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Está disponível a partir desta segunda-feira (9/12) o novo sistema de pesquisa de jurisprudência da Justiça Federal da 4ª Região. Desenvolvido como um módulo do eproc, ele permitirá a utilização pelos demais tribunais que utilizam o eproc, por meio de Acordo de Cooperação Técnica (ACT), a ser firmado com as cortes interessadas.

Esse é um projeto da atual gestão (2023-2025), sob a presidência do desembargador federal Fernando Quadros da Silva, para a modernização da pesquisa jurisprudencial deste tribunal que já não atendia plenamente às demandas. Foi construído e desenvolvido pelas Diretorias Judiciária, de Tecnologia da Informação do TRF4 e de Tecnologia da Informação da Justiça Federal do Paraná.

Nesta tarde, a diretora Judiciária, Cristinne Rojas Barros, e o diretor de Sistemas de Gestão de Documentos Processuais e Sessões de Julgamento, Luís Fernando Sayão Lobato Ely, apresentaram o novo módulo de pesquisa de jurisprudência ao presidente do TRF4, desembargador Fernando Quadros da Silva; aos juízes auxiliares da Presidência Marcos Josegrei da Silva e Danilo Pereira Júnior; e ao diretor-geral Arnaldo Girotto. Também estiveram presentes no encontro o diretor de Tecnologia da Informação Cristian Prange, e o assessor de Apoio Judiciário Elton Luís Peixoto.

Agilidade na navegação

O acesso pode ser feito diretamente pela página pública do eproc, no item “Jurisprudência”, localizado no menu à esquerda. Igualmente, poderá o acesso ser pelo Portal Unificado da Justiça Federal da 4ª Região, ao selecionar a expressão “Jurisprudência”, caso em que o usuário será direcionado à jurisprudência do eproc.

A utilização facilitará as atividades profissionais tanto dos usuários internos quanto externos, por ocasião da elaboração de minutas de decisões e de petições, bem como em atividades acadêmicas.

Entre as novidades, além da realização da pesquisa diretamente pelo eproc, destacam-se a modernização do layout, o agrupamento de documentos semelhantes, a possibilidade de utilização de filtros sobre os resultados obtidos, a utilização de ferramentas de anonimização de dados e o acesso específico às decisões da Vice-Presidência.

Com o objetivo de otimizar a pesquisa, no mesmo formulário é possível consultar as bases de acórdãos e decisões monocráticas do TRF4, bem como de acórdãos da Turma Regional de Uniformização e das Turmas Recursais, com transparência e agilidade na navegação.

No canto superior direito consta ícone de ajuda direcionando às orientações constantes em Manual de Pesquisa. Também já está em estudo pela Diretoria Judiciária o aperfeiçoamento do módulo ao banco de sentenças e identificação visual para precedentes qualificados para futuras versões.

ACS/TRF4 (acs@trf4.jus.br)

Diretora Judiciária do TRF4 Cristinne Rojas Barros apresenta funcionalidades
Diretora Judiciária do TRF4 Cristinne Rojas Barros apresenta funcionalidades (Foto: ACS/TRF4)

A apresentação aconteceu na Sala de Reuniões da Presidência do TRF4
A apresentação aconteceu na Sala de Reuniões da Presidência do TRF4 (Foto: ACS/TRF4)

Representantes do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) assinaram hoje (9/12) um termo de acordo de cooperação técnica que envolve as instituições e entidades públicas que integram a Rede de Controle da Gestão Pública no Rio Grande do Sul (REDE RS) para o combate à corrupção. O presidente do TRF4, desembargador Fernando Quadros da Silva, e o diretor da Diretoria de Auditoria Interna, servidor Wolfgang Striebel, representaram o tribunal na solenidade de assinatura. O acordo objetiva articular ações de fiscalização, de combate à corrupção e à improbidade e promover a integração e cooperação das Redes de Controle da Gestão Pública, nos âmbitos estadual, federal e municipal.

O acordo foi formalizado em uma cerimônia na sede do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), em Porto Alegre, durante a realização do seminário em celebração ao Dia Internacional contra a Corrupção, organizado pela REDE RS.

A REDE RS é formada pelo somatório da atuação de vários órgãos federais, estaduais e municipais, com o objetivo de controle da moralidade dos atos administrativos. Além de marcar o Dia Internacional contra a Corrupção, celebrado anualmente no dia 9 de dezembro, o evento também comemorou os 15 anos de existência da REDE RS.

