Pereira, Quadros da Silva e Leal Júnior participam de Curitiba
Valle Pereira, Quadros da Silva e Leal Júnior participam de Curitiba (Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4)

Em função do ciclone extratropical que atingiu Porto Alegre e região metropolitana, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) suspendeu os prazos processuais no dia de hoje (16/6) em todos os processos do tribunal.

A Portaria nº 504/2023 foi assinada no final da tarde pelo presidente do TRF4, desembargador Ricardo Teixeira do Valle Pereira, considerando as fortes chuvas e ventos e a ausência de energia elétrica em muitos bairros da capital gaúcha.

Leia a íntegra da portaria neste link: https://shre.ink/l6mA

Fachada do prédio do TRF4, em Porto Alegre
Fachada do prédio do TRF4, em Porto Alegre (Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4)

Em função do ciclone extratropical que atingiu diversos municípios gaaúchos, a Seção Judiciária do Rio Grande do Sul (SJRS) suspendeu os prazos processuais no dia 16/6 em todos os processos em tramitação nas subseções do estado.

A Portaria nº 1016/2023 foi assinada no final da tarde de sexta-feira pelo Diretor do Foro da Seção Judiciária, Juiz Federal Fábio Vitório Mattiello, considerando as fortes chuvas e ventos e a ausência de energia elétrica em muitos bairros da capital gaúcha.

 

Prédio-sede da Justiça Federal em Porto Alegre
Prédio-sede da Justiça Federal em Porto Alegre (Foto: Secos/JFRS)

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), através do Sistema de Conciliação (Sistcon), realizou nesta sexta-feira (16/06) a quinta edição do Fórum Regional Interinstitucional Ambiental. O evento tem como objetivo aperfeiçoar práticas e procedimentos em matéria ambiental, facilitar a interlocução e fomentar a colaboração para encaminhamentos interinstitucionais, visando à solução de conflitos referentes a direito ambiental, patrimônio cultural, populações e comunidades originárias e tradicionais.

A reunião contou com a participação de magistrados e servidores da 4ª Região, além de representantes do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Ibama, ICMBio, Iphan, Incra, Fundação Palmares, Funai, Procuradorias Regionais da União, Procuradoria Federal, Ministério Público, OAB, Defensoria Pública da União, Polícia Federal, Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná , UFRGS/CECLIMAR, Rede Colaborativa de Direitos Humanos, Equidade de Gênero, Raça e Diversidades.

A desembargadora Vânia Hack de Almeida, coordenadora do Sistcon, destacou que “este é o Fórum Interinstitucional mais recente da 4ª Região, e o que possui maior diversidade de temas, enriquecendo todos que dele participam e desafiando a sua gestão a encontrar as mais precisas pautas diante da vastidão de temas urgentes e necessários”, mencionou também que esta é sua última reunião do Fórum, como coordenadora, e mesclam-se sentimentos de saudades e de realização. Completou desejando sucesso à próxima gestão para a continuidade dos trabalhos. 

O desembargador federal Hermes Siedler da Conceição Júnior, que em breve assumirá a gestão como coordenador do Sistcon, manifestou que é de grande satisfação participar deste Fórum. “Sei que têm sido desenvolvidas excelentes atividades neste espaço, e para mim que venho atuando há cerca de 30 anos na Justiça Federal, assumir o Sistcon e sua altíssima relevância, é um desafio carinhoso porque entendo que a Conciliação é a forma definitiva para a solução de conflitos”, pontuou o futuro coordenador.

Neste encontro, foram abordados dois eixos temáticos: “Quilombolas, identidade e questão fundiária”, apresentado por Flávia de Jesus Costa, diretora do Departamento de Proteção ao Patrimônio Afro-brasileiro da Fundação Palmares, e Julia Dalla Costa, assessora da Secretaria Executiva do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), bem como houve a continuação dos debates e deliberações sobre a “Pesca irregular”, a partir da apresentação do projeto Mopert pelo prof. Ignacio Benites Moreno e equipe.

A coordenadora do Fórum Ambiental, juíza federal Clarides Rahmeier, destacou que, para o debate do tema Quilombola, espera-se conseguir impulsionar as ações da forma mais adequada com a colaboração dos órgãos públicos, através do diálogo interinstitucional, com reflexos positivos para as comunidades Quilombolas da região. 

