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A 3ª Vara Federal de Passo Fundo (RS) destinou, hoje (19/9), R$ 80 mil para serem utilizados em benefício dos hospitais Estrela, São José e Santa Isabel, sediados, respectivamente, nos municípios gaúchos de Estrela, Arroio do Meio e Progresso. Os recursos provenientes do pagamento de penas de prestação pecuniária e das contribuições estipuladas para a suspensão condicional de processos judiciais das subseções de Passo Fundo, Carazinho, Erechim e Palmeira das Missões serão utilizados para ajudar no funcionamento dos hospitais, que foram fortemente atingidos pelas fortes chuvas que assolaram o Estado recentemente.

A Sociedade Sulina Divina Providência, mantenedora dos três hospitais, narrou que eles são os únicos existentes nos municípios nos quais se localizam, representando estruturas indispensáveis à manutenção da saúde da população. Afirmou que o Hospital Estrela, em razão das fortes chuvas, a estrutura de atendimento da unidade começou a operar em estado de contingência, beirando o colapso, já que inúmeros de seus colaboradores abandonaram os postos de serviços, na intenção de salvarem suas famílias.

Pontuou, ainda, que os hospitais destinam mais de 70% de sua capacidade instalada para atendimento dos usuários do Sistema Único de Saúde (Sus), e estão tendo que arcar com expressivos custos para a viabilização de seu funcionamento, tais como, contratação de caminhões pipa, bombas para retirada de água, combustível para funcionamento dos geradores de energia, dentre outros. Solicitou destinação extraordinária de recursos.

O Ministério Público Federal manifestou-se favorável à destinação dos valores, reforçando a necessidade da prestação de contas.

Ao avaliar o pedido, o juiz federal Rodrigo Becker Pinto apontou que a autora do pedido é pessoa jurídica de direito privado, possuindo natureza jurídica de associação, de caráter de assistência à saúde, educacional, cultural, beneficente e de assistência social, com atividade preponderante na área da Saúde, sem fins econômicos e lucrativos. Destacou que não foram apresentados projetos e orçamentos para a destinação de recursos financeiros e a instituição é sediada em região não abrangida pela competência da Vara Federal, mas é de conhecimento público e notório que o Estado gaúcho foi afetado por eventos climáticos extremos, que gerou a declaração de situação de calamidade pública em 79 municípios.

O magistrado ainda ressaltou que o Conselho Nacional de Justiça recomendou “o repasse dos valores depositados como pagamento de prestações pecuniárias e outros benefícios legais, à Corregedoria-Geral de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, a serem destinados a entidades de assistência social, em atendimento às vítimas dos eventos climáticos citados”. Com base nisso, ele determinou a destinação de R$ 80 mil para a Sociedade Sulina Divina Providência utilizar em benefício dos hospitais Estrela, São José e Santa Isabel. A entidade deverá, em 180 dias, prestar conta dos valores recebidos.

 

Secos/JFRS (secos@jfrs.jus.br)


(Portal Hospital Divina Providência)

Após dois dias movimentados por diversas palestras, painéis, oficinas e outras atividades, o terceiro Encontro Nacional dos Laboratórios de Inovação do Poder Judiciário (3° FestLabs) foi encerrado no final da tarde de hoje. O FestLabs, que é o maior evento nacional de inovação da Justiça brasileira, aconteceu entre a segunda e terça-feira (18 e 19/9) no Centro de Eventos do Barra Shopping Sul, em Porto Alegre. O encontro reuniu cerca de 400 participantes, agregando magistrados e servidores de todo o país em um cenário inspirador, com debate de ideias inovadoras e ambiente de atuação coletiva.

A terceira edição do FestLabs foi realizada de forma conjunta pelos cinco tribunais do Rio Grande do Sul, Tribunal de Justiça (TJRS), Tribunal de Justiça Militar (TJMRS), Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RS), Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT4) e Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), e pela Justiça Federal do Rio Grande do Sul (JFRS). O evento contou com o apoio do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O FestLabs é um espaço de compartilhamento de experiências e fomento de parcerias vitais para a Política de Gestão da Inovação no Poder Judiciário, instituída pela Resolução nº 395/2021 do CNJ. Este ano, com o tema “Inteligências para a Inovação”, o evento explorou três eixos essenciais: a inteligência humana, a artificial e a colaborativa.

Na solenidade de encerramento, a desembargadora Gisele Anne Vieira de Azambuja, presidente da Comissão de Inovação do TJRS, falou em nome da equipe que organizou o encontro. “O grupo que preparou esse FestLabs envolveu cinco tribunais. Uma equipe grande, em que cada magistrado e cada servidor trabalhou de forma incessante para que os participantes fossem bem recebidos aqui no estado. Esperamos que as atividades do evento tenham sido muito proveitosas e tenham gerado muitos aprendizados”, ela declarou.

Representando o TJMRS, o ouvidor e presidente da Comissão de Inovação da Justiça Militar Estadual, desembargador Sérgio Antônio Berni de Brum, destacou que “durante os dois dias do encontro, testemunhamos a criatividade, o empenho e a dedicação de todas e todos na busca por soluções inovadoras para os desafios que enfrentamos no cotidiano do Judiciário”. O magistrado acrescentou que o esforço conjunto demonstrado no evento indica que “o espírito da cooperação é necessário para a inovação”.

Em seguida, foi a vez da manifestação do vice-diretor da Escola Judicial do TRT4, desembargador Fabiano Holz Beserra, representando o tribunal trabalhista. Ele fez um reconhecimento da importância das práticas inovadoras e da tecnologia para o funcionamento da Justiça. “Há pouco tempo tivemos uma pandemia e foi justamente essa capacidade do Judiciário de se reinventar e de inovar que nos permitiu continuar atendendo às demandas dos jurisdicionados”, avaliou Beserra.