Juntamente com o TRF4 e MPRS, também assinaram o termo representantes do Tribunal de Justiça do Estado do RS; da Defensoria Pública do RS; do Tribunal Regional Eleitoral do RS; do Ministério Público Federal; da Procuradoria-Geral do Estado do RS; do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região; do Tribunal de Contas do Estado do RS; do Tribunal de Contas da União; da Advocacia-Geral da União, por intermédio da Procuradoria Regional da União da 4ª Região; da Controladoria-Geral da União no RS; da Polícia Federal; da Receita Federal do Brasil; da Polícia Rodoviária Federal, por meio da Superintendência Regional da Polícia Rodoviária Federal no RS; do Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde, por intermédio do Serviço de Auditoria do DenaSUS no RS; da Universidade Estadual do RS; da Secretaria da Casa Civil do Estado do RS; da Contadoria e Auditoria-Geral do Estado do RS; da Brigada Militar; da Polícia Civil do Estado do RS; do Corpo de Bombeiros Militar do RS; do Ministério Público de Contas do Estado do RS; do Instituto-Geral de Perícias do Estado do RS; da Polícia Penal do Estado do RS; da Procuradoria-Geral do Município de Porto Alegre; e da Secretaria Municipal de Transparência e Controladoria de Porto Alegre.

Seminário contra a corrupção

Na abertura do seminário, o procurador-geral de Justiça do MPRS, Alexandre Saltz, destacou a importância do controle dos atos administrativos. “No Rio Grande do Sul, em função da necessidade da reconstrução em boa parte do Estado, esse movimento agora é fundamental. E caberá à REDE, também, a responsabilidade por balizar a realização das obras que são necessárias, muitas delas em caráter de urgência, mas sem que essas obras ocorram ao arrepio que a legislação determina”, disse Saltz.

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Herman Benjamin, também participou do seminário. Segundo o ministro, não existe Estado de Direito com corrupção. “A corrupção é incompatível com os princípios básicos do processo civilizado e é um dos instrumentos mais perversos que retira dos pobres e dos fracos aquilo que o próprio Estado deveria estar entregando. Mas evidentemente esse combate não pode ser feito apenas por uma pessoa ou por uma instituição. É dever de todos. Daí a importância de nós termos redes que trazem essas instituições para um trabalho comum, cada um na sua área de atuação, mas com o objetivo único, que é proteger a coisa pública, o patrimônio de todos, das gerações presentes e futuras”, ele pontuou.

Em sua palestra, a advogada e professora Flávia Scabin abordou o tema reconstrução resiliente de territórios atingidos por desastre e governança orientada à transparência. “Conforme conceito da Organização das Nações Unidas, se formos capazes de prever os grandes eventos climáticos, então existe a ideia de que precisamos investir em capacidade para reagir a eles e reduzir a vulnerabilidade. Dessa forma, não existiria um 'desastre natural'. Partindo desse entendimento, o papel de investir em prevenção deve ser do Estado, das empresas envolvidas em determinadas situações, como rompimento de barragens, por exemplo, e também das instituições do Sistema de Justiça, que vão ter que tomar decisões arbitrais sobre o tema”, defendeu a especialista.

Para o coordenador do Centro de Apoio Operacional de Proteção do Patrimônio Público e da Moralidade Administrativa, Cível, Família e Sucessões (CAOPP), Tiago de Menezes Conceição, que representa o MPRS na presidência da REDE RS, mesmo tendo muito a comemorar em razão dos avanços na maior integração entre as instituições e entidades parceiras, em 2023, o Brasil ocupava a 104ª colocação em um índice que mede, da menor para a maior, a percepção de corrupção da população, elaborado pela Transparência Internacional/Brasil, que avaliou 180 países. “A importância desse evento, realizado anualmente pela REDE, é ressaltar a necessidade de integração entre as instituições e as entidades que lidam com o controle da gestão pública para ter mais efetividade, mais sucesso no combate à corrupção”, ele ressaltou.

