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O Grupo Hospitalar Conceição (GHC) foi condenado a pagar uma indenização de R$ 100 mil à esposa de um homem que morreu em decorrência de falhas de atendimento no Hospital Cristo Redentor (HCR) em 2019. A sentença, publicada ontem (6/7), é da juíza federal Daniela Tocchetto Cavalheiro, da 2ª Vara Federal de Porto Alegre.

A esposa ingressou com a ação contando que o homem havia sofrido um acidente de trânsito e foi conduzido ao HCR para ser internado para realizar procedimentos cirúrgicos, como a fasciotomia, que consiste em um corte na fáscia para aliviar a pressão na região.  Ela narrou que a previsão para evitar infecção era de que as fasciotomias fossem fechadas em até sete dias, mas ficaram abertas por mais de 25 dias, pois o médico responsável estaria viajando.

Ainda segundo a autora, o homem voltou ao hospital uma semana após receber alta apresentando febre e fala confusa e travada. Na ocasião, o médico responsável teria informado não se tratar de hospital clínico e determinou retorno em 15 dias. O homem retornou à emergência do hospital dois dias depois, sendo encaminhado ao Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), em que foi levado para compensação clínica e investigação após 10 horas de espera. Nos dias posteriores, teve piora em seu quadro, e veio a falecer no dia 27 de abril de 2019.

Em sua defesa, o GHC justificou que a previsão inicial para o fechamento da fasciotomia era em sete dias, mas que houve o adiamento uma vez que a recuperação não teve a velocidade esperada. Na data da primeira consulta após a alta, argumentou que os sinais vitais do paciente estavam estáveis, bem como a recuperação de suas cicatrizes, mas que episódios de fala confusa e esquecimento foram de fato abordados na consulta. No dia seguinte, o homem deu entrada na UPA, e não foi notada nenhuma alteração respiratória ou cardíaca em seu exame físico, como tampouco foi atestada presença de febre.

O réu pontuou que, no retorno ao HCR, o homem foi submetido a exames de investigação e transferido ao HNSC, onde foram realizados novos exames laboratoriais e de imagem. A hipótese levantada foi de sepse (síndrome causada por infecções que leva à disfunção de órgãos), o que levou ao início do tratamento com antibióticos. Os achados demonstravam que além do quadro de infecção, ainda havia quadro pancreático e de linfonodos abdominais. Ressaltou que o óbito foi consequência de diversas comorbidades e não em face do acidente e do atendimento recebido.

Ao analisar o caso, a magistrada pontuou que a responsabilidade civil configura-se pela conduta do agente ou no fato da coisa ou do risco da atividade e que a Constituição Federal garante ao cidadão a reparação do dano causado pelos agentes públicos. Para dar suporte a sua decisão, a juíza citou o laudo pericial que confirmou não haver um tempo definido ou previsível para o fechamento de lesões como uma fasciotomia, que depende da resposta do paciente. Entretanto, o mesmo documento apontou que  o atraso no diagnóstico da sepse  e na condução do caso aumentou as chances de falecimento do paciente.

Assim, para Cavalheiro, “muito embora a parte ré defenda que a infecção que acometeu o esposo da autora decorreu de comorbidades outras de que era portador e não da intervenção cirúrgica para tratar o trauma na perna, há que se reconhecer que o hospital deixou de promover com diligência a investigação dos sintomas” que o paciente apresentava. Dessa forma, “é evidente que houve a perda de uma chance de um tratamento intensivo hábil a salvar a vida do esposo da demandante”.  Ela entendeu que o “bem a ser indenizado é a própria chance perdida e não o dano à saúde em si”.

A magistrada julgou parcialmente procedente a ação condenando o GHC por dano moral no valor de R$ 100 mil. Cabe recurso da decisão ao TRF4.  

 

Secos/JFRS (secos@jfrs.jus.br)


(Freepik.com)

Com a coordenação do presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), desembargador federal Fernando Quadros da Silva, tomaram posse, hoje (7/7), o novo diretor do Foro da Justiça Federal em Santa Catarina (JFSC), juiz federal Henrique Luiz Hartmann, e o novo vice-diretor do Foro, juiz federal Rodrigo Koehler Ribeiro, para o biênio 2023-2025. Eles sucedem as juízas federais Erika Giovanini Reupke e Luísa Hickel Gamba, respectivamente diretora e vice-diretora do Foro de 2021 a 2023.

