• Telefone: (47) 3382-2422
  • Email: atendimento@marcelobonaadvogado.com.br

Blog

O Laboratório de Inovação da Seção Judiciária do Rio Grande do Sul, o Inovatchê, participará com duas oficinas da Semana de Inovação, evento online e gratuito promovido pela Escola Nacional de Administração Pública (ENAP), que ocorrerá entre os dias 9 e 12 de novembro. Um dos principais eventos da área na América Latina, a Semana de Inovação terá a participação de diversos órgãos públicos brasileiros.

No dia 10 de novembro, às 19h, será apresentada a ‘Oficina de Descolonização do Futuro’, na qual se promove uma reflexão sobre o papel do serviço público na promoção da sustentabilidade. No dia seguinte, às 8h, ocorrerá a ‘Oficina de Evolução Organizacional’, na qual são utilizadas dinâmicas e ferramentas visuais para propor novos rumos para o serviço público.

Esta é a sétima edição do evento, que neste ano traz o tema “Ousar transformar”, proporcionando debates e troca de experiências entre servidores públicos sobre iniciativas de uso de tecnologias, metodologias e processos para a melhoria do serviço público brasileiro. Além de representantes de órgãos públicos, serão trazidos palestrantes nacionais e internacionais para realizar mesas redondas e outros formatos de atividade.

Inscrições e programação completa do evento disponível no site clicando aqui.


(Foto: ENAP/Governo Federal)

Em encontro inaugural da XVI Semana Nacional de Conciliação realizada hoje pela manhã, a Justiça Federal da 4ª Região reuniu magistrados e servidores de todas as Seções Judiciárias para exporem as atividades que serão desenvolvidas durante a campanha. O evento é impulsionado anualmente pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e neste ano vai ocorrer entre os dias 08 e 12 de novembro.

Como anfitriã, a desembargadora federal Vânia Hack de Almeida, coordenadora do Sistema de Conciliação da 4ª Região (SISTCON), falou sobre a Semana Nacional de Conciliação. “Uma semana que se constitui em importante evento difusor das práticas autocompositivas. Essa campanha do CNJ é anual, como conhecemos, mas esta edição traz o conceito ‘Conciliação: Mais tempo para você’. Nos chama a atenção de que a escolha pela solução autocompositiva significa ganho de tempo, uma maior eficiência, para o cidadão e para a justiça. Importa, porém, destacar que a busca pela pacificação dos conflitos estimulando-se a autonomia das partes decidirem, influencia positivamente a constituição de comportamentos agregadores, construtivos, solidários, extremamente necessários, sobretudo em tempos de beligerância latente. Assim, a nossa relação com o tempo deve ultrapassar a visão de mera economia do tempo gasto, que se sabe importante, porém é necessário ir além e conferir ao tempo, qualificadores que nos levem a um maior grau de humanização das relações. Isto só é possível com o diálogo”, ela enfatizou.

Ainda, a magistrada mencionou as adequações que a Justiça Federal da 4ª Região precisou realizar para continuar com suas atividades durante a pandemia. “Devido às dificuldades trazidas pela pandemia, tivemos novas formas e meios para manter o diálogo tão essencial à conciliação. Uma migração para audiências tele presenciais e o uso do Fórum de Conciliação Virtual. Tudo nos permitiu o prosseguimento das atividades e muito aprendemos com esses tempos adversos para a população”, ela completou.

Antes de ouvir sobre as atividades que serão desenvolvidas nos Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSCONs) das três Seções Judiciárias, a desembargadora ainda agradeceu aos magistrados, servidores e parceiros da 4ª Região. “No momento que celebramos mais uma semana intensa para muitos, é imprescindível destacar as atividades conciliatórias realizadas ao longo do ano, que demonstra a atuação de todos os envolvidos da 4ª Região”, concluiu Hack de Almeida.

A juíza federal Anne Karina Stipp Amador Costa, coordenadora do CEJUSCON do Paraná, destacou que as atividades naquela Seção serão desenvolvidas de forma totalmente virtual. Ela mencionou o mutirão planejado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes para ser realizado na Subseção de Umuarama (PR), sobre 107 processos de desapropriação em trecho da rodovia BR 487. Fazendo referência ao livro de Valter Hugo Mãe, “O filho de mil homens”, ela citou que vê “a conciliação como uma filha de mil homens e mil mulheres que estão contribuindo para a cultura da paz e do diálogo”. Por fim, a juíza destacou que se sente “feliz pelo nascimento da irmã da conciliação, a justiça restaurativa, que vem para auxiliar e muito nesse ambiente de pacificação judicial”.

