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Category Archives: Notícias

Em comemoração ao 252º aniversário da Cidade de Porto Alegre, o Memorial da Justiça Federal do RS realizará, no dia 9/4, às 17h, a aula aberta intitulada: “Porto Alegre na Década de 1820”. A entrada é gratuita.

O evento proporcionará ao público uma imersão na história da cidade de Porto Alegre durante a década de 1820, utilizando um mapa histórico (o mais antigo registro cartográfico de Porto Alegre) proveniente do arquivo histórico da Justiça Federal do RS, recuperado digitalmente por pesquisadores do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul/IHGRGS.

A aula será ministrada por:

  • Prof. Dr. Ronaldo Marcos Bastos, membro do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul (IHGRGS);
  • Profª Dra. Daniela Marzola Fialho, arquiteta e doutora em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); e
  • Maria Fernanda Kill, bolsista de Iniciação Científica de Arquitetura.

O evento será transmitido no canal do Youtube da Justiça Federal do RS.


(JFRS)


(JFRS)

 

A Subseção Judiciária de Curitiba abre na segunda-feira (08) as inscrições para seleção de estagiário de nível médio. As inscrições ficarão abertas até o dia 19 de abril de 2024 e poderão ser feitas presencialmente no Núcleo de Segurança e Transportes da JFPR (Avenida Anita Garibaldi, 888).

Para participar do processo, o(a) candidato(a) deverá estar cursando o 1º ou 2º ano do ensino médio. A seleção será por meio de prova a ser aplicada presencialmente no dia 02 de maio de 2024. O resultado final será divulgado no dia 10 de maio de 2024 no site do TRF4.

A carga horária é de 20 horas semanais, no turno da tarde, com remuneração mensal de R$ 885,65 (oitocentos e oitenta e cinco reais e sessenta e cinco centavos) a título de auxílio financeiro, e de R$ 12,00 (doze reais) por dia efetivamente estagiado, a título de auxílio-transporte.

Saiba mais sobre o processo por meio do EDITAL: https://bit.ly/EstagioNivelMedioCuritiba


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Dando início às visitas acadêmicas do PVITA – Programa de Visitação Técnico-Acadêmica em 2024, a Justiça Federal em Curitiba recebeu ontem (04/04) 22 acadêmicos de Direito da Gran Faculdade. Os alunos estavam acompanhados da Professora Gilmara Pesquero Fernandes Mohr Funes. O PVITA é coordenado pela Divisão de Documentação e Memória (DDOCM), com o apoio da Direção do Foro da JFPR.

O grupo recebeu as boas-vindas do Diretor da Secretaria Administrativa Layre Colino Neto que, em nome da Direção do Foro, expressou a satisfação em receber os estudantes, desejando que a visita fosse proveitosa a todos. Em seguida, o Diretor da DDOCM, Afonso César da Silva, demonstrou a estrutura e o funcionamento da Justiça Federal. O servidor Alexandre César Nass, da 3ª Vara Federal, fez uma demonstração do eproc – processo eletrônico utilizado na Justiça Federal, e abordou as carreiras da Instituição e forma de ingresso, seja como estagiário, servidor ou magistrado.

A seguir, divididos em dois grupos, os alunos visitaram as secretarias da 3ª e da 20ª Varas Federais. Na 3ª Vara foram recebidos pelo diretor de secretaria, Leonardo Manfroi de Araújo, e na 20ª pela juíza federal Cláudia Rocha Mendes Brunelli.

Os estudantes finalizaram a visita na “Sala da Memória Fábio Luiz dos Santos”, onde a supervisora da Seção de Memória Institucional, Dulcinéia Tridapalli, contou um pouco da História da JFPR e demonstrou o acervo histórico da Sala.

Texto: Divisão de Documentação e Memória.


