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Category Archives: Notícias TRF4

Os dirigentes da Justiça Federal do RS (JFRS), com o objetivo de conhecer de perto as diferentes realidades locais, retomaram a série de visitas às sedes da instituição no interior do Estado. As visitas precisaram ser interrompidas após o desastre climático ocorrido em maio deste ano que ocasionou danos significativos no prédio da instituição em Porto Alegre, que exigiu atenção prioritária da Direção do Foro. Agora, os juízes federais Carla Evelise Justino Hendges e Fábio Dutra Lucarelli, diretora e vice-diretor do Foro da JFRS, respectivamente, Gerson Godinho da Costa, juiz coordenador da Ouvidoria, e Ana Paula Amaral Silva Hollas, diretora da Secretaria Administrativa, puderam ir a Santo Ângelo.

Na cidade missioneira, os dirigentes conversaram com os juízes e servidores, estabelecendo um canal de comunicação para ouvir as demandas e os apontamentos do corpo funcional. Eles também percorreram o prédio-sede da instituição, observando a estrutura física e os espaços de trabalho, além de conhecer o atendimento ao público realizado no local.

Relacionamento interinstitucional

O juiz ouvidor Gerson Godinho da Costa reuniu-se com a presidência das seccionais da Ordem dos Advogados o Brasil (OAB) em Santa Rosa e Santo Ângelo com o objetivo de conhecer as demandas dos advogados relacionadas ao atendimento e prestação jurisdicional, identificando pontos de melhoria e estabelecendo um canal de interlocução. Ele aproveitou também para informar sobre a instalação da Ouvidora da Mulher, que está a cargo da juíza Marciane Bonzanini.

Em Santa Rosa, na terça-feira (26/11), o encontrou aconteceu com presidente da entidade, Sandra Marisa Lameira, e com o tesoureiro Fábio Ricardo Anklan. A diretora do Foro da JFRS também participou da reunião.

Já em Santo Ângelo, a visita à seccional da OAB foi realizada na quarta-feira (27/11). O juiz ouvidor foi recebido pela presidente da entidade Luciana Meirelles Corrêa, pelo vice-presidente José Ricardo Margutti e pelo tesoureiro Stéfano Heineck Brasil.

Nucom/JFRS (secos@jfrs.jus.br)

Dirigentes conversaram com servidores de Santo Ângelo em suas unidades de trabalho
Dirigentes conversaram com servidores de Santo Ângelo em suas unidades de trabalho (Nucom/JFRS)


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Reunião na sede da OAB em Santo Ângelo
Reunião na sede da OAB em Santo Ângelo (Nucom/JFRS)

Reunião na sede da OAB em Santa Rosa
Reunião na sede da OAB em Santa Rosa (Nucom/JFRS)

O Sistema de Conciliação do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (Sistcon/TRF4) realizou, na tarde da quinta-feira (28/11), uma sessão de conciliação presencial envolvendo a Defensoria Pública da União (DPU), o Município de Porto Alegre e a Fundação de Assistência Social e Cidadania (FASC). O encontro teve como foco o cumprimento de medidas previstas na ação civil pública nº 5027755-62.2024.4.04.7100, que busca garantir direitos de pessoas em situação de vulnerabilidade na capital gaúcha.

A sessão, conduzida pelo desembargador federal Hermes Siedler da Conceição Júnior, coordenador do Sistcon, e pela juíza federal Daniela Tocchetto Cavalheiro, focou principalmente na contratação de facilitadores sociais com trajetória de rua, conforme cronograma aprovado durante o encontro. Após diálogos construtivos, a FASC comprometeu-se a executar o contrato e prestar contas no prazo estipulado, incluindo a comprovação das atividades realizadas e a apresentação de um relatório de resultados.

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social de Porto Alegre (SMDS) informou a retomada do Comitê POP RUA, que opera desde agosto de 2024 com reuniões mensais e participação da sociedade civil. Além disso, a SMDS comprometeu-se a incluir no orçamento de 2025 a contratação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) para desenvolver um projeto de pesquisa e um aplicativo voltado ao mapeamento de pessoas em situação de vulnerabilidade.

Por fim, a sessão reforçou a importância de integrar esforços entre os entes públicos e a sociedade civil para viabilizar políticas públicas que atendam às necessidades das populações vulneráveis.

Estiveram presentes na sessão de conciliação os seguintes representantes:

– Município de Porto Alegre: procurador Rodrigo Logaggio Rosa;

– FASC: Cristiano Atelier Rosato, Loiva Beatriz Diedrich, Patrícia Mônaco, Viviane Waihrich Matter;

– Secretaria Municipal de Assistência Social: Carla Schmidt e Aline Andrade;

– DPU: defensor público federal Geórgio Endrigo Carneiro da Rosa;

– Sistcon/TRF4: servidores Fernanda Machado Silva e Patrick Costa Meneghetti.