Com informações da Assessoria de Comunicação Social/MPRS

Representantes de órgãos públicos que integram a Rede de Controle da Gestão Pública no RS assinaram o acordo de cooperação técnica
Representantes de órgãos públicos que integram a Rede de Controle da Gestão Pública no RS assinaram o acordo de cooperação técnica (Foto: Comunicação Social/MPRS)

O presidente do TRF4, desembargador Fernando Quadros da Silva, e o diretor de Auditoria Interna, servidor Wolfgang Striebel, assinaram o acordo
O presidente do TRF4, desembargador Fernando Quadros da Silva, e o diretor de Auditoria Interna, servidor Wolfgang Striebel, assinaram o acordo (Foto: Comunicação Social/MPRS)

Além da assinatura do acordo, também foi realizado o seminário em celebração ao Dia Internacional contra a Corrupção
Além da assinatura do acordo, também foi realizado o seminário em celebração ao Dia Internacional contra a Corrupção (Foto: Comunicação Social/MPRS)

O evento aconteceu na sede do MPRS, em Porto Alegre
O evento aconteceu na sede do MPRS, em Porto Alegre (Foto: Comunicação Social/MPRS)

Em cumprindo a uma decisão da 23ª Vara Federal de Curitiba, foi deflagrada a Operação Mafiusi, nesta terça-feira (10), resultado de uma colaboração entre autoridades brasileiras e italianas, envolvendo a Polícia Federal do Brasil, o Ministério Público Federal, a Receita Federal, a Procuradoria-Geral da República e a Guarda Civil Espanhola. As investigações contaram com o apoio da Eurojust, da Europol e da Interpol.

Foram expedidos dez mandados de prisão preventiva no Brasil e um mandado de prisão na Espanha, além de 31 mandados de busca e apreensão no Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina e São Paulo. Dois grupos interligados, responsáveis pelo tráfico de grandes quantidades de cocaína da América do Sul para a Europa, foram desmantelados. As investigações da Política Federal envolveram uma rede complexa, que operava principalmente por meio do Porto de Paranaguá, no litoral do Paraná, e por meio de aeronaves privadas.

O Porto de Paranaguá era o principal ponto de saída e o Porto de Valência, na Espanha, o de chegada. A droga era transportada principalmente pelo método “RIP ON – RIP OFF”, ocultada em contêineres com cargas como cerâmica, louça sanitária e madeira. Além do transporte marítimo, a organização também usava aeronaves privadas para enviar cocaína para a Bélgica, onde membros da organização retiravam a droga antes da fiscalização nos aeroportos.

Esquema de lavagem de dinheiro

Além do tráfico de drogas, conforme as investigações, o grupo estava envolvido em um complexo esquema de lavagem de dinheiro, movimentando bilhões de reais entre empresas e contas bancárias de fachada, além de adquirir bens e realizar transações fraudulentas. Durante o período de investigação, entre 2018 e 2022, a movimentação financeira dos investigados alcançou aproximadamente R$ 2 bilhões.

As medidas patrimoniais de sequestro de imóveis, bloqueio de bens e valores existentes nas contas bancárias e aplicações financeiras dos investigados totalizam um valor estimado de R$ 126 milhões.

 

Comunicação Social da Seção Judiciária do Paraná

COMSOC/JFPR (imprensa@jfpr.jus.br)

 

Sede da Seção Judiciária do Paraná, em Curitiba. (Foto: JFPR)
Sede da Seção Judiciária do Paraná, em Curitiba. (Foto: JFPR) ()

Fruto dos esforços do Fórum Interinstitucional Ambiental do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), o Grupo de Trabalho Interinstitucional – Quilombolas realizou, nesta segunda-feira (9/12), a sua quarta reunião. O encontro teve como objetivo discutir o andamento do trabalho desenvolvido pela equipe executiva de juízes designados para os conflitos envolvendo quatro comunidades prioritárias: Alpes, Fidelix e Lemos, localizadas no Rio Grande do Sul, e Paiol de Telha, no Paraná.

Presidida pelo desembargador federal Hermes Siedler da Conceição Júnior, coordenador do Sistema de Conciliação do TRF4 (Sistcon), e pela juíza federal Clarides Rahmeier, cada juiz da equipe do Sistcon apresentou um relato sobre a situação atual dos processos sob sua responsabilidade, bem como os próximos passos dos trabalhos.

A juíza Silvia Brollo, que lida com o Quilombo Paiol da Telha, iniciou a reunião informando que existem duas questões que se destacam nesse caso: a regularização do território e a destinação da indenização por danos morais.

Em seguida, a juíza Ana Lidia Mello falou sobre o Quilombo Alpes, cujo processo está sob sua responsabilidade, e pontuou que a principal questão diz respeito à desapropriação, dado que a área já foi reconhecida como território tradicional quilombola.