A cerimônia aconteceu no auditório da sede da Seção Judiciária, em Florianópolis, e teve a presença de autoridades dos três poderes, desembargadores, juízes, advogados, representantes de instituições públicas e privadas, civis e militares, servidores, familiares e outros convidados. O protocolo atendeu aos critérios de acessibilidade do Conselho Nacional de Justiça, com autodescrição dos oradores e tradução para a Língua Brasileira de Sinais (Libras).

O presidente do TRF4, desembargador Quadros da Silva, agradeceu à direção que se despediu e cumprimentou os novos diretores. “Tenho certeza que farão uma excelente gestão, estamos todos juntos para fazer um grande trabalho”.

Em sua primeira manifestação como diretor do Foro, o juiz Henrique Hartmann afirmou que “manter e aprimorar as condições humanas e materiais ideais de trabalho, a fim de garantir a continuidade da prestação jurisdicional ágil, de qualidade, eficaz e em tempo razoável, tendo por escopo as constantes e cada vez mais rápidas evoluções tecnológicas e sem descuidar dos aspectos humano, social e ambiental envolvidos na consecução de tal objetivo, é o desafio e o ideal que se apresentam, e pelo qual comprometo-me a zelar e a dedicar meu trabalho e entusiasmo no biênio que ora se inicia”.

Hartmann também citou todos os ex-diretores do Foro da JFSC, “cujos retratos estão dispostos no foyer deste auditório, e, uma a um, os questionei, a imaginar os conselhos que dariam a um neófito como eu para enfrentar essa jornada”. Para sua antecessora, juíza Erika Reupke, ele disse que “de seu [dela] enorme dom de confiar e de ver sempre o melhor de cada pessoa, que se transmuda em uma impressionante capacidade de motivar as pessoas, não tenho dúvida, foi a chave do retumbante sucesso de sua gestão”.

Hartmann ainda agradeceu aos “nossos jurisdicionados, especialmente aos que clamam às portas da Justiça a garantia de sua dignidade e de sua cidadania: vocês são a nossa razão de existir”.

O novo diretor do Foro será responsável pela gestão de uma estrutura com 45 varas federais, três turmas recursais de juizados e cinco unidades avançadas de atendimento, além de uma Secretaria Administrativa, distribuídas em 22 municípios do Estado. A JFSC conta atualmente com 92 juízes e 1.018 servidores, além de estagiários e outros prestadores de serviços. Durante o mandato, ele se afastará da jurisdição, para se dedicar integralmente à atividade administrativa. O vice-diretor continua com suas atribuições judiciais, sendo o substituto eventual. A nova diretora da Secretaria Administrativa é a servidora Rogéria Ramos, que substitui o servidor Luiz Gonzaga da Costa Júnior.

Em sua despedida, a juíza Erika Reupke agradeceu o convite para integrar a gestão do desembargador federal Ricardo Teixeira do Valle Pereira, que deixou o cargo no último dia 23. Ela ainda transmitiu agradecimentos a desembargadores, juízes, servidores e demais pessoas que, direta ou indiretamente, contribuíram com a gestão, cujo início “já se apresentou conturbado, em razão do maior distúrbio social do século, a pandemia da Covid-19, e, mais do que isso, com as consequências, tendo que lidar com a reabertura de prédios e a volta do trabalho presencial.

Ela citou realizações do período, com referência a obras, capacitação e relacionamento institucional, entre outras. “O foco dessa gestão foi o movimento, a fluidez, a concretização de ideias e o congraçamento”, observou Erika. Para o sucessor, ela ressaltou que “não poderia estar mais honrada em passar o bastão para alguém como você, que eu sei que levará este Foro a novos patamares de excelência.

O procurador-chefe do Ministério Público Federal em SC, Daniel Ricken, disse que “essa passagem de cargo é muito significativa nos tempos atuais, quando a sociedade demanda que cada vez mais tenhamos a liderança de seres humanos, nesse momento de digitalização”. A presidente da Seção de SC da Ordem dos Advogados do Brasil, Cláudia Prudêncio, destacou que a gestão passada tinha “algo que chama a atenção, o amor ao próximo, o olhar leve e a simplicidade de coração”.

O Hino Nacional Brasileiro foi interpretado pela cantora lírica Ana Cláudia Specht, com execução pelo grupo Iva Giracca Latin Quartet, que apresentou outras composições nacionais e estrangeiras.