A diretora Flávia Costa, da Fundação Palmares, apresentou questões referentes às certificações das comunidades quilombolas. Trouxe uma contextualização do órgão federal, como um dos primeiros órgãos consolidados para tratar das especificidades das Comunidades Remanescentes de Quilombos (CRQs) e para promover e valorizar a cultura afro-brasileira. Aprofundou-se sobre o Departamento de Proteção ao Patrimônio Afro-brasileiro, suas competências para proteger, preservar e promover a identidade das CRQs, expedir certificação das declarações de autodefinição, entre outras. 

Informou que em cinco meses de atuação, até maio de 2023, foram expedidas 20 certificações de CRQs. Este reconhecimento contribui para a luta contra o racismo estrutural, reconhece e valoriza a história e a partir disso trata odesenvolvimento da comunidade, seja na educação, saúde, renda e divulgação do conhecimento. A certificação permite o acesso às políticas públicas específicas, que levam em conta as peculiaridades e necessidades das comunidades, respeitando suas tradições e valorizando sua cultura. 

A assessora do MDA, Julia Dalla Costa, trouxe a questão da regularização fundiária de territórios quilombolas, com a apresentação de marcos legais para garantir a titulação e proteção dos quilombos, e a explicação das etapas do processo de regularização até a expedição do título de domínio. Explicou a situação em casos de sobreposições entre unidades de conservação federais e territórios quilombolas, usando como exemplo a comunidade São Roque na divisa entre Rio Grande do Sul e Santa Catarina, que participa de processo conciliatório no Sistcon. Por fim, trouxe os desafios que ocorrem na titulação dos territórios quilombolas, como a estruturação do Incra, o racismo institucional, a priorização da política pública e o aprimoramento processual. 

No segundo eixo temático, o professor Ignacio Benites deu continuidade à pauta do Fórum anterior, sobre a pesca irregular no Estuário do rio Tramandaí, principalmente relacionado à questão da pesca do bagre. Para isso trouxe a apresentação dos projetos Mopert, de ‘Monitoramento pesqueiro do estuário’, e o ‘Botos da Barra’, para garantir a salvaguarda da pesca cooperativa entre tarrafeiros e botos, ambos desenvolvidos no núcleo CECLIMAR da UFRGS. 

O projeto Mopert visa acompanhar o movimento pesqueiro em Imbé e Tramandaí para gerar conhecimento atualizado e subsidiar ações de manejo de estoques pesqueiros e controle da comercialização de pescado e, também, para garantir a proteção de espécies de peixes da região. O projeto, então, surge a partir de um acordo de cooperação em ação judicial, com a colaboração da UFRGS, municípios de Imbé, Tramandaí e órgãos federais e estaduais. 

Apresentou ainda os principais problemas da pesca ilegal de bagres, sendo o comércio ilegal e seu “esquentamento”, o bloqueio na entrada deles no sistema lagunar, a desvalorização na cadeia produtiva, a diminuição da espécie com ameaça de extinção, e inclusive a captura de botos ameaçados de extinção e que interagem com pescadores tradicionais na pesca da tainha. 

Questionou-se sobre a possibilidade de ampliação do projeto Mopert em nível estadual e, também para outros locais no Estado, sendo informado pelo professor que diversas instituições tem interesse em replicar o projeto e isto tem motivado discussões relacionadas à expansão, principalmente no Rio Grande do Sul.

Após o fim dos debates, a juíza Clarides conduziu uma série de manifestações de agradecimentos pelo esforço, disposição e qualidade com que a desembargadora Vânia conduziu o tema Ambiental durante sua gestão no Sistcon. “Ter este espaço interinstitucional dá um relevo e magnitude ao tema, é uma questão de vanguarda, e será muito bem substituída pelo desembargador Hermes, mas será um desafio continuar a grandeza do trabalho feito pela senhora”, declarou.

No encerramento do Fórum, a desembargadora Vânia agradeceu as palavras de carinho nesta despedida após dois anos de trabalhos, esforços, criações e realizações. “O mérito que tenho é o de me cercar de muita gente responsável, com espírito colaborativo, que fizeram possível termos êxito em várias missões que estivemos envolvidos”, ela concluiu.