Já a desembargadora Patrícia da Silveira Oliveira, representando o TRE-RS, ressaltou que os debates e as reflexões realizadas no encontro, além de discutir inovação e tecnologia, também abordaram a inclusão. “A inovação precisa vir acompanhada da conscientização e de políticas ancoradas em ações educativas que promovam a diversidade, a pluralidade e a inclusão de grupos vulneráveis”, refletiu a magistrada.

O presidente do TRF4, desembargador Fernando Quadros da Silva, falou em nome da corte federal e da JFRS. Em sua manifestação, ele pontuou que o evento “representou uma oportunidade única para promover conexão, colaboração e cultura de inovação de laboratórios, assim fomentando a inclusão, a diversidade e a humanização, valores do FestLabs”.

Para Quadros da Silva, os participantes “agora saem motivados a buscar ideias criativas que auxiliem a pensar novos projetos e produzir processos de trabalho que construam instituições mais acessíveis, eficazes e inclusivas”. Além do presidente do TRF4, o vice-diretor da JFRS, juiz Fábio Dutra Lucarelli, também estava presente na solenidade.

Participando por videoconferência, a juíza auxiliar da Presidência do CNJ Lívia Cristina Marques Peres agradeceu “os tribunais anfitriões pelo excelente trabalho na disseminação da cultura da inovação”. Ela acrescentou que o sucesso do 3º FestLabs, que foi a primeira edição do evento a ser promovida por um consórcio de tribunais, demonstrou que “o modelo ideal de festival de laboratórios é esse que é construído e organizado de forma cooperada”.

A juíza informou que duas candidaturas coletivas, uma de tribunais do Rio de Janeiro e outra de tribunais de Minas Gerais, já manifestaram ao CNJ o interesse em sediar o próximo FestLabs, em 2024.

Representando o TJRS, o 1º vice-presidente da corte, desembargador Alberto Delgado Neto, frisou que a busca pela inovação no Poder Judiciário “não pode perder o foco nos valores humanos e no que é objeto do nosso trabalho, ou seja, a frustração das pessoas e os direitos violados”. Em sua fala, o magistrado complementou: “é para isso que inovamos, para a melhoria do conteúdo da prestação de um serviço público”.

Após as manifestações das autoridades, o 3º FestLabs foi concluído com um show do Centro de Tradições Gaúchas (CTG) Tiarayú. O grupo apresentou ao público diversas danças típicas da cultura do Rio Grande do Sul e, assim, se despediu dos participantes que vieram de diversas localidades do Brasil para o encontro em Porto Alegre.

Palestras

Antes do encerramento, ocorreram as duas últimas palestras do evento. Iniciando às 14h30, a palestra “Inovação no Poder Judiciário: a hora e a vez dos Laboratórios” foi ministrada por Hironobu Sano, professor do Departamento de Administração Pública e Gestão Social da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Sano apresentou os resultados de uma pesquisa de coleta de dados realizada no Poder Judiciário sobre a criação dos Laboratórios de Inovação, composição e capacitação das equipes e dos órgãos judicias, e as metodologias utilizadas a fim de mapear a evolução e instrumentalizar os laboratórios com dados. Ele também falou sobre dados de projetos realizados e em desenvolvimento.

Já às 15h aconteceu a palestra com o tema “Inovação e Sentido na Era da Inteligência Artificial”, ministrada por Álvaro Machado Dias, neurocientista, professor da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e colunista da Folha de São Paulo e da Rádio CBN.

Dias atua nas áreas de tomada de decisão, inteligência artificial e inovação tecnológica e discorreu sobre a relação da inovação com a motivação intrínseca e a extrínseca, e o quanto se complementam para alavancar a mudança. Dessa forma, ele abordou o processo criativo e a aplicação do conhecimento de forma prática para a realização da mudança, apontando a importância do alinhamento da ação e da ideia com a aplicação prática e útil.

Para mais informações do evento, acesse o site oficial do 3º FestLabs: https://festlabs.trf4.jus.br/festlabs/controlador.php?acao=principal.

ACS/TRF4 (acs@trf4.jus.br)

Equipe que trabalhou na organização do 3º FestLabs
Equipe que trabalhou na organização do 3º FestLabs (Foto: Diego Beck/TRF4)

O presidente do TRF4, desembargador Fernando Quadros da Silva, participou do encerramento
O presidente do TRF4, desembargador Fernando Quadros da Silva, participou do encerramento (Foto: Diego Beck/TRF4)

O professor Hironobu Sano foi um dos palestrantes do evento
O professor Hironobu Sano foi um dos palestrantes do evento (Foto: Diego Beck/TRF4)

A última palestra do encontro foi ministrada pelo neurocientista Álvaro Machado Dias
A última palestra do encontro foi ministrada pelo neurocientista Álvaro Machado Dias (Foto: Diego Beck/TRF4)

A desembargadora Gisele Anne Vieira de Azambuja, presidente da Comissão de Inovação do TJRS, falou em nome da equipe organizadora
A desembargadora Gisele Anne Vieira de Azambuja, presidente da Comissão de Inovação do TJRS, falou em nome da equipe organizadora (Foto: Diego Beck/TRF4)

A apresentação do CTG Tiarayú marcou o encerramento do 3º FestLabs
A apresentação do CTG Tiarayú marcou o encerramento do 3º FestLabs (Foto: Diego Beck/TRF4)

A empresa Goshme Soluções para Internet, responsável pelo portal Jusbrasil, não terá que indenizar o autor de uma ação trabalhista pela divulgação de informações relativas ao processo. A 3ª Vara da Justiça Federal em Florianópolis entendeu que os dados são de acesso público, pois são divulgados em canais oficiais.