Compuseram a mesa de autoridades, além das citadas acima:

Márcio Luiz Fogaça Vicari – procurador-geral do Estado;

Karula Genoveva Batista Trentin Lara Correa – procuradora-geral da Assembleia Legislativa;

Desembargador Gerson Cheren II – Tribunal de Justiça;

Desembargadora Federal Salise Monteiro Sanchotene – Conselho Nacional de Justiça;

Ubiraci Farias – procurador-geral do Município;

Desembargador Federal Sebastião Ogê Muniz – Tribunal Regional Eleitoral;

Desembargador do Trabalho José Ernesto Manzi – Tribunal Regional do Trabalho;

Bernardo Mayer – Universidade Federal de Santa Catarina.

Juiz federal Henrique Luiz Hartmann assina o termo de posse.
Juiz federal Henrique Luiz Hartmann assina o termo de posse. ()


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Juiz federal Rodrigo Koehler Ribeiro presta o compromisso.
Juiz federal Rodrigo Koehler Ribeiro presta o compromisso. ()


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Servidora Rogéria Ramos, nova DSA, lê a ata da cerimônia.
Servidora Rogéria Ramos, nova DSA, lê a ata da cerimônia. ()

Juíza Erika Giovanini Reupke (de azul) faz o discurso de despedida.
Juíza Erika Giovanini Reupke (de azul) faz o discurso de despedida. ()

Presidente da OAB Cláudia Prudêncio.
Presidente da OAB Cláudia Prudêncio. ()


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A Justiça Federal negou o pedido de liminar de um estudante, para que ele pudesse participar do processo seletivo de transferência externa para o curso de Medicina da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), em Chapecó, ainda que não tivesse prestado o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Segundo o estudante, o edital teria sido discriminatório ao estabelecer como critério de classificação a nota do Enem, exame que ele não fez, pois havia ingressado na instituição de origem por vestibular.

“Entendo que, ao contrário do que aduz a parte impetrante, a utilização da nota do Enem como critério de classificação não fere o princípio da isonomia [igualdade], mas sim o concretiza, na medida em sujeita todos os candidatos ao mesmo exame nacional para fins de classificação”, afirmou o juiz Paulo Vieira Aveline, da 2ª Vara Federal de Criciúma, em decisão proferida ontem (6/7). “Além disso, tal critério, por si, não exclui a possibilidade de participação dos alunos que ingressaram via vestibular, pois não há qualquer impedimento para que estes realizem o exame do Enem”.

O juiz citou precedentes do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) em casos semelhantes e também considerou a manifestação da universidade. “A autoridade impetrada, em suas informações, corroborou a obrigatoriedade do ingresso via Enem para fins de classificação, asseverando que o aluno ‘poderia ter se inscrito no processo seletivo, contudo, como não realizou o Enem (segundo seu relato), não seria classificado’”. Cabe recurso.

Universidade Federal da Fronteira Sul.
Universidade Federal da Fronteira Sul. ()

Na tarde de ontem (6/7), os juízes auxiliares da Corregedoria Regional da Justiça Federal da 4ª Região, Graziela Soares e Tiago do Carmo Martins, e a juíza colaboradora Ingrid Schroder Sliwka, visitaram o Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional (Nugesp) do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre.

O Nugesp centraliza os procedimentos iniciais de encarceramento, trabalhando de forma colaborativa junto ao Poder Judiciário do estado do RS, Ministério Público e Defensoria Pública Estaduais.

A visita dos magistrados federais teve o objetivo de estreitar a cooperação interinstitucional e conhecer as experiências e as boas práticas do órgão.

ACS/TRF4 (acs@trf4.jus.br)

Juízes da Corregedoria da Justiça Federal da 4ª Região visitaram o Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional do RS
Juízes da Corregedoria da Justiça Federal da 4ª Região visitaram o Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional do RS ()

Na tarde de hoje (7/7), o desembargador federal Cândido Alfredo Silva Leal Júnior, integrante do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), foi empossado no cargo de magistrado substituto do Pleno do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS). A cerimônia ocorreu no prédio da sede da corte eleitoral, localizado no centro de Porto Alegre.

Leal Júnior vai ocupar no TRE-RS o assento destinado às juízas e juízes federais. Ele destacou a importância do papel que desempenhará na instituição e também ressaltou “a relevância da legalidade no país em que vivemos”.

A solenidade foi conduzida pela presidente do tribunal, desembargadora Vanderlei Teresinha Tremeia Kubiak, que deu boas-vindas ao empossado, ressaltando a experiência dele na magistratura.