A data da próxima edição do Fórum Regional Interinstitucional Ambiental será definida pela próxima gestão do Sistcon e prontamente comunicada aos integrantes do Fórum. O vídeo competo da reunião pode ser acessado neste https://shre.ink/l6nJ

 

Fonte: Sistcon/TRF4

Fórum reuniu membros em reunião híbrida
Fórum reuniu membros em reunião híbrida (Foto: Sistcon/TRF4)


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A Justiça Federal em Santa Catarina negou o pedido do ex-corregedor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) de liminar para recondução ao cargo, de que foi dispensado em 2 de janeiro deste ano, por portaria do ministro chefe da Casa Civil. O policial alega que tinha mandato até 9 de novembro e que sua dispensa teria sido por motivação política.

O Juízo da 5ª Vara Federal de Blumenau, indeferiu o pedido por entender que “a situação, notadamente quando se aventa perseguição política na decisão administrativa, recomenda a prudência de se abrir o contraditório e admitir a produção de provas antes de firmar decisão”. O despacho foi proferido hoje (16/6) e cabe recurso ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4).

“Por outro lado, a princípio, verifica-se que a dispensa do autor do cargo de corregedor- geral da Polícia Rodoviária Federal atendeu ao disposto no art. 9º do Decreto nº 9.794/16, uma vez que foi submetida pelo dirigente máximo do órgão ou da entidade, à aprovação da Controladoria-Geral da União, e, de todo modo, a alegação de ilegalidade da dispensa deve ser primeiramente confrontada pela parte ré [a União], em homenagem ao contraditório substancial e à própria presunção de legalidade dos atos administrativos”, segundo o despacho.

O policial argumenta que, além da garantia do mandato, a dispensa teria ocorrido sem justa causa, o direito de defesa não teria sido assegurado e que a portaria do Ministério da Casa Civil seria nula, por estar fundamentada em nota técnica com nulidades. Ele ainda requereu que, caso a liminar para recondução não fosse concedida, ele pudesse continuar recebendo os pagamentos adicionais referentes à função, mas esse pedido também foi negado.


(https://www.gov.br/prf/pt-br/noticias/estaduais/para/2023/junho)

Foram inaugurados nesta sexta-feira (16/6), no Prédio Anexo do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), os retratos dos desembargadores Luís Alberto d’Azevedo Aurvalle, Victor Luiz dos Santos Laus e Márcio Antonio Rocha na Galeria dos Diretores da Escola da Magistratura (Emagis). Aurvalle dirigiu a Emagis em 2017, após o falecimento do desembargador Otávio Roberto Pamplona. Já Laus e Rocha, nos biênios de 2017-2019 e 2019-2021, respectivamente.

A cerimônia foi aberta pelo presidente do tribunal, desembargador Ricardo Teixeira do Valle Pereira, que participou de forma remota, de Curitiba, em companhia do vice-presidente, desembargador Fernando Quadros da Silva, e do corregedor regional da Justiça Federal da 4ª Região, desembargador Cândido Alfredo Silva Leal Júnior.

O diretor da Emagis, desembargador João Batista Pinto Silveira, conduziu a solenidade na Emagis, frisando a importância de lembrar a história da escola por meio dos magistrados que se dedicaram à sua construção e evolução. “Sabemos que a memória se faz presente por meio destes registros. Termos uma galeria de ex-dirigentes da Emagis é um marco histórico que no futuro possibilitará a quem venha visitar a sede do tribunal conhecer aqueles colegas que, com afinco, se dedicaram a esta escola”, declarou Silveira.

O desembargador também agradeceu ao presidente da corte pelo empenho deste em concretizar uma aspiração antiga do TRF4, realizada neste último biênio, que foi criar uma escola judicial da 4ª Região, reunindo em uma mesma unidade a formação e a capacitação de magistradas e magistrados, servidoras e servidores. “Foi uma visão de vanguarda que servirá de inspiração para muitas outras escolas federais, pela contemporaneidade da decisão”, completou o diretor da Emagis.