“As informações constantes do portal de internet Jusbrasil têm origem lícita, vale dizer, provêm da própria Justiça do Trabalho, que as divulga de modo oficial, nos termos determinados pela legislação e atendendo às restrições aplicáveis”, afirmou o juiz Diógenes Tarcísio Marcelino Teixeira, em sentença proferida segunda-feira (18/9).

Segundo o juiz “a regra é a publicidade dos atos processuais, e disto decorre que qualquer pessoa pode consultar autos de processos judiciais e ter acesso aos atos de caráter decisório, exceto quando se tratar de processo que tramita em segredo de justiça”. Teixeira considerou também que o Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho, disponível na Internet, expõe conteúdos com diversas características.

“Uma única edição diária contém inúmeras informações tais como aquelas constantes do portal de internet Jusbrasil, objeto da presente demanda: número de autos, nome completo de partes e procuradores, inteiro teor de atos decisórios, atas de distribuição de feitos, dentre outras”, observou o juiz.

Teixeira lembrou, ainda, que a consulta processual oferecida pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Santa Catarina em sua página na Internet não permite a pesquisa de processos apenas pelo nome das partes, o que cumpre resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A empresa argumentou que seu portal não divulga – mesmo porque não tem acesso – a íntegra de documentos, que eventualmente podem ter dados pessoais. “A divulgação combatida pelo autor no presente feito, ao que se pode compreender, não abrange acesso a inteiro teor”, concluiu o juiz.

O autor havia alegado que a exposição da existência da reclamatória trabalhista estava causando dificuldades de reinserção no mercado, pois seu nome teria sido incluído nas denominadas “listas negras”. O processo é de competência dos juizados especiais federais e cabe recurso às turmas, na Capital.


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Na tarde de ontem (18/9), o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) e a Justiça Federal do Rio Grande Sul (JFRS) apresentaram iniciativas de inovação na terceira edição do Encontro Nacional dos Laboratórios de Inovação do Poder Judiciário (3° FestLabs). O FestLabs, que está acontecendo no Centro de Eventos do Barra Shopping Sul, em Porto Alegre, é o maior evento nacional de inovação da Justiça brasileira. Uma equipe do tribunal promoveu painel sobre o projeto Tramitação Ágil (TA), enquanto a juíza da JFRS Daniela Tocchetto Cavalheiro abordou o gerenciamento de um laboratório de inovação.

O TA é um projeto que foi desenvolvido pelo laboratório de inovação do TRF4, o Inspiralab, e que trouxe maior automatização dos atos ordinatórios do processo judicial dentro do sistema eproc da Justiça Federal da 4ª Região através do uso de metadados, possibilitando ganho de celeridade na tramitação das ações.

O painel, que ocorreu das 16h30 às 17h30, foi apresentado pelo juiz Eduardo Picarelli, gestor do projeto, e pelos servidores do tribunal Alexandre Antonini, gerente do projeto e assessor de Projetos e Inovação, Marlon Silveste, diretor da Secretaria de Sistemas Judiciários, e Theo Franco, diretor da Divisão de Interoperabilidade de Sistemas e Inteligência Artificial. Eles falaram sobre os objetivos do Tramitação Ágil e como o projeto vem funcionando na 4ª Região desde sua implantação, iniciada em fevereiro deste ano.

A equipe explicou que a ferramenta está sendo utilizada em processos que envolvem benefícios por incapacidade, automatizando apenas atividades de cunho não decisório do processo judicial e impulsionando a ação em um novo fluxo, que transforma dias de tramitação em minutos. A estimativa da gestão do TRF4 é de que o TA reduza o tempo de tramitação em 58% e gere uma economia em força de trabalho estimada em R$ 34 milhões anuais.

Já a juíza Daniela Cavalheiro foi a facilitadora de uma atividade de “Comunidades de Prática”, entre 17h e 18h, conversando com participantes do FestLabs sobre as atividades de gerenciamento de laboratório de inovação.

Cavalheiro é a juíza coordenadora do laboratório da JFRS, o iNOVATCHÊ, desde a fundação do grupo em abril de 2019. Na conversa, ela trocou experiências com os participantes sobre a coordenação da equipe de laboratoristas capacitados em metodologias e práticas de inovação.

Sobre o Encontro

Esta edição do FestLabs está sendo promovida de forma conjunta pelos cinco tribunais gaúchos, Tribunal de Justiça (TJRS), Tribunal de Justiça Militar (TJMRS), Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RS), Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT4) e TRF4, e pela JFRS. O evento conta com o apoio do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O FestLabs é um espaço de compartilhamento de experiências e fomento de parcerias vitais para a Política de Gestão da Inovação no Poder Judiciário, instituída pela Resolução nº 395/2021 do CNJ. Este ano, com o tema “Inteligências para a Inovação”, o evento explora três eixos essenciais: a inteligência humana, a artificial e a colaborativa.

Ao longo do encontro, uma série de palestras, painéis e oficinas proporciona para o público um cenário inspirador, com debate de ideias inovadoras e ambiente de atuação coletiva. O resultado desta integração será a base para novos projetos com a finalidade de criar, ampliar e qualificar a atuação do Sistema de Justiça em benefício de toda a coletividade.