Os juízes Bruno Ribas e Lucas Calixto, responsáveis pelo processo do Quilombo Fidelix e do Quilombo Lemos, revelaram que o processo administrativo envolvendo a desapropriação da área ocupada pelo Quilombo Fidelix está em fase final e já foi remetido para a Casa Civil, com parecer favorável do Município de Porto Alegre.

A procuradora federal Patrícia Rossato, do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), apresentou a situação dos processos administrativos de regularização fundiária envolvendo os quatro quilombos e enfatizou o mérito do GT de construir soluções alternativas, identificando os problemas que geram letargia em processos de reconhecimento dessas comunidades.

Claudia Maria Dadico, diretora do Departamento de Mediação e Conciliação de Conflitos Agrários do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), ressaltou que o órgão está na busca de soluções orçamentárias para obtenção de imóveis.

Já o desembargador Hermes Siedler abordou a possibilidade de, em vista das dificuldades orçamentárias, encaminhar, com a colaboração do Incra, projetos para o Fundo dos Direitos Difusos.

Finalizando a reunião, o desembargador Hermes destacou o trabalho realizado pela equipe executiva e importante colaboração que integram o GT Quilombola.

Participaram da quarta reunião do Grupo de Trabalho Quilombolas, além de juízes e servidores da Conciliação, juíza estadual do RS, representantes do Ministério Público Federal, da Defensoria Pública da União, da Advocacia-Geral da União, do Ministério do Desenvolvimento Agrário, do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, do Conselho Estadual de Direitos Humanos do Rio Grande do Sul (CEDH-RS), da Verzoni Administração e Participações Ltda. e da Frente Nacional de Defesa dos Territórios Quilombolas – Seção RS.

Fonte: Sistcon/TRF4

A reunião do Grupo de Trabalho foi realizada de forma telepresencial
A reunião do Grupo de Trabalho foi realizada de forma telepresencial (Imagem: Sistcon/TRF4)

As duas décadas de atuação da Justiça Federal em Cruz Alta(RS) foram celebrados ontem (9/12) em solenidade realizada no prédio-sede da instituição no município. O movimento para a instalação da Vara Federal, o início da subseção, o desenvolvimento e o trabalho realizado foram relembrados no evento.

A cerimônia foi conduzida pelo desembargador Alexandre Gonçalves Lippel, representando a Presidência do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), acompanhado pela diretora do Foro da Justiça Federal do RS (JFRS), juíza Carla Evelise Justino Hendges, e pelo diretor do Foro da Justiça Federal em Cruz Alta, juiz Tiago Fontoura de Souza.

Também estavam presentes o vice-diretor do Foro da JFRS, juiz Fábio Dutra Lucarelli; o ouvidor da JFRS, juiz Gerson Godinho da Costa; a diretora do Foro da Comarca de Cruz Alta, juíza Luana Schneider; a presidente da Subseção local da Ordem dos Advogados do Brasil, Sandra Marchionatti Terra; o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Rogério Coradini Oliveira, representando o Município de Cruz Alta; entre outras autoridades.

O evento contou com a presença da Banda da 3ª Divisão de Exército que tocou os Hinos Nacional, do Estado do Rio Grande do Sul e da cidade de Cruz Alta.

Na abertura da solenidade, o diretor do Foro local, juiz Tiago Fontoura de Souza, destacou que a construção da subseção foi um esforço coletivo, que contou com a dedicação de vários atores, como os advogados e os primeiros magistrados e servidores. “Ao longo desses 20 anos, a 1ª Vara Federal de Cruz Alta tem sido um farol de justiça, solucionando milhares de processos e impactando positivamente a vida de inúmeros cidadãos, principalmente aqueles que se encontram em estado de vulnerabilidade social nos 13 municípios que compõem a nossa jurisdição”.

O magistrado ressaltou o compromisso da unidade com a agilidade e a cidadania, relembrando que resolveram 226 processos envolvendo o auxílio emergencial, o que aponta para o papel fundamental da Justiça em momentos de crise, como o enfrentado durante a pandemia da Covid-19. Ele ainda afirmou que, após a especialização e regionalização de competências, a “1ª Vara Federal passou a atuar mais massivamente com processos previdenciários e, por conseguinte, vem contribuindo significativamente para a melhoria das condições de vida de segurados em uma extensão ainda maior, distribuindo, ao longo do ano de 2023, mais de R$ 32 milhões em Requisições de Pequeno Valor e precatórios, bem como ao longo deste ano foram pagos mais de R$ 53 milhões”.

