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"O protagonismo das mulheres e as suas conquistas ao longo da história contribuem para a construção de instituições mais sólidas, democráticas e plurais", declarou nesta terça-feira (9) o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Conselho da Justiça Federal (CJF), ministro Humberto Martins, durante a cerimônia de lançamento do podcast Marias do Brasil.​​​​​​​​​

O presidente do STJ, ministro Humberto Martins, participou por videoconferência da cerimônia de lançamento do novo podcast do CNMP. | Foto: Gustavo Lima / STJ

O novo podcast, produzido pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e pela Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU), reúne nove episódios sobre os 15 anos da Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006).

Por videoconferência, o presidente do STJ considerou a iniciativa do CNMP um importante marco no fortalecimento do combate à discriminação e à violência contra as mulheres.

Leia também: Violência doméstica: 15 interpretações que reforçaram a proteção da mulher em 15 anos da Lei Maria da Penha

A ministra Assusete Magalhães, uma das autoridades entrevistadas pelo Marias do Brasil, também participou do evento. Em sua gestão como ouvidora do tribunal, foi criada a Ouvidoria das Mulheres do STJ, canal institucional para o recebimento de demandas de servidoras relacionadas a questões como a violência de gênero.

Assusete Magalhães destacou a importância dos recentes precedentes do Tribunal da Cidadania sobre a aplicação da Lei Maria da Penha e chamou atenção para o aumento do volume de processos de violência doméstica.

"Apesar dos avanços legislativos, a mulher continua exposta à discriminação e a alarmantes índices de violência em todas as suas dimensões. Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) registram que o Judiciário brasileiro encerrou o ano de 2019 com um aumento de quase 10% no número de processos de violência contra a mulher", ressaltou.

O programa Entender Direito desta semana traz a debate a Lei de Execução Penal (LEP – Lei 7.210/1984) e a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) em demandas carcerárias. Os convidados desta edição são os especialistas em legislação criminal Bruno Salles e Thalisson Faleiro.

A entrevista, conduzida pelos jornalistas Thiago Gomide e Fátima Uchôa, aborda, entre outros assuntos, a situação do sistema prisional brasileiro, a obrigatoriedade do trabalho dos presos e elenca diversos precedentes do STJ relativos ao tema, como a decisão inédita da Quinta Turma que mandou contar em dobro o período de pena cumprido em situação degradante a um homem que esteve preso no Instituto Penal Plácido de Sá Carvalho, no Complexo Penitenciário de Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

A atração pode ser conferida no canal do STJ no YouTube e na versão podcast, nas principais plataformas de áudio.

Na TV Justiça, o programa vai ao ar às quartas-feiras, às 10h, com reprises aos sábados, às 14h, e às terças-feiras, às 22h; na Rádio Justiça, é possível acompanhar as entrevistas aos sábados, às 7h, com reprise aos domingos, às 23h.

O presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Humberto Martins, participou nesta terça-feira (9) da entrega de prêmios do programa Orgulho STJ e do Prêmio InovaSTJ, em cerimônia realizada no auditório da corte.

"Servir à sociedade é gratificante, pois aqueles que ostentam a condição de servidor público exercem no dia a dia a nobre missão de oferecer aos cidadãos os melhores resultados do seu incansável trabalho", comentou o ministro ao saudar os agraciados.​​​​​​​​

Ministro Humberto Martins afirmou que as ações premiadas contribuem para o fortalecimento do STJ. Foto: Lucas Pricken / STJ
Martins afirmou que o programa Orgulho STJ foi lançado em outubro de 2020 como forma de agradecimento àqueles que participam ativamente da história do Tribunal da Cidadania, e que a novidade neste ano é a primeira edição do Prêmio InovaSTJ, iniciativa pensada para agraciar as melhores práticas e ideias inovadoras destinadas ao aperfeiçoamento do serviço público.

"Essas premiações são o reconhecimento do trabalho de todos os servidores do tribunal, das situações desafiadoras pelas quais cada um de vocês passa diariamente, dos obstáculos vencidos e do consequente crescimento profissional", declarou.