Para mais informações, acesse o site oficial do 3º FestLabs: https://festlabs.trf4.jus.br/festlabs/controlador.php?acao=principal.

ACS/TRF4 (acs@trf4.jus.br)

Equipe do TRF4 apresentou o projeto Tramitação Ágil no 3º FestLabs
Equipe do TRF4 apresentou o projeto Tramitação Ágil no 3º FestLabs (Foto: Diego Beck/TRF4)

O evento reúne equipes de Laboratórios de Inovação do Poder Judiciário
O evento reúne equipes de Laboratórios de Inovação do Poder Judiciário (Foto: Diego Beck/TRF4)

O juiz Eduardo Picarelli falou sobre o funcionamento do Tramitação Ágil
O juiz Eduardo Picarelli falou sobre o funcionamento do Tramitação Ágil (Foto: Diego Beck/TRF4)

A juíza Daniela Tocchetto Cavalheiro conversou sobre o gerenciamento de um laboratório de inovação
A juíza Daniela Tocchetto Cavalheiro conversou sobre o gerenciamento de um laboratório de inovação (Foto: Diego Beck/TRF4)

A 3ª Vara Federal de Passo Fundo (RS) destinou, hoje (19/9), R$ 80 mil para serem utilizados em benefício dos hospitais Estrela, São José e Santa Isabel, sediados, respectivamente, nos municípios gaúchos de Estrela, Arroio do Meio e Progresso. Os recursos provenientes do pagamento de penas de prestação pecuniária e das contribuições estipuladas para a suspensão condicional de processos judiciais das subseções de Passo Fundo, Carazinho, Erechim e Palmeira das Missões serão utilizados para ajudar no funcionamento dos hospitais, que foram fortemente atingidos pelas fortes chuvas que assolaram o Estado recentemente.

A Sociedade Sulina Divina Providência, mantenedora dos três hospitais, narrou que eles são os únicos existentes nos municípios nos quais se localizam, representando estruturas indispensáveis à manutenção da saúde da população. Afirmou que o Hospital Estrela, em razão das fortes chuvas, a estrutura de atendimento da unidade começou a operar em estado de contingência, beirando o colapso, já que inúmeros de seus colaboradores abandonaram os postos de serviços, na intenção de salvarem suas famílias.

Pontuou, ainda, que os hospitais destinam mais de 70% de sua capacidade instalada para atendimento dos usuários do Sistema Único de Saúde (Sus), e estão tendo que arcar com expressivos custos para a viabilização de seu funcionamento, tais como, contratação de caminhões pipa, bombas para retirada de água, combustível para funcionamento dos geradores de energia, dentre outros. Solicitou destinação extraordinária de recursos.

O Ministério Público Federal manifestou-se favorável à destinação dos valores, reforçando a necessidade da prestação de contas.

Ao avaliar o pedido, o juiz federal Rodrigo Becker Pinto apontou que a autora do pedido é pessoa jurídica de direito privado, possuindo natureza jurídica de associação, de caráter de assistência à saúde, educacional, cultural, beneficente e de assistência social, com atividade preponderante na área da Saúde, sem fins econômicos e lucrativos. Destacou que não foram apresentados projetos e orçamentos para a destinação de recursos financeiros e a instituição é sediada em região não abrangida pela competência da Vara Federal, mas é de conhecimento público e notório que o Estado gaúcho foi afetado por eventos climáticos extremos, que gerou a declaração de situação de calamidade pública em 79 municípios.

O magistrado ainda ressaltou que o Conselho Nacional de Justiça recomendou “o repasse dos valores depositados como pagamento de prestações pecuniárias e outros benefícios legais, à Corregedoria-Geral de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, a serem destinados a entidades de assistência social, em atendimento às vítimas dos eventos climáticos citados”. Com base nisso, ele determinou a destinação de R$ 80 mil para a Sociedade Sulina Divina Providência utilizar em benefício dos hospitais Estrela, São José e Santa Isabel. A entidade deverá, em 180 dias, prestar conta dos valores recebidos.

 

Secos/JFRS (secos@jfrs.jus.br)


(Portal Hospital Divina Providência)

Após dois dias movimentados por diversas palestras, painéis, oficinas e outras atividades, o terceiro Encontro Nacional dos Laboratórios de Inovação do Poder Judiciário (3° FestLabs) foi encerrado no final da tarde de hoje. O FestLabs, que é o maior evento nacional de inovação da Justiça brasileira, aconteceu entre a segunda e terça-feira (18 e 19/9) no Centro de Eventos do Barra Shopping Sul, em Porto Alegre. O encontro reuniu cerca de 400 participantes, agregando magistrados e servidores de todo o país em um cenário inspirador, com debate de ideias inovadoras e ambiente de atuação coletiva.

A terceira edição do FestLabs foi realizada de forma conjunta pelos cinco tribunais do Rio Grande do Sul, Tribunal de Justiça (TJRS), Tribunal de Justiça Militar (TJMRS), Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RS), Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT4) e Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), e pela Justiça Federal do Rio Grande do Sul (JFRS). O evento contou com o apoio do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O FestLabs é um espaço de compartilhamento de experiências e fomento de parcerias vitais para a Política de Gestão da Inovação no Poder Judiciário, instituída pela Resolução nº 395/2021 do CNJ. Este ano, com o tema “Inteligências para a Inovação”, o evento explorou três eixos essenciais: a inteligência humana, a artificial e a colaborativa.