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A 1ª Vara Federal de Bento Gonçalves (RS) determinou que a Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) desbloqueie o perfil de Instagram de um aluno, que foi bloqueado pela instituição, em virtude de comentários supostamente ofensivos.  A sentença, publicada em 27/3, é do juiz federal André Augusto Giordani.

O aluno ingressou com ação narrando ter sido bloqueado pelo perfil da instituição durante a pandemia devido a um comentário que publicou, interpretado como ofensa à reitora pelos administradores da rede da instituição. O autor da ação alegou que não ofendeu ninguém, exercendo apenas seu direito de livre expressão. Argumentou que a restrição de acesso à conta da universidade o estaria impedindo de obter informações disponíveis à comunidade acadêmica e de expressar sua opinião sobre assuntos de interesse à instituição.

A UFCSPA contestou, indicando que possui órgão interno que realiza a gestão das redes que é responsável pelo monitoramento e moderação dos comentários de publicações. Confirmou que a mensagem foi considerada ofensiva à reitora da Universidade, o que levou ao bloqueio da conta do rapaz.

O juiz observou que o motivo do comentário em questão teria sido uma publicação em que a reitora da Universidade não utilizava máscara de proteção. O episódio se deu em meio à pandemia de coronavírus, momento em que a circulação pelo campus da instituição sem o uso de máscara estava proibida.

Apesar de não haver registros do conteúdo do comentário, de maneira que não é possível saber o teor exato do comentário, Giordani pontuou que o bloqueio pela Universidade foi justificado: “É compreensível (…) a ação da universidade na ocasião em que blinda o acesso às suas redes sociais de usuários que possam estar proferindo ofensas a servidores públicos, até porque, como é cediço, o direito à liberdade de expressão não é absoluto e não pode ser utilizado como salvaguarda para ferir deliberadamente direitos de personalidade”. Por outro lado, o magistrado reconheceu que não existem indícios de que o autor possa repetir o comportamento ofensivo.

A ação foi julgada parcialmente procedente, sendo assim determinado que a Universidade desbloqueie imediatamente o perfil do demandante.

Quanto à solicitação do autor de indenização por danos morais, Giordani observou que as informações institucionais publicadas nas redes da universidade são veiculadas também em outras plataformas, como o site da entidade. Dessa forma, o demandante não estaria impedido de acessar informações e manifestar suas opiniões a respeito de assuntos da instituição, o que descaracterizaria o dano moral.

Cabe recurso ao TRF4.


(Foto: UFCSPA)

A Escola Judicial de Magistrados e Servidores (Emagis) do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) realizou entre quarta-feira e hoje (3 a 5/4) o curso “Direito Previdenciário: aspectos práticos”, dirigido a magistrados e servidores da 4ª Região. O evento aconteceu no auditório da Justiça Federal de Santa Catarina, em Florianópolis, e também foi transmitido por streaming.

Sob a coordenação científica da desembargadora federal Eliana Paggiarin Marinho e da juíza federal Gabriela Pietsch Serafin, o objetivo do curso foi ampliar a compreensão do processo administrativo previdenciário de concessão de benefícios. Foram abordadas as formas de acesso aos dados previdenciários e sua interpretação e os novos conceitos envolvendo a Inteligência Artificial. O grupo ainda compartilhou experiências e possibilidades de aprimoramento na área.

Busca de soluções

O curso foi aberto pelo desembargador federal Alexandre Gonçalves Lippel, que pontuou a necessidade de desenvolver competências no Direito Previdenciário, tendo em vista o impacto que trará o uso da Inteligência Artificial nos processos. 

“A criação das ferramentas eletrônicas Tramitação Ágil (TA) e Automatização da Tramitação Processual (ATP) surge paralelamente à utilização de Inteligência Artificial pelo INSS, exigindo o estudo e debate no âmbito da Justiça Federal da 4ª Região”, ressaltou Lippel. 