O primeiro a descerrar seu retrato foi o desembargador Aurvalle, que o fez junto com a esposa Verena Flach Aurvalle. O magistrado lembrou que esteve junto ao desembargador falecido Otávio Roberto Pamplona durante o biênio 2015-2017, atuando em seus afastamentos, devido a uma grave enfermidade, e após seu falecimento, ocorrido em abril de 2017. “Em vários momentos exerci interinamente a direção, mas faço questão de ressaltar que o desembargador Pamplona, mesmo afastado, nunca se deixou totalmente e preocupar-se com a escola”, lembrou Aurvalle comovido.

O desembargador Victor Luiz dos Santos Laus inaugurou sua fotografia recordando o desafio de ajudar na criação da Escola de Formação de Magistrados – Enfam. “Tivemos a oportunidade naquele período de compartilhar com a Enfam a experiência da Emagis, vivendo um período profícuo”, lembrou Laus. 

O magistrado relembrou ainda a criação do Podcast da Emagis, já na gestão do desembargador Márcio Rocha, mas que era um projeto acalentado por ele e pela escola há bastante temo. “Irmanamo-nos neste objetivo e dali nasceu o projeto Emagis Podcast, aproximando o Poder Judiciário da comunidade forense. Não podemos focar exclusivamente em cursos, mas também trabalhar nas diversas competências que envolvem a atividade judicial, o que requer criatividade e ousadia”, observou Laus.

Márcio Antonio Rocha não pode comparecer, por motivos de saúde, e teve seu retrato descerrado por Silveira, que relembrou as agruras enfrentadas pelo desembargador ao dirigir a escola durante a pandemia. “A Emagis não parou, continuou oferecendo webinários e capacitando magistrados e servidores”, concluiu.

 

ACS/TRF4 (acs@trf4.jus.br)
 

Desembargador Silveira relembrou gestões e fatos marcantes da Emagis
Desembargador Silveira relembrou gestões e fatos marcantes da Emagis (Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4)

Desembargador Luís Alberto d'Azevedo Aurvalle
Desembargador Luís Alberto d’Azevedo Aurvalle (Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4)

Desembargador Victor Luiz dos Santos Laus
Desembargador Victor Luiz dos Santos Laus (Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4)

Magistrados, servidores e familiares participaram da solenidade
Magistrados, servidores e familiares participaram da solenidade (Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4)

Valle Pereira, Quadros da Silva e Leal Júnior participam de Curitiba
Valle Pereira, Quadros da Silva e Leal Júnior participam de Curitiba (Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4)

Em função do ciclone extratropical que atingiu Porto Alegre e região metropolitana, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) suspendeu os prazos processuais no dia de hoje (16/6) em todos os processos do tribunal.

A Portaria nº 504/2023 foi assinada no final da tarde pelo presidente do TRF4, desembargador Ricardo Teixeira do Valle Pereira, considerando as fortes chuvas e ventos e a ausência de energia elétrica em muitos bairros da capital gaúcha.

Leia a íntegra da portaria neste link: https://shre.ink/l6mA

Fachada do prédio do TRF4, em Porto Alegre
Fachada do prédio do TRF4, em Porto Alegre (Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4)

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), através do Sistema de Conciliação (Sistcon), realizou nesta sexta-feira (16/06) a quinta edição do Fórum Regional Interinstitucional Ambiental. O evento tem como objetivo aperfeiçoar práticas e procedimentos em matéria ambiental, facilitar a interlocução e fomentar a colaboração para encaminhamentos interinstitucionais, visando à solução de conflitos referentes a direito ambiental, patrimônio cultural, populações e comunidades originárias e tradicionais.

A reunião contou com a participação de magistrados e servidores da 4ª Região, além de representantes do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Ibama, ICMBio, Iphan, Incra, Fundação Palmares, Funai, Procuradorias Regionais da União, Procuradoria Federal, Ministério Público, OAB, Defensoria Pública da União, Polícia Federal, Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná , UFRGS/CECLIMAR, Rede Colaborativa de Direitos Humanos, Equidade de Gênero, Raça e Diversidades.