Na solenidade de encerramento, a desembargadora Gisele Anne Vieira de Azambuja, presidente da Comissão de Inovação do TJRS, falou em nome da equipe que organizou o encontro. “O grupo que preparou esse FestLabs envolveu cinco tribunais. Uma equipe grande, em que cada magistrado e cada servidor trabalhou de forma incessante para que os participantes fossem bem recebidos aqui no estado. Esperamos que as atividades do evento tenham sido muito proveitosas e tenham gerado muitos aprendizados”, ela declarou.

Representando o TJMRS, o ouvidor e presidente da Comissão de Inovação da Justiça Militar Estadual, desembargador Sérgio Antônio Berni de Brum, destacou que “durante os dois dias do encontro, testemunhamos a criatividade, o empenho e a dedicação de todas e todos na busca por soluções inovadoras para os desafios que enfrentamos no cotidiano do Judiciário”. O magistrado acrescentou que o esforço conjunto demonstrado no evento indica que “o espírito da cooperação é necessário para a inovação”.

Em seguida, foi a vez da manifestação do vice-diretor da Escola Judicial do TRT4, desembargador Fabiano Holz Beserra, representando o tribunal trabalhista. Ele fez um reconhecimento da importância das práticas inovadoras e da tecnologia para o funcionamento da Justiça. “Há pouco tempo tivemos uma pandemia e foi justamente essa capacidade do Judiciário de se reinventar e de inovar que nos permitiu continuar atendendo às demandas dos jurisdicionados”, avaliou Beserra.

Já a desembargadora Patrícia da Silveira Oliveira, representando o TRE-RS, ressaltou que os debates e as reflexões realizadas no encontro, além de discutir inovação e tecnologia, também abordaram a inclusão. “A inovação precisa vir acompanhada da conscientização e de políticas ancoradas em ações educativas que promovam a diversidade, a pluralidade e a inclusão de grupos vulneráveis”, refletiu a magistrada.

O presidente do TRF4, desembargador Fernando Quadros da Silva, falou em nome da corte federal e da JFRS. Em sua manifestação, ele pontuou que o evento “representou uma oportunidade única para promover conexão, colaboração e cultura de inovação de laboratórios, assim fomentando a inclusão, a diversidade e a humanização, valores do FestLabs”.

Para Quadros da Silva, os participantes “agora saem motivados a buscar ideias criativas que auxiliem a pensar novos projetos e produzir processos de trabalho que construam instituições mais acessíveis, eficazes e inclusivas”. Além do presidente do TRF4, o vice-diretor da JFRS, juiz Fábio Dutra Lucarelli, também estava presente na solenidade.

Participando por videoconferência, a juíza auxiliar da Presidência do CNJ Lívia Cristina Marques Peres agradeceu “os tribunais anfitriões pelo excelente trabalho na disseminação da cultura da inovação”. Ela acrescentou que o sucesso do 3º FestLabs, que foi a primeira edição do evento a ser promovida por um consórcio de tribunais, demonstrou que “o modelo ideal de festival de laboratórios é esse que é construído e organizado de forma cooperada”.

A juíza informou que duas candidaturas coletivas, uma de tribunais do Rio de Janeiro e outra de tribunais de Minas Gerais, já manifestaram ao CNJ o interesse em sediar o próximo FestLabs, em 2024.

Representando o TJRS, o 1º vice-presidente da corte, desembargador Alberto Delgado Neto, frisou que a busca pela inovação no Poder Judiciário “não pode perder o foco nos valores humanos e no que é objeto do nosso trabalho, ou seja, a frustração das pessoas e os direitos violados”. Em sua fala, o magistrado complementou: “é para isso que inovamos, para a melhoria do conteúdo da prestação de um serviço público”.

Após as manifestações das autoridades, o 3º FestLabs foi concluído com um show do Centro de Tradições Gaúchas (CTG) Tiarayú. O grupo apresentou ao público diversas danças típicas da cultura do Rio Grande do Sul e, assim, se despediu dos participantes que vieram de diversas localidades do Brasil para o encontro em Porto Alegre.

Palestras

Antes do encerramento, ocorreram as duas últimas palestras do evento. Iniciando às 14h30, a palestra “Inovação no Poder Judiciário: a hora e a vez dos Laboratórios” foi ministrada por Hironobu Sano, professor do Departamento de Administração Pública e Gestão Social da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Sano apresentou os resultados de uma pesquisa de coleta de dados realizada no Poder Judiciário sobre a criação dos Laboratórios de Inovação, composição e capacitação das equipes e dos órgãos judicias, e as metodologias utilizadas a fim de mapear a evolução e instrumentalizar os laboratórios com dados. Ele também falou sobre dados de projetos realizados e em desenvolvimento.

Já às 15h aconteceu a palestra com o tema “Inovação e Sentido na Era da Inteligência Artificial”, ministrada por Álvaro Machado Dias, neurocientista, professor da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e colunista da Folha de São Paulo e da Rádio CBN.

Dias atua nas áreas de tomada de decisão, inteligência artificial e inovação tecnológica e discorreu sobre a relação da inovação com a motivação intrínseca e a extrínseca, e o quanto se complementam para alavancar a mudança. Dessa forma, ele abordou o processo criativo e a aplicação do conhecimento de forma prática para a realização da mudança, apontando a importância do alinhamento da ação e da ideia com a aplicação prática e útil.

Para mais informações do evento, acesse o site oficial do 3º FestLabs: https://festlabs.trf4.jus.br/festlabs/controlador.php?acao=principal.