Segundo o magistrado, é preciso “identificar os problemas que os diversos atores processuais estão enfrentando, permitir o diálogo efetivo entre eles e fomentar a criação de soluções que levem em consideração a complexidade e multifatoriedade do Direito Previdenciário”.

O evento contou com cinco painéis e a participação de 687 ouvintes, sendo 119 presenciais e 568 telepresenciais.

Acesse a programação do curso neste link: https://www.trf4.jus.br/5WEUz.

Desembargador Alexandre Lippel abriu o curso
Desembargador Alexandre Lippel abriu o curso (Foto: Imprensa/SJSC)

Em comemoração ao 252º aniversário da Cidade de Porto Alegre, o Memorial da Justiça Federal do RS realizará, no dia 9/4, às 17h, a aula aberta intitulada: “Porto Alegre na Década de 1820”. A entrada é gratuita.

O evento proporcionará ao público uma imersão na história da cidade de Porto Alegre durante a década de 1820, utilizando um mapa histórico (o mais antigo registro cartográfico de Porto Alegre) proveniente do arquivo histórico da Justiça Federal do RS, recuperado digitalmente por pesquisadores do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul/IHGRGS.

A aula será ministrada por:

  • Prof. Dr. Ronaldo Marcos Bastos, membro do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul (IHGRGS);
  • Profª Dra. Daniela Marzola Fialho, arquiteta e doutora em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); e
  • Maria Fernanda Kill, bolsista de Iniciação Científica de Arquitetura.

O evento será transmitido no canal do Youtube da Justiça Federal do RS.


(JFRS)


(JFRS)

 

Uma médica que atuou na linha de frente da covid-19 terá seu saldo devedor do Financiamento Estudantil ao Estudante de Ensino Superior (FIES) abatido. A decisão é do juiz federal Braulino da Matta Oliveira Junior, da 2ª Vara Federal de Maringá, que determinou o abatimento no percentual de 24% sobre o saldo devedor. O valor do desconto deve chegar a quase R$ 80.000,00 (oitenta mil reais), do total de R$ 384.643,77 (trezentos e oitenta e quatro mil e seiscentos e quarenta e três reais e setenta e sete centavos).

A autora da ação sustenta, em síntese, que é graduada em medicina em instituição privada e firmou Contrato de Abertura de Crédito para o FIES. Exerceu o cargo de médica no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), na linha de frente ao enfrentamento da pandemia COVID-19. 

Declara que tem direito ao abatimento de 1% do saldo devedor consolidado durante o período de vigência da emergência sanitária. Na esfera judicial, a profissional ingressou com uma ação buscando a redução do saldo devedor do Fies devido aos meses dedicados ao trabalho durante a vigência da emergência sanitária causada pela COVID-19 (de maio de 2020 a dezembro de 2021).

Em sua sentença, Braulino da Matta Oliveira Junior, reiterou que está previsto em lei o direito ao abatimento do saldo devedor aos médicos, enfermeiros e demais profissionais da saúde que trabalhem no âmbito do SUS durante a pandemia.

“A tentativa do autor de efetuar o requerimento administrativo está comprovada pelos documentos”, disse o magistrado. “O requerimento não foi registrado em razão de problemas técnicos nos sistemas informatizados do FIES, que não podem prejudicar o devedor”, complementa.

O juiz federal ressaltou ainda que a ausência de regulamentação específica sobre a hipótese de abatimento em questão “não deve impedir a fruição do benefício previsto em lei, tendo em vista que a autora comprovou o preenchimento dos requisitos previstos e foi diligente ao buscar solicitar o abatimento, que foi recebido e não apreciado pelo Ministério da Saúde”.

O juiz federal considerando que a emergência sanitária decorrente da pandemia foi declarada pela em Portaria publicada no dia 04 de fevereiro de 2020, com encerramento em 22/04/2022, o percentual de abatimento que deverá ser implementado ao contrato de FIES da parte autora, bem como os limites expressos do pedido, é de 24% (vinte e quatro por cento) sobre o saldo devedor. 