Ações para o fortalecimento institucional

Humberto Martins mencionou que as ações colaborativas, integradas e eficientes – como as que foram premiadas – resultam no fortalecimento institucional, objetivo comum de todos que estão no STJ. "Nós fazemos parte de um tribunal diferenciado, um dos melhores do mundo", concluiu o presidente.

Neste ano, o programa Orgulho STJ homenageia 359 servidores com diplomas de honra ao mérito, 153 com medalhas e dois com placas condecorativas. Devido às restrições impostas pela pandemia da Covid-19, apenas três servidores participaram da cerimônia, recebendo medalhas e representando os demais.

Prestigiaram o evento o diretor-geral da corte, Marcos Antonio Cavalcante; o secretário-geral da Presidência, Jadson Santana; a secretária de Gestão de Pessoas, Solange da Costa Rossi, e o secretário de Gestão Estratégica, Montgomery Wellington Muniz.

Diplomas, medalhas e placas

De acordo com a secretária Solange da Costa Rossi, o programa Orgulho STJ surgiu de ideias coletadas na Pesquisa de Clima Organizacional de 2019 e foi lançado no Dia do Servidor – 28 de outubro – do ano passado.

"A ideia é reconhecer os servidores que, pelo seu tempo de casa, mais contribuíram com o nosso tribunal", destacou. Ela informou que os servidores com 25 anos de serviço recebem medalha de bronze; com 30 anos, de prata, e com 35 anos, de ouro. Servidores com 40 anos ou mais recebem a placa de homenagem. "Queremos que os servidores sintam que seu tempo no tribunal contribuiu para o Judiciário brasileiro", completou.​​​​​​​​​

Servidores foram homenageados com diplomas, medalhas e placas.​ | Foto: Emerson Leal / STJ
O ganhador da medalha de ouro foi João Costa Fagundes, coordenador de Processamento de Feitos em Execução Judicial (CEJU), que contou que o STJ foi seu primeiro emprego e, provavelmente, será o único. "Entrei quando ainda era o Tribunal Federal de Recursos (TFR), aos 18 anos. Vi muitas histórias nesse período, como os processos que tinham que ser costurados com linha e suvela, até a digitalização", relembrou. Para João Costa, o Orgulho STJ é uma forma de o Tribunal da Cidadania retribuir a dedicação de seus servidores.

O servidor Gilberto Martins recebeu a medalha de prata; o servidor José Guerreiro recebeu a medalha de bronze; e a servidora Nilcéa Behrends, a placa de condecoração, em representação a todos os servidores que têm 25, 30, 35 e 40 ou mais anos de serviço no STJ, respectivamente.

Inovando sempre

O secretário de Gestão Estratégica, Montgomery Wellington Muniz, apontou que o InovaSTJ é uma maneira de estimular o desenvolvimento de novas ideias e de divulgar as que já estão sendo aplicadas nas unidades da corte.

"Os servidores da linha de frente, que se envolvem diretamente com os processos de trabalho, têm muitas ideias a oferecer", afirmou. Segundo ele, os seis projetos premiados nesta edição trazem ganhos reais não só para a instituição, mas também para a sociedade. "É um ganha-ganha. Valorizamos o servidor e trazemos benefícios para a corte. Isso se alinha com o Plano Estratégico STJ 2020-2026", acrescentou.

Na Categoria Ideias Inovadoras, os vencedores foram: Memoriáudio; Aprendizado de Máquina Aplicado ao Índice de Processos Originários, e o É aqui. Na Categoria Melhores Práticas, os vencedores foram: Painel de Dados Inteligentes; Sistema de Elaboração de Editais, e Implantação do Peticionamento Eletrônico Administrativo.

A equipe responsável pela elaboração do projeto Aprendizado de Máquina Aplicado ao Índice de Processos Originários foi representada na cerimônia por Jorge Gomes de Andrade Cruz, coordenador de Classificação e Distribuição de Processos, que destacou como a tecnologia beneficia o serviço e o próprio corpo funcional.