ACS/TRF4 (acs@trf4.jus.br)

Equipe que trabalhou na organização do 3º FestLabs
Equipe que trabalhou na organização do 3º FestLabs (Foto: Diego Beck/TRF4)

O presidente do TRF4, desembargador Fernando Quadros da Silva, participou do encerramento
O presidente do TRF4, desembargador Fernando Quadros da Silva, participou do encerramento (Foto: Diego Beck/TRF4)

O professor Hironobu Sano foi um dos palestrantes do evento
O professor Hironobu Sano foi um dos palestrantes do evento (Foto: Diego Beck/TRF4)

A última palestra do encontro foi ministrada pelo neurocientista Álvaro Machado Dias
A última palestra do encontro foi ministrada pelo neurocientista Álvaro Machado Dias (Foto: Diego Beck/TRF4)

A desembargadora Gisele Anne Vieira de Azambuja, presidente da Comissão de Inovação do TJRS, falou em nome da equipe organizadora
A desembargadora Gisele Anne Vieira de Azambuja, presidente da Comissão de Inovação do TJRS, falou em nome da equipe organizadora (Foto: Diego Beck/TRF4)

A apresentação do CTG Tiarayú marcou o encerramento do 3º FestLabs
A apresentação do CTG Tiarayú marcou o encerramento do 3º FestLabs (Foto: Diego Beck/TRF4)

Na manhã desta sexta-feira (15/9), aconteceu a 6ª reunião do Fórum Regional Interinstitucional Ambiental do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4). O encontro aconteceu de forma virtual, e se preocupou em discutir questões relativas aos manguezais, formação vegetal característica de áreas alagadiças O mangue se desenvolve apenas em regiões tropicais ou subtropicais, no encontro entre rio e mar. Entre as características principais desse ecossistema, estão as árvores com raízes expostas e o solo lamacento. Na Região Sul, a formação de mangues acontece em Santa Catarina e no Paraná.

O debate foi aberto pela fala do desembargador federal Hermes Siedler da Conceição Júnior, coordenador do Sistema de Conciliação da Justiça Federal da 4ª Região (SISTCON), destacando “o momento delicado vivido especialmente no Rio Grande do Sul, em face do quadro severo decorrente do clima e das consequentes enchentes”. Para o desembargador, a situação crítica do estado revela a necessidade de cada vez mais se aprofundarem as pautas ambientais que são necessariamente interconectadas. “O tema trazido à pauta de hoje, que diz respeito aos manguezais, sua função, proteção e possibilidades de gestão, certamente nos enriquecerá e nos mostrará as interfaces com as diversas formas de expressão da vida no planeta”, finalizou o magistrado.

Dando sequência à fala do coordenador do SISTCON, o juiz federal Flávio Antônio Cruz, da 10ª Vara Federal de Curitiba, fez uma explanação a respeito da pauta ambiental e da questão dos mangues. O juiz, além de apresentar as características do ecossistema, destacou a necessidade de uma cultura de respeito e empatia aos mangues, para que haja a devida preservação dos mesmos. “Não devemos nos preocupar apenas em não deixar um mundo pior, mas sim trabalhar para deixarmos um mundo melhor”, destacou o juiz.

Sob a coordenação da juíza federal Clarides Rahmeier, coordenadora do Fórum Ambiental, o debate teve sequência e se concentrou, no primeiro momento, na importância dos manguezais no desenvolvimento da vida marinha. O tema foi apresentado por Rita de Cassia Linhares Pulner, procuradora federal em exercício na PFE/IBAMA e doutora em Meio Ambiente e Desenvolvimento. Durante sua fala, a procuradora buscou apresentar os manguezais, áreas de ocorrência, destacando suas funções ambientais, e demonstrando o impacto da ocupação irregular não só na vida marinha, mas em todo ambiente, ultrapassando os impactos locais.

O tópico do mercado de carbono envolvendo manguezais foi debatido por Maria Tereza Uille Gomes, professora do Mestrado em Direito e Meio Ambiente da Universidade Positivo. Ela discorreu sobre a questão de créditos e sequestro de carbono, explicando como os manguezais possuem grande papel na captura de carbono do ambiente, e de que forma o desmatamento dessas áreas agrava questões como mudanças climáticas, além de contribuir para o aquecimento global.

Na sequência, o diálogo tratou da ocupação ilegal dos manguezais no município de Paranaguá, no Paraná. A pauta foi conduzida por Helio Sydol, graduado em Geografia e analista ambiental do IBAMA. Ele dissertou sobre como a ocupação dos manguezais resulta na diminuição de berçários de vida marinha, alterando a dinâmica de sedimentação e causando assoreamento da baía, além de comprometer atributos de alto valor estratégico.

Ao final da reunião, o Fórum deliberou por recomendar ao Laboratório de Inovação da Justiça Federal do Paraná o impulso à realização de estudo de caso sobre a situação dos manguezais de Paranaguá. O objetivo desta medida é prospectar possibilidades com vistas à constituição e utilização de créditos de carbono. A próxima reunião do Fórum Ambiental ficou marcada para o dia 17 de novembro de 2023.

Fonte: SISTCON/TRF4

O desembargador Hermes Siedler da Conceição Júnior, coordenador do SISTCON, e a juíza Clarides Rahmeier, coordenadora do Fórum Ambiental, participaram do encontro
O desembargador Hermes Siedler da Conceição Júnior, coordenador do SISTCON, e a juíza Clarides Rahmeier, coordenadora do Fórum Ambiental, participaram do encontro (Foto: SISTCON/TRF4)

A procuradora federal Rita Pulner fez uma apresentação sobre os manguezais
A procuradora federal Rita Pulner fez uma apresentação sobre os manguezais (Imagem: SISTCON/TRF4)

O analista ambiental do IBAMA Helio Sydol falou sobre a ocupação dos manguezais
O analista ambiental do IBAMA Helio Sydol falou sobre a ocupação dos manguezais (Imagem: SISTCON/TRF4)

A 3ª Vara Federal de Porto Alegre condenou a Caixa Econômica Federal ao pagamento de R$ 5 mil a uma idosa moradora do Morro da Polícia, na zona leste da capital, por ter tido sua conta poupança movimentada indevidamente em 28 vezes. A sentença, publicada no dia 11/9, é do juiz Fábio Dutra Lucarelli.