“Aplicado o percentual de abatimento de 24% sobre o saldo devedor do contrato consolidado em 30/11/2023 (data do ajuizamento da demanda) e, eventualmente, apurados valores pagos de forma excessiva pela parte autora nas parcelas adimplidas após o ajuizamento desta ação, tais valores devem ser objeto de compensação no débito existente”, finalizou o juiz federal. 

 

Comunicação Social da Seção Judiciária do Paraná
COMSOC/JFPR (imprensa@jfpr.jus.br)


(Foto: Freepik)

A Corregedoria do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) instalou, na tarde desta quinta-feira (04), o Núcleo de Justiça 4.0 para atender demandas sobre benefícios previdenciários por incapacidade. O ato de instalação do Núcleo foi realizado na Sede da Seção Judiciária do Paraná, em Curitiba, e contou com a presença do presidente do TRF4, desembargador Fernando Quadros da Silva, e da corregedora-regional desembargadora federal Vânia Hack de Almeida.

Fernando Quadros da Silva salientou que o objetivo do Núcleo de Justiça 4.0 de Benefícios por Incapacidade “será o de atuar em regime de auxílio no processamento e julgamento dos benefícios previdenciários por incapacidade do juízo comum e do juizado especial, em âmbito regional, contemplando os estados do Paraná, do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina”. 

Com a palavra, Vânia Hack de Almeida disse que o projeto está  alinhado ao Juízo 100% Digital e que o atendimento aos usuários será facilitado pelos meios eletrônicos existentes, com apoio e suporte dos Núcleos. “É importante ressaltar  que os Núcleos irão atuar em integração com os Cejuscon, agregando na promoção da celeridade e eficiência da prestação jurisdicional”. 

“Os Núcleos serão objetos de avaliação periódica, garantindo que sua atuação seja constantemente aprimorada e que os objetivos de oferecer serviço de  qualidade e eficaz sejam alcançados.  A sua instalação representa um marco na busca por uma justiça mais acessível e eficiente e alinhada com as demandas da sociedade”, complementou. 

A diretora do Foro da SJPR, juíza federal Luciana da Veiga Oliveira, agradeceu a presença de todos, dando as boas-vindas aos presentes. Ela destacou a importância da iniciativa do Tribunal com a criação do Núcleo, pois o Previdenciário é a principal demanda da Justiça Federal. “O projeto garante a celeridade e efetividade da prestação jurisdicional”, pontuou. 

Implantação

O auxiliar da Presidência do TRF4, juiz federal Eduardo Tonetto Picarelli destacou que os Núcleos de Justiça 4.0, ao lado do Juizo 100% Digital e do Balcão Digital, integram um grupo de programas criados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) com o objetivo de ampliar a prestação de serviços públicos por meio digital, sem necessidade de solicitação presencial.

O Núcleo vai possibilitar um trâmite mais especializado dessas demandas, não só para o Núcleo, mas também para as varas previdenciárias, as quais poderão dedicar a sua atenção às outras demandas de média e alta complexidade e que estão se revelando como o grande gargalo da prestação jurisdicional nessas unidades.

“Os programas objetivam a informatização do processo judicial, com foco na ampliação do acesso à Justiça e na modernização, o fortalecimento e a simplificação da relação do poder público com a sociedade, mediante serviços digitais, integrando o “Programa Justiça 4.0 – Inovação e efetividade na realização da Justiça para todos” do CNJ”, explicou Eduardo Tonetto Picarelli.

A proposta está, também, alinhada ao programa Tramitação Ágil, instituído pela Resolução Conjunta 24/2023, a qual estabeleceu um fluxo automatizado e que permite a tramitação célere, padronizada e eficiente desses processos.