 

Fonte: Sistcon/TRF4

Fachada da sede do TRF4, em Porto Alegre
Fachada da sede do TRF4, em Porto Alegre (Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4)

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) comemorou ontem (28/11), em cerimônia no Plenário da corte, em Porto Alegre, os 15 anos dos sistemas eproc e SEI. Com a presença de magistrados, autoridades e servidores, foram relembradas as trajetórias dos processos eletrônicos judicial e administrativo, com discursos, vídeos e homenagens.

O desembargador aposentado Vilson Darós, ex-presidente do TRF4 responsável pela instalação de ambos os sistemas, foi o convidado de honra do evento. Ele contou que sempre se preocupou com a morosidade e buscou soluções para agilizar a prestação jurisdicional. “Em junho de 2009 assumi a Presidência do tribunal tendo como uma das metas da minha gestão a informatização dos sistemas judicial e administrativo da 4ª Região. Constituí uma comissão e fixei um prazo de seis meses para desenvolver o processo eletrônico para a jurisdição comum”, ele relembrou.

O ex-presidente enfatizou que o sistema foi feito sem custos com empresas ou com técnicos estranhos à instituição, baseado em software livre, e com a colaboração de todos os operadores do direito. “Para a minha surpresa, em quatro meses, no dia 20 de outubro de 2009, pude fazer a primeira instalação do eproc na Subseção Judiciária de Rio Grande e, em fevereiro de 2010, o eproc estava funcionando de forma obrigatória em toda a 4ª Região”, declarou.

A segunda preocupação à época, segundo Darós, foi oferecer equipamentos, monitoria e cursos à advocacia, para que ninguém se sentisse prejudicado pela mudança de cultura. “Oferecemos cursos a todos os interessados. O treinar, treinar e treinar se constituiu na mola mestra propulsora do eproc. Além disso, colocamos à disposição dos usuários em todas as Subseções Judiciárias da 4ª Região equipamentos adequados, com scanner, impressora e computador, mais um funcionário habilitado a auxiliar e dirimir dúvidas”, ele relatou, acrescentando que também foram oferecidos os mesmos equipamentos em comodato para as subsedes das OABs do interior, para que nenhum profissional ficasse impossibilitado de operar no novo sistema.

Com satisfação, o desembargador lembrou que as dificuldades foram sendo superadas, uma a uma. “O tempo demonstrou que tomamos uma decisão acertada, que o sistema é seguro e bom, e isso se comprova com seus 15 anos de uso”, afirmou, lembrando ainda o quanto foi possível perceber sua eficácia nos períodos da pandemia de Covid-19 e da enchente que atingiu o RS neste ano.

Sobre o SEI, Sistema Eletrônico de Informações, o ex-presidente disse que criou um grupo e pediu o desenvolvimento de um processo eletrônico para o administrativo, o que foi feito, segundo ele, rapidamente e com competência por servidores. “Foi um sistema de gestão preparado para ser vivo e absorver todas as novas demandas apresentadas, sendo simples, intuitivo, tecnicamente irretocável, o que explica sua adoção pela grande maioria dos órgãos públicos do país”, completou Darós.

Disruptivo, colaborativo e com foco no usuário

O diretor de Sistemas Judiciários, Marlon Barbosa Silvestre, falou em nome da Secretaria de Tecnologia da Informação (TI) do tribunal. Ele, juntamente com o diretor de TI, Cristian Ramos Prange, é responsável pela gestão do sistema. Ele relembrou situações curiosas que aconteceram durante todos esses anos e os desafios enfrentados, que exigiram e comprovaram o preparo, a competência e a dedicação dos técnicos de TI.

Silvestre narrou que foram orientados pelo então coordenador, o juiz federal Sérgio Renato Tejada Garcia, a criar o eproc com “os princípios de ser disruptivo, ser um processo eletrônico e não cópia da tramitação física, ser colaborativo em todos os aspectos, com foco no usuário e não na tecnologia, ser simples e flexível para permitir soluções ágeis e criativas para diferentes cenários”.

Por fim, ele agradeceu ao tribunal por sempre acreditar e investir nos servidores. “O sucesso que tivemos com os sistemas eproc e SEI não veio à toa, são anos e anos investindo e acreditando no trabalho de seus servidores, por isso estamos aqui hoje, colhendo frutos”, pontuou. Ele concluiu desejando “vida longa ao eproc!”.

Seguindo a manifestação de Silvestre, foi exibido um vídeo sobre o eproc, com depoimentos de magistrados e servidores (veja o vídeo ao final do texto).

Sinônimo de processo administrativo

A gestora e um das autoras do SEI, a servidora do TRF4 Patrícia Valentina Santanna Garcia, usou o seu espaço principalmente para agradecer a todos que colaboraram e seguem colaborando para o desenvolvimento do sistema.