"Indexar processos, ou seja, localizar em que página está cada peça, é essencial. Mas também é um trabalho repetitivo e cansativo. Usando a inteligência artificial, podemos tornar isso muito mais eficiente", explicou. Para ele, o reconhecimento do tribunal e a divulgação do projeto são importantes para estimular os servidores e aumentar a eficiência na prestação jurisdicional.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) elegeu nesta terça-feira (9) o ministro Mauro Campbell Marques para a função de corregedor-geral da Justiça Eleitoral. Ele assume a vaga do ministro Luis Felipe Salomão, cujo biênio no TSE terminou em 29 de outubro.

Também designados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), os ministros Benedito Gonçalves e Paulo de Tarso Sanseverino foram empossados como membros efetivo e substituto da corte eleitoral, respectivamente.​​​​​​​​​

Os novos membros do TSE tomaram posse em cerimônia realizada nesta terça-feira (9). 

A solenidade de posse foi conduzida pelo presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, e contou com a participação presencial do presidente do STJ, ministro Humberto Martins, e do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, além de outros ministros das duas cortes e do TSE, de representantes do Ministério Público, da advocacia e do Poder Executivo do Amazonas – terra do ministro Campbell.

Para Humberto Martins, a atuação dos colegas recém-empossados será fundamental para o fortalecimento do processo eleitoral e da democracia brasileira.

"Os ministros do Tribunal da Cidadania que estão assumindo esse novo desafio na Justiça Eleitoral são igualmente reconhecidos pelo notável saber jurídico e humanístico, e, sobretudo, pelo incansável compromisso com a pacificação social e a consolidação do Estado Democrático de Direito", ressaltou.

Luís Roberto Barroso disse que o tribunal eleitoral recebe com alegria os ministros do STJ em sua composição, pois são grandes juristas que honram a magistratura brasileira.

Perfil dos novos ministros do TSE

O novo corregedor-geral da Justiça Eleitoral tomou posse como membro efetivo do TSE em setembro de 2020, após atuar como ministro substituto desde agosto de 2018.

Mauro Campbell Marques ingressou em junho de 2008 no STJ, onde faz parte da Corte Especial, da Primeira Seção e da Segunda Turma. Antes, integrou o Ministério Público por 21 anos e chefiou a instituição no Amazonas. Natural de Manaus, é formado em direito pelo Centro Universitário Metodista Bennett (Unibennett).

Novo membro titular do TSE, o ministro Benedito Gonçalves tomou posse como substituto em novembro de 2019. Ele é ministro do STJ desde setembro de 2008. Atualmente, compõe a Corte Especial, a Primeira Seção e a Primeira Turma.

Antes da nomeação para o STJ, foi juiz federal e desembargador do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2). Nascido no Rio de Janeiro, Benedito Gonçalves é graduado em direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), sendo especialista em direito processual civil pela Universidade de Brasília (UnB-CJF) e mestre em direito pela Universidade Estácio de Sá.

O ministro Paulo de Tarso Sanseverino chega ao TSE como substituto depois de 11 anos de atuação no STJ, onde ingressou em agosto de 2010. É membro da Corte Especial, da Segunda Seção e da Terceira Turma, e, desde 2017, preside a Comissão Gestora de Precedentes e de Ações Coletivas.

Até chegar ao STJ, Sanseverino foi promotor, juiz e desembargador do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS). Natural de Porto Alegre, tem bacharelado em direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, mestrado e doutorado em direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Conselho da Justiça Federal (CJF), ministro Humberto Martins, voltou a defender nesta terça-feira (9) a importância da segurança jurídica para o fortalecimento da cidadania e o desenvolvimento econômico e social do Brasil, durante o lançamento do livro Segurança Jurídica e Estado de Direito, na sede do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Brasília.

Humberto Martins é um dos autores da obra coletiva, com o artigo intitulado "A Segurança Jurídica e a Tensão entre Tradição e Novos Tempos". Segundo o presidente do STJ, a estabilidade das decisões proferidas pelo Poder Judiciário é essencial para a efetiva promoção de uma vida digna a todos.