O atendimento das partes e dos advogados será realizado pelos servidores do Núcleo, com uso das plataformas já disponibilizadas no âmbito da 4ª Região. “Os atendimentos a serem realizados pelos(as) magistrados(as) do Núcleo poderão ser realizados por meio do agendamento do próprio sistema de Balcão Virtual, que permite que o interessado realize o atendimento, com dia e hora”, finalizou. 

Confira o PDF da apresentação do Núcleo 4.0 AQUI

 

Luciana da Veiga Oliveira, Vânia Hack de Almeida, Fernando Quadros da Silva, Melquizedek Santos Soares da Silva (Procurador da 4R) e Adriano Celso de Souza (OAB)
Luciana da Veiga Oliveira, Vânia Hack de Almeida, Fernando Quadros da Silva, Melquizedek Santos Soares da Silva (Procurador da 4R) e Adriano Celso de Souza (OAB) ()

Eduardo Tonetto Picarelli apresentou o projeto
Eduardo Tonetto Picarelli apresentou o projeto ()

O Conselho da Justiça Federal (CJF) realizou, nesta quarta-feira (3/4), a solenidade em comemoração aos 35 anos de instalação dos Tribunais Regionais Federais (TRFs) das 1ª, 2ª, 3ª, 4ª e 5ª Regiões. A cerimônia, que reuniu cerca de 300 convidados, teve o objetivo de preservar, valorizar e divulgar a memória da Justiça Federal de segunda instância. O evento contou com transmissão ao vivo pelo canal do CJF no Youtube.

As comemorações foram inauguradas com a execução do Hino Nacional pela banda de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil, seguida pela abertura oficial proferida pela presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do CJF, ministra Maria Thereza de Assis Moura: “declaro aberta essa solenidade, especialmente preparada para comemorar o 35º aniversário de instalação dos Tribunais Regionais Federais”.

O coordenador das comemorações dos 35 anos, desembargador federal aposentado do TRF4 Vladimir Passos de Freitas, discorreu sobre a relevância histórica desses tribunais, criados para lidar com o crescente volume processual da Justiça brasileira, destacando a necessidade de avançar na utilização das inteligências artificiais. “Vivemos novos tempos e, nos novos tempos, nós temos duas coisas a fazer: comemorar o que foi criado e nos preocupar com o futuro para que sejamos cada vez melhores”, ele declarou.

Representando o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o conselheiro federal decano, Felipe Sarmento Cordeiro, mencionou a importância do diálogo e da colaboração recíproca: “nossas competências são complementares e, por isso, a construção de uma cultura jurídica digna impõe a parceria entre o Judiciário e a advocacia. Estou seguro de que todos nós estamos do mesmo lado”.

Já o subprocurador-geral da República, Eduardo Kurtz Lorenzoni, destacou que “no decorrer desses 35 anos, a Justiça Federal tem enfrentado diversas mudanças: o aumento vertiginoso no número de processos, que também deixaram de ser no papel e passaram para o digital, além de três anos de pandemia e muitas mudanças legislativas”.

A comemoração contou com a presença do vice-presidente do STJ e do CJF, ministro Og Fernandes, de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do STJ; do governador do Distrito Federal (DF), Ibaneis Rocha; dos presidentes, membros e servidores dos seis Tribunais Regionais Federais; e de representantes do Ministério Público da União, da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), da OAB e demais órgãos auxiliares do Poder Judiciário, entre outras autoridades.

Selo e carimbo

Durante a cerimônia, houve o lançamento do selo personalizado e do carimbo comemorativo alusivos aos 35 anos de instalação dos cinco TRFs. As peças foram desenvolvidas em parceria com a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (EBCT), para simbolizar a data e a importância da Justiça Federal para a sociedade brasileira.

A imagem utilizada na ilustração dos itens foi concebida pelo coordenador da Produção Gráfica e Visual do TRF2, Ricardo Horta, e adaptado para as dimensões do selo e do carimbo pela designer gráfica da Assessoria de Comunicação Social do Conselho da Justiça Federal (Ascom/CJF), Rebeca Carvalhêdo.