Em seguida foi a vez da coordenadora do CEJUSCON de Santa Catarina, a juíza federal Eliana Paggiarin Marinho, demonstrar as atividades planejadas. “Quando pensamos na SNC, fizemos contato com o Instituto Nacional do Seguro Social e com a Caixa Econômica Federal. Em relação ao INSS será possível desenvolver atividades posteriores à Semana, já com a Caixa serão realizadas atividades de conciliação nesta semana, a instituição elaborou listas de processos referentes a contratos que poderiam ter proposta de acordo, usaremos as salas virtuais para realizar as audiências”, ela explicou.

A coordenadora do CEJUSCON do Rio Grande do Sul, juíza federal Daniela Tocchetto Cavalheiro, durante um relato emocionado sobre o período de pandemia que impediu a presencialidade dos magistrados e servidores da 4ª Região, destacou considerar “um orgulho participar dessa atividade juntamente com os magistrados e servidores que atuam nas linhas de frente da conciliação, e quero agradecer ao trabalho dos meus colegas queridos”. Ela anunciou que, em Porto Alegre, existem 287 processos em pauta para a SNC. “A Caixa tem feito um excelente trabalho e participado ativamente da Conciliação”, destacou a juíza. Ela ainda ressaltou o elevado número de ações referentes a contratos comerciais que serão pautados essa semana, também no interior do Estado.

Ainda falaram representantes da 26ª Vara Federal de Porto Alegre, especializada em conciliação, que trouxeram o exemplo de processos tratados sobre a nova Ponte do Guaíba. “Amanhã, por exemplo, vamos fazer um processo pendente de tratativas junto ao DNIT referente às desapropriações para construção da Ponte e será realizada presencialmente, pois acredito que para ações que envolvem pessoas extremamente carentes é mais confortável que seja presencial, devido à dificuldade de acesso à internet”, explicou o juiz federal Hermes Siedler da Conceição Júnior. A juíza federal Ana Inès Latorre falou sobre as atividades relacionadas ao Programa Justiça Inclusiva, que atua com foco nos segurados do INSS que são dependentes de substâncias psicoativas e ingressam com ações judiciais requisitando benefício previdenciário. O programa integra a possibilidade de acordo aos beneficiários que se comprometerem ao tratamento na rede pública de saúde. Este ano está completando seis anos de implantação.

O juiz federal Eduardo Picarelli apontou a importância do trabalho de equipe que tem impulsionados ações estruturantes da conciliação em diversos temas. O juiz federal Bruno Santos, destacou as atividades que estão sendo organizadas para impulsionar as conciliações junto aos órgãos gestores da Saúde, enquanto o juiz Erivaldo dos Santos abordou as atividades em curso para avançar na autocomposição no tema de moradia.

A juíza federal substituta Catarina Volkart Pinto, coordenadora do Núcleo de Justiça Restaurativa (NUJURE), informou sobre a realização do primeiro curso de formação de conciliadores e mediadores judiciais, iniciado há algumas semanas, que terá aula aberta durante a Semana Nacional de Conciliação. Ela ressaltou ainda as etapas de implantação do Programa de Justiça Restaurativa na 4ª Região, com a constituição dos centros de justiça restaurativa e da formação de facilitadores. Já a juíza federal auxiliar do SISTCON, Ingrid Schroder Sliwka, apresentou o importante trabalho e as ferramentas disponíveis para promover soluções autocompositivas durante o período de pandemia, como o Auxílio Emergencial e fluxos específicos para tratar pela via do acordo processos da poupança e de temas que envolvem a União. A juíza Maria Lúcia Titton abordou o início das tratativas com a Procuradoria Regional da Fazenda Nacional, visando buscar a solução pela via da conciliação na matéria tributária e fiscal, até então pouco explorada.

Estão programadas cerca de 2.300 audiências de conciliação e 1.070 Fóruns de Conciliação Virtual durante a Semana Nacional de Conciliação, além das negociações que ocorrerão por propostas de acordos juntadas nos autos dos processos eletrônicos. Além disso, ao longo do ano de 2021 mais de 20 mil Fóruns de Conciliação Virtual foram abertos, mais de 15 mil audiências de conciliação foram realizadas e 54 mil acordos se encontram homologados pelos CEJUSCONs e Varas Federais.

Antes do encerramento, foram levantadas perspectivas de organização de atividades do Sistema de Conciliação, com vistas ao aprofundamento da troca de experiências.