Ela relembrou que após receber a incumbência de parte do então presidente Darós, contou com o diretor de Desenvolvimento de Sistemas de Gestão do Conhecimento, Mairon Guerra Bathaglini, para criação, manutenção e sucessivas atualizações do SEI. “Hoje nos definimos como servidores do SEI, virou uma identidade”, ela relatou, recebendo a aquiescência de Bathaglini.

“O SEI tornou-se um sinônimo de processo administrativo, não raro a gente ouve alguém dizer ‘abri um SEI’ para se referir ao fato de ter aberto um processo administrativo. Muitos já se referem ao próprio processo administrativo como ‘o processo SEI’. Ele se alastrou pelo Brasil inteiro, em todos os níveis da administração pública, não está restrito ao Judiciário somente”, declarou Patrícia.

Ela ainda acrescentou: “muito nos orgulha trabalhar com o SEI, ter recebido essa missão, ter recebido essa oportunidade de criar e desenvolver um sistema tão importante, porque se há uma lição que aprendemos nesses 15 anos é que não há um desafio tão grande que deva ser rechaçado de pronto, só é preciso começar. É isso que fazemos todos os dias trabalhando com o SEI, e seguimos em frente”.

Foi então exibido um vídeo sobre o SEI, que destacou as qualidades do sistema de gestão e sua atual abrangência no cenário nacional, com depoimentos da ministra de Gestão e Inovação em Serviços Públicos do governo federal, Esther Dweck, e do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luís Roberto Barroso, entre outros (veja o vídeo ao final do texto).

Homenagem 

O presidente do TRF4, desembargador Fernando Quadros da Silva, destacou a excelência do trabalho feito pelos magistrados e servidores do TRF4 e das Seções Judiciárias da 4ª Região no eproc e no SEI. “Ao longo desses 15 anos, os sistemas foram sendo aprimorados pelos servidores da 4ª Região. Temos o dever de agradecer por esse valoroso trabalho, caracterizado pela excelência, o que se traduz em orgulho para toda a 4ª Região”, enalteceu Quadros da Silva.

Ele fez a entrega de placas de homenagem pelo trabalho desenvolvido ao desembargador Darós, aos juízes federais Eduardo Tonetto Picarelli, coordenador dos sistemas eproc e SEI; e Sérgio Renato Tejada Garcia, primeiro coordenador do eproc; à servidora Patricia Valentina; e aos servidores Mairon Bathaglini, Cristian Ramos Prange e Marlon Barbosa Silvestre. A Presidência também concedeu voto de louvor a todos os magistrados e servidores que atuaram e atuam no desenvolvimentos dos dois sistemas.

“Mais do que sistemas informatizados, o eproc e o SEI são exemplos de projetos exitosos de compartilhamento gratuito de conhecimento entre os mais diversos órgãos públicos, provando que as melhores soluções podem ser desenvolvidas ‘dentro de casa’ e comprovando também a qualidade, a competência e a dedicação dos servidores públicos brasileiros”, concluiu o presidente do TRF4 ao encerrar a solenidade.

Veja as fotos da soleniedade no Flickr do TRF4 pelo seguinte link: https://www.trf4.jus.br/dULVn.

 

Vídeos Comemorativos

 

ACS/TRF4 (acs@trf4.jus.br)

Presidente Fernando Quadros da Silva posa com homenageados. (Esq. p/ Dir.) Bathaglini, Valentina, Darós, Quadros da Silva, Picarelli, Tejada Garcia, Silvestre e Prange
Presidente Fernando Quadros da Silva posa com homenageados. (Esq. p/ Dir.) Bathaglini, Valentina, Darós, Quadros da Silva, Picarelli, Tejada Garcia, Silvestre e Prange (Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4)

Desembargador Vilson Darós (dir.) foi o presidente do TRF4 que instalou o eproc e o SEI
Desembargador Vilson Darós (dir.) foi o presidente do TRF4 que instalou o eproc e o SEI (Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4)

Marlon Silvestre, gestor do eproc, falou em nome dos servidores de TI
Marlon Silvestre, gestor do eproc, falou em nome dos servidores de TI (Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4)

Patrícia Valentina, gestora do SEI, falou em nome da equipe SEI
Patrícia Valentina, gestora do SEI, falou em nome da equipe SEI (Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4)

Presidente do TRF4, desembargador Fernando Quadros da Silva, enalteceu o sucesso dos sistemas, hoje espalhados pelo Brasil
Presidente do TRF4, desembargador Fernando Quadros da Silva, enalteceu o sucesso dos sistemas, hoje espalhados pelo Brasil (Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4)

Magistrados e servidores acompanham solenidade no Plenário do TRF4
Magistrados e servidores acompanham solenidade no Plenário do TRF4 (Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4)

Desembargadores e representantes de outros órgãos usuários dos sistemas compuseram a mesa do evento
Desembargadores e representantes de outros órgãos usuários dos sistemas compuseram a mesa do evento (Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4)

Para marcar os 15 anos de instalação do eproc na Justiça Federal da 4ª Região, o sistema ganhou hoje (29/11) uma nova marca, com linhas mais orgânicas e minimalistas. Presente em outros 13 tribunais do país, o eproc já está aparecendo nas telas com a nova identidade visual.