O ato de obliteração do selo contou com a presença do diretor de negócios dos Correios, Sandro Alexandre Almeida, que registrou a relevância dos TRFs. “Os tribunais não trouxeram apenas celeridade aos julgamentos e discussões dos conflitos federais, mas também auxiliaram a consolidação da democracia brasileira ao interiorizar a Justiça. Assim como os TRFs, a missão dos Correios também está ligada ao aperfeiçoamento dos valores democráticos”, ele avaliou.

O carimbo comemorativo passará a integrar o acervo do Centro de Memória do Conselho da Justiça Federal, onde poderá ser visto por todos.

Homenagens

Na solenidade, foram entregues placas de homenagem a membros antigos e atuais que marcaram a trajetória dos TRFs, nas seguintes categorias:

– Homenagem aos desembargadores federais de ontem – primeiros presidentes de cada um dos cinco TRFs;
– Homenagem aos desembargadores federais que ascenderam aos tribunais superiores – STF e STJ;
– Homenagem aos desembargadores federais de hoje – atuais presidentes dos seis TRFs;
– Homenagem ao corpo funcional – primeiros e atuais diretores-gerais, além dos servidores mais antigos em exercício nos Tribunais;

Para conferir os nomes de todos os homenageados, acesse o seguinte link: https://www.trf4.jus.br/BKslW.

Tribunais Regionais Federais

No evento, os presidentes dos seis Tribunais Regionais Federais também se pronunciaram sobre os 35 anos de instalação das cortes.

Em sua manifestação, o presidente do TRF4, desembargador federal Fernando Quadros da Silva, destacou a contribuição das mulheres e a modernidade do tribunal, mencionando a criação do Sistema Eletrônico de Informações (SEI) e o compromisso com inovações. “É muito importante olhar para o futuro e manter-se aberto às mudanças para garantir a eficiência e a aplicação igualitária da lei”, ressaltou o magistrado.

O presidente do TRF1, desembargador federal José Amilcar Machado, afirmou que “há 35 anos, a Justiça Federal, capitaneada pelo Conselho da Justiça Federal, e blindada por tribunais, segue em constante evolução, pautada pela significativa demanda de atendimento ao jurisdicionado e por suas particularidades”.

Já o desembargador federal Guilherme Calmon, presidente do TRF2, declarou que não há efetividade dos direitos fundamentais sem a Justiça: “que assumamos o compromisso inabalável da defesa da democracia, dos direitos humanos, dos direitos fundamentais e dos direitos de cada cidadão e cidadã que tenha residência no território brasileiro”.

O presidente do TRF3, desembargador federal Carlos Muta, discorreu sobre as conquistas e avanços da Justiça Federal, que foram definidoras de sua trajetória e identidade. “Testemunhamos avanços firmes de um Judiciário que permanentemente se desafia, interage com a sociedade e constrói soluções para garantir a paz social”, disse o magistrado.

O presidente do TRF5, desembargador federal Fernando Braga Damasceno, expôs suas projeções futuras para a Justiça Federal. “Ressalto um otimismo para o futuro, decorrente do contato diário com magistrados e servidores, que certamente continuarão a impulsionar a evolução contínua que tem sido característica da Justiça Federal brasileira até o momento”, ele afirmou.

A desembargadora Mônica Sifuentes, presidente do TRF6, ressaltou que o tribunal foi a concretização de uma oportunidade histórica e que adota políticas judiciárias inteligentes, priorizando a equidade de gênero. “Capacitamos nossas servidoras como líderes do futuro, através de um programa de formação gerencial exclusivo para mulheres, e instituímos um programa de saúde inovador focado na proteção durante o climatério”, ela declarou.