Prestigiaram o evento, o vice-presidente e corregedor do TRE-RS, desembargador Voltaire de Lima Moraes, o desembargador do TRF4 e membro do TRE-RS, Ricardo Teixeira do Valle Pereira, o desembargador do TRF4 Altair Antônio Gregório, a desembargadora eleitoral Patrícia da Silveira Oliveira, a procuradora regional eleitoral substituta Maria Emília Correia da Costa e a diretora-geral do TRE-RS, Ana Gabriela Veiga.

Fonte: Ascom/TRE-RS

Da esq. para dir.: desembargador Ricardo Teixeira do Valle Pereira, desembargadora Patrícia da Silveira Oliveira, desembargador Cândido Alfredo Silva Leal Júnior, desembargadora Vanderlei Teresinha Tremeia Kubiak, procuradora eleitoral substituta Maria Emília Correia da Costa, desembargador Voltaire de Lima Moraes, diretora-geral Ana Gabriela Veiga e desembargador Altair Antônio Gregório
Da esq. para dir.: desembargador Ricardo Teixeira do Valle Pereira, desembargadora Patrícia da Silveira Oliveira, desembargador Cândido Alfredo Silva Leal Júnior, desembargadora Vanderlei Teresinha Tremeia Kubiak, procuradora eleitoral substituta Maria Emília Correia da Costa, desembargador Voltaire de Lima Moraes, diretora-geral Ana Gabriela Veiga e desembargador Altair Antônio Gregório (Foto: Gabriel Albuquerque/Ascom TRE-RS)

O Grupo Hospitalar Conceição (GHC) foi condenado a pagar uma indenização de R$ 100 mil à esposa de um homem que morreu em decorrência de falhas de atendimento no Hospital Cristo Redentor (HCR) em 2019. A sentença, publicada ontem (6/7), é da juíza federal Daniela Tocchetto Cavalheiro, da 2ª Vara Federal de Porto Alegre.

A esposa ingressou com a ação contando que o homem havia sofrido um acidente de trânsito e foi conduzido ao HCR para ser internado para realizar procedimentos cirúrgicos, como a fasciotomia, que consiste em um corte na fáscia para aliviar a pressão na região.  Ela narrou que a previsão para evitar infecção era de que as fasciotomias fossem fechadas em até sete dias, mas ficaram abertas por mais de 25 dias, pois o médico responsável estaria viajando.

Ainda segundo a autora, o homem voltou ao hospital uma semana após receber alta apresentando febre e fala confusa e travada. Na ocasião, o médico responsável teria informado não se tratar de hospital clínico e determinou retorno em 15 dias. O homem retornou à emergência do hospital dois dias depois, sendo encaminhado ao Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), em que foi levado para compensação clínica e investigação após 10 horas de espera. Nos dias posteriores, teve piora em seu quadro, e veio a falecer no dia 27 de abril de 2019.

Em sua defesa, o GHC justificou que a previsão inicial para o fechamento da fasciotomia era em sete dias, mas que houve o adiamento uma vez que a recuperação não teve a velocidade esperada. Na data da primeira consulta após a alta, argumentou que os sinais vitais do paciente estavam estáveis, bem como a recuperação de suas cicatrizes, mas que episódios de fala confusa e esquecimento foram de fato abordados na consulta. No dia seguinte, o homem deu entrada na UPA, e não foi notada nenhuma alteração respiratória ou cardíaca em seu exame físico, como tampouco foi atestada presença de febre.

O réu pontuou que, no retorno ao HCR, o homem foi submetido a exames de investigação e transferido ao HNSC, onde foram realizados novos exames laboratoriais e de imagem. A hipótese levantada foi de sepse (síndrome causada por infecções que leva à disfunção de órgãos), o que levou ao início do tratamento com antibióticos. Os achados demonstravam que além do quadro de infecção, ainda havia quadro pancreático e de linfonodos abdominais. Ressaltou que o óbito foi consequência de diversas comorbidades e não em face do acidente e do atendimento recebido.

Ao analisar o caso, a magistrada pontuou que a responsabilidade civil configura-se pela conduta do agente ou no fato da coisa ou do risco da atividade e que a Constituição Federal garante ao cidadão a reparação do dano causado pelos agentes públicos. Para dar suporte a sua decisão, a juíza citou o laudo pericial que confirmou não haver um tempo definido ou previsível para o fechamento de lesões como uma fasciotomia, que depende da resposta do paciente. Entretanto, o mesmo documento apontou que  o atraso no diagnóstico da sepse  e na condução do caso aumentou as chances de falecimento do paciente.