"O Poder Judiciário possui um compromisso com a produção de decisões uniformes e duradouras em favor de um Estado que garanta à cidadã e ao cidadão o seu direito à vida, à saúde e à prosperidade", assinalou.​​​​​​​​​

O ministro Humberto Martins discursa no lançamento do livro Segurança Jurídica e Estado de Direito, na sede da OAB.

Anfitrião do evento e um dos organizadores da publicação, o presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, destacou a importância do diálogo e da cooperação entre as instituições do sistema de Justiça para a consolidação da segurança jurídica no país.

"Nós todos podemos dormir com a consciência tranquila – felizes, nunca, porque perdemos muitas irmãs e irmãos na pandemia – de que estamos cumprindo o nosso papel na defesa da ciência, da saúde e do ser humano", declarou Santa Cruz.

Também esteve presente à cerimônia o ministro Villas Bôas Cueva, autor de artigo com o título "Segurança Jurídica e Incerteza Jurisdicional". A obra conta ainda com texto do ministro Benedito Gonçalves, sobre "Segurança Jurídica e Proteção da Confiança".

O Laboratório de Inovação da Seção Judiciária do Rio Grande do Sul, o Inovatchê, participará com duas oficinas da Semana de Inovação, evento online e gratuito promovido pela Escola Nacional de Administração Pública (ENAP), que ocorrerá entre os dias 9 e 12 de novembro. Um dos principais eventos da área na América Latina, a Semana de Inovação terá a participação de diversos órgãos públicos brasileiros.

No dia 10 de novembro, às 19h, será apresentada a ‘Oficina de Descolonização do Futuro’, na qual se promove uma reflexão sobre o papel do serviço público na promoção da sustentabilidade. No dia seguinte, às 8h, ocorrerá a ‘Oficina de Evolução Organizacional’, na qual são utilizadas dinâmicas e ferramentas visuais para propor novos rumos para o serviço público.

Esta é a sétima edição do evento, que neste ano traz o tema “Ousar transformar”, proporcionando debates e troca de experiências entre servidores públicos sobre iniciativas de uso de tecnologias, metodologias e processos para a melhoria do serviço público brasileiro. Além de representantes de órgãos públicos, serão trazidos palestrantes nacionais e internacionais para realizar mesas redondas e outros formatos de atividade.

Inscrições e programação completa do evento disponível no site clicando aqui.


(Foto: ENAP/Governo Federal)

Em encontro inaugural da XVI Semana Nacional de Conciliação realizada hoje pela manhã, a Justiça Federal da 4ª Região reuniu magistrados e servidores de todas as Seções Judiciárias para exporem as atividades que serão desenvolvidas durante a campanha. O evento é impulsionado anualmente pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e neste ano vai ocorrer entre os dias 08 e 12 de novembro.

Como anfitriã, a desembargadora federal Vânia Hack de Almeida, coordenadora do Sistema de Conciliação da 4ª Região (SISTCON), falou sobre a Semana Nacional de Conciliação. “Uma semana que se constitui em importante evento difusor das práticas autocompositivas. Essa campanha do CNJ é anual, como conhecemos, mas esta edição traz o conceito ‘Conciliação: Mais tempo para você’. Nos chama a atenção de que a escolha pela solução autocompositiva significa ganho de tempo, uma maior eficiência, para o cidadão e para a justiça. Importa, porém, destacar que a busca pela pacificação dos conflitos estimulando-se a autonomia das partes decidirem, influencia positivamente a constituição de comportamentos agregadores, construtivos, solidários, extremamente necessários, sobretudo em tempos de beligerância latente. Assim, a nossa relação com o tempo deve ultrapassar a visão de mera economia do tempo gasto, que se sabe importante, porém é necessário ir além e conferir ao tempo, qualificadores que nos levem a um maior grau de humanização das relações. Isto só é possível com o diálogo”, ela enfatizou.