A idosa entrou com ação narrando ter percebido diversas operações estranhas em sua poupança entre outubro de 2020 e janeiro de 2021, que totalizaram a retirada de R$ 91.676,00. Ela argumentou que não costuma utilizar a internet ou aparelhos eletrônicos para movimentar sua conta, realizando transações exclusivamente em agências, sob o auxílio de funcionários da instituição.

A Caixa alegou que os débitos contestados pela autora foram realizados em quantias que não esgotavam seu saldo bancário, o que sugeria a utilização do seu próprio cartão por alguém ciente de sua senha pessoal. Pontuou que as movimentações foram realizadas via internet banking. Entretanto, posteriormente, ao averiguar o caso internamente, a Caixa admitiu os indícios de que a fraude fora realizada por um funcionário, o que a levou a ressarcir os valores à autora. 

Ao analisar as provas anexadas aos autos, o juiz observou que o dano moral “é passível de ser indenizado quando forem lesados bens personalíssimos, de ordem não patrimonial, como, por exemplo, a liberdade, a honra, a reputação, a integridade psíquica, a segurança, a intimidade, a imagem e o nome”. Segundo ele, embora “os danos gerados por fortuito interno acarretem a responsabilidade objetiva das instituições bancárias, os danos morais decorrentes de saque indevido de numerário não se configuram como dano in re ipsa, de modo que exigem, a princípio, demonstração de sua ocorrência”.

O magistrado destacou decisão do Superior Tribunal de Justiça que entendeu que o dano pode ficar caracterizado se demonstrada violação significativa a direitos da personalidade do correntista, devendo se analisar algumas circunstâncias, como o valor total sacado indevidamente, o tempo levado pela instituição bancária para ressarcir os valores descontados e as repercussões daí advindas.

Lucarelli ressaltou, que no presente caso, “houve a realização de 28 transações indevidas na conta da autora, as quais somaram a quantia de R$ 91.676,00. Assim, em um período inferior a quatro meses, o saldo da conta passou de quase cem mil reais a menos de dez mil, sem que a instituição bancária tomasse alguma medida para certificar-se da idoneidade das movimentações fora do padrão habitual da demandante”.

O juiz apontou ainda que a senhora demorou quase dois anos para se dar conta da fraude e que a quantia retirada da conta possivelmente correspondesse a mais da metade do patrimônio total da vítima e que, enquanto pessoa idosa, pode-se presumir a sua vulnerabilidade social. 

Lucarelli julgou procedente a ação condenando a Caixa ao pagamento de R$ 5 mil por danos morais. A sentença também determinou a restituição dos valores subtraídos da conta da senhora e fixou os índices de atualização e de juros. Cabe recurso da decisão ao TRF4.

 

Secos/JFRS (secos@jfrs.jus.br)


(Freepik.com)

A ouvidora substituta do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, desembargadora federal Ana Cristina Ferro Blasi, realizou hoje (18/9) visitas institucionais ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) e ao Ministério Público do Estado (MPSC), onde entregou para entrega do convite para a solenidade de instalação da Ouvidoria da mulher, que acontecerá em 3 de outubro, às 13h30, em Porto Alegre. O documento foi recebido pela ouvidora da mulher do TJSC, desembargadora Hildemar Meneguzzi de Carvalho, e pela subcorregedora do MPSC, procuradora Cristiane Rosália Maestri Boell. A função de ouvidora da mulher será exercida pela magistrada, que compõe a Ouvidoria do TRF4 para o biênio 2023-2025. Ana Blasi também preside a 11ª Turma do tribunal, que fica em Florianópolis.

Com a desembargadora Hildemar Meneguzzi de Carvalho.
Com a desembargadora Hildemar Meneguzzi de Carvalho. ()

Com a procuradora Cristiane Rosália Maestri Boell.
Com a procuradora Cristiane Rosália Maestri Boell. ()


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Iniciou na manhã de hoje (18/9), em Porto Alegre, a terceira edição do Encontro Nacional dos Laboratórios de Inovação do Poder Judiciário (3° FestLabs). Esse é o maior evento de inovação da Justiça brasileira e vai acontecer até amanhã (19/9) no Centro de Eventos do Barra Shopping Sul, na capital gaúcha.

Esta edição do encontro está sendo promovida de forma conjunta pelos cinco tribunais gaúchos, Tribunal de Justiça (TJRS), Tribunal de Justiça Militar (TJMRS), Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RS), Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT4) e Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), e pela Justiça Federal do Rio Grande do Sul (JFRS). O evento conta com o apoio do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O FestLabs é um espaço de compartilhamento de experiências e fomento de parcerias vitais para a Política de Gestão da Inovação no Poder Judiciário, instituída pela Resolução nº 395/2021 do CNJ. Este ano, com o tema “Inteligências para a Inovação”, o evento explora três eixos essenciais: a inteligência humana, a artificial e a colaborativa.

A solenidade de abertura contou com a presença dos presidentes dos tribunais do RS, da ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Maria Helena Mallmann, da conselheira do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), desembargadora federal Salise Monteiro Sanchotene, e da diretora do Foro da JFRS, juíza federal Carla Evelise Justino Hendges.