Assim, para Cavalheiro, “muito embora a parte ré defenda que a infecção que acometeu o esposo da autora decorreu de comorbidades outras de que era portador e não da intervenção cirúrgica para tratar o trauma na perna, há que se reconhecer que o hospital deixou de promover com diligência a investigação dos sintomas” que o paciente apresentava. Dessa forma, “é evidente que houve a perda de uma chance de um tratamento intensivo hábil a salvar a vida do esposo da demandante”.  Ela entendeu que o “bem a ser indenizado é a própria chance perdida e não o dano à saúde em si”.

A magistrada julgou parcialmente procedente a ação condenando o GHC por dano moral no valor de R$ 100 mil. Cabe recurso da decisão ao TRF4.  

 

Secos/JFRS (secos@jfrs.jus.br)


(Freepik.com)

Com a coordenação do presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), desembargador federal Fernando Quadros da Silva, tomaram posse, hoje (7/7), o novo diretor do Foro da Justiça Federal em Santa Catarina (JFSC), juiz federal Henrique Luiz Hartmann, e o novo vice-diretor do Foro, juiz federal Henrique Koehler Ribeiro, para o biênio 2023-2025. Eles sucedem as juízas federais Erika Giovanini Reupke e Luísa Hickel Gamba, respectivamente diretora e vice-diretora do Foro de 2021 a 2023.

A cerimônia aconteceu no auditório da sede da Seção Judiciária, em Florianópolis, e teve a presença de autoridades dos três poderes, desembargadores, juízes, advogados, representantes de instituições públicas e privadas, civis e militares, servidores, familiares e outros convidados. O protocolo atendeu aos critérios de acessibilidade do Conselho Nacional de Justiça, com autodescrição dos oradores e tradução para a Língua Brasileira de Sinais (Libras).

O presidente do TRF4, desembargador Quadros da Silva, agradeceu à direção que se despediu e cumprimentou os novos diretores. “Tenho certeza que farão uma excelente gestão, estamos todos juntos para fazer um grande trabalho”.

Em sua primeira manifestação como diretor do Foro, o juiz Henrique Hartmann afirmou que “manter e aprimorar as condições humanas e materiais ideais de trabalho, a fim de garantir a continuidade da prestação jurisdicional ágil, de qualidade, eficaz e em tempo razoável, tendo por escopo as constantes e cada vez mais rápidas evoluções tecnológicas e sem descuidar dos aspectos humano, social e ambiental envolvidos na consecução de tal objetivo, é o desafio e o ideal que se apresentam, e pelo qual comprometo-me a zelar e a dedicar meu trabalho e entusiasmo no biênio que ora se inicia”.

Hartmann também citou todos os ex-diretores do Foro da JFSC, “cujos retratos estão dispostos no foyer deste auditório, e, uma a um, os questionei, a imaginar os conselhos que dariam a um neófito como eu para enfrentar essa jornada”. Para sua antecessora, juíza Erika Reupke, ele disse que “de seu [dela] enorme dom de confiar e de ver sempre o melhor de cada pessoa, que se transmuda em uma impressionante capacidade de motivar as pessoas, não tenho dúvida, foi a chave do retumbante sucesso de sua gestão”.

Hartmann ainda agradeceu aos “nossos jurisdicionados, especialmente aos que clamam às portas da Justiça a garantia de sua dignidade e de sua cidadania: vocês são a nossa razão de existir”.

O novo diretor do Foro será responsável pela gestão de uma estrutura com 45 varas federais, três turmas recursais de juizados e cinco unidades avançadas de atendimento, além de uma Secretaria Administrativa, distribuídas em 22 municípios do Estado. A JFSC conta atualmente com 92 juízes e 1.018 servidores, além de estagiários e outros prestadores de serviços. Durante o mandato, ele se afastará da jurisdição, para se dedicar integralmente à atividade administrativa. O vice-diretor continua com suas atribuições judiciais, sendo o substituto eventual. A nova diretora da Secretaria Administrativa é a servidora Rogéria Ramos, que substitui o servidor Luiz Gonzaga da Costa Júnior.