O diretor do Foro local sublinhou que a instalação da unidade judiciária no município representou “um avanço significativo para região, proporcionando maior celeridade e eficiência na resolução de conflitos e garantindo acesso à justiça”. Ele concluiu sua fala renovando o compromisso da unidade em “continuar trabalhando com dedicação e profissionalismo para garantir a efetividade da justiça e o bem-estar da comunidade”.

Para finalizar, Souza reconheceu o trabalho da Comissão Pró Instalação da Justiça Federal em Cruz Alta, que foi iniciado com a OAB local. Ele entregou um certificado de homenagem a entidade, que foi recebida pela presidente da instituição. O reconhecimento também foi estendido aos seis primeiros servidores.

Na sequência, a diretora do Foro da JFRS, juíza Carla Evelise Justino Hendges, pontou ser um momento feliz pensar nesses duas décadas de atuação da Justiça Federal no município e na região, principalmente observando, pelas histórias mencionadas, como foi a configuração inicial e quanto se avançou neste tempo. “Esperamos que outros 20 anos venham. Que a Justiça esteja junto da comunidade, trabalhando para o bem-estar, a promoção da justiça e da igualdade”.

Por fim, o desembargador Alexandre Gonçalves Lippel comentou que era a primeira vez que visita Cruz Alta e que ficou impressionado com a recepção, o que, para ele, mostrava o acerto que foi o investimento da sociedade e do TRF4 na instalação da Justiça Federal no município. Parabenizou o trabalho realizado por magistrados e servidores que, com qualificação e espírito público, procuram contribuir para a construção de uma sociedade melhor, mais fraterna.

Nucom/JFRS (secos@jfrs.jus.br)

Público lotou auditório para acompanhar a solenidade
Público lotou auditório para acompanhar a solenidade (Nucom/JFRS)

Homenagem à Comissão Pró Instalação da Justiça Federal em Cruz Alta
Homenagem à Comissão Pró Instalação da Justiça Federal em Cruz Alta (Nucom/JFRS)

Juízes e servidores da Justiça Federal em Cruz Alta
Juízes e servidores da Justiça Federal em Cruz Alta (Nucom/JFRS)

Juíza Carla Hendges (D), desembargador Alexandre Lippel e juiz Tiago de Souza
Juíza Carla Hendges (D), desembargador Alexandre Lippel e juiz Tiago de Souza (Nucom/JFRS)

Banda da 3ª Divisão de Exército
Banda da 3ª Divisão de Exército (Nucom/JFRS)

Em função de problemas no sistema de telefonia em Blumenau, informamos os seguintes contatos:

1ª Vara Federal de Blumenau

Celular: (47) 98829-4047

E-mail: scblu01@jfsc.jus.br

2ª Vara Federal de Blumenau

Celular: (47) 98924-4131

E-mail: scblu02@jfsc.jus.br

3ª Vara Federal de Blumenau

Celular: (47) 99176-1116

E-mail: scblu03@jfsc.jus.br

4ª Vara Federal de Blumenau

Celular: (47) 98871-8750

E-mail: scblu04@jfsc.jus.br

5ª Vara Federal de Blumenau

Celular: (47) 99138-9509

E-mail: scblu05@jfsc.jus.br

Os contatos via “Balcão Virtual” e E-mail continuam acessíveis. https://portal.jfsc.jus.br/agenda/aberto/agendamento.xhtml?sede=1


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A corregedora da Justiça Federal da 4ª Região (JF4R), desembargadora federal Vânia Hack de Almeida, recebeu hoje (9/12), em Florianópolis, do coordenador de relacionamento da OAB com a JFSC, advogado Jorge Mazera. A reunião teve a presença dos auxiliares da Corregedoria, juíza federal Graziela Soares e juiz federal Tiago do Carmo Martins.

Juíza Graziela Soares, desembargadora Vânia Almeida, advogado Jorge Mazera e juiz Tiago Martins.
Juíza Graziela Soares, desembargadora Vânia Almeida, advogado Jorge Mazera e juiz Tiago Martins. ()

Foi publicada hoje (9/12) a 256ª edição do Boletim Jurídico do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4). O Boletim é editado pela Escola de Magistrados e Servidores (Emagis) e reúne uma seleção de ementas da corte. As decisões são classificadas em matérias como Direito Administrativo e diversos, Direito Previdenciário, Direito Tributário e Execução Fiscal, Direito Penal e Direito Processual Penal.