Encontro virtual marcou a abertura da XVI Semana Nacional de Conciliação na Justiça Federal da 4ª Região
Encontro virtual marcou a abertura da XVI Semana Nacional de Conciliação na Justiça Federal da 4ª Região (Imagem: Sistcon/TRF4)

A reunião contou com a participação de magistrados e servidores de todas as Seções Judiciárias da 4ª Região
A reunião contou com a participação de magistrados e servidores de todas as Seções Judiciárias da 4ª Região (Imagem: Sistcon/TRF4)

O desembargador Luiz Carlos Canalli, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), negou dois habeas corpus impetrados por investigados no âmbito da “Operação Tavares”, deflagrada pela Polícia Federal (PF), e manteve as prisões preventivas de André Luiz Gross e de Bruno Martins Nery. A operação tem o objetivo de identificar e combater uma organização criminosa responsável por contrabando de cigarros que atua no Estado do Rio Grande do Sul. As decisões do desembargador foram proferidas em regime de plantão durante o último fim de semana (6 e 7/11).

Os investigados foram flagrados pela equipe policial, em maio deste ano, gerenciando o fluxo de caminhões em um depósito da organização criminosa, localizado no município de Estância Velha (RS), na região metropolitana de Porto Alegre.

A 11ª Vara Federal da capital gaúcha decretou a prisão preventiva de Gross e Nery, que foram apontados pela PF como integrantes do esquema de transporte de cargas do grupo criminoso. As defesas ajuizaram pedidos de liberdade provisória, porém estes foram indeferidos pelo juízo de primeira instância.

Dessa maneira, os advogados impetraram os habeas corpus no TRF4 solicitando a revogação dos decretos de prisão. Foi alegado que os investigados possuem bons antecedentes e empregos lícitos, e que as famílias deles dependem economicamente dos dois.

O desembargador Canalli indeferiu os pedidos. Para o magistrado, existem indícios suficientes de autoria, além de prova da materialidade dos delitos de contrabando de cigarros e de participação em organização criminosa, sendo a prisão preventiva necessária como garantia da ordem pública e para assegurar a aplicação da lei penal.

“Constata-se ser concreta a necessidade de manutenção da prisão preventiva, para garantia da ordem pública, por conveniência da instrução criminal e para assegurar a aplicação da lei penal, de modo a fazer cessar a prática delitiva, tendo em vista os indícios da participação em organização criminosa voltada para o contrabando de cigarros em larga escala, com vastos recursos financeiros, capaz de refazer o seu modus operandi, com alteração do local principal de produção e armazenagem, bem como a troca dos veículos e agentes utilizados na empreitada, tendente a burlar eventuais investigações policiais”, destacou Canalli sobre os dois investigados.

O desembargador concluiu apontando que “eventuais condições favoráveis aos pacientes, tais como, endereço certo, ocupação lícita e família constituída, por si só, não têm o condão de obstar o decreto de segregação preventiva, se presentes um ou mais dos elementos componentes do periculum libertatis (perigo que a libertação infere à ordem pública), como ocorre na espécie”.


(Foto: Stockphotos)

O diretor do Foro da Seção Judiciária do Paraná, juiz federal José Antonio Savaris, será um dos palestrantes do I Fórum Virtual de Medicina Legal do Conselho Federal de Medicina (CFM), uma das atividades do V Congresso Brasileiro de Medicina Legal e Perícias Médicas, que acontecerá neste sábado (13/11), das 9h às 12h, por videoconferência via Zoom e transmitido pelo Youtube do Conselho Federal de Medicina.

Com o tema “A influência da pandemia na Medicina Legal e Perícia Médica”, o Fórum, promovido pela ABMLPM (Associação Brasileira de Medicina Legal e Perícias Médicas), objetiva discutir a situação atual dos Institutos Médicos Legais (IMLs). O debate trará questões éticas enfrentadas na telemedicina na realização do Ato Médico Pericial, também discutindo a postura do legista frente ao sucateamento dos IMLs pelo país e obrigatoriedade do uso do Protocolo de Istambul.

O Fórum faz parte da programação híbrida desta edição, com encontros presenciais e à distância. O evento contará com a participação de membros da Associação Latino Americana de Direito Médico, além da diretoria da ABMLPM, conselheiros federais, médicos legistas, peritos e demais especialistas.

 As inscrições para associados e não associados à entidade, estudantes de graduação, residentes, operadores de Direito e interessados em cursos e oficinas poderão ser realizadas até o dia anterior ao evento. Certificados serão emitidos aos participantes inscritos. 