Livro e série de vídeos

A solenidade foi marcada, ainda, pelo lançamento do livro “TRFs – 35 Anos Distribuindo Justiça”, escrito por servidores do CJF e dos TRFs. A publicação narra a história dos Tribunais Regionais Federais do Brasil nessas três décadas e meia.

A obra, que foi distribuída a todos os presentes, apresenta o surgimento dos cinco primeiros TRFs e descreve os acontecimentos que marcaram essas instituições, seus desafios, projetos e ações nas áreas judiciária, tecnológica e administrativa, de 1989 até os dias atuais.

Na sequência, os convidados assistiram ao primeiro dos 35 vídeos comemorativos da série “Desenhando a História”, produzidos pela Assessoria de Comunicação Social do Conselho para o Instagram e YouTube, com decisões compiladas pelas áreas de comunicação dos tribunais das cinco regiões.

Os vídeos têm duração de 35 segundos e exploram o lúdico. As sentenças são ilustradas com desenhos feitos à mão, animados quadro a quadro, com apoio de narração. O resultado é um produto com visual criativo, reinterpretando o estilo stop motion, que ganhou popularidade no mundo digital nos últimos anos.

Encerramento

Encerrando as celebrações, a presidente do CJF, ministra Maria Thereza de Assis Moura, reafirmou a relevância dos Tribunais Regionais Federais na consolidação do Estado Democrático de Direito no Brasil, ressaltando que, ao longo dos anos, os TRFs têm se dedicado como baluartes da eficiência e excelência no Judiciário brasileiro.

A ministra pontuou os desafios futuros das cortes regionais: “É importante lembrar que, embora tenhamos alcançado muitos sucessos ao longo desses 35 anos, ainda há desafios a enfrentar: precisamos continuar aprimorando nossas instituições judiciais, buscando sempre mais eficiência, transparência e integridade em nosso sistema de Justiça. Renovamos o nosso compromisso com os ideais de igualdade e acesso à Justiça, buscando uma prestação mais célere e efetiva. Parabéns a todos que contribuíram para essa trajetória de sucesso!”.

Após a fala da presidente do CJF, o coral Habeas Cantus interpretou as músicas “Tempos Modernos”, de Lulu Santos, e “Isto aqui o que é”, de Ary Barroso, fechando a programação.

Todos foram convidados a visitar a exposição fotográfica “Casas da Justiça e Quem é o Jurisdicionado”, remontada no CJF para celebrar os 35 anos de instalação dos Tribunais Regionais Federais.

História

Os TRFs das 1ª, 2ª, 3ª, 4ª e 5ª Regiões, cuja criação foi prevista na Constituição Federal de 1988, foram instalados em 30 de março de 1989, como a segunda instância da Justiça Federal, substituindo o Tribunal Federal de Recursos (TFR).

A jurisdição e sede desses cinco TRFs foram previstas pela Resolução TFR nº 1/1988, sendo:

– TRF1 (sede em Brasília) – Seções Judiciárias do Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Piauí, Rondônia, Roraima e Tocantins;
– TRF2 (sede no Rio de Janeiro) – Seções Judiciárias do Rio de Janeiro e Espírito Santo;
– TRF3 (sede em São Paulo) – Seções Judiciárias de São Paulo e Mato Grosso do Sul;
– TRF4 (sede em Porto Alegre) – Seções Judiciárias do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina;
– TRF5 (sede em Recife) – Seções Judiciárias de Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Recentemente, os trabalhos do TRF1 foram descentralizados, com a instalação, em 19 de agosto de 2022, do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6), que possui sede em Belo Horizonte e competência sobre todo o território do estado de Minas Gerais. A nova configuração visa proporcionar maior agilidade a julgamentos e processos, por meio de melhor distribuição da carga processual.