A nova edição do Boletim Jurídico traz, neste mês, 120 ementas disponibilizadas pelo TRF4 em outubro e novembro de 2024. Apresenta também cinco incidentes da Turma Regional de Uniformização dos Juizados Especiais Federais. As ementas retratam o que de novo e diferente acontece e as matérias controvertidas julgadas pela corte. O Boletim está disponível para ser acessado na íntegra pelo seguinte link: https://www.trf4.jus.br/boletimjuridico.

Entre outros, temos os seguintes temas abordados neste Boletim Jurídico:

Hipossuficiência da parte autora em ação civil pública – Processo nº 5020322-64.2024.4.04.0000

A 3ª Turma do tribunal, adotando a jurisprudência do STJ, entendeu ser possível a inversão do ônus da prova em ação coletiva de consumo ajuizada pelo Ministério Público (MP), desde que presente a verossimilhança das alegações ou a hipossuficiência do consumidor. Esta refere-se ao sujeito da relação material de consumo, e não à parte processual. A possibilidade da inversão do ônus da prova previsto no artigo 6º, VII, do CDC, dá-se nos casos de ação coletiva ajuizada pelo MP como substituto processual da coletividade, o que caracteriza a hipossuficiência, porquanto transplantada por meio da substituição.

Benefício assistencial ao proprietário de casa própria – Processo nº 5000616-82.2023.4.04.7129

O entendimento da 5ª Turma do TRF4, na esteira da jurisprudência do STJ, é pacífico no sentido de que qualquer benefício de valor mínimo recebido por idoso de 65 anos ou mais (salvo quando recebido por força de deficiência, quando então o requisito etário é afastado) deve ser excluído da apuração da renda familiar. O fato de a parte autora residir em uma casa própria não elide o direito ao benefício. Pensar de forma diversa é entender que o benefício se destina tão somente àqueles que não têm teto para morar. O direito ao BPC não pressupõe a verificação de um estado de miserabilidade extremo – bastando estar demonstrada a insuficiência de meios para o beneficiário, dignamente, prover a própria manutenção ou tê-la provida por sua família.

Funrural – imunidade de cooperativas associadas – Processo nº 5001877-25.2021.4.04.7009

A 1ª Turma do TRF4 reconheceu a imunidade das receitas de exportação das associadas da impetrante, inclusive cooperativas, em relação à contribuição rural e ao RAT previstos no artigo 25, I e II, da Lei nº 8.212/91, com direito à compensação. Uma vez que a imunidade prevista no artigo 149, § 2º, I, da CF, possui natureza objetiva – isto é, não diz respeito ao contribuinte, mas sim ao bem quando exportado –, os associados da impetrante detêm o direito de não se sujeitar à contribuição previdenciária rural sobre as receitas decorrentes de exportações indiretas realizadas por meio de empresas comerciais exportadoras (“trading companies”), mesmo quando feitas por cooperativas.

Nulidade da prova obtida ilicitamente – Processo nº 5085872-60.2021.4.04.7000

A 4ª Seção do TRF4 entendeu que a abertura de pacote suspeito pela Receita Federal do Brasil, por supostamente conter objeto sujeito a pagamento de tributos, sem prévia intimação de interessados, viola os direitos de informação e de ampla defesa da pessoa fiscalizada e, por consequência, o direito constitucional de sigilo de correspondência. A ilicitude da abertura dos pacotes suspeitos independentemente de notificação prévia e antes do prazo legal previsto para defesa implica nulidade das provas de materialidade obtidas pela autoridade fazendária.

Fonte: Emagis/TRF4


(Imagem: Emagis/TRF4)

Está disponível a partir desta segunda-feira (9/12) o novo sistema de pesquisa de jurisprudência da Justiça Federal da 4ª Região. Desenvolvido como um módulo do eproc, ele permitirá a utilização pelos demais tribunais que utilizam o eproc, por meio de Acordo de Cooperação Técnica (ACT), a ser firmado com as cortes interessadas.

Esse é um projeto da atual gestão (2023-2025), sob a presidência do desembargador federal Fernando Quadros da Silva, para a modernização da pesquisa jurisprudencial deste tribunal que já não atendia plenamente às demandas. Foi construído e desenvolvido pelas Diretorias Judiciária, de Tecnologia da Informação do TRF4 e de Tecnologia da Informação da Justiça Federal do Paraná.