 Para programação do evento e mais informações, acesse: congressoabmlpm2021.com.br


(Foto: CFM – YouTube)

O presidente e o vice-presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), desembargadores Ricardo Teixeira do Valle Pereira e Fernando Quadros da Silva, respectivamente, receberam nesta tarde (9/11) o presidente do Tribunal Regional do Trabalho do Paraná (TRT9), desembargador Sérgio Murilo Rodrigues Lemos, em visita institucional.

Os magistrados conversaram sobre a colaboração que tem havido entre os dois órgãos, sendo que Lemos agradeceu a cedência de aprovados no concurso do TRF4 para a ocupação de cargos no TRT9. “Poder fazer essas nomeações tem sido um alento. A pandemia nos trouxe essa noção da importância de nos apoiarmos”, ele ressaltou.

Valle Pereira enfatizou a relevância de uma política de parcerias entre órgãos públicos. “Tenho buscado desenvolver relações institucionais, tanto com o Judiciário federal como com o estadual”, destacou o magistrado. As adaptações e evoluções tecnológicas havidas na pandemia também foram assunto dos dirigentes.

Os diretores-gerais dos dois tribunais, Sandra Mara Cornelius da Rocha (TRF4) e Rafael Araújo Leal (TRT9) também participaram do encontro.

(da esq. p/dir) Valle Pereira, Sandra, Leal, Quadros da Silva e Lemos
(da esq. p/dir) Valle Pereira, Sandra, Leal, Quadros da Silva e Lemos (Foto: Diego Beck/TRF4)

Encontro ocorreu no Gabinete da Presidência
Encontro ocorreu no Gabinete da Presidência (Foto: Diego Beck/TRF4)

A sessão ordinária da Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) marcada para o próximo dia 16 foi transferida para 23 de novembro, terça-feira, a partir das 9h. Ainda no dia 23, além da sessão no período matutino, o colegiado terá encontro à tarde, marcado para as 14h.

Ambas as sessões serão realizadas por videoconferência e poderão ser acompanhadas pelo canal do STJ no YouTube.

Especializada em direito privado, a Quarta Turma é integrada pela ministra Isabel Gallotti e pelos ministros Luis Felipe Salomão (presidente), Raul Araújo, Antonio Carlos Ferreira e Marco Buzzi.

Acesse o calendário de sessões para ver as pautas de julgamento.

A página da Pesquisa Pronta disponibilizou seis entendimentos do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Produzida pela Secretaria de Jurisprudência, a nova edição aborda, entre outros assuntos, a configuração de dano moral nas hipóteses em que o consumidor precisa levar carro novo com defeito à concessionária diversas vezes e abusividade de cláusula que prevê a interrupção de terapia por esgotamento do número de sessões anuais previstas pela Agência Nacional de Saúde (ANS).

O serviço tem o objetivo de divulgar as teses jurídicas do STJ mediante consulta, em tempo real, sobre determinados temas, organizados de acordo com o ramo do direito ou em categorias predefinidas (assuntos recentes, casos notórios e teses de recursos repetitivos).

Direito civil – Contratos

Plano de saúde. Limitação do número de sessões. Abusividade?

"A jurisprudência desta Corte entende abusiva a cláusula contratual ou o ato da operadora de plano de saúde que importe em interrupção de terapia por esgotamento do número de sessões anuais asseguradas no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS." 

AgInt no REsp 1956106/SP, Rel. Ministro Moura Ribeiro, Terceira Turma, julgado em 25/10/2021, DJe 28/10/2021.

Direito penal – Aplicação da pena

Valoração negativa da personalidade. Laudo técnico. Necessidade?

"A avaliação negativa da personalidade, circunstância judicial prevista no art. 59 do Código Penal, ‘não reclama a existência de laudo técnico especializado, podendo ser aferida a partir de dados da própria conduta do acusado que indiquem maior periculosidade do agente’ (AgRg no REsp 1.802.811, Rel. Ministro Antônio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, DJe 1º/7/2020)." 

AgRg no AREsp 1840795/TO, Rel. Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, julgado em 14/09/2021, DJe 20/09/2021. 

Direito civil – Responsabilidade civil

Responsabilidade civil. Veículo novo. Defeitos. Retornos constantes à concessionária. Dano moral?

"A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça entende configurado o dano moral, quando o consumidor de veículo zero-quilômetro necessita retornar à concessionária por diversas vezes para reparar defeitos apresentados no veículo adquirido." 