Ainda, a magistrada mencionou as adequações que a Justiça Federal da 4ª Região precisou realizar para continuar com suas atividades durante a pandemia. “Devido às dificuldades trazidas pela pandemia, tivemos novas formas e meios para manter o diálogo tão essencial à conciliação. Uma migração para audiências tele presenciais e o uso do Fórum de Conciliação Virtual. Tudo nos permitiu o prosseguimento das atividades e muito aprendemos com esses tempos adversos para a população”, ela completou.

Antes de ouvir sobre as atividades que serão desenvolvidas nos Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSCONs) das três Seções Judiciárias, a desembargadora ainda agradeceu aos magistrados, servidores e parceiros da 4ª Região. “No momento que celebramos mais uma semana intensa para muitos, é imprescindível destacar as atividades conciliatórias realizadas ao longo do ano, que demonstra a atuação de todos os envolvidos da 4ª Região”, concluiu Hack de Almeida.

A juíza federal Anne Karina Stipp Amador Costa, coordenadora do CEJUSCON do Paraná, destacou que as atividades naquela Seção serão desenvolvidas de forma totalmente virtual. Ela mencionou o mutirão planejado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes para ser realizado na Subseção de Umuarama (PR), sobre 107 processos de desapropriação em trecho da rodovia BR 487. Fazendo referência ao livro de Valter Hugo Mãe, “O filho de mil homens”, ela citou que vê “a conciliação como uma filha de mil homens e mil mulheres que estão contribuindo para a cultura da paz e do diálogo”. Por fim, a juíza destacou que se sente “feliz pelo nascimento da irmã da conciliação, a justiça restaurativa, que vem para auxiliar e muito nesse ambiente de pacificação judicial”.

Em seguida foi a vez da coordenadora do CEJUSCON de Santa Catarina, a juíza federal Eliana Paggiarin Marinho, demonstrar as atividades planejadas. “Quando pensamos na SNC, fizemos contato com o Instituto Nacional do Seguro Social e com a Caixa Econômica Federal. Em relação ao INSS será possível desenvolver atividades posteriores à Semana, já com a Caixa serão realizadas atividades de conciliação nesta semana, a instituição elaborou listas de processos referentes a contratos que poderiam ter proposta de acordo, usaremos as salas virtuais para realizar as audiências”, ela explicou.

A coordenadora do CEJUSCON do Rio Grande do Sul, juíza federal Daniela Tocchetto Cavalheiro, durante um relato emocionado sobre o período de pandemia que impediu a presencialidade dos magistrados e servidores da 4ª Região, destacou considerar “um orgulho participar dessa atividade juntamente com os magistrados e servidores que atuam nas linhas de frente da conciliação, e quero agradecer ao trabalho dos meus colegas queridos”. Ela anunciou que, em Porto Alegre, existem 287 processos em pauta para a SNC. “A Caixa tem feito um excelente trabalho e participado ativamente da Conciliação”, destacou a juíza. Ela ainda ressaltou o elevado número de ações referentes a contratos comerciais que serão pautados essa semana, também no interior do Estado.

Ainda falaram representantes da 26ª Vara Federal de Porto Alegre, especializada em conciliação, que trouxeram o exemplo de processos tratados sobre a nova Ponte do Guaíba. “Amanhã, por exemplo, vamos fazer um processo pendente de tratativas junto ao DNIT referente às desapropriações para construção da Ponte e será realizada presencialmente, pois acredito que para ações que envolvem pessoas extremamente carentes é mais confortável que seja presencial, devido à dificuldade de acesso à internet”, explicou o juiz federal Hermes Siedler da Conceição Júnior. A juíza federal Ana Inès Latorre falou sobre as atividades relacionadas ao Programa Justiça Inclusiva, que atua com foco nos segurados do INSS que são dependentes de substâncias psicoativas e ingressam com ações judiciais requisitando benefício previdenciário. O programa integra a possibilidade de acordo aos beneficiários que se comprometerem ao tratamento na rede pública de saúde. Este ano está completando seis anos de implantação.

O juiz federal Eduardo Picarelli apontou a importância do trabalho de equipe que tem impulsionados ações estruturantes da conciliação em diversos temas. O juiz federal Bruno Santos, destacou as atividades que estão sendo organizadas para impulsionar as conciliações junto aos órgãos gestores da Saúde, enquanto o juiz Erivaldo dos Santos abordou as atividades em curso para avançar na autocomposição no tema de moradia.