A marca foi criada pelo servidor Alberto Bigatti, da Assessoria de Comunicação Social do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), a partir dos quatro valores e princípios do eproc: disruptivo, colaborativo, simples e flexível, com foco no usuário. Segundo Bigatti, a nova identidade visual tem um conceito mais contemporâneo, que objetiva ressaltar a evolução constante do sistema, o caráter colaborativo e a resolução de conflito, destacada pelo ponto de intersecção entre os elementos da marca.

ACS/TRF4 (acs@trf4.jus.br)

A nova marca do eproc foi apresentada hoje (29/11)
A nova marca do eproc foi apresentada hoje (29/11) (Arte: ACS/DINST)

Ao completar 15 anos, o eproc ganha nova identidade visual
Ao completar 15 anos, o eproc ganha nova identidade visual (Arte: ACS/DINST)

A nova marca tem um conceito mais contemporâneo, que objetiva destacar a evolução constante do sistema, o caráter colaborativo e a resolução de conflito
A nova marca tem um conceito mais contemporâneo, que objetiva destacar a evolução constante do sistema, o caráter colaborativo e a resolução de conflito (Arte: ACS/DINST)

A Justiça Federal do Paraná (JFPR) concluiu o primeiro ano de atividades do Projeto Aproxima, idealizado e realizado em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR), com uma cerimônia de apresentação dos principais resultados no edifício-sede da Justiça Federal em Curitiba, na tarde desta sexta-feira (29). De março a novembro de 2024, o projeto viabilizou direitos, priorizando atendimentos a comunidades mais vulneráveis de regiões do litoral do Paraná.

Representantes de instituições municipais, estaduais e federais  parceiras ao projeto acompanharam a cerimônia, que foi comandada pela juíza federal Luciana da Veiga Oliveira, diretora do Foro de Curitiba, com participação da diretora de planejamento e gestão da JFPR, Kely Cristina Laurentino, do juiz federal Guilherme Roman Borges, da 13ª Vara Federal de Curitiba, e da professora Ana Elisa de Castro Freitas, da UFPR.

A diretora do Foro de Curitiba destacou a amplitude do Projeto Aproxima em relação a outras iniciativas de levar a Justiça a cidadãos em situação de vulnerabilidade.

“Além de fazermos aquele atendimento individual, uma parte da equipe faz uma escuta coletiva, para ouvir aquela comunidade e entender suas necessidades, por meio de um diálogo horizontal, com a participação de todas as instituições”, pontuou a juíza federal Luciana da Veiga Oliveira. O objetivo é tentar ajudar a resolver os problemas específicos de cada uma das comunidades. “Esse é o grande diferencial do projeto”, afirmou.

Como representante da UFPR, a professora Ana Elisa pontuou sobre a importância não somente de dar andamento ao fluxo das demandas atendidas nas comunidades do litoral do Paraná, mas de celebrar o projeto nesta cerimônia.

“Poder perceber a articulação entre a universidade com as instituições, em especial a Justiça Federal, revela, mais do que um projeto, uma síntese de caminhadas que já vínhamos fazendo e que, com o Aproxima, ganhou materialidade. Temos, além de uma aproximação do da Justiça Federal com as comunidades, uma aproximação importante entre as instituições, além de uma capilarização, que possibilita a continuidade”, disse.

Projeto Aproxima atendeu cerca de mil famílias 

As ações do Projeto Aproxima foram colocadas em prática por mais de 100 pessoas, entre servidores (as) e magistrados (as) da JFPR, além de membros das instituições parceiras e voluntários.

A população do litoral do Paraná teve garantidos acessos a serviços, conciliação e atermação de demandas de competência da JFPR, evidenciando o princípio da cooperação das instâncias administrativa e judicial na concretização e na universalização do direito de acesso à Justiça.

A primeira fase do Aproxima aconteceu de março a junho e a segunda entre agosto e novembro em comunidades guarani e quilombola, assim como comunidades caiçaras, de pescadores artesanais, de camponesas e da floresta do litoral, em regiões de Antonina, Guaraqueçaba, Piraquara, Morretes, Paranaguá e Pontal do Paraná.

Entre as demandas mais expressivas, destacaram-se o direito fundamental à vida, à terra e ao território, os direitos culturais e ambientais, os direitos humanos, o direito à informação, o reconhecimento e regularização de documentos oficiais, os direitos previdenciários, a inclusão em políticas públicas de saúde, moradia, educação, entre outros.

O Projeto Aproxima terá sequência em 2025.