AgInt no AREsp 1844433/SP, Rel. Ministro Raul Araújo, Quarta Turma, julgado em 20/09/2021, DJe 15/10/2021.

Direito civil – Contrato de locação

Locação de imóvel para instalação de estação de rádio base. Ação renovatória? 

"O local destinado à instalação de Estação Rádio Base (ERB), objeto do contrato de locação não residencial, configura fundo de comércio a ser tutelado pela ação renovatória." 

REsp 1872262/DF, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Rel. p/ Acórdão Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, Terceira Turma, julgado em 20/04/2021, DJe 08/06/2021.

Direito administrativo – Licitação

Serviço público. Descontinuidade. Superação por contratação emergencial. Possibilidade?

"Eventual descontinuidade do serviço a ser prestado pode ser superada pela contratação emergencial, até que a controvérsia seja solucionada pelo Poder Judiciário." 

AgInt na SS 2.941/BA, Rel. Ministra Laurita Vaz, Corte Especial, julgado em 20/06/2018, DJe 07/08/2018.

Direito administrativo – Improbidade administrativa

Agentes públicos armados. Atentado à vida ou à liberdade individual. Improbidade administrativa. Configuração? 

"Atentado à vida e à liberdade individual de particulares, praticado por agentes públicos armados – incluindo tortura, prisão ilegal e ‘justiciamento’ –, afora repercussões nas esferas penal, civil e disciplinar, pode configurar improbidade administrativa, porque, além de atingir a pessoa-vítima, alcança simultaneamente interesses caros à Administração em geral, às instituições de segurança pública em especial, e ao próprio Estado Democrático de Direito." 

REsp 1177910/SE, Rel. Ministro Herman Benjamin, Primeira Seção, julgado em 26/08/2015, DJe 17/02/2016.

Pouco mais de um ano após o seu lançamento, o projeto Fale com o Presidente – De mãos dadas: magistratura e cidadania chegou à nona edição nesta segunda-feira (8), com mais de 70 pessoas atendidas de todas as regiões do país.

Instituído em outubro de 2020, o Fale com o Presidente é uma das principais iniciativas da gestão do presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Conselho da Justiça Federal (CJF), ministro Humberto Martins, para ampliar a aproximação entre o cidadão e o Poder Judiciário.

Em cada edição do projeto, os participantes têm a oportunidade inédita de uma conversa individual com o presidente do Tribunal da Cidadania. As demandas apresentadas são encaminhadas e solucionadas dentro das possibilidades da corte superior.​​​​​​​​​

A professora Claudia Rebouças da Silva Carvalho foi uma das pessoas atendidas pelo ministro Humberto Martins nesta edição do projeto Fale com o Presidente. | Foto: Gustavo Lima / STJ

"Não existe questão maior ou menor, todas são importantes para aquelas pessoas que têm direitos a reclamar ou problemas que afetam diretamente o cidadão para questionar. É o nosso papel promover sempre o diálogo com a sociedade, de onde emana todo o poder", afirmou o presidente do STJ.

Ao longo da sua trajetória, o Fale com o Presidente teve como um dos resultados a convocação de novos servidores aprovados no concurso promovido em 2018 para reforçar o quadro de analistas e técnicos do tribunal.

Cidadãos elogiam acolhida do Tribunal da Cidadania

Entre os participantes desta nona edição do projeto, o ponto em comum foi a satisfação dos inscritos com a receptividade do ministro Humberto Martins.

"Nunca imaginei que poderia ter acesso a um presidente de tribunal. Eu me senti ouvida e me senti orientada", elogiou a professora Claudia Rebouças da Silva Carvalho.

Por sua vez, o músico Carlos Henrique Ribeiro Cunha defendeu a implementação de iniciativas semelhantes em todo o setor público brasileiro: "O cidadão ter essa oportunidade maravilhosa de se expressar não tem preço, é um exemplo de humanidade que deveria ser mais adotado".

Como funcionam as audiências do Fale com o Presidente

Cada participante tem até dez minutos de conversa com o presidente da corte, em seu gabinete. Magistrados, membros do Ministério Público, da advocacia e da Defensoria Pública, bem como lideranças partidárias e autoridades em geral, não estão incluídos na iniciativa, pois receber essas pessoas já faz parte da agenda institucional e de rotina do ministro Humberto Martins.

As audiências públicas cumprem todos os protocolos de segurança sanitária para a prevenção da Covid-19, como o uso de máscaras. Os pedidos de inscrição devem ser enviados para a ouvidoria da corte, pelo e-mail falecomopresidente@stj.jus.br.