Em sua despedida, a juíza Erika Reupke agradeceu o convite para integrar a gestão do desembargador federal Ricardo Teixeira do Valle Pereira, que deixou o cargo no último dia 23. Ela ainda transmitiu agradecimentos a desembargadores, juízes, servidores e demais pessoas que, direta ou indiretamente, contribuíram com a gestão, cujo início “já se apresentou conturbado, em razão do maior distúrbio social do século, a pandemia da Covid-19, e, mais do que isso, com as consequências, tendo que lidar com a reabertura de prédios e a volta do trabalho presencial.

Ela citou realizações do período, com referência a obras, capacitação e relacionamento institucional, entre outras. “O foco dessa gestão foi o movimento, a fluidez, a concretização de ideias e o congraçamento”, observou Erika. Para o sucessor, ela ressaltou que “não poderia estar mais honrada em passar o bastão para alguém como você, que eu sei que levará este Foro a novos patamares de excelência.

O procurador-chefe do Ministério Público Federal em SC, Daniel Ricken, disse que “essa passagem de cargo é muito significativa nos tempos atuais, quando a sociedade demanda que cada vez mais tenhamos a liderança de seres humanos, nesse momento de digitalização”. A presidente da Seção de SC da Ordem dos Advogados do Brasil, Cláudia Prudêncio, destacou que a gestão passada tinha “algo que chama a atenção, o amor ao próximo, o olhar leve e a simplicidade de coração”.

O Hino Nacional Brasileiro foi interpretado pela cantora lírica Ana Cláudia Specht, com execução pelo grupo Iva Giracca Latin Quartet, que apresentou outras composições nacionais e estrangeiras.

Compuseram a mesa de autoridades, além das citadas acima:

Márcio Luiz Fogaça Vicari – procurador-geral do Estado;

Karula Genoveva Batista Trentin Lara Correa – procuradora-geral da Assembleia Legislativa;

Desembargador Gerson Cheren II – Tribunal de Justiça;

Desembargadora Federal Salise Monteiro Sanchotene – Conselho Nacional de Justiça;

Ubiraci Farias – procurador-geral do Município;

Desembargador Federal Sebastião Ogê Muniz – Tribunal Regional Eleitoral;

Desembargador do Trabalho José Ernesto Manzi – Tribunal Regional do Trabalho;

Bernardo Mayer – Universidade Federal de Santa Catarina.

Juiz federal Henrique Luiz Hartmann assina o termo de posse.
Juiz federal Henrique Luiz Hartmann assina o termo de posse. ()


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Juiz federal Rodrigo Koehler Ribeiro presta o compromisso.
Juiz federal Rodrigo Koehler Ribeiro presta o compromisso. ()


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Servidora Rogéria Ramos, nova DSA, lê a ata da cerimônia.
Servidora Rogéria Ramos, nova DSA, lê a ata da cerimônia. ()

Juíza Erika Giovanini Reupke (de azul) faz o discurso de despedida.
Juíza Erika Giovanini Reupke (de azul) faz o discurso de despedida. ()

Presidente da OAB Cláudia Prudêncio.
Presidente da OAB Cláudia Prudêncio. ()


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A juíza federal Carla Evelise Justino Hendges e o juiz federal Fábio Dutra Lucarelli tomaram posse nos cargos de diretora e vice-diretor do Foro da Justiça Federal do RS (JFRS), respectivamente, para o biênio 2023-2025. A cerimônia, conduzida pelo presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, desembargador Fernando Quadros da Silva, foi realizada no auditório do prédio-sede da instituição em Porto Alegre com transmissão ao vivo pelo canal oficial no Youtube.  

A mesa diretiva da solenidade foi composta pela procuradora geral adjunta de assuntos fiscais, procuradora Cristiane Nery, representando a Prefeitura Municipal de Porto Alegre; pela vereadora Lourdes Sprenger, representando a presidência da Câmara de Vereadores da capital; pelo desembargador do Trabalho João Paulo Lucena, representando a presidência do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região; pelo chefe da Procuradoria Regional da República da 4ª Região, procurador regional Antônio Carlos Welter; pelo juiz de Direito Daniel Nevez Pereira, representando a Direção do Foro Central da Comarca de Porto Alegre; e pela secretária-geral adjunta Karina Contiero Silveira, representando a seccional gaúcha da Ordem dos Advogados do Brasil.

O evento contou com ainda a presença do vice-presidente do TRF4, desembargador João Batista Pinto Silveira, da corregedora regional da Justiça Federal da 4ª Região, desembargadora Vânia Hack de Almeida, da conselheira do Conselho Nacional de Justiça, desembargadora Salise Monteiro Sanchotene, além de magistrados(as) e servidores(as) da JFRS, autoridades e convidados.