A juíza federal substituta Catarina Volkart Pinto, coordenadora do Núcleo de Justiça Restaurativa (NUJURE), informou sobre a realização do primeiro curso de formação de conciliadores e mediadores judiciais, iniciado há algumas semanas, que terá aula aberta durante a Semana Nacional de Conciliação. Ela ressaltou ainda as etapas de implantação do Programa de Justiça Restaurativa na 4ª Região, com a constituição dos centros de justiça restaurativa e da formação de facilitadores. Já a juíza federal auxiliar do SISTCON, Ingrid Schroder Sliwka, apresentou o importante trabalho e as ferramentas disponíveis para promover soluções autocompositivas durante o período de pandemia, como o Auxílio Emergencial e fluxos específicos para tratar pela via do acordo processos da poupança e de temas que envolvem a União. A juíza Maria Lúcia Titton abordou o início das tratativas com a Procuradoria Regional da Fazenda Nacional, visando buscar a solução pela via da conciliação na matéria tributária e fiscal, até então pouco explorada.

Estão programadas cerca de 2.300 audiências de conciliação e 1.070 Fóruns de Conciliação Virtual durante a Semana Nacional de Conciliação, além das negociações que ocorrerão por propostas de acordos juntadas nos autos dos processos eletrônicos. Além disso, ao longo do ano de 2021 mais de 20 mil Fóruns de Conciliação Virtual foram abertos, mais de 15 mil audiências de conciliação foram realizadas e 54 mil acordos se encontram homologados pelos CEJUSCONs e Varas Federais.

Antes do encerramento, foram levantadas perspectivas de organização de atividades do Sistema de Conciliação, com vistas ao aprofundamento da troca de experiências.

Encontro virtual marcou a abertura da XVI Semana Nacional de Conciliação na Justiça Federal da 4ª Região
Encontro virtual marcou a abertura da XVI Semana Nacional de Conciliação na Justiça Federal da 4ª Região (Imagem: Sistcon/TRF4)

A reunião contou com a participação de magistrados e servidores de todas as Seções Judiciárias da 4ª Região
A reunião contou com a participação de magistrados e servidores de todas as Seções Judiciárias da 4ª Região (Imagem: Sistcon/TRF4)

O desembargador Luiz Carlos Canalli, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), negou dois habeas corpus impetrados por investigados no âmbito da “Operação Tavares”, deflagrada pela Polícia Federal (PF), e manteve as prisões preventivas de André Luiz Gross e de Bruno Martins Nery. A operação tem o objetivo de identificar e combater uma organização criminosa responsável por contrabando de cigarros que atua no Estado do Rio Grande do Sul. As decisões do desembargador foram proferidas em regime de plantão durante o último fim de semana (6 e 7/11).

Os investigados foram flagrados pela equipe policial, em maio deste ano, gerenciando o fluxo de caminhões em um depósito da organização criminosa, localizado no município de Estância Velha (RS), na região metropolitana de Porto Alegre.

A 11ª Vara Federal da capital gaúcha decretou a prisão preventiva de Gross e Nery, que foram apontados pela PF como integrantes do esquema de transporte de cargas do grupo criminoso. As defesas ajuizaram pedidos de liberdade provisória, porém estes foram indeferidos pelo juízo de primeira instância.

Dessa maneira, os advogados impetraram os habeas corpus no TRF4 solicitando a revogação dos decretos de prisão. Foi alegado que os investigados possuem bons antecedentes e empregos lícitos, e que as famílias deles dependem economicamente dos dois.

O desembargador Canalli indeferiu os pedidos. Para o magistrado, existem indícios suficientes de autoria, além de prova da materialidade dos delitos de contrabando de cigarros e de participação em organização criminosa, sendo a prisão preventiva necessária como garantia da ordem pública e para assegurar a aplicação da lei penal.