A solicitação deve ocorrer com até 72 horas de antecedência da data prevista para o encontro. A confirmação é feita até 48 horas antes, pelo e-mail que o cidadão indicar.

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Humberto Martins, afirmou nesta segunda-feira (8) que o tribunal está em sintonia com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para fortalecer os mecanismos de solução pacífica de conflitos.​​​​​​​​​

Ministro Humberto Martins: "A conciliação e a mediação têm se mostrado instrumentos efetivos de pacificação social, solução e prevenção de litígios".

A fala do ministro ocorreu na abertura da 16ª Semana Nacional da Conciliação, promovida pelo CNJ. Martins destacou que o tratamento adequado dos conflitos exige a reestruturação do sistema de Justiça.

"É nesse contexto que ganham relevância os mecanismos de solução alternativa dos conflitos, porque, ao longo dos anos, a conciliação e a mediação têm se mostrado instrumentos efetivos de pacificação social, solução e prevenção de litígios", afirmou.

O presidente do STJ destacou que o acesso à Justiça representa muito mais que o simples acesso ao processo. Para ele, é um dever garantir ao cidadão acesso à ordem jurídica justa. "Deve-se garantir que as pessoas efetivamente recebam uma resposta adequada, tempestiva e justa do Poder Judiciário", completou.

Para o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do CNJ, ministro Luiz Fux, o evento já está consolidado no calendário institucional do Poder Judiciário. Ele assinalou que os mais de 75 milhões de processos em tramitação no país relevam o alto grau de litigiosidade presente na sociedade.

"De uma população de 213 milhões de pessoas, temos uma média de um processo para cada três brasileiros. Mais de 52% destes são demandas de execução, por isso o foco da 16ª Semana Nacional da Conciliação. O objetivo é dar uma solução adequada para esses processos", declarou Fux.

Mais tempo livre para o jurisdicionado

Entusiasta da conciliação, o ministro do STJ Marco Buzzi lembrou o protagonismo do CNJ desde 2006, com a realização da primeira semana de conciliação. Ele disse que a solução pacífica de conflitos permite que o jurisdicionado tenha mais tempo para si, pois a conciliação abrevia o trâmite processual e oferece uma solução mais justa que as sentenças.

"Com isso, dispomos de mais tempo para a vida. A conciliação agora é uma realidade irreversível, já passou a ser um programa institucional. Nós observamos um grande índice de satisfação e uma alta taxa de êxito para esse tipo de solução nos processos", afirmou.

Buzzi opinou que todos os operadores do direito devem se empenhar nesse processo, independentemente de mudanças na regulamentação legal. "O nosso pleito para esse ano é que os advogados venham para dentro desse processo. Não é necessário aguardar uma lei para fazer esse movimento", avaliou o magistrado.

O ministro do STJ Reynaldo Soares da Fonseca afirmou que o histórico recente mostra o sucesso do caminho da conciliação. Para ele, essas iniciativas estimulam a cultura da paz, diminuindo a litigiosidade.

"Todo o sistema de Justiça saiu da cultura da sentença para incorporar essa nova realidade de acesso à Justiça. Não à toa, o Código de Processo Civil já adotou essa cultura, estimulando a mediação e a conciliação".

A Semana Nacional da Conciliação integra o calendário do Poder Judiciário brasileiro desde 2006 e se caracteriza pela realização de um esforço concentrado voltado para a sedimentação da Política Judiciária Nacional de Tratamento Adequado dos Conflitos de Interesses, instituída pela Resolução CNJ 125/2010. Com o slogan "Conciliação: execute o seu direito, concilie", a edição 2021 adota o conceito "Conciliação: mais tempo para você".

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) proferiu 1.161.548 decisões desde o início do trabalho remoto. A medida foi implementada em 16 de março do ano passado, com a finalidade de evitar a disseminação da Covid-19.

Entre o início do regime de trabalho a distância e o dia 7 de novembro de 2021, o STJ proferiu 896.720 decisões terminativas e 264.828 interlocutórias e despachos.

Das decisões terminativas, a maior parte foi monocrática (716.321). Os colegiados julgaram 180.399 processos no período.

Classes processuais

Entre as classes processuais, as que mais apresentaram decisões foram os agravos em recurso especial (370.766), os habeas corpus (235.216) e os recursos especiais (143.076).

Segundo os dados de produtividade, a corte realizou 374 sessões virtuais para o julgamento dos recursos internos (agravos regimentais, agravos internos e embargos de declaração).