A desembargadora Vânia Hack de Almeida, coordenadora do Sistcon, destacou que “este é o Fórum Interinstitucional mais recente da 4ª Região, e o que possui maior diversidade de temas, enriquecendo todos que dele participam e desafiando a sua gestão a encontrar as mais precisas pautas diante da vastidão de temas urgentes e necessários”, mencionou também que esta é sua última reunião do Fórum, como coordenadora, e mesclam-se sentimentos de saudades e de realização. Completou desejando sucesso à próxima gestão para a continuidade dos trabalhos. 

O desembargador federal Hermes Siedler da Conceição Júnior, que em breve assumirá a gestão como coordenador do Sistcon, manifestou que é de grande satisfação participar deste Fórum. “Sei que têm sido desenvolvidas excelentes atividades neste espaço, e para mim que venho atuando há cerca de 30 anos na Justiça Federal, assumir o Sistcon e sua altíssima relevância, é um desafio carinhoso porque entendo que a Conciliação é a forma definitiva para a solução de conflitos”, pontuou o futuro coordenador.

Neste encontro, foram abordados dois eixos temáticos: “Quilombolas, identidade e questão fundiária”, apresentado por Flávia de Jesus Costa, diretora do Departamento de Proteção ao Patrimônio Afro-brasileiro da Fundação Palmares, e Julia Dalla Costa, assessora da Secretaria Executiva do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), bem como houve a continuação dos debates e deliberações sobre a “Pesca irregular”, a partir da apresentação do projeto Mopert pelo prof. Ignacio Benites Moreno e equipe.

A coordenadora do Fórum Ambiental, juíza federal Clarides Rahmeier, destacou que, para o debate do tema Quilombola, espera-se conseguir impulsionar as ações da forma mais adequada com a colaboração dos órgãos públicos, através do diálogo interinstitucional, com reflexos positivos para as comunidades Quilombolas da região. 

A diretora Flávia Costa, da Fundação Palmares, apresentou questões referentes às certificações das comunidades quilombolas. Trouxe uma contextualização do órgão federal, como um dos primeiros órgãos consolidados para tratar das especificidades das Comunidades Remanescentes de Quilombos (CRQs) e para promover e valorizar a cultura afro-brasileira. Aprofundou-se sobre o Departamento de Proteção ao Patrimônio Afro-brasileiro, suas competências para proteger, preservar e promover a identidade das CRQs, expedir certificação das declarações de autodefinição, entre outras. 

Informou que em cinco meses de atuação, até maio de 2023, foram expedidas 20 certificações de CRQs. Este reconhecimento contribui para a luta contra o racismo estrutural, reconhece e valoriza a história e a partir disso trata odesenvolvimento da comunidade, seja na educação, saúde, renda e divulgação do conhecimento. A certificação permite o acesso às políticas públicas específicas, que levam em conta as peculiaridades e necessidades das comunidades, respeitando suas tradições e valorizando sua cultura. 

A assessora do MDA, Julia Dalla Costa, trouxe a questão da regularização fundiária de territórios quilombolas, com a apresentação de marcos legais para garantir a titulação e proteção dos quilombos, e a explicação das etapas do processo de regularização até a expedição do título de domínio. Explicou a situação em casos de sobreposições entre unidades de conservação federais e territórios quilombolas, usando como exemplo a comunidade São Roque na divisa entre Rio Grande do Sul e Santa Catarina, que participa de processo conciliatório no Sistcon. Por fim, trouxe os desafios que ocorrem na titulação dos territórios quilombolas, como a estruturação do Incra, o racismo institucional, a priorização da política pública e o aprimoramento processual. 

No segundo eixo temático, o professor Ignacio Benites deu continuidade à pauta do Fórum anterior, sobre a pesca irregular no Estuário do rio Tramandaí, principalmente relacionado à questão da pesca do bagre. Para isso trouxe a apresentação dos projetos Mopert, de ‘Monitoramento pesqueiro do estuário’, e o ‘Botos da Barra’, para garantir a salvaguarda da pesca cooperativa entre tarrafeiros e botos, ambos desenvolvidos no núcleo CECLIMAR da UFRGS. 