Despedida

Em seu discurso de despedida, o juiz federal Fábio Vitório Mattiello, que entrega o cargo de diretor do Foro da JFRS, relembrou os primeiros dias de gestor confessando que sentia uma profunda solidão em função das sedes estarem com muito poucas pessoas trabalhando presencialmente. “Apesar disso, era um vazio que, ao mesmo tempo, funcionava, já que o Eproc permitiu que a Justiça Federal, durante o longo inverno da Covid, cumprisse, adequadamente, mesmo com prédios vazios, as suas competências constitucionais”. Ele pontuou que foi um desafio redesenhar a Justiça Federal para retomar suas atividades presenciais, por isso um dos destaques de sua gestão foi voltar o olhar “para dentro”.

“O que se enxergou foi um mundo em vertiginosa transformação, com diferentes realidades coexistindo, onde a agilidade e a simplificação gerados pela tecnologia abrem espaço para o potente criativo e empático do humano. Mudaram não apenas as formas de trabalhar, mas também o que se espera da instituição enquanto prestadora de serviço e enquanto local de labor”, afirmou. Ele mencionou as ações realizadas e encerrou agradecendo as várias pessoas que, de alguma forma, trabalharam com ele e desejou sucesso a nova diretora do Foro.

Nova gestão

A juíza Carla Evelise Justino Hendges destacou que toma posse com sentimento de orgulho da Justiça Federal da 4ª Região e de satisfação pessoal e profissional. Ela fez um breve resumo da história e desenvolvimento da JFRS para enfatizar que é um Poder Judiciário do seu tempo, pois está presente fisicamente em 25 subseções e 16 unidades avançadas de atendimento, mas é fortemente estruturada em um sistema de prestação de serviços virtual. Além disso, está na era da ‘Justiça Multiportas’, “que permite o acesso à forma mais adequada à solução de conflitos, autocompositiva ou adjudicada”, e também é aderente aos princípios da gestão de inovação e às diretrizes e procedimentos para a cooperação judiciária e interinstitucional.

“No entanto, não deixamos de ser o mesmo Poder Judiciário encontrado no Rio Grande do Sul desde sua instalação há 56 anos atrás, embasados em princípios éticos, em valores democráticos e no compromisso de prestação da jurisdição com celeridade, presteza, imparcialidade e observância da isonomia, da prevalência dos direitos humanos e do respeito à separação de Poderes”.

A nova diretora do Foro projetou como será sua gestão, afirmando que o trabalho do administrativo é dar o suporte para que a jurisdição seja prestada. Ressaltou que não é necessário reinventar caminhos, pois não “é um momento de ruptura, mas de alternância e prosseguimento. Basta assim continuar a boa jornada, bebendo da fonte da experiência, com olhar atento ao passado e ao que ele nos ensina, fortalecendo as experiências exitosas e investindo nas que não puderam ser concluídas por insuficiência de tempo ou recursos a tanto”.

Votos de sucesso

A representante da seccional gaúcha da OAB desejou “profícuo trabalho” à nova gestão e reforçou que “as portas da Ordem gaúcha estão sempre abertas para fortalecer nossa parceria e ações que vierem a serem efetivadas para que o nosso papel social, que nos foi ortogado, seja feito de forma plena”.

Já o chefe da Procuradoria Regional da República da 4ª Região saudou a presidência do TRF4 pela indicação de gestores femininas nas seções judiciárias do RS e do PR. Também desejou uma excelente gestão para Hendges e reforçou que a diretora do Foro  possui o encargo e, muitas vezes, a satisfação de prover meios para que juízes e servidores possam trabalhar e entregar a devida Justiça para todos aqueles que recorrem ao Poder Judiciário.

O presidente do TRF4 encerrou a solenidade cumprimentando Hendges e Lucarelli “pela aceitação da honrosa e trabalhosa missão. O Tribunal espera muito dos dois, mas temos a certeza que são colegas dedicados com grande experiência, são lideranças da magistratura federal”. Ele concluiu dizendo tem certeza que a escolha foi certa para “conduzir e manter a excelência do trabalho dessa valorosa Seção Judiciária do RS”.