Com informações da Ascom/CJF

A cerimônia ocorreu no auditório do CJF, em Brasília
A cerimônia ocorreu no auditório do CJF, em Brasília (Foto: Imprensa/TRF1)

Os presidentes dos TRFs participaram da solenidade
Os presidentes dos TRFs participaram da solenidade (Foto: Ascom/CJF)

O presidente do TRF4, desembargador Fernando Quadros da Silva (centro), destacou a contribuição das mulheres e a modernidade do tribunal em discurso durante a solenidade
O presidente do TRF4, desembargador Fernando Quadros da Silva (centro), destacou a contribuição das mulheres e a modernidade do tribunal em discurso durante a solenidade (Foto: Imprensa/TRF1)

O desembargador aposentado do TRF4 Vladimir Passos de Freitas é o coordenador das comemorações dos 35 anos dos TRFs
O desembargador aposentado do TRF4 Vladimir Passos de Freitas é o coordenador das comemorações dos 35 anos dos TRFs (Foto: Imprensa/TRF1)

Durante a cerimônia foram lançados o selo personalizado e o carimbo comemorativo alusivos aos 35 anos de instalação dos cinco TRFs
Durante a cerimônia foram lançados o selo personalizado e o carimbo comemorativo alusivos aos 35 anos de instalação dos cinco TRFs (Foto: Imprensa/TRF1)

A cerimônia foi acompanhada por várias autoridades do Poder Judiciário e convidados
A cerimônia foi acompanhada por várias autoridades do Poder Judiciário e convidados (Foto: Imprensa/TRF1)

 

Um homem de Dois Vizinhos, região sudoeste do Paraná, ganhou o direito à pensão por morte da companheira após comprovar a união estável. A decisão é do juiz federal Christiaan Allessandro Kroll, da 2ª Vara Federal de Francisco Beltrão. O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) deve conceder a pensão por morte de forma vitalícia.

O autor da ação requereu junto à Autarquia Previdenciária a concessão do benefício de pensão por morte, em razão do falecimento de sua parceira, com a qual vivia desde o ano de 2003. O casal não teve filhos. Informou que recebeu a pensão por um período de 4 meses, mas teve o benefício cessado sob a alegação da não comprovação da união estável anterior aos últimos dois anos.

Ao analisar o caso, o magistrado reiterou que não há dúvida sobre os pressupostos do benefício, tanto que o autor recebeu a pensão por quatro meses. “Para confirmar a convivência, o autor apresentou fotos antigas e documentos indicativos de vacinação do gado contra brucelose e febre aftosa desde 2003, indicando que vivia com a mulher, além de documentos mais recentes que justificaram a concessão do benefício no período delimitado pela autarquia”. 

Em sua decisão, o juízo da 2ª Vara Federal de Francisco Beltrão destacou ainda que as testemunhas ouvidas confirmaram que o autor conviveu com a companheira por vários anos até o óbito e nunca se separaram. Na cidade de Dois Vizinhos, onde viviam, relatos comprovam que sobreviviam da venda de cosméticos e de serviços de diarista que a companheira prestava, além do salário do autor enquanto empregado. Eram vistos juntos em locais públicos como mercados e farmácias como se casados fossem, não havendo oposição da família quanto ao relacionamento.

“Havendo início razoável de provas materiais ilustrando o endereço comum por vários anos, confirma-se a união estável pelo tempo sustentado na demanda,  sendo devido o restabelecimento da pensão por morte  requerida”, complementou. 

O juiz federal destacou ainda que o benefício é devido desde 26/04/2022 (óbito), uma vez que foi requerido no prazo do art. 74, I, da Lei de Benefícios, descontando-se o valor já quitado pelo INSS. 

“Como as provas apontam a convivência por mais de dois anos, a instituidora estava vinculada ao sistema há vários anos e o autor contava com mais de 45 anos de idade na época do óbito, a pensão deve ser mantida em caráter vitalício”, finalizou.

 

Comunicação Social da Seção Judiciária do Paraná
COMSOC/JFPR (imprensa@jfpr.jus.br)


(Foto: Freepik)