O projeto Mopert visa acompanhar o movimento pesqueiro em Imbé e Tramandaí para gerar conhecimento atualizado e subsidiar ações de manejo de estoques pesqueiros e controle da comercialização de pescado e, também, para garantir a proteção de espécies de peixes da região. O projeto, então, surge a partir de um acordo de cooperação em ação judicial, com a colaboração da UFRGS, municípios de Imbé, Tramandaí e órgãos federais e estaduais. 

Apresentou ainda os principais problemas da pesca ilegal de bagres, sendo o comércio ilegal e seu “esquentamento”, o bloqueio na entrada deles no sistema lagunar, a desvalorização na cadeia produtiva, a diminuição da espécie com ameaça de extinção, e inclusive a captura de botos ameaçados de extinção e que interagem com pescadores tradicionais na pesca da tainha. 

Questionou-se sobre a possibilidade de ampliação do projeto Mopert em nível estadual e, também para outros locais no Estado, sendo informado pelo professor que diversas instituições tem interesse em replicar o projeto e isto tem motivado discussões relacionadas à expansão, principalmente no Rio Grande do Sul.

Após o fim dos debates, a juíza Clarides conduziu uma série de manifestações de agradecimentos pelo esforço, disposição e qualidade com que a desembargadora Vânia conduziu o tema Ambiental durante sua gestão no Sistcon. “Ter este espaço interinstitucional dá um relevo e magnitude ao tema, é uma questão de vanguarda, e será muito bem substituída pelo desembargador Hermes, mas será um desafio continuar a grandeza do trabalho feito pela senhora”, declarou.

No encerramento do Fórum, a desembargadora Vânia agradeceu as palavras de carinho nesta despedida após dois anos de trabalhos, esforços, criações e realizações. “O mérito que tenho é o de me cercar de muita gente responsável, com espírito colaborativo, que fizeram possível termos êxito em várias missões que estivemos envolvidos”, ela concluiu.

A data da próxima edição do Fórum Regional Interinstitucional Ambiental será definida pela próxima gestão do Sistcon e prontamente comunicada aos integrantes do Fórum. O vídeo competo da reunião pode ser acessado neste https://shre.ink/l6nJ

 

Fonte: Sistcon/TRF4

Fórum reuniu membros em reunião híbrida
Fórum reuniu membros em reunião híbrida (Foto: Sistcon/TRF4)


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A Justiça Federal em Santa Catarina negou o pedido do ex-corregedor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) de liminar para recondução ao cargo, de que foi dispensado em 2 de janeiro deste ano, por portaria do ministro chefe da Casa Civil. O policial alega que tinha mandato até 9 de novembro e que sua dispensa teria sido por motivação política.

O Juízo da 5ª Vara Federal de Blumenau, indeferiu o pedido por entender que “a situação, notadamente quando se aventa perseguição política na decisão administrativa, recomenda a prudência de se abrir o contraditório e admitir a produção de provas antes de firmar decisão”. O despacho foi proferido hoje (16/6) e cabe recurso ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4).

“Por outro lado, a princípio, verifica-se que a dispensa do autor do cargo de corregedor- geral da Polícia Rodoviária Federal atendeu ao disposto no art. 9º do Decreto nº 9.794/16, uma vez que foi submetida pelo dirigente máximo do órgão ou da entidade, à aprovação da Controladoria-Geral da União, e, de todo modo, a alegação de ilegalidade da dispensa deve ser primeiramente confrontada pela parte ré [a União], em homenagem ao contraditório substancial e à própria presunção de legalidade dos atos administrativos”, segundo o despacho.

O policial argumenta que, além da garantia do mandato, a dispensa teria ocorrido sem justa causa, o direito de defesa não teria sido assegurado e que a portaria do Ministério da Casa Civil seria nula, por estar fundamentada em nota técnica com nulidades. Ele ainda requereu que, caso a liminar para recondução não fosse concedida, ele pudesse continuar recebendo os pagamentos adicionais referentes à função, mas esse pedido também foi negado.