A JFPR apresentou os resultados do Projeto Aproxima nesta sexta-feira (29). (Foto: JFPR)
A JFPR apresentou os resultados do Projeto Aproxima nesta sexta-feira (29). (Foto: JFPR) ()

Os dirigentes da Justiça Federal do RS (JFRS), com o objetivo de conhecer de perto as diferentes realidades locais, retomaram a série de visitas às sedes da instituição no interior do Estado. As visitas precisaram ser interrompidas após o desastre climático ocorrido em maio deste ano que ocasionou danos significativos no prédio da instituição em Porto Alegre, que exigiu atenção prioritária da Direção do Foro. Agora, os juízes federais Carla Evelise Justino Hendges e Fábio Dutra Lucarelli, diretora e vice-diretor do Foro da JFRS, respectivamente, Gerson Godinho da Costa, juiz coordenador da Ouvidoria, e Ana Paula Amaral Silva Hollas, diretora da Secretaria Administrativa, puderam ir a Santo Ângelo.

Na cidade missioneira, os dirigentes conversaram com os juízes e servidores, estabelecendo um canal de comunicação para ouvir as demandas e os apontamentos do corpo funcional. Eles também percorreram o prédio-sede da instituição, observando a estrutura física e os espaços de trabalho, além de conhecer o atendimento ao público realizado no local.

Relacionamento interinstitucional

O juiz ouvidor Gerson Godinho da Costa reuniu-se com a presidência das seccionais da Ordem dos Advogados o Brasil (OAB) em Santa Rosa e Santo Ângelo com o objetivo de conhecer as demandas dos advogados relacionadas ao atendimento e prestação jurisdicional, identificando pontos de melhoria e estabelecendo um canal de interlocução. Ele aproveitou também para informar sobre a instalação da Ouvidora da Mulher, que está a cargo da juíza Marciane Bonzanini.

Em Santa Rosa, na terça-feira (26/11), o encontrou aconteceu com presidente da entidade, Sandra Marisa Lameira, e com o tesoureiro Fábio Ricardo Anklan. A diretora do Foro da JFRS também participou da reunião.

Já em Santo Ângelo, a visita à seccional da OAB foi realizada na quarta-feira (27/11). O juiz ouvidor foi recebido pela presidente da entidade Luciana Meirelles Corrêa, pelo vice-presidente José Ricardo Margutti e pelo tesoureiro Stéfano Heineck Brasil.

Nucom/JFRS (secos@jfrs.jus.br)

Dirigentes conversaram com servidores de Santo Ângelo em suas unidades de trabalho
Dirigentes conversaram com servidores de Santo Ângelo em suas unidades de trabalho (Nucom/JFRS)


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Reunião na sede da OAB em Santo Ângelo
Reunião na sede da OAB em Santo Ângelo (Nucom/JFRS)

Reunião na sede da OAB em Santa Rosa
Reunião na sede da OAB em Santa Rosa (Nucom/JFRS)

O Sistema de Conciliação do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (Sistcon/TRF4) realizou, na tarde da quinta-feira (28/11), uma sessão de conciliação presencial envolvendo a Defensoria Pública da União (DPU), o Município de Porto Alegre e a Fundação de Assistência Social e Cidadania (FASC). O encontro teve como foco o cumprimento de medidas previstas na ação civil pública nº 5027755-62.2024.4.04.7100, que busca garantir direitos de pessoas em situação de vulnerabilidade na capital gaúcha.

A sessão, conduzida pelo desembargador federal Hermes Siedler da Conceição Júnior, coordenador do Sistcon, e pela juíza federal Daniela Tocchetto Cavalheiro, focou principalmente na contratação de facilitadores sociais com trajetória de rua, conforme cronograma aprovado durante o encontro. Após diálogos construtivos, a FASC comprometeu-se a executar o contrato e prestar contas no prazo estipulado, incluindo a comprovação das atividades realizadas e a apresentação de um relatório de resultados.

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social de Porto Alegre (SMDS) informou a retomada do Comitê POP RUA, que opera desde agosto de 2024 com reuniões mensais e participação da sociedade civil. Além disso, a SMDS comprometeu-se a incluir no orçamento de 2025 a contratação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) para desenvolver um projeto de pesquisa e um aplicativo voltado ao mapeamento de pessoas em situação de vulnerabilidade.

Por fim, a sessão reforçou a importância de integrar esforços entre os entes públicos e a sociedade civil para viabilizar políticas públicas que atendam às necessidades das populações vulneráveis.

Estiveram presentes na sessão de conciliação os seguintes representantes:

– Município de Porto Alegre: procurador Rodrigo Logaggio Rosa;

– FASC: Cristiano Atelier Rosato, Loiva Beatriz Diedrich, Patrícia Mônaco, Viviane Waihrich Matter;

– Secretaria Municipal de Assistência Social: Carla Schmidt e Aline Andrade;

– DPU: defensor público federal Geórgio Endrigo Carneiro da Rosa;

– Sistcon/TRF4: servidores Fernanda Machado Silva e Patrick Costa Meneghetti.