A primeira autoridade a se manifestar foi o presidente do TJMRS, desembargador Amílcar Fagundes Freitas Macedo. Ele destacou que “a inovação e a tecnologia têm desempenhado um papel fundamental na aceleração dos processos judiciais, tornando a Justiça mais célere, eficiente e efetiva”.

Na sequência, o presidente do TRT4, desembargador Francisco Rossal de Araújo, ressaltou a importância da união dos tribunais para concretizar o evento. “O FestLabs reúne o Poder Judiciário para celebrar a inovação. Quando as pessoas e as instituições unem as forças, os objetivos são alcançados com mais qualidade e mais rapidez”, considerou o magistrado.

Já o presidente em exercício do TRE-RS, desembargador Voltaire de Lima Moraes, frisou que a inovação e o uso de novas tecnologias na Justiça não podem ser dissociados do lado humano. “De nada vale a inovação, se ela por si só existir sem o humanismo e sem a afetuosidade. A inovação necessariamente precisa estar acompanhada da interlocução humanística, um fundamento básico para o avanço civilizatório”, ele avaliou.

O próximo a falar foi o desembargador Fernando Quadros da Silva, presidente do TRF4. Ele pontou que a inovação, para ser implementada, necessita de ousadia. “Neste evento, os colegas têm a oportunidade de demonstrar toda a pujança do Poder Judiciário em achar soluções, em ousar para pensar e fazer diferente”, disse Quadros da Silva.

A conselheira do CNJ, desembargadora Salise Sanchotene, em sua fala, registrou a iniciativa do Conselho em oficializar a gestão da inovação como uma política nacional do Judiciário. “Atualmente, a Justiça está se desenvolvendo na política da gestão da inovação, alcançando uma grande visibilidade graças ao trabalho dos laboratórios de inovação e das pessoas que atuam diariamente neles”, ela declarou.

A seguir, a ministra do TST Maria Helena Mallmann relembrou que a Justiça do Trabalho “sempre esteve presente nas iniciativas de transformação”. Ela também abordou a evolução dos sistemas e a transformação digital que foram acontecendo ao longo das últimas décadas no serviço público brasileiro.

Por fim, a desembargadora Íris Helena Medeiros Nogueira, presidente do TJRS, exaltou a realização do FestLabs em solo gaúcho e enalteceu a oportunidade de sediar um evento que busca aprimorar a missão do Judiciário de oferecer serviços e soluções de qualidade para a sociedade. “É motivo de satisfação realizarmos o encontro nacional em Porto Alegre, ainda mais que esta edição é organizada de forma colaborativa por meio de um consórcio dos tribunais do nosso estado”, ela concluiu.

Durante a solenidade, a desembargadora Sanchotene recebeu dos tribunais organizadores uma homenagem pelo encerramento próximo do mandato dela no CNJ, sendo reconhecida como uma líder que inspirou e impulsionou a inovação no Poder Judiciário brasileiro.

A cerimônia de abertura foi concluída com um show do músico instrumentista gaúcho Renato Borgetthi e de sua banda. A apresentação musical levou um pouco da cultura do Rio Grande do Sul para o palco do FestLabs e serviu para dar as boas-vindas aos participantes que vieram de diversas localidades do Brasil para o encontro.

Após a solenidade, aconteceu a primeira palestra do evento, com a temática “Inteligências Humanas para Inovação”, ministrada por Grazi Mendes, head de Diversidade, Equidade e Inclusão na ThoughtWorks, colunista da revista MIT Sloan Review Brasil e professora na Fundação Dom Cabral.

Ao longo dos dois dias do FestLabs, uma série de palestras, painéis e oficinas proporciona para o público um cenário inspirador, com debate de ideias inovadoras e ambiente de atuação coletiva. O resultado desta integração será a base para novos projetos com a finalidade de criar, ampliar e qualificar a atuação do Sistema de Justiça em benefício de toda a coletividade.

Para mais informações do encontro, incluindo a programação completa, acesse o site oficial do 3º FestLabs: https://festlabs.trf4.jus.br/festlabs/controlador.php?acao=principal.

ACS/TRF4 (acs@trf4.jus.br)

Solenidade de abertura do 3º FestLabs aconteceu na manhã de hoje (18/9)
Solenidade de abertura do 3º FestLabs aconteceu na manhã de hoje (18/9) (Foto: Diego Beck/TRF4)

O presidente do TRF4, desembargador Fernando Quadros da Silva, participou da cerimônia
O presidente do TRF4, desembargador Fernando Quadros da Silva, participou da cerimônia (Foto: Diego Beck/TRF4)

A desembargadora Salise Monteiro Sanchotene (3ª da esq. p/ dir.) recebeu homenagem pelo encerramento de seu mandato como conselheira do CNJ
A desembargadora Salise Monteiro Sanchotene (3ª da esq. p/ dir.) recebeu homenagem pelo encerramento de seu mandato como conselheira do CNJ (Foto: Diego Beck/TRF4)

O músico gaúcho Renato Borgetthi e sua banda fizeram uma apresentação durante a solenidade
O músico gaúcho Renato Borgetthi e sua banda fizeram uma apresentação durante a solenidade (Foto: Diego Beck/TRF4)

A primeira palestra do encontro, "Inteligências Humanas para Inovação", foi ministrada pela professora Grazi Mendes
A primeira palestra do encontro, "Inteligências Humanas para Inovação", foi ministrada pela professora Grazi Mendes (Foto: Diego Beck/TRF4)