 

Secos/JFRS (secos@jfrs.jus.br)

Carla Evelise Justino Hendges destacou orgulho da instituição
Carla Evelise Justino Hendges destacou orgulho da instituição (Secos/JFRS)

Mattiello despediu-se da Direção do Foro
Mattiello despediu-se da Direção do Foro (Secos/JFRS)

Presidente do TRF4 conduziu a solenidade
Presidente do TRF4 conduziu a solenidade (Secos/JFRS)

Lucarelli e Hendges vão conduziu a administração da JFRS nos próximos dois anos
Lucarelli e Hendges vão conduziu a administração da JFRS nos próximos dois anos (Secos/JFRS)

O desembargador federal Ricardo Teixeira do Valle Pereira, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), tomou posse hoje (6/7) como desembargador eleitoral efetivo no Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS). O ato solene aconteceu, de forma presencial, na sessão plenária desta quinta-feira da corte eleitoral, na Sala de Sessões do Edifício Assis Brasil, sede do TRE gaúcho, e contou com a presença de autoridade e familiares do empossando.

Em seu discurso, o desembargador Valle Pereira saudou todos os presentes e externou sua satisfação em, novamente, estar integrando o TRE-RS, visto que já havia participado, como desembargador substituto. Ele afirmou ter ciência da responsabilidade a qual passa a assumir e que contribuirá para que o tribunal eleitoral continue a prestar jurisdição com presteza e qualidade. “As instituições são essenciais para a vida em sociedade, elas são essenciais para o fortalecimento do Estado democrático de Direito. Cabe aos magistrados promoverem a Justiça e contribuir com a pacificação social, que é a missão do Poder Judiciário”, ressaltou Valle Pereira.

A presidente do TRE-RS, desembargadora Vanderlei Teresinha Kubiak, ao saudar o empossado, afirmou que a experiência profissional demonstrada no seu vasto currículo engrandecerá com os trabalhos desenvolvidos pela corte eleitoral e garantiu que toda a estrutura do tribunal estará a disposição para que ele possa executar seu trabalho com toda a qualidade e desenvoltura.

O vice-presidente e corregedor, desembargador Voltaire de Lima Moraes, deu boas-vindas ao empossado em nome do Pleno. Ele garantiu que a alta envergadura intelectual e formação humanística do desembargador Valle Pereira o faz um profissional que abrilhanta a magistratura brasileira.

Fonte: Ascom/TRE-RS

O desembargador federal do TRF4 Ricardo Teixeira do Valle Pereira (4º da direita p/ esquerda) passa a integrar o TRE-RS
O desembargador federal do TRF4 Ricardo Teixeira do Valle Pereira (4º da direita p/ esquerda) passa a integrar o TRE-RS (Foto: Marianna Künh/TRE-RS)

A Justiça Federal em Passo Fundo recebeu uma visita especial ontem (3/7). Estudantes do 2º ano do ensino médio do Colégio Notre Dame, acompanhados do professor Márcio Luís Marangon, conheceram a estrutura da instituição e conversaram com o juiz federal José Luis Luvizetto Terra e com a juíza federal substituta Priscilla Pinto de Azevedo sobre a carreira da magistratura.

A ida à Justiça Federal faz parte de uma iniciativa do colégio que procura apresentar diversas profissões aos alunos para que eles tenham informações que os ajude a pensar sobre o futuro. Os adolescentes foram recepcionados no auditório da instituição.

Na sequência, eles foram divididos em dois grupos. Um deles foi com a juíza para a 3ª Vara Federal, que tem competência criminal, e o outro grupo foi junto com Terra a 2ª Vara Federal.

Os jovens receberam informações sobre as audiências criminais, incluindo a presença de réus presos, sobre o tribunal do júri e sobre a Justiça Restaurativa. A conversa com a juíza e o juiz também teve como objetivo mostrar para os estudantes que, apesar de ainda ser uma carreira composta em maioria por homens, esta realidade vem sendo alterada pelo ingresso cada vez maior de magistradas.

Os alunos aproveitaram a oportunidade e fizeram diversos questionamentos aos juízes, como a motivação para a escolha da carreira da magistratura, como é o processo de tomada de decisões em questões complexas e o que diferencia a Justiça Federal da Justiça Estadual.

 

Secos/JFRS (secos@jfrs.jus.br)

Jovens conheceram a sala de audiências
Jovens conheceram a sala de audiências (JF Passo Fundo)

Juíza e juiz responderam às perguntas dos alunos e alunas
Juíza e juiz responderam às perguntas dos alunos e alunas (JF Passo Fundo)