 

Fonte: Sistcon/TRF4

Fachada da sede do TRF4, em Porto Alegre
Fachada da sede do TRF4, em Porto Alegre (Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4)

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) comemorou ontem (28/11), em cerimônia no Plenário da corte, em Porto Alegre, os 15 anos dos sistemas eproc e SEI. Com a presença de magistrados, autoridades e servidores, foram relembradas as trajetórias dos processos eletrônicos judicial e administrativo, com discursos, vídeos e homenagens.

O desembargador aposentado Vilson Darós, ex-presidente do TRF4 responsável pela instalação de ambos os sistemas, foi o convidado de honra do evento. Ele contou que sempre se preocupou com a morosidade e buscou soluções para agilizar a prestação jurisdicional. “Em junho de 2009 assumi a Presidência do tribunal tendo como uma das metas da minha gestão a informatização dos sistemas judicial e administrativo da 4ª Região. Constituí uma comissão e fixei um prazo de seis meses para desenvolver o processo eletrônico para a jurisdição comum”, ele relembrou.

O ex-presidente enfatizou que o sistema foi feito sem custos com empresas ou com técnicos estranhos à instituição, baseado em software livre, e com a colaboração de todos os operadores do direito. “Para a minha surpresa, em quatro meses, no dia 20 de outubro de 2009, pude fazer a primeira instalação do eproc na Subseção Judiciária de Rio Grande e, em fevereiro de 2010, o eproc estava funcionando de forma obrigatória em toda a 4ª Região”, declarou.

A segunda preocupação à época, segundo Darós, foi oferecer equipamentos, monitoria e cursos à advocacia, para que ninguém se sentisse prejudicado pela mudança de cultura. “Oferecemos cursos a todos os interessados. O treinar, treinar e treinar se constituiu na mola mestra propulsora do eproc. Além disso, colocamos à disposição dos usuários em todas as Subseções Judiciárias da 4ª Região equipamentos adequados, com scanner, impressora e computador, mais um funcionário habilitado a auxiliar e dirimir dúvidas”, ele relatou, acrescentando que também foram oferecidos os mesmos equipamentos em comodato para as subsedes das OABs do interior, para que nenhum profissional ficasse impossibilitado de operar no novo sistema.

Com satisfação, o desembargador lembrou que as dificuldades foram sendo superadas, uma a uma. “O tempo demonstrou que tomamos uma decisão acertada, que o sistema é seguro e bom, e isso se comprova com seus 15 anos de uso”, afirmou, lembrando ainda o quanto foi possível perceber sua eficácia nos períodos da pandemia de Covid-19 e da enchente que atingiu o RS neste ano.

Sobre o SEI, Sistema Eletrônico de Informações, o ex-presidente disse que criou um grupo e pediu o desenvolvimento de um processo eletrônico para o administrativo, o que foi feito, segundo ele, rapidamente e com competência por servidores. “Foi um sistema de gestão preparado para ser vivo e absorver todas as novas demandas apresentadas, sendo simples, intuitivo, tecnicamente irretocável, o que explica sua adoção pela grande maioria dos órgãos públicos do país”, completou Darós.

Disruptivo, colaborativo e com foco no usuário

O diretor de Sistemas Judiciários, Marlon Barbosa Silvestre, falou em nome da Secretaria de Tecnologia da Informação (TI) do tribunal. Ele, juntamente com o diretor de TI, Cristian Ramos Prange, é responsável pela gestão do sistema. Ele relembrou situações curiosas que aconteceram durante todos esses anos e os desafios enfrentados, que exigiram e comprovaram o preparo, a competência e a dedicação dos técnicos de TI.

Silvestre narrou que foram orientados pelo então coordenador, o juiz federal Sérgio Renato Tejada Garcia, a criar o eproc com “os princípios de ser disruptivo, ser um processo eletrônico e não cópia da tramitação física, ser colaborativo em todos os aspectos, com foco no usuário e não na tecnologia, ser simples e flexível para permitir soluções ágeis e criativas para diferentes cenários”.

Por fim, ele agradeceu ao tribunal por sempre acreditar e investir nos servidores. “O sucesso que tivemos com os sistemas eproc e SEI não veio à toa, são anos e anos investindo e acreditando no trabalho de seus servidores, por isso estamos aqui hoje, colhendo frutos”, pontuou. Ele concluiu desejando “vida longa ao eproc!”.

Seguindo a manifestação de Silvestre, foi exibido um vídeo sobre o eproc, com depoimentos de magistrados e servidores (veja o vídeo ao final do texto).

Sinônimo de processo administrativo

A gestora e um das autoras do SEI, a servidora do TRF4 Patrícia Valentina Santanna Garcia, usou o seu espaço principalmente para agradecer a todos que colaboraram e seguem colaborando para o desenvolvimento do sistema.