Nesta tarde, a diretora Judiciária, Cristinne Rojas Barros, e o diretor de Sistemas de Gestão de Documentos Processuais e Sessões de Julgamento, Luís Fernando Sayão Lobato Ely, apresentaram o novo módulo de pesquisa de jurisprudência ao presidente do TRF4, desembargador Fernando Quadros da Silva; aos juízes auxiliares da Presidência Marcos Josegrei da Silva e Danilo Pereira Júnior; e ao diretor-geral Arnaldo Girotto. Também estiveram presentes no encontro o diretor de Tecnologia da Informação Cristian Prange, e o assessor de Apoio Judiciário Elton Luís Peixoto.

Agilidade na navegação

O acesso pode ser feito diretamente pela página pública do eproc, no item “Jurisprudência”, localizado no menu à esquerda. Igualmente, poderá o acesso ser pelo Portal Unificado da Justiça Federal da 4ª Região, ao selecionar a expressão “Jurisprudência”, caso em que o usuário será direcionado à jurisprudência do eproc.

A utilização facilitará as atividades profissionais tanto dos usuários internos quanto externos, por ocasião da elaboração de minutas de decisões e de petições, bem como em atividades acadêmicas.

Entre as novidades, além da realização da pesquisa diretamente pelo eproc, destacam-se a modernização do layout, o agrupamento de documentos semelhantes, a possibilidade de utilização de filtros sobre os resultados obtidos, a utilização de ferramentas de anonimização de dados e o acesso específico às decisões da Vice-Presidência.

Com o objetivo de otimizar a pesquisa, no mesmo formulário é possível consultar as bases de acórdãos e decisões monocráticas do TRF4, bem como de acórdãos da Turma Regional de Uniformização e das Turmas Recursais, com transparência e agilidade na navegação.

No canto superior direito consta ícone de ajuda direcionando às orientações constantes em Manual de Pesquisa. Também já está em estudo pela Diretoria Judiciária o aperfeiçoamento do módulo ao banco de sentenças e identificação visual para precedentes qualificados para futuras versões.

ACS/TRF4 (acs@trf4.jus.br)

Diretora Judiciária do TRF4 Cristinne Rojas Barros apresenta funcionalidades
Diretora Judiciária do TRF4 Cristinne Rojas Barros apresenta funcionalidades (Foto: ACS/TRF4)

A apresentação aconteceu na Sala de Reuniões da Presidência do TRF4
A apresentação aconteceu na Sala de Reuniões da Presidência do TRF4 (Foto: ACS/TRF4)

Representantes do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) assinaram hoje (9/12) um termo de acordo de cooperação técnica que envolve as instituições e entidades públicas que integram a Rede de Controle da Gestão Pública no Rio Grande do Sul (REDE RS) para o combate à corrupção. O presidente do TRF4, desembargador Fernando Quadros da Silva, e o diretor da Diretoria de Auditoria Interna, servidor Wolfgang Striebel, representaram o tribunal na solenidade de assinatura. O acordo objetiva articular ações de fiscalização, de combate à corrupção e à improbidade e promover a integração e cooperação das Redes de Controle da Gestão Pública, nos âmbitos estadual, federal e municipal.

O acordo foi formalizado em uma cerimônia na sede do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), em Porto Alegre, durante a realização do seminário em celebração ao Dia Internacional contra a Corrupção, organizado pela REDE RS.

A REDE RS é formada pelo somatório da atuação de vários órgãos federais, estaduais e municipais, com o objetivo de controle da moralidade dos atos administrativos. Além de marcar o Dia Internacional contra a Corrupção, celebrado anualmente no dia 9 de dezembro, o evento também comemorou os 15 anos de existência da REDE RS.

Juntamente com o TRF4 e MPRS, também assinaram o termo representantes do Tribunal de Justiça do Estado do RS; da Defensoria Pública do RS; do Tribunal Regional Eleitoral do RS; do Ministério Público Federal; da Procuradoria-Geral do Estado do RS; do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região; do Tribunal de Contas do Estado do RS; do Tribunal de Contas da União; da Advocacia-Geral da União, por intermédio da Procuradoria Regional da União da 4ª Região; da Controladoria-Geral da União no RS; da Polícia Federal; da Receita Federal do Brasil; da Polícia Rodoviária Federal, por meio da Superintendência Regional da Polícia Rodoviária Federal no RS; do Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde, por intermédio do Serviço de Auditoria do DenaSUS no RS; da Universidade Estadual do RS; da Secretaria da Casa Civil do Estado do RS; da Contadoria e Auditoria-Geral do Estado do RS; da Brigada Militar; da Polícia Civil do Estado do RS; do Corpo de Bombeiros Militar do RS; do Ministério Público de Contas do Estado do RS; do Instituto-Geral de Perícias do Estado do RS; da Polícia Penal do Estado do RS; da Procuradoria-Geral do Município de Porto Alegre; e da Secretaria Municipal de Transparência e Controladoria de Porto Alegre.