(https://www.gov.br/prf/pt-br/noticias/estaduais/para/2023/junho)

Foram inaugurados nesta sexta-feira (16/6), no Prédio Anexo do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), os retratos dos desembargadores Luís Alberto d’Azevedo Aurvalle, Victor Luiz dos Santos Laus e Márcio Antonio Rocha na Galeria dos Diretores da Escola da Magistratura (Emagis). Aurvalle dirigiu a Emagis em 2017, após o falecimento do desembargador Otávio Roberto Pamplona. Já Laus e Rocha, nos biênios de 2017-2019 e 2019-2021, respectivamente.

A cerimônia foi aberta pelo presidente do tribunal, desembargador Ricardo Teixeira do Valle Pereira, que participou de forma remota, de Curitiba, em companhia do vice-presidente, desembargador Fernando Quadros da Silva, e do corregedor regional da Justiça Federal da 4ª Região, desembargador Cândido Alfredo Silva Leal Júnior.

O diretor da Emagis, desembargador João Batista Pinto Silveira, conduziu a solenidade na Emagis, frisando a importância de lembrar a história da escola por meio dos magistrados que se dedicaram à sua construção e evolução. “Sabemos que a memória se faz presente por meio destes registros. Termos uma galeria de ex-dirigentes da Emagis é um marco histórico que no futuro possibilitará a quem venha visitar a sede do tribunal conhecer aqueles colegas que, com afinco, se dedicaram a esta escola”, declarou Silveira.

O desembargador também agradeceu ao presidente da corte pelo empenho deste em concretizar uma aspiração antiga do TRF4, realizada neste último biênio, que foi criar uma escola judicial da 4ª Região, reunindo em uma mesma unidade a formação e a capacitação de magistradas e magistrados, servidoras e servidores. “Foi uma visão de vanguarda que servirá de inspiração para muitas outras escolas federais, pela contemporaneidade da decisão”, completou o diretor da Emagis.

O primeiro a descerrar seu retrato foi o desembargador Aurvalle, que o fez junto com a esposa Verena Flach Aurvalle. O magistrado lembrou que esteve junto ao desembargador falecido Otávio Roberto Pamplona durante o biênio 2015-2017, atuando em seus afastamentos, devido a uma grave enfermidade, e após seu falecimento, ocorrido em abril de 2017. “Em vários momentos exerci interinamente a direção, mas faço questão de ressaltar que o desembargador Pamplona, mesmo afastado, nunca se deixou totalmente e preocupar-se com a escola”, lembrou Aurvalle comovido.

O desembargador Victor Luiz dos Santos Laus inaugurou sua fotografia recordando o desafio de ajudar na criação da Escola de Formação de Magistrados – Enfam. “Tivemos a oportunidade naquele período de compartilhar com a Enfam a experiência da Emagis, vivendo um período profícuo”, lembrou Laus. 

O magistrado relembrou ainda a criação do Podcast da Emagis, já na gestão do desembargador Márcio Rocha, mas que era um projeto acalentado por ele e pela escola há bastante temo. “Irmanamo-nos neste objetivo e dali nasceu o projeto Emagis Podcast, aproximando o Poder Judiciário da comunidade forense. Não podemos focar exclusivamente em cursos, mas também trabalhar nas diversas competências que envolvem a atividade judicial, o que requer criatividade e ousadia”, observou Laus.

Márcio Antonio Rocha não pode comparecer, por motivos de saúde, e teve seu retrato descerrado por Silveira, que relembrou as agruras enfrentadas pelo desembargador ao dirigir a escola durante a pandemia. “A Emagis não parou, continuou oferecendo webinários e capacitando magistrados e servidores”, concluiu.

 

ACS/TRF4 (acs@trf4.jus.br)
 

Desembargador Silveira relembrou gestões e fatos marcantes da Emagis
Desembargador Silveira relembrou gestões e fatos marcantes da Emagis (Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4)

Desembargador Luís Alberto d'Azevedo Aurvalle
Desembargador Luís Alberto d’Azevedo Aurvalle (Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4)

Desembargador Victor Luiz dos Santos Laus
Desembargador Victor Luiz dos Santos Laus (Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4)

Magistrados, servidores e familiares participaram da solenidade
Magistrados, servidores e familiares participaram da solenidade (Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4)

Valle Pereira, Quadros da Silva e Leal Júnior participam de Curitiba
Valle Pereira, Quadros da Silva e Leal Júnior participam de Curitiba (Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4)