Ela relembrou que após receber a incumbência de parte do então presidente Darós, contou com o diretor de Desenvolvimento de Sistemas de Gestão do Conhecimento, Mairon Guerra Bathaglini, para criação, manutenção e sucessivas atualizações do SEI. “Hoje nos definimos como servidores do SEI, virou uma identidade”, ela relatou, recebendo a aquiescência de Bathaglini.

“O SEI tornou-se um sinônimo de processo administrativo, não raro a gente ouve alguém dizer ‘abri um SEI’ para se referir ao fato de ter aberto um processo administrativo. Muitos já se referem ao próprio processo administrativo como ‘o processo SEI’. Ele se alastrou pelo Brasil inteiro, em todos os níveis da administração pública, não está restrito ao Judiciário somente”, declarou Patrícia.

Ela ainda acrescentou: “muito nos orgulha trabalhar com o SEI, ter recebido essa missão, ter recebido essa oportunidade de criar e desenvolver um sistema tão importante, porque se há uma lição que aprendemos nesses 15 anos é que não há um desafio tão grande que deva ser rechaçado de pronto, só é preciso começar. É isso que fazemos todos os dias trabalhando com o SEI, e seguimos em frente”.

Foi então exibido um vídeo sobre o SEI, que destacou as qualidades do sistema de gestão e sua atual abrangência no cenário nacional, com depoimentos da ministra de Gestão e Inovação em Serviços Públicos do governo federal, Esther Dweck, e do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luís Roberto Barroso, entre outros (veja o vídeo ao final do texto).

Homenagem 

O presidente do TRF4, desembargador Fernando Quadros da Silva, destacou a excelência do trabalho feito pelos magistrados e servidores do TRF4 e das Seções Judiciárias da 4ª Região no eproc e no SEI. “Ao longo desses 15 anos, os sistemas foram sendo aprimorados pelos servidores da 4ª Região. Temos o dever de agradecer por esse valoroso trabalho, caracterizado pela excelência, o que se traduz em orgulho para toda a 4ª Região”, enalteceu Quadros da Silva.

Ele fez a entrega de placas de homenagem pelo trabalho desenvolvido ao desembargador Darós, aos juízes federais Eduardo Tonetto Picarelli, coordenador dos sistemas eproc e SEI; e Sérgio Renato Tejada Garcia, primeiro coordenador do eproc; à servidora Patricia Valentina; e aos servidores Mairon Bathaglini, Cristian Ramos Prange e Marlon Barbosa Silvestre. A Presidência também concedeu voto de louvor a todos os magistrados e servidores que atuaram e atuam no desenvolvimentos dos dois sistemas.

“Mais do que sistemas informatizados, o eproc e o SEI são exemplos de projetos exitosos de compartilhamento gratuito de conhecimento entre os mais diversos órgãos públicos, provando que as melhores soluções podem ser desenvolvidas ‘dentro de casa’ e comprovando também a qualidade, a competência e a dedicação dos servidores públicos brasileiros”, concluiu o presidente do TRF4 ao encerrar a solenidade.

Veja as fotos da soleniedade no Flickr do TRF4 pelo seguinte link: https://www.trf4.jus.br/dULVn.

 

Vídeos Comemorativos

 

ACS/TRF4 (acs@trf4.jus.br)

Presidente Fernando Quadros da Silva posa com homenageados. (Esq. p/ Dir.) Bathaglini, Valentina, Darós, Quadros da Silva, Picarelli, Tejada Garcia, Silvestre e Prange
Presidente Fernando Quadros da Silva posa com homenageados. (Esq. p/ Dir.) Bathaglini, Valentina, Darós, Quadros da Silva, Picarelli, Tejada Garcia, Silvestre e Prange (Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4)

Desembargador Vilson Darós (dir.) foi o presidente do TRF4 que instalou o eproc e o SEI
Desembargador Vilson Darós (dir.) foi o presidente do TRF4 que instalou o eproc e o SEI (Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4)

Marlon Silvestre, gestor do eproc, falou em nome dos servidores de TI
Marlon Silvestre, gestor do eproc, falou em nome dos servidores de TI (Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4)

Patrícia Valentina, gestora do SEI, falou em nome da equipe SEI
Patrícia Valentina, gestora do SEI, falou em nome da equipe SEI (Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4)

Presidente do TRF4, desembargador Fernando Quadros da Silva, enalteceu o sucesso dos sistemas, hoje espalhados pelo Brasil
Presidente do TRF4, desembargador Fernando Quadros da Silva, enalteceu o sucesso dos sistemas, hoje espalhados pelo Brasil (Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4)

Magistrados e servidores acompanham solenidade no Plenário do TRF4
Magistrados e servidores acompanham solenidade no Plenário do TRF4 (Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4)

Desembargadores e representantes de outros órgãos usuários dos sistemas compuseram a mesa do evento
Desembargadores e representantes de outros órgãos usuários dos sistemas compuseram a mesa do evento (Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4)

Para marcar os 15 anos de instalação do eproc na Justiça Federal da 4ª Região, o sistema ganhou hoje (29/11) uma nova marca, com linhas mais orgânicas e minimalistas. Presente em outros 13 tribunais do país, o eproc já está aparecendo nas telas com a nova identidade visual.