Seminário contra a corrupção

Na abertura do seminário, o procurador-geral de Justiça do MPRS, Alexandre Saltz, destacou a importância do controle dos atos administrativos. “No Rio Grande do Sul, em função da necessidade da reconstrução em boa parte do Estado, esse movimento agora é fundamental. E caberá à REDE, também, a responsabilidade por balizar a realização das obras que são necessárias, muitas delas em caráter de urgência, mas sem que essas obras ocorram ao arrepio que a legislação determina”, disse Saltz.

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Herman Benjamin, também participou do seminário. Segundo o ministro, não existe Estado de Direito com corrupção. “A corrupção é incompatível com os princípios básicos do processo civilizado e é um dos instrumentos mais perversos que retira dos pobres e dos fracos aquilo que o próprio Estado deveria estar entregando. Mas evidentemente esse combate não pode ser feito apenas por uma pessoa ou por uma instituição. É dever de todos. Daí a importância de nós termos redes que trazem essas instituições para um trabalho comum, cada um na sua área de atuação, mas com o objetivo único, que é proteger a coisa pública, o patrimônio de todos, das gerações presentes e futuras”, ele pontuou.

Em sua palestra, a advogada e professora Flávia Scabin abordou o tema reconstrução resiliente de territórios atingidos por desastre e governança orientada à transparência. “Conforme conceito da Organização das Nações Unidas, se formos capazes de prever os grandes eventos climáticos, então existe a ideia de que precisamos investir em capacidade para reagir a eles e reduzir a vulnerabilidade. Dessa forma, não existiria um 'desastre natural'. Partindo desse entendimento, o papel de investir em prevenção deve ser do Estado, das empresas envolvidas em determinadas situações, como rompimento de barragens, por exemplo, e também das instituições do Sistema de Justiça, que vão ter que tomar decisões arbitrais sobre o tema”, defendeu a especialista.

Para o coordenador do Centro de Apoio Operacional de Proteção do Patrimônio Público e da Moralidade Administrativa, Cível, Família e Sucessões (CAOPP), Tiago de Menezes Conceição, que representa o MPRS na presidência da REDE RS, mesmo tendo muito a comemorar em razão dos avanços na maior integração entre as instituições e entidades parceiras, em 2023, o Brasil ocupava a 104ª colocação em um índice que mede, da menor para a maior, a percepção de corrupção da população, elaborado pela Transparência Internacional/Brasil, que avaliou 180 países. “A importância desse evento, realizado anualmente pela REDE, é ressaltar a necessidade de integração entre as instituições e as entidades que lidam com o controle da gestão pública para ter mais efetividade, mais sucesso no combate à corrupção”, ele ressaltou.

Com informações da Assessoria de Comunicação Social/MPRS

Representantes de órgãos públicos que integram a Rede de Controle da Gestão Pública no RS assinaram o acordo de cooperação técnica
Representantes de órgãos públicos que integram a Rede de Controle da Gestão Pública no RS assinaram o acordo de cooperação técnica (Foto: Comunicação Social/MPRS)

O presidente do TRF4, desembargador Fernando Quadros da Silva, e o diretor de Auditoria Interna, servidor Wolfgang Striebel, assinaram o acordo
O presidente do TRF4, desembargador Fernando Quadros da Silva, e o diretor de Auditoria Interna, servidor Wolfgang Striebel, assinaram o acordo (Foto: Comunicação Social/MPRS)

Além da assinatura do acordo, também foi realizado o seminário em celebração ao Dia Internacional contra a Corrupção
Além da assinatura do acordo, também foi realizado o seminário em celebração ao Dia Internacional contra a Corrupção (Foto: Comunicação Social/MPRS)

O evento aconteceu na sede do MPRS, em Porto Alegre
O evento aconteceu na sede do MPRS, em Porto Alegre (Foto: Comunicação Social/MPRS)