“Constata-se ser concreta a necessidade de manutenção da prisão preventiva, para garantia da ordem pública, por conveniência da instrução criminal e para assegurar a aplicação da lei penal, de modo a fazer cessar a prática delitiva, tendo em vista os indícios da participação em organização criminosa voltada para o contrabando de cigarros em larga escala, com vastos recursos financeiros, capaz de refazer o seu modus operandi, com alteração do local principal de produção e armazenagem, bem como a troca dos veículos e agentes utilizados na empreitada, tendente a burlar eventuais investigações policiais”, destacou Canalli sobre os dois investigados.

O desembargador concluiu apontando que “eventuais condições favoráveis aos pacientes, tais como, endereço certo, ocupação lícita e família constituída, por si só, não têm o condão de obstar o decreto de segregação preventiva, se presentes um ou mais dos elementos componentes do periculum libertatis (perigo que a libertação infere à ordem pública), como ocorre na espécie”.


(Foto: Stockphotos)

O diretor do Foro da Seção Judiciária do Paraná, juiz federal José Antonio Savaris, será um dos palestrantes do I Fórum Virtual de Medicina Legal do Conselho Federal de Medicina (CFM), uma das atividades do V Congresso Brasileiro de Medicina Legal e Perícias Médicas, que acontecerá neste sábado (13/11), das 9h às 12h, por videoconferência via Zoom e transmitido pelo Youtube do Conselho Federal de Medicina.

Com o tema “A influência da pandemia na Medicina Legal e Perícia Médica”, o Fórum, promovido pela ABMLPM (Associação Brasileira de Medicina Legal e Perícias Médicas), objetiva discutir a situação atual dos Institutos Médicos Legais (IMLs). O debate trará questões éticas enfrentadas na telemedicina na realização do Ato Médico Pericial, também discutindo a postura do legista frente ao sucateamento dos IMLs pelo país e obrigatoriedade do uso do Protocolo de Istambul.

O Fórum faz parte da programação híbrida desta edição, com encontros presenciais e à distância. O evento contará com a participação de membros da Associação Latino Americana de Direito Médico, além da diretoria da ABMLPM, conselheiros federais, médicos legistas, peritos e demais especialistas.

 As inscrições para associados e não associados à entidade, estudantes de graduação, residentes, operadores de Direito e interessados em cursos e oficinas poderão ser realizadas até o dia anterior ao evento. Certificados serão emitidos aos participantes inscritos. 

 Para programação do evento e mais informações, acesse: congressoabmlpm2021.com.br


(Foto: CFM – YouTube)

O presidente e o vice-presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), desembargadores Ricardo Teixeira do Valle Pereira e Fernando Quadros da Silva, respectivamente, receberam nesta tarde (9/11) o presidente do Tribunal Regional do Trabalho do Paraná (TRT9), desembargador Sérgio Murilo Rodrigues Lemos, em visita institucional.

Os magistrados conversaram sobre a colaboração que tem havido entre os dois órgãos, sendo que Lemos agradeceu a cedência de aprovados no concurso do TRF4 para a ocupação de cargos no TRT9. “Poder fazer essas nomeações tem sido um alento. A pandemia nos trouxe essa noção da importância de nos apoiarmos”, ele ressaltou.

Valle Pereira enfatizou a relevância de uma política de parcerias entre órgãos públicos. “Tenho buscado desenvolver relações institucionais, tanto com o Judiciário federal como com o estadual”, destacou o magistrado. As adaptações e evoluções tecnológicas havidas na pandemia também foram assunto dos dirigentes.

Os diretores-gerais dos dois tribunais, Sandra Mara Cornelius da Rocha (TRF4) e Rafael Araújo Leal (TRT9) também participaram do encontro.

(da esq. p/dir) Valle Pereira, Sandra, Leal, Quadros da Silva e Lemos
(da esq. p/dir) Valle Pereira, Sandra, Leal, Quadros da Silva e Lemos (Foto: Diego Beck/TRF4)

Encontro ocorreu no Gabinete da Presidência
Encontro ocorreu no Gabinete da Presidência (Foto: Diego Beck/TRF4)