A marca foi criada pelo servidor Alberto Bigatti, da Assessoria de Comunicação Social do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), a partir dos quatro valores e princípios do eproc: disruptivo, colaborativo, simples e flexível, com foco no usuário. Segundo Bigatti, a nova identidade visual tem um conceito mais contemporâneo, que objetiva ressaltar a evolução constante do sistema, o caráter colaborativo e a resolução de conflito, destacada pelo ponto de intersecção entre os elementos da marca.

ACS/TRF4 (acs@trf4.jus.br)

A nova marca do eproc foi apresentada hoje (29/11)
A nova marca do eproc foi apresentada hoje (29/11) (Arte: ACS/DINST)

Ao completar 15 anos, o eproc ganha nova identidade visual
Ao completar 15 anos, o eproc ganha nova identidade visual (Arte: ACS/DINST)

A nova marca tem um conceito mais contemporâneo, que objetiva destacar a evolução constante do sistema, o caráter colaborativo e a resolução de conflito
A nova marca tem um conceito mais contemporâneo, que objetiva destacar a evolução constante do sistema, o caráter colaborativo e a resolução de conflito (Arte: ACS/DINST)

A Justiça Federal do Paraná (JFPR) concluiu o primeiro ano de atividades do Projeto Aproxima, idealizado e realizado em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR), com uma cerimônia de apresentação dos principais resultados no edifício-sede da Justiça Federal em Curitiba, na tarde desta sexta-feira (29). De março a novembro de 2024, o projeto viabilizou direitos, priorizando atendimentos a comunidades mais vulneráveis de regiões do litoral do Paraná.

Representantes de instituições municipais, estaduais e federais  parceiras ao projeto acompanharam a cerimônia, que foi comandada pela juíza federal Luciana da Veiga Oliveira, diretora do Foro de Curitiba, com participação da diretora de planejamento e gestão da JFPR, Kely Cristina Laurentino, do juiz federal Guilherme Roman Borges, da 13ª Vara Federal de Curitiba, e da professora Ana Elisa de Castro Freitas, da UFPR.

A diretora do Foro de Curitiba destacou a amplitude do Projeto Aproxima em relação a outras iniciativas de levar a Justiça a cidadãos em situação de vulnerabilidade.

“Além de fazermos aquele atendimento individual, uma parte da equipe faz uma escuta coletiva, para ouvir aquela comunidade e entender suas necessidades, por meio de um diálogo horizontal, com a participação de todas as instituições”, pontuou a juíza federal Luciana da Veiga Oliveira. O objetivo é tentar ajudar a resolver os problemas específicos de cada uma das comunidades. “Esse é o grande diferencial do projeto”, afirmou.

Como representante da UFPR, a professora Ana Elisa pontuou sobre a importância não somente de dar andamento ao fluxo das demandas atendidas nas comunidades do litoral do Paraná, mas de celebrar o projeto nesta cerimônia.

“Poder perceber a articulação entre a universidade com as instituições, em especial a Justiça Federal, revela, mais do que um projeto, uma síntese de caminhadas que já vínhamos fazendo e que, com o Aproxima, ganhou materialidade. Temos, além de uma aproximação do da Justiça Federal com as comunidades, uma aproximação importante entre as instituições, além de uma capilarização, que possibilita a continuidade”, disse.

Projeto Aproxima atendeu cerca de mil famílias 

As ações do Projeto Aproxima foram colocadas em prática por mais de 100 pessoas, entre servidores (as) e magistrados (as) da JFPR, além de membros das instituições parceiras e voluntários.

A população do litoral do Paraná teve garantidos acessos a serviços, conciliação e atermação de demandas de competência da JFPR, evidenciando o princípio da cooperação das instâncias administrativa e judicial na concretização e na universalização do direito de acesso à Justiça.

A primeira fase do Aproxima aconteceu de março a junho e a segunda entre agosto e novembro em comunidades guarani e quilombola, assim como comunidades caiçaras, de pescadores artesanais, de camponesas e da floresta do litoral, em regiões de Antonina, Guaraqueçaba, Piraquara, Morretes, Paranaguá e Pontal do Paraná.

Entre as demandas mais expressivas, destacaram-se o direito fundamental à vida, à terra e ao território, os direitos culturais e ambientais, os direitos humanos, o direito à informação, o reconhecimento e regularização de documentos oficiais, os direitos previdenciários, a inclusão em políticas públicas de saúde, moradia, educação, entre outros.

O Projeto Aproxima terá sequência em 2025.

A JFPR apresentou os resultados do Projeto Aproxima nesta sexta-feira (29). (Foto: JFPR)
A JFPR apresentou os resultados do Projeto Aproxima nesta sexta-feira (29). (Foto: